Eu mesma me censuro.
Quem é esse nobre animal
chamado poeta?
Quem faz um programa da discovery,
um globo repórter que seja,
a falar destas criaturas míticas
que teimam
em olhar pro mundo
e ver versos
onde outros veem
linhas, fórmulas
física, cifras,
entulho?
Quem vive de letras,
sem ser legislador
ou juiz?
Poema pra mim:
sonho, devaneio,
utopia.
O que come o poeta?
Quanto ganha?
De exemplos que vejo,
todo poeta faz corre
- poesia é bico.
Mas vai lá questionar o poeta.
Ele retruca.
Provoca:
E quem é que escapa da poesia?
quem é que vive sem ela?
quarta-feira, outubro 12, 2016
terça-feira, outubro 11, 2016
aceitar que...
identificar um problema não significa que seremos capazes de encontrar a solução para ele.
mesmo que seja um passo importante nessa direção...
mesmo que seja um passo importante nessa direção...
segunda-feira, outubro 10, 2016
Hoje cortei um pedaço.
Dói.
Vai doer.
Mas, aos poucos, renasço...
---------------
E a percepção que surge é - de fato, dói muito mais se me abro, ou me conecto. Se me fecho... É como se me fechasse também para a dor...
É triste que seja assim...
Dói.
Vai doer.
Mas, aos poucos, renasço...
---------------
E a percepção que surge é - de fato, dói muito mais se me abro, ou me conecto. Se me fecho... É como se me fechasse também para a dor...
É triste que seja assim...
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domingo, outubro 09, 2016
Sinto saudades.
Do amigo.
Da pessoa.
Da abertura.
De estar bem...
Quais os caminhos para resolver esse tipo de situação...?
É sozinho que se aprende?
...
[...]
E pensar que sinto estas coisas sozinha me dá vontade de chorar. E, ao mesmo tempo, me faz pensar que por isso mesmo é preciso prosseguir...
Do amigo.
Da pessoa.
Da abertura.
De estar bem...
Quais os caminhos para resolver esse tipo de situação...?
É sozinho que se aprende?
...
[...]
E pensar que sinto estas coisas sozinha me dá vontade de chorar. E, ao mesmo tempo, me faz pensar que por isso mesmo é preciso prosseguir...
sábado, outubro 08, 2016
sexta-feira, outubro 07, 2016
lembrar
... eu sou meu próprio lar ...
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quinta-feira, outubro 06, 2016
Aprender
Qual a diferença entre vontade e saudade?
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quarta-feira, outubro 05, 2016
You're chasing the deer
"Hercules, the greatest and strongest of all heroes, was tasked with 12 extraordinary labors. The third of these, the quest to capture the Ceryneian Hind, saw him chasing a deer faster than a flying arrow for a year...
"A whole year!! He chased a deer for an entire year!!
"Think about it! 365 days of that dude's life, gone. Consigned to oblivion.
"Sleeping outside, shitting in bushes, eating bark and berries.
"Homey had to spend at least one of his birthdays pawing through magic deer pellets, trying to catch this damned thing...
"... only to have some punk-ass storyteller come in after the fact and say 'Yeah, yeah, yeah, he chased it for a year or whatever, but then he caught it, and here's what happened then.'
"BULLSHIT!
"That sentence makes it seem like chasing the deer and catching the deer are of equal significance, but they're not! Not while you're actually doing the damn work!
"Catching is always the easy part. It happens in an instant, and it's done, immediately a memory.
"But chasing the thing? The part that poets and storytellers wanna gloss over?
"That's the part people are never prepared for.
"You're chasing the deer. Settle in, because you're gonna be here for a while."
l.b., b.l.m.
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Pra não esquecer. Pra motivar...
http://strongfemaleprotagonist.com/issue-5/page-166/
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"[...] After a while, you just start to enjoy it. You start enjoying..."
"...Anything that you're good at. I know. Probably why it's so important to be careful what you get good at."
"...Anything that you're good at. I know. Probably why it's so important to be careful what you get good at."
m. & m.g., b.l.m.
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terça-feira, outubro 04, 2016
...
"[...] Pra conversar é necessário gostar. Caso contrário, a coisa viraria um monólogo: uma fala sem resposta."
r.a.
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domingo, outubro 02, 2016
sexta-feira, setembro 30, 2016
quinta-feira, setembro 29, 2016
Aprender e integrar
Mesmo que eu seja forte, mereço e tenho direito a cuidado, carinho, apoio...
Mesmo que seja forte, posso querer cuidado, carinho, apoio...
Posso buscar e querer companhia sem abrir mão de minha independência.
Não preciso ser ou estar frágil para merecer cuidado. Ou para precisar de outra pessoa.
Vou me fortalecer. E continuar aprendendo...
Mesmo que seja forte, posso querer cuidado, carinho, apoio...
Posso buscar e querer companhia sem abrir mão de minha independência.
Não preciso ser ou estar frágil para merecer cuidado. Ou para precisar de outra pessoa.
Vou me fortalecer. E continuar aprendendo...
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segunda-feira, setembro 26, 2016
pensares
[...] Se a nossa amizade depende de coisas como o espaço e o tempo, então, quando finalmente ultrapassarmos o espaço e o tempo, teremos destruído a nossa fraternidade! Mas, ultrapassado o espaço, tudo o que nos resta é Aqui. Ultrapassado o tempo, tudo o que nos resta é Agora. E entre Aqui e Agora você não crê que poderemos ver-nos uma ou duas vezes?
f.c.g., r.c.
sexta-feira, setembro 23, 2016
I am the one who walks in the rain
I am the one who walks in the rain
Without fearing its tears
I am one in a thousand
a million
seven billion
I shall stand
and fall
and rise once again
for I am alive
and life is stronger
and so am I
I am the one who walks
without fear of feeling
without fear of falling
I shall rub my hands clean
breathe through cry and pain
and stand once more
for I am alive
and I will walk
and run
and smile
and love
and shine
once again.
I am the one
who walks in the rain
welcoming its blessing waters
without fearing them
for I am alive.
And life is stronger
and so am I.
Without fearing its tears
I am one in a thousand
a million
seven billion
I shall stand
and fall
and rise once again
for I am alive
and life is stronger
and so am I
I am the one who walks
without fear of feeling
without fear of falling
I shall rub my hands clean
breathe through cry and pain
and stand once more
for I am alive
and I will walk
and run
and smile
and love
and shine
once again.
I am the one
who walks in the rain
welcoming its blessing waters
without fearing them
for I am alive.
And life is stronger
and so am I.
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terça-feira, setembro 20, 2016
domingo, setembro 18, 2016
Os silêncios apertam o peito
E ficam brigando para pesar no peito.
E quero dizer isso. Dizer quanto aperta o silêncio.
Mas... quem sou eu?
alguém sem lugar...
e, dentro, a sensação é de que minhas lágrimas não importam...
E quero dizer isso. Dizer quanto aperta o silêncio.
Mas... quem sou eu?
alguém sem lugar...
e, dentro, a sensação é de que minhas lágrimas não importam...
Fluir. Ou: amar sem ponto final
Um gostar que nasce fácil,
sem nos darmos conta
um amor que flui,
que se fecha os olhos e sente
que deixa o peito enorme
traz paz
que nutre.
Um amor que nasceu porque
estava tudo ali para nascer
- sem esforço, sem mirabolâncias,
sem ser "porque era preciso".
Sem ser pra preencher buracos.
Que nasce porque conversar é bom,
porque o olhar faz sorrir,
porque tudo é encaixe e encontro
Um gostar que acontece independente
de a gente querer,
de dizer sim ou não,
de ser simples ou complicado
Um gostar que quando você olha faz parte de você
e se misturou como cachos de cabelo
raios de sol na pele,
pernas com pernas,
abraço-encaixe
Um gostar que vem fácil, que acontece e...
engrandece a vida
faz o peito aquecer.
sem nos darmos conta
um amor que flui,
que se fecha os olhos e sente
que deixa o peito enorme
traz paz
que nutre.
Um amor que nasceu porque
estava tudo ali para nascer
- sem esforço, sem mirabolâncias,
sem ser "porque era preciso".
Sem ser pra preencher buracos.
Que nasce porque conversar é bom,
porque o olhar faz sorrir,
porque tudo é encaixe e encontro
Um gostar que acontece independente
de a gente querer,
de dizer sim ou não,
de ser simples ou complicado
Um gostar que quando você olha faz parte de você
e se misturou como cachos de cabelo
raios de sol na pele,
pernas com pernas,
abraço-encaixe
Um gostar que vem fácil, que acontece e...
engrandece a vida
faz o peito aquecer.
Verdades que prosseguem
Abraços curam.
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sexta-feira, setembro 16, 2016
16.09.16
No peito há ansiedade, apertos
Mas brilha também
uma lua amarela
E sorrisos serenos, salpicados de mar
Algos dóem no peito
Mas, por vezes, algo serena
E é um misto de vento forte
e brisa azul
uma paciência
de deixar o tempo passar
Ontem, a água levou a conchinha pequena
a grande ficou
O que cresce dentro é, antes de escolha,
encaixe e mistério
inefável
O tempo também leva
o que não quer ficar
E também a intensidade pode ser serena
quando se consegue esperar...
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quinta-feira, setembro 15, 2016
Why do you think that I'm stronger than others?
Se o que você sente por mim é tão forte e você não quer que eu sofra, se você me quer próxima... Se abre pra cuidar disso... Você é importante. E faz falta. E eu também não estou bem. Também preciso de cuidado. E é um cuidado que não é outra pessoa quem pode oferecer... Porque você é você. E eu te amo. E você me ama. E a gente não quer ficar longe um do outro...
[...]
É tão estranho e ruim ficar, longe, distante, mudo...
[...]
É tão estranho e ruim ficar, longe, distante, mudo...
sábado, setembro 10, 2016
Aprender
Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."
c.m.
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terça-feira, setembro 06, 2016
De percepções e aprendizados
Às vezes, confundimos o gostar de uma grande amizade com o gostar de amor... E ainda que haja uns quantos pontos em comum, tenho sentido e aprendido que há pontos por vezes difíceis de explicar - uma conexão, uma cumplicidade, talvez? Que fazem com que uma coisa não seja a outra. Ainda que ambas sejam importantes.
quinta-feira, setembro 01, 2016
desejos que flutuam no tempo...
Um bom livro de histórias, para não faltar fantasia.
Um caderno sem pautas, para dar liberdade de existência aos pensamentos.
Lápis de cor, pincel, tintas aquareláveis, pois a vida é fluida, e cheia de cor.
Sons curiosos de lugares distantes, para nos lembrar de viajar.
E um aroma púrpura, denso, que nos faça flutuar e sair do tempo.
Um caderno sem pautas, para dar liberdade de existência aos pensamentos.
Lápis de cor, pincel, tintas aquareláveis, pois a vida é fluida, e cheia de cor.
Sons curiosos de lugares distantes, para nos lembrar de viajar.
E um aroma púrpura, denso, que nos faça flutuar e sair do tempo.
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De alguma tarde azul que se misturou no tempo...
Lei 1
Não magoar o outro.
Lei 0
Inominável. Só pode ser quebrada mediante concedimento claro das duas partes.
Lei 1
Não é permitido aproximar-se a menos de um palmo, medido de lábio a lábio.
Parágrafo único: em se infringindo a lei 1, a próxima distância intransponível é de duas ofegações.
Lei 2
É expressamente proibido ficar em posições que suscitem, no outro, pensamentos impuros.
Lei 3
Não se pode fitar a boca do outro por mais do que três trejeitos de boca (vide lei 4) do observador.
Não magoar o outro.
Lei 0
Inominável. Só pode ser quebrada mediante concedimento claro das duas partes.
Lei 1
Não é permitido aproximar-se a menos de um palmo, medido de lábio a lábio.
Parágrafo único: em se infringindo a lei 1, a próxima distância intransponível é de duas ofegações.
Lei 2
É expressamente proibido ficar em posições que suscitem, no outro, pensamentos impuros.
Lei 3
Não se pode fitar a boca do outro por mais do que três trejeitos de boca (vide lei 4) do observador.
quarta-feira, agosto 31, 2016
terça-feira, agosto 30, 2016
amanhã
Menina , amanhã de manhã
quando a gente acordar
quero te dizer que a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens.
Na hora ninguém escapa
de baixo da cama ninguém se esconde
e a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens vai
desabar sobre os homens.
Menina, ela mete medo
menina, ela fecha a roda
menina, não tem saída
de cima, de banda ou de lado.
Menina, olhe pra frente
menina, todo cuidado
não queira dormir no ponto
segure o jogo
atenção (de manhã)
Menina a felicidade
é cheia de graça
é cheia de lata
é cheia de praça
é cheia de traça.
Menina, a felicidade
é cheia de pano,
é cheia de pena
é cheia de sino
é cheia de sono.
Menina, a felicidade
é cheia de ano
é cheia de Eno
é cheia de hino
é cheia de ONU.
Menina, a felicidade
é cheia de an
é cheia de en
é cheia de in
é cheia de on.
Menina, a felicidade
é cheia de a
é cheia de e
é cheia de i
é cheia de o.
quando a gente acordar
quero te dizer que a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens.
Na hora ninguém escapa
de baixo da cama ninguém se esconde
e a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens vai
desabar sobre os homens.
Menina, ela mete medo
menina, ela fecha a roda
menina, não tem saída
de cima, de banda ou de lado.
Menina, olhe pra frente
menina, todo cuidado
não queira dormir no ponto
segure o jogo
atenção (de manhã)
Menina a felicidade
é cheia de graça
é cheia de lata
é cheia de praça
é cheia de traça.
Menina, a felicidade
é cheia de pano,
é cheia de pena
é cheia de sino
é cheia de sono.
Menina, a felicidade
é cheia de ano
é cheia de Eno
é cheia de hino
é cheia de ONU.
Menina, a felicidade
é cheia de an
é cheia de en
é cheia de in
é cheia de on.
Menina, a felicidade
é cheia de a
é cheia de e
é cheia de i
é cheia de o.
t.z.
quinta-feira, agosto 25, 2016
terça-feira, agosto 23, 2016
águas na boca - toda inquieta
Quero sentir teu abraço. Sentir tua respiração aquecendo minha pele. Roçando meu pescoço. Quero sentir a ansiedade causada por tua mão deslizando por minha barriga, apertando minha cintura. Quero fechar os olhos e deixar nossos corpos, nossos desejos, navegarem um no outro, enquanto peito e respiração aceleram, e o mundo parece se composto apenas das sensações e anseios de nossos corpos se encontrando.
Quero sentir crescer a vontade de teus lábios, de tua língua, de tua boca. A fome de roçar, sentir o hálito, tocar de leve as línguas... e mergulhar em teu gosto, e estar em abraço, entrelaçados, entregues um ao outro.
Quero aperar tuas mãos, sentir tuas costas, me enroscar em teu corpo, em teus cachos. Quero estar em nós, enlace, pulsando, suando, olhar em teus olhos, sentir teus gostos, morder. Mergulhar em nossos encaixes, sair do tempo, suspirar você, prolongar o abraço...
Quero sentir crescer a vontade de teus lábios, de tua língua, de tua boca. A fome de roçar, sentir o hálito, tocar de leve as línguas... e mergulhar em teu gosto, e estar em abraço, entrelaçados, entregues um ao outro.
Quero aperar tuas mãos, sentir tuas costas, me enroscar em teu corpo, em teus cachos. Quero estar em nós, enlace, pulsando, suando, olhar em teus olhos, sentir teus gostos, morder. Mergulhar em nossos encaixes, sair do tempo, suspirar você, prolongar o abraço...
sábado, agosto 20, 2016
quinta-feira, agosto 18, 2016
Seguir, prosseguir, ter paciência...
Continue a nadar, continue a nadar...
Respirar fundo e continuar, por vezes, é o caminho mais curto para fazer o que precisa ser feito...
Respirar fundo e continuar, por vezes, é o caminho mais curto para fazer o que precisa ser feito...
quinta-feira, agosto 04, 2016
Botar pra fora
O "amor de tua vida" de repente parece, somente, uma necessidade de agarrar-se a algo. Então dois meses (menos!) são suficientes para você ressignificar e desistir do amor de sua vida? "a escolhida"? em menos de dois meses você está pronto para começar não a ficar com outra pessoa, mas a namorar? comprometer-se a se abrir, escrever outra história, construir algo juntos?
Isso me mostra uma pessoa que não aguenta ficar sozinha. Que, muito mais do que amar a pessoa que sou, ama estar apegada a alguém.
Se tudo que eu disse, e tudo o que dizes que sentes, não balança, não faz repensar, não te faz querer passar um tempo sozinho e reavaliar tuas escolhas, não te faz querer conversar mais comigo...
Se tudo isso só te faz calar, e depois você segue se aproximando de outra pessoa, e a vida segue, sem você pensar... ou se você não é capaz de pensar sozinho, de aceitar e acolher tua confusão...
Então não apenas não há espaço em tua vida para mim, como já não quero fazer parte dela. Não é assim que busco encarar a vida. Não foi assim que busquei agir com você.
Não era isso que você significava pra mim.
Mas não vou ficar nessa. Não vou me encolher e me recolher e torcer e esperar que uma pessoa assim me queira. Não. Quero e mereço mais.
Não estou aqui para o parco, o pouco, o fácil. Não é assim que tenho escolhido trilhar meus dias. Meus caminhos. E, por mais que ainda te ame... Se teu amor é assim, sinto muito, mas não caibo nele.
Nem quero.
.......
E também este é um grito no vazio.
Chega.
O que é amor para você?
Seus atos têm falado mais. Muito mais... Você sequer demonstra se importar... Como esperar que eu me importe?
Arre. Isto tudo há de passar...
Isso me mostra uma pessoa que não aguenta ficar sozinha. Que, muito mais do que amar a pessoa que sou, ama estar apegada a alguém.
Se tudo que eu disse, e tudo o que dizes que sentes, não balança, não faz repensar, não te faz querer passar um tempo sozinho e reavaliar tuas escolhas, não te faz querer conversar mais comigo...
Se tudo isso só te faz calar, e depois você segue se aproximando de outra pessoa, e a vida segue, sem você pensar... ou se você não é capaz de pensar sozinho, de aceitar e acolher tua confusão...
Então não apenas não há espaço em tua vida para mim, como já não quero fazer parte dela. Não é assim que busco encarar a vida. Não foi assim que busquei agir com você.
Não era isso que você significava pra mim.
Mas não vou ficar nessa. Não vou me encolher e me recolher e torcer e esperar que uma pessoa assim me queira. Não. Quero e mereço mais.
Não estou aqui para o parco, o pouco, o fácil. Não é assim que tenho escolhido trilhar meus dias. Meus caminhos. E, por mais que ainda te ame... Se teu amor é assim, sinto muito, mas não caibo nele.
Nem quero.
.......
E também este é um grito no vazio.
Chega.
O que é amor para você?
Seus atos têm falado mais. Muito mais... Você sequer demonstra se importar... Como esperar que eu me importe?
Arre. Isto tudo há de passar...
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quarta-feira, agosto 03, 2016
de buscas e escolhas. e aceitar...
procurei tantas palavras pra te pedir pra repensar, conversar, ter paciência, esperar um pouco, se abrir...
e as únicas que funcionaram foram justamente as que te pediam para calar...
e as únicas que funcionaram foram justamente as que te pediam para calar...
Monólogos matinais
Ficaram coisas não ditas
Eu te amo
Trouxe isto para você
Ouvi um poema que achei que você ia gostar
Continuo acreditando que podemos encontrar caminhos
Continuo querendo encontrar
De repente um baque
fecha a porta
destrói pontes
maltrata peitos
Com o acalmar da tempestade,
não houve a bonança
sequer um fazer as pazes
Então, era já tudo diferente
e portas fechadas
O nós que existe
aqui
- que por vezes acredito existir ainda aí
ficou entalado
gritos desesperados
pontos não resolvidos
alegrias não vividas
tudo preso na garganta
um silêncio ensurdecedor
- como explicou Saramago.
Fica este peito que sente
medo
dor
saudades
Fica uma vontade latente
de fazer as pazes
E conversar,
conversar,
conversar.
Digerir.
Sarar junto.
Horas a fio.
Resolver o insoluto
entre duas pessoas
pode ser tão difícil.
Tanta coisa se perde,
por não conseguirmos falar
- e, quando vemos, já não há
espaço
para consertar
E, no entanto, cá estamos.
Vivos.
Capazes de andar com as próprias pernas.
Cientes da importância
- e da falta -
um do outro.
Que passa conosco que nos arriscamos
a não falar?
Sinto uma ruptura
um desperdício.
um hiato.
Quase desonesto com o que houve
e talvez ainda haja
e talvez ainda possa haver
Esse atropelar de tudo.
Este fim que não foi
um fim,
senão um corte
um estar-não estar
Essas não oportunidades
de cuidarmos
e resolvermos juntos
o que era e é nosso
Um desperdício de vida
de amor
de serenidade
de paz
Ficaram coisas não ditas
gestos não feitos
o amor não vivido.
O desejo de fazer as pazes...
De estar em paz
juntos.
E agora ficam as confusões
o que não foi dito
o que não foi resolvido
o que não foi conversado
a dois
a ser revisto
redito
monólogos
poemas
gritos pra dentro
esse desajuste no peito.
Isso tudo que merecíamos ter entendido e conversado juntos.
E fica a malcicatrizar
dizendo que ainda não era a hora
aqui...
Eu te amo
Trouxe isto para você
Ouvi um poema que achei que você ia gostar
Continuo acreditando que podemos encontrar caminhos
Continuo querendo encontrar
De repente um baque
fecha a porta
destrói pontes
maltrata peitos
Com o acalmar da tempestade,
não houve a bonança
sequer um fazer as pazes
Então, era já tudo diferente
e portas fechadas
O nós que existe
aqui
- que por vezes acredito existir ainda aí
ficou entalado
gritos desesperados
pontos não resolvidos
alegrias não vividas
tudo preso na garganta
um silêncio ensurdecedor
- como explicou Saramago.
Fica este peito que sente
medo
dor
saudades
Fica uma vontade latente
de fazer as pazes
E conversar,
conversar,
conversar.
Digerir.
Sarar junto.
Horas a fio.
Resolver o insoluto
entre duas pessoas
pode ser tão difícil.
Tanta coisa se perde,
por não conseguirmos falar
- e, quando vemos, já não há
espaço
para consertar
E, no entanto, cá estamos.
Vivos.
Capazes de andar com as próprias pernas.
Cientes da importância
- e da falta -
um do outro.
Que passa conosco que nos arriscamos
a não falar?
Sinto uma ruptura
um desperdício.
um hiato.
Quase desonesto com o que houve
e talvez ainda haja
e talvez ainda possa haver
Esse atropelar de tudo.
Este fim que não foi
um fim,
senão um corte
um estar-não estar
Essas não oportunidades
de cuidarmos
e resolvermos juntos
o que era e é nosso
Um desperdício de vida
de amor
de serenidade
de paz
Ficaram coisas não ditas
gestos não feitos
o amor não vivido.
O desejo de fazer as pazes...
De estar em paz
juntos.
E agora ficam as confusões
o que não foi dito
o que não foi resolvido
o que não foi conversado
a dois
a ser revisto
redito
monólogos
poemas
gritos pra dentro
esse desajuste no peito.
Isso tudo que merecíamos ter entendido e conversado juntos.
E fica a malcicatrizar
dizendo que ainda não era a hora
aqui...
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sexta-feira, julho 29, 2016
I want to learn how to love
Not just the feeling
bear all the consequences
And I want to learn how to love,
And give it all back
Not just the feeling
bear all the consequences
And I want to learn how to love,
And give it all back
n.g.
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quinta-feira, julho 28, 2016
vontade de chorar
...cansando de me abrir e me dedicar para alguém que não acha que eu valho a pena...
Saudades - Adeus?
Nunca mais o sorriso sapeca?
Nunca mais o brilho no olhar?
Nunca mais os beijos suados?
Os almoços no meio-fio?
Nunca mais guardar um chocolate?
Nunca mais os arrepios nas costas?
Escovar os dentes olhando um para o outro?
Nunca os dedos entrelaçados?
Nunca mais o beijo na mão?
Nunca mais um selo muito bom?
Um desafio novo por semana?
Para quem vou escrever com a mão esquerda?
Com que cachinhos irei brincar?
Como ficará a vidazinha, sem exageros?
Nunca mais sair para nadar e pedalar?
Nunca mais estudar algo juntos?
Nunca mais surpresas quase de madrugada?
Não mais treinar juntos?
Os cuidados?
Os cafés na cama?
Os suspiros de corredores?
Nunca mais sonhar em viajar?
Nunca mais o gozo junto, o encaixe absurdo?
Nunca mais os beijos quentes, a boca suculenta?
Todas as conversas?
Nunca mais festival de piadas ruins?
Nunca mais nossa cumplicidade?
Nunca mais nós dois?
E o peito dói. Aperta.
Por tudo que conheço e quero viver
por tudo que não conheço e quero descobrir
por toda a vida que quero tanto compartilhar
por todas as coisas grandes e pequenas
que quero viver com você...
Nunca mais o brilho no olhar?
Nunca mais os beijos suados?
Os almoços no meio-fio?
Nunca mais guardar um chocolate?
Nunca mais os arrepios nas costas?
Escovar os dentes olhando um para o outro?
Nunca os dedos entrelaçados?
Nunca mais o beijo na mão?
Nunca mais um selo muito bom?
Um desafio novo por semana?
Para quem vou escrever com a mão esquerda?
Com que cachinhos irei brincar?
Como ficará a vidazinha, sem exageros?
Nunca mais sair para nadar e pedalar?
Nunca mais estudar algo juntos?
Nunca mais surpresas quase de madrugada?
Não mais treinar juntos?
Os cuidados?
Os cafés na cama?
Os suspiros de corredores?
Nunca mais sonhar em viajar?
Nunca mais o gozo junto, o encaixe absurdo?
Nunca mais os beijos quentes, a boca suculenta?
Todas as conversas?
Nunca mais festival de piadas ruins?
Nunca mais nossa cumplicidade?
Nunca mais nós dois?
E o peito dói. Aperta.
Por tudo que conheço e quero viver
por tudo que não conheço e quero descobrir
por toda a vida que quero tanto compartilhar
por todas as coisas grandes e pequenas
que quero viver com você...
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segunda-feira, julho 25, 2016
da lenta partida...
e eu fico escrevendo essas coisas que não interessam a ninguém, pra te dizer que se você mudar de ideia, eu ainda não mudei de ideia.
mas não é assim que as histórias começam e acabam, afinal. então eu preciso parar de ser boba e apagar as luzes. e fechar a porta. e sair.
...
e até essa reflexão sobre isso é um murmúrio que eu queria que você ouvisse...
mas não é assim que as histórias começam e acabam, afinal. então eu preciso parar de ser boba e apagar as luzes. e fechar a porta. e sair.
...
e até essa reflexão sobre isso é um murmúrio que eu queria que você ouvisse...
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quinta-feira, julho 21, 2016
quarta-feira, julho 20, 2016
Meu jeito romântico
O que tenho entendido é que... o amor não é apenas o que sentimos de especial - o coração acelerado, a ansiedade, o bem estar, desejo, tesão, vontade de conversar, carinho, dormir junto, acordar, sonhar, fazer planos, viajar... O que "define" a pessoa escolhida, o que fortalece o amor, parecem-me ser muitao mais a vontade e a escolha de, juntos, fazer algo dar certo. A decisão consciente, alegre e desejosa de descobrir juntos os desafios dessa vida compartilhada, de aprender juntos como passar por eles e, talvez, para além disso, de aprender como esses momentos podem alimentar e fortalecer o amor...
E, então, acho que entendo que o amor até tem muito de mágico e inexplicável, mas... o amor de nossas vidas é talvez muito mais uma escolha...
E, então, acho que entendo que o amor até tem muito de mágico e inexplicável, mas... o amor de nossas vidas é talvez muito mais uma escolha...
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terça-feira, julho 19, 2016
Das poesias nas quais ainda acredito
Acredito que o que existe entre nós tem um potencial grande. bom. E merece continuar existindo. Merece ser alimentado, fortalecido, vibrar, crescer, nos fazer crescer junto, ganhar esse mundo...
Acredito que nossas energias e intensidades combinam. E que muita coisa boa e bonita pode nascer de nossa mistura. Acredito que nossas vidas podem se encaixar de muitas formas boas.
Acima de tudo, acredito que nossa história ainda merece ter espaço para amadurecer, para descobrir-se, conhecer-se.
Acredito que ainda temos muito caminho a trilhar juntos. E oxalá surjam muitos bons frutos deles...
Você fazia eu me sentir especial, e gostava de ser especial para você. E gostava que você fosse especial para mim...
Acredito que nossas energias e intensidades combinam. E que muita coisa boa e bonita pode nascer de nossa mistura. Acredito que nossas vidas podem se encaixar de muitas formas boas.
Acima de tudo, acredito que nossa história ainda merece ter espaço para amadurecer, para descobrir-se, conhecer-se.
Acredito que ainda temos muito caminho a trilhar juntos. E oxalá surjam muitos bons frutos deles...
...
Você fazia eu me sentir especial, e gostava de ser especial para você. E gostava que você fosse especial para mim...
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segunda-feira, julho 18, 2016
quarta-feira, julho 06, 2016
02.06.2016
Saudades
Plural de sinto falta de você. Do teu jeito. Do teu olhar. Teu sorriso. Tua boca. Teu corpo.
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Plural de sinto falta de você. Do teu jeito. Do teu olhar. Teu sorriso. Tua boca. Teu corpo.
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sexta-feira, junho 17, 2016
26 de maio
Trinta e três.
Trinta e dois...
Trinta e um...
Trinta...
Vinte e nove...
Vinte e oito...
Vinte e sete...
Vinte e seis...
vinte e cinco...
vinte e quatro...
vinte e três...
vinte e dois...
vinte e um...
vinte...
dezenove...
dezoito...
dezessete...
dezesseis...
quinze...
catorze...
treze...
doze...
onze...
dez...
nove...
oito...
sete...
seis...
cinco...
quatro...
três...
dois...
um.
- Até que sejam zero
Até que sejam zero
Até que sejam zero...
Vamos contar.
Vamos gritar.
Vamos expôr a cara
as feridas
falar os podres.
Até que sejam zero.
Até que sejam zero...
Trinta e dois...
Trinta e um...
Trinta...
Vinte e nove...
Vinte e oito...
Vinte e sete...
Vinte e seis...
vinte e cinco...
vinte e quatro...
vinte e três...
vinte e dois...
vinte e um...
vinte...
dezenove...
dezoito...
dezessete...
dezesseis...
quinze...
catorze...
treze...
doze...
onze...
dez...
nove...
oito...
sete...
seis...
cinco...
quatro...
três...
dois...
um.
- Até que sejam zero
Até que sejam zero
Até que sejam zero...
Vamos contar.
Vamos gritar.
Vamos expôr a cara
as feridas
falar os podres.
Até que sejam zero.
Até que sejam zero...
segunda-feira, junho 06, 2016
Rotina / Cotidiano
Seu despertador toca, você se espreguiça, toma café da manhã.
Uma mulher é estuprada.
Você toma banho, vai para o trabalho, checa e-mails, participa de uma reunião, escreve relatórios, escreve um projeto, levanta para um cafezinho e esticar as pernas.
Outra mulher é estuprada.
Você trabalhada pelo resto da manhã, conversa um pouco com os colegas de trabalho, para pra almoçar, lê notícias, vê um vídeo besta, se espreguiça na cadeira.
Uma adolescente é estuprada.
Volta ao trabalho, checa e-mails, olha a agenda, desmarca uma reunião, pesquisa um assunto importante, resolve pepinos, agenda compromissos, mais um café, agora um lanche, o dia não acaba.
Mais uma mulher é estuprada.
Você já não tá rendendo tanto no trabalho, você empurra tudo para o dia seguinte, responde telefonemas e e-mails, pensa no final do expediente, no final de semana, no final do mês, no final do ano, na aposentadoria. Pega trânsito pra casa.
Outra. Mulher. Estuprada.
vocêtomabanhocomelavalouça. vê as contas pra pagar. olha a rua; sua. lê ou vê tv. sente sono, toma chá.
gritos, lágrimas, dor, desespero. Conta? Mais uma.
Você ronca, ressona. Se vira na cama. Mata um mosquito. Com sorte, sonha. Acorda e bebe água. Dorme.
O pesadelo de outra mulher se consuma.
Talvez, de novo...
Você se remexe, o despertador toca pela primeira vez, os passarinhos começam a cantar, você vira para o lado, cochila. Barulhos de rua. Outro dia quer começar. Você pisca e pula da cama.
O terror, para outra mulher, continua...
Uma mulher é estuprada.
Você toma banho, vai para o trabalho, checa e-mails, participa de uma reunião, escreve relatórios, escreve um projeto, levanta para um cafezinho e esticar as pernas.
Outra mulher é estuprada.
Você trabalhada pelo resto da manhã, conversa um pouco com os colegas de trabalho, para pra almoçar, lê notícias, vê um vídeo besta, se espreguiça na cadeira.
Uma adolescente é estuprada.
Volta ao trabalho, checa e-mails, olha a agenda, desmarca uma reunião, pesquisa um assunto importante, resolve pepinos, agenda compromissos, mais um café, agora um lanche, o dia não acaba.
Mais uma mulher é estuprada.
Você já não tá rendendo tanto no trabalho, você empurra tudo para o dia seguinte, responde telefonemas e e-mails, pensa no final do expediente, no final de semana, no final do mês, no final do ano, na aposentadoria. Pega trânsito pra casa.
Outra. Mulher. Estuprada.
vocêtomabanhocomelavalouça. vê as contas pra pagar. olha a rua; sua. lê ou vê tv. sente sono, toma chá.
gritos, lágrimas, dor, desespero. Conta? Mais uma.
Você ronca, ressona. Se vira na cama. Mata um mosquito. Com sorte, sonha. Acorda e bebe água. Dorme.
O pesadelo de outra mulher se consuma.
Talvez, de novo...
Você se remexe, o despertador toca pela primeira vez, os passarinhos começam a cantar, você vira para o lado, cochila. Barulhos de rua. Outro dia quer começar. Você pisca e pula da cama.
O terror, para outra mulher, continua...
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Em janeiro deste ano, li uma estatística que dizia que, no Brasil, a cada três horas, uma mulher é estuprada. Sente?
quarta-feira, maio 25, 2016
25.05.2016
Quero colocar o amor em uma caixa.
Vou juntar as pontas, dobrar.
Arrumar cada caquinho em seu lugar.
- Não é hora de tentar colar nada.
Mas tampouco poderia jogá-lo fora:
afinal, é amor, ainda!
As peças parecem uma bagunça
sem conserto
Tudo parece perdido
para além de qualquer esperança
Mexer, nem pensar:
as bordas cortam.
E, entretanto, aquela coisinha ali,
meio perdida e deslocada,
foi um sorriso.
Acolá brilha um dia na praia.
Ainda fumega o sonho do café compartido.
E o cacto, de espinhos macios, tem raízes próprias.
Como poderia condenar tanta dádiva ao desleixo?
Não posso.
Não quero.
Mas como cuidar do amor
despedaçado
dolorido?
Não é lixo.
Nem prisão.
Tampouco esquecimento...
Vou aconchegar meu amor em uma caixa.
Dar-lhe repouso.
Espaço.
Tempo.
Vou juntar as pontas, dobrar.
Arrumar cada caquinho em seu lugar.
- Não é hora de tentar colar nada.
Mas tampouco poderia jogá-lo fora:
afinal, é amor, ainda!
As peças parecem uma bagunça
sem conserto
Tudo parece perdido
para além de qualquer esperança
Mexer, nem pensar:
as bordas cortam.
E, entretanto, aquela coisinha ali,
meio perdida e deslocada,
foi um sorriso.
Acolá brilha um dia na praia.
Ainda fumega o sonho do café compartido.
E o cacto, de espinhos macios, tem raízes próprias.
Como poderia condenar tanta dádiva ao desleixo?
Não posso.
Não quero.
Mas como cuidar do amor
despedaçado
dolorido?
Não é lixo.
Nem prisão.
Tampouco esquecimento...
Vou aconchegar meu amor em uma caixa.
Dar-lhe repouso.
Espaço.
Tempo.
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quinta-feira, maio 19, 2016
Monólogo
Eu errei o ponto
perdi o ponto
recuperei
Eu não sei como fazer
para consertar
alguns
pontos
Sem ter de desfazer tudo...
Eu tenho andado não muito
rápido.
Eu passei por um buraco,
mas não caí.
Eu tomei café.
Eu assisti a um filme
que me fez gargalhar
Eu ouvi uma música
... que me lembrou você.
Duas.
Três.
Eu não comi os doces.
Olhaeuachoqueelesvãoestragar.
Eu não sou
você não é
Eu queria que a gente tivesse
que a gente pudesse
Eu não falei
você não fala
As coisas não ditas vão
se acumulando
como água parada
- vão se embolando feito trem descarrilhado?
Vez em muito me transbordo.
O peito apertadói
aslágrimasnãocabem
O vazio
o silêncio
a falta
apertam no peito
E eu não caibo. Não me encontro.
Não faço parte de nada...
E fico querendo ir embora.
Ir embora.
Estar longe
ocupar-me.
Mudar.
- fingir que não fazes parte porque já não são os mesmos lugares, os mesmos espaços?
O peito se enche.
Esvazia.
Lentamente.
Só eu escuto...
perdi o ponto
recuperei
Eu não sei como fazer
para consertar
alguns
pontos
Sem ter de desfazer tudo...
Eu tenho andado não muito
rápido.
Eu passei por um buraco,
mas não caí.
Eu tomei café.
Eu assisti a um filme
que me fez gargalhar
Eu ouvi uma música
... que me lembrou você.
Duas.
Três.
Eu não comi os doces.
Olhaeuachoqueelesvãoestragar.
Eu não sou
você não é
Eu queria que a gente tivesse
que a gente pudesse
Eu não falei
você não fala
As coisas não ditas vão
se acumulando
como água parada
- vão se embolando feito trem descarrilhado?
Vez em muito me transbordo.
O peito apertadói
aslágrimasnãocabem
O vazio
o silêncio
a falta
apertam no peito
E eu não caibo. Não me encontro.
Não faço parte de nada...
E fico querendo ir embora.
Ir embora.
Estar longe
ocupar-me.
Mudar.
- fingir que não fazes parte porque já não são os mesmos lugares, os mesmos espaços?
O peito se enche.
Esvazia.
Lentamente.
Só eu escuto...
terça-feira, março 22, 2016
esperança...
A esperança é uma substância viscosa como o melaço - mesmo
quando você vira o pote e quer que ela escorra toda fora, ela se
arrasta, passa devagar pelo peito, pela pele, deixa um rastro de
esperança pelo corpo todo, até finalmente sair de você.
Quando acaba de escorrer, ainda é preciso limpar o caminho que ela fez quando ia embora - ou toda série de coisas podem se grudar ali..
Quando acaba de escorrer, ainda é preciso limpar o caminho que ela fez quando ia embora - ou toda série de coisas podem se grudar ali..
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domingo, novembro 29, 2015
terça-feira, novembro 24, 2015
sábado, novembro 21, 2015
domingo, novembro 15, 2015
Jornada de um escritor sombrio
Eu hoje pedalei
por uma cidade morta.
A lua estava brilhando
lindamente no mar
e uma chuva finíssima
começou a cair, deixando
o mundo todo coberto
por um delicado brilho.
Esta noite pedalei
por uma orla fantasmagórica.
E enquanto o oceano reluzia gentilmente
sob o luar
pensei ter ouvido
um chamado distante
meio carregado
meio disfarçado
pelos sons das ondas
e do vento.
Eu hoje pedalei
por ruas desertas.
E embora eu não pudesse ver
quem estava me chamando
das profundezas
do oceano bravo e sombrio
eu _pude_ ver Seus servos
perambulando
maquinando
saltando
fugindo
escondendo-se
de sombra em sombra
cruzando meus caminhos.
Eles chamam
alimentam-se
obedecem
murmuram
suas insanas preces
Então, desaparecem.
Nada
apenas
ar
a lâmpada quebrada de um poste
uma casa noturna
há muito
abandonada.
Débeis sussuros
- é apenas mar...
Era apenas uma cidade molhada e morta
no meio da noite
(morta, morta, _morta_).
E entretanto
suas ruas vazias
cheias de mistérios
sombras enevoadas
poças
lixo
lama
e luzas abandonadas
eram mais belas
convidativas
e reconfortantes
que qualquer cidade azul de verão
zunindo com seus carros novos de último modelo
abarrotada de belos zumbis
desesperadamente morta
e vazia
por dentro.
(tradução do original em inglês:
A dark writer's ride
I have ridden through
por uma cidade morta.
A lua estava brilhando
lindamente no mar
e uma chuva finíssima
começou a cair, deixando
o mundo todo coberto
por um delicado brilho.
Esta noite pedalei
por uma orla fantasmagórica.
E enquanto o oceano reluzia gentilmente
sob o luar
pensei ter ouvido
um chamado distante
meio carregado
meio disfarçado
pelos sons das ondas
e do vento.
Eu hoje pedalei
por ruas desertas.
E embora eu não pudesse ver
quem estava me chamando
das profundezas
do oceano bravo e sombrio
eu _pude_ ver Seus servos
perambulando
maquinando
saltando
fugindo
escondendo-se
de sombra em sombra
cruzando meus caminhos.
Eles chamam
alimentam-se
obedecem
murmuram
suas insanas preces
Então, desaparecem.
Nada
apenas
ar
a lâmpada quebrada de um poste
uma casa noturna
há muito
abandonada.
Débeis sussuros
- é apenas mar...
Era apenas uma cidade molhada e morta
no meio da noite
(morta, morta, _morta_).
E entretanto
suas ruas vazias
cheias de mistérios
sombras enevoadas
poças
lixo
lama
e luzas abandonadas
eram mais belas
convidativas
e reconfortantes
que qualquer cidade azul de verão
zunindo com seus carros novos de último modelo
abarrotada de belos zumbis
desesperadamente morta
e vazia
por dentro.
(tradução do original em inglês:
A dark writer's ride
I have ridden through
a dead city today.
The moon was shining
beautifully on the sea
and the most thin rain
started to fall, leaving
all the world covered by
a delicate glow.
I rode through
a ghost beach coast tonight.
And while the ocean was gently gleaming
by the moonlight
I thought I could hear
a faint calling
half carried
half disguised
by the surf sounds
and the wind.
I rode through
deserted streets today.
And while I could not have seen
who was calling me
from the depths
of the dark wild cold sea
I could see His servants
wandering
plotting
hopping
fleeing
hiding
from shadow to shadow
crossing my paths.
They call
they feed
they obey
they mutter their
insane prayers
Then, they vanish.
Nothing
but
thin air
a broken street light
a long abandoned
night
club.
Faint rustles
- it's just the sea...
It was just a dead wet city
in the middle of the night
(dead, dead, dead).
(dead, dead, dead).
And yet
its empty streets
filled with mystery
misty shadows
puddles
trash
mud
and forgotten lights
were more beautiful
inviting
and comforting
than any blue summer town's
buzzing with brand new cars
crowded with handsome zombies
hopelessly rotten
and hollow
in the inside. )
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terça-feira, outubro 06, 2015
on books
"What an astonishing thing a book is. It's a flat object made from a
tree with flexible parts on which are imprinted lots of funny dark
squiggles. But one glance at it and you're inside the mind of another
person, maybe somebody dead for thousands of years. Across the
millennia, an author is speaking clearly and silently inside your head,
directly to you. Writing is perhaps the greatest of human inventions,
binding together people who never knew each other, citizens of distant
epochs. Books break the shackles of time. A book is proof that humans
are capable of working magic."
c. s.
quinta-feira, agosto 20, 2015
Oxalá...
...Eu possa encontrar as palavras e ações para tocar as pessoas....
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terça-feira, agosto 04, 2015
inconvenientes
Salvador são finas paredes escondendo amontoados de expropriados... É como varrer a poeira para baixo do tapete, ou para o lado de fora da casa, e de repente olhar pela janela e perceber que se está completamente cercado pelo problema que se queria evitar.
...
A avenida e o bairro são de ricos. Como em uma história de fantasia, em uma curva qualquer há uma viela que parece um beco - e esconde um mundo.
O mundo é cinza cimento e cor de telha. É enrugado, encardido, desgrenhado e anda de pés descalços. É sujo, maltratado.
O mundo é espremido, porque não deveria nem estar ali, pra começo de conversa. E vigiado de perto - pra ver se aprende a pelo menos não incomodar, já que não vai embora.
O mundo das pessoas marrons desafia os parâmetros das condições mínimas de existência. E faz por bem praticar outros valores - por bem ou por mal - já que sua realidade é outra, mesmo. E a nossa não os representa.
...
A avenida e o bairro são de ricos. Como em uma história de fantasia, em uma curva qualquer há uma viela que parece um beco - e esconde um mundo.
O mundo é cinza cimento e cor de telha. É enrugado, encardido, desgrenhado e anda de pés descalços. É sujo, maltratado.
O mundo é espremido, porque não deveria nem estar ali, pra começo de conversa. E vigiado de perto - pra ver se aprende a pelo menos não incomodar, já que não vai embora.
O mundo das pessoas marrons desafia os parâmetros das condições mínimas de existência. E faz por bem praticar outros valores - por bem ou por mal - já que sua realidade é outra, mesmo. E a nossa não os representa.
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segunda-feira, julho 13, 2015
03.07.2015
Pobre
carente
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quinta-feira, julho 09, 2015
tempos difíceis
Acho que tantos optam por sentir ódio, raiva, revanchismo porque dóem menos do que amor, empatia, compaixão...
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sexta-feira, maio 08, 2015
constatação
Acho que entendi porque gosto de pessoas mal humoradas ou rabugentas: elas tendem a ser mais honestas. Ou, menos falsas. O que já é grande coisa...
terça-feira, maio 05, 2015
Um café bom por dia
Cedo o alarme soa
baques
e gritos
no galpão ao lado.
Alongar
levantar
O calor na janela
a água dormida ao lado da cama.
Miados de gatos.
A cafeteira italiana chia.
A xícara se enche de negro.
Café-com-pressa.
Água fria
cabelos molhados
pernas apressadas.
O suor sonha brisa
oceano
ou amaldiçoa abafadas chuvas.
Bons dias
café-leite-em-pó
copo plástico
luz fluorescente
ar condicionado
emails
pendências
café frio
reuniões
almoço
café adoçado
notícias
conversas
letras no monitor
café velho
baques
e gritos
no galpão ao lado.
Alongar
levantar
O calor na janela
a água dormida ao lado da cama.
Miados de gatos.
A cafeteira italiana chia.
A xícara se enche de negro.
Café-com-pressa.
Água fria
cabelos molhados
pernas apressadas.
O suor sonha brisa
oceano
ou amaldiçoa abafadas chuvas.
Bons dias
café-leite-em-pó
copo plástico
luz fluorescente
ar condicionado
emails
pendências
café frio
reuniões
almoço
café adoçado
notícias
conversas
letras no monitor
café velho
escorre
acaba
o dia.
Na pia
a xícara limpa
a xícara limpa
a cafeteira vazia
na boca
desejo
café com livro
rabiscos
poesia...
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segunda-feira, março 02, 2015
Realizações concretas
A realidade às vezes não cai, como ficha. Escorre, viscosa. Demora pra fazer sentido. Você sente um choque inicial, um impacto, mas o resultado é um anestesiamento, uma espécie de câmera lenta de realização e assimilação dos fatos.
E, de repente, um baque surdo, duro, contra o muro.
A concretude das coisas se materializa, inexorável. Imutável. Afinal.
"Ele perdeu um braço."
É chocante, porque torna concretos perdas e abalos quiçá muito mais drásticos, mas imateriais ou intangíveis, e que, talvez por isso, sempre deixem uma sensação de - "calma, talvez dê pra consertar..."
E. De repente. Não. Uma ruptura. Desconcretiza. Desconstrói. Deixa de existir um pedaço. Fere a imagem. Esmigalha?
...
Não dói pra sempre. Não do mesmo modo, ao menos.
Mas o impacto do baque contra algo tão sólido quanto a falta irreversível de algo estremece um bocado. O eco leva mais tempo para serenar do que se realiza.
Realidade.
Estraçalhada contra o concreto asfalto.
Chega a ser surreal.
...
Abraçar. Pegar. Carinho. Olhar-se.
Tudo balança.
...
Com sorte, reestrutura...
Oxalá.
E, de repente, um baque surdo, duro, contra o muro.
A concretude das coisas se materializa, inexorável. Imutável. Afinal.
"Ele perdeu um braço."
É chocante, porque torna concretos perdas e abalos quiçá muito mais drásticos, mas imateriais ou intangíveis, e que, talvez por isso, sempre deixem uma sensação de - "calma, talvez dê pra consertar..."
E. De repente. Não. Uma ruptura. Desconcretiza. Desconstrói. Deixa de existir um pedaço. Fere a imagem. Esmigalha?
...
Não dói pra sempre. Não do mesmo modo, ao menos.
Mas o impacto do baque contra algo tão sólido quanto a falta irreversível de algo estremece um bocado. O eco leva mais tempo para serenar do que se realiza.
Realidade.
Estraçalhada contra o concreto asfalto.
Chega a ser surreal.
...
Abraçar. Pegar. Carinho. Olhar-se.
Tudo balança.
...
Com sorte, reestrutura...
Oxalá.
segunda-feira, fevereiro 23, 2015
Microconto matinal de semi horror (ou suspense?)
Eu matei todos os haunter cats. Levei muito tempo para entender isso. Mas, o haunter cat que parou de assombrar minha casa é o único que continua vivo até hoje.
quarta-feira, dezembro 24, 2014
Momentum
I find myself wanting you,
against my will
- I can feel, half angry,
half hungry,
my body fully awake
by desire.
I find myself wanting you,
against my will.
And it's so strong
I have to write it down.
And it's so strong
I have to touch me, down.
I get up to get paper and pen,
in the dark.
I won't turn on the lights,
I don't want to have to face it.
I do not want to admit it.
I get up
feeling a left breast
experiencing a pulsing sex
I find myself wanting you,
against my will.
And it's so strong
that I have to admit
- I'm not attracted, anymore.
I'm being completely dragged.
I have to give up
and write
touch
tell
What the fucking hell
I'm fucking into you
against my fucking will
Against time
place
sense
I'm inconveniently
wanting to fuck you
against my will.
And I can't sleep
out of desire.
But also frustration
but mostly anger
'cuz there's no time
and this is not the place
nor a proper occasion
to be wanting you so hard.
But I can't help myself.
Can't stop it from happening.
Can't avoid thinking of your hands
in the middle of the night
- but also on business hours -
and the body moves,
a very autonomous being
knowing exactly what it wants
- and how -,
very aware of you,
Ignoring my ever weakening protests -
trying to reason with this stupid
desire.
Trying to let it fade by time,
hoping it will leave with you for good,
wondering all I wish I could do.
Mouth watering
breath groaning
heart quicken
goose bumping
body loosening
against my will.
And I finally give up.
But it ain't sexy -
it's furiously excited.
segunda-feira, dezembro 22, 2014
Poesia
É algo imaterial,
está potencialmente
em qualquer lugar
- sentir a poesia
é mais algo nosso
que do mundo externo.
Diferente de poema,
manifestação,
concreto.
A poesia depende da gente.
O meu olho vê,
eu sinto.
A câmera
a escrita
buscam captar essa essência
fugidia.
A poesia não é beleza.
Ou talvez seja.
Mas não é sobre a beleza do belo.
É a exaltação das coisas
A vida, a morte
O pungente sentimento
O feio
A dor
A sujeira
As formas
Os raios de luz que se filtram
através da sucata.
Em tudo está a poesia.
Depende do olho que vê.
(Se o olho quiser ver.)
está potencialmente
em qualquer lugar
- sentir a poesia
é mais algo nosso
que do mundo externo.
Diferente de poema,
manifestação,
concreto.
A poesia depende da gente.
O meu olho vê,
eu sinto.
A câmera
a escrita
buscam captar essa essência
fugidia.
A poesia não é beleza.
Ou talvez seja.
Mas não é sobre a beleza do belo.
É a exaltação das coisas
A vida, a morte
O pungente sentimento
O feio
A dor
A sujeira
As formas
através da sucata.
Em tudo está a poesia.
Depende do olho que vê.
(Se o olho quiser ver.)
domingo, dezembro 21, 2014
Palavra do dia - Biggester
Fast-food success.
Best selling dildo.
Porn star.
Biggester Dan Light - Now heavier than you have ever seen.
sábado, dezembro 20, 2014
desejos persistentes
Quero meus olhares.
Meu olhar aguçado
e vívido.
Ávido
sorvendo mundo
Meu olhar aguçado
e vívido.
Ávido
sorvendo mundo
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that's me
Senhores passageiros
Desculpem atrapalhar
os ruídos e rangidos
da viagem de vocês
mas eu só queria dizer
que
eu podia estar roubando
eu podia estar matando
eu podia estar estudando
eu podia já estar jantandoeu podia estar lendo
vendo filme
brincando com as crianças
preparando a quentinha de amanhã
arrumando a casa
escrevendo
malhando
fodendo
dormindo.
Eu podia estar
fazendo poesia
estudando música
dançando
falando com os amigos
olhando as estrelas
fazendo boa arte.
Eu podia estar checando as promessas dos candidatos da última eleição
- e o que aconteceu com elas.
Eu podia até estar
de pernas pro ar
em casa
sem fazer porra nenhuma.
Mas estou aqui,
senhoras e senhores.
Em pé
Há uma hora
No meio fio
Há duas horas
no ponto
esperando.
Esperando.
Esperando
a porra do ônibus.
Que não passa.
Que não para.
Que chega
cheio demais.
Então desculpem interromper,
senhoras e senhores,
o silêncio da viagem de vocês.
Mas eu devia era estar gritando.
os ruídos e rangidos
da viagem de vocês
mas eu só queria dizer
que
eu podia estar roubando
eu podia estar matando
eu podia estar estudando
eu podia já estar jantandoeu podia estar lendo
vendo filme
brincando com as crianças
preparando a quentinha de amanhã
arrumando a casa
escrevendo
malhando
fodendo
dormindo.
Eu podia estar
fazendo poesia
estudando música
dançando
falando com os amigos
olhando as estrelas
fazendo boa arte.
Eu podia estar checando as promessas dos candidatos da última eleição
- e o que aconteceu com elas.
Eu podia até estar
de pernas pro ar
em casa
sem fazer porra nenhuma.
Mas estou aqui,
senhoras e senhores.
Em pé
Há uma hora
No meio fio
Há duas horas
no ponto
esperando.
Esperando.
Esperando
a porra do ônibus.
Que não passa.
Que não para.
Que chega
cheio demais.
Então desculpem interromper,
senhoras e senhores,
o silêncio da viagem de vocês.
Mas eu devia era estar gritando.
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sexta-feira, dezembro 19, 2014
healthy morning thoughts
It's not hard to explain, really.
This morning I've finally killed her, suffocated. She was sleeping. I entered the room silently and used one of her many pillows.
It was quiet. I don't think she had the time to realise what was happening. I like to think she died dreaming of something good.
Good...
It was a relief.
I've always feared she would die during her sleep. It was awful.
This morning I've finally killed her, suffocated. She was sleeping. I entered the room silently and used one of her many pillows.
It was quiet. I don't think she had the time to realise what was happening. I like to think she died dreaming of something good.
Good...
It was a relief.
I've always feared she would die during her sleep. It was awful.
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quinta-feira, dezembro 18, 2014
de projetos e conversas
... it doesn't really matter you being good from the start. what matters is that you start.
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quarta-feira, dezembro 17, 2014
às vezes acerto...
Making gifts to people I like feels like a prayer for good omens, to me.
---
A árvore de muitos galhos já foi uma semente só.
segunda-feira, dezembro 15, 2014
associações e misturas
ânsia por espalhar-se
descobrir espaços, formas, texturas
encontros sem pressa
extrapolar os potenciais das partes...
descobrir espaços, formas, texturas
encontros sem pressa
extrapolar os potenciais das partes...
quarta-feira, outubro 08, 2014
domingo, setembro 14, 2014
poesia...
"Se a poesia não serve para apressar o meu sangue, para abrir de repente janelas sobre o misterioso, para ajudar-me a descobrir o mundo, para acompanhar este desolado coração na solidão e no amor, na festa e no desamor, para que me serve a poesia?"
e.c., apud g.g.m.
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quarta-feira, setembro 03, 2014
03.09.2014
Empty boxes
Full of
Lost memories...
Full of
Lost memories...
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segunda-feira, agosto 18, 2014
18.08.2014
I feel in love with life.
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quinta-feira, julho 31, 2014
31.07.2014
did he die alone, in the rain?
did he?
he who was orange and warm
a furry sun
coming to wake me up every morning
he who was sweet
young
independent
full of energy
free
he who found peace
a comforting place
to be
he is still on my window
golden as the morning sun
eye kissing me
he is still dreaming on the couch
relaxed,
open,
impossibly stretched
completely safe
he is still around the house
playing with boxes
chasing ginger
climbing things to steal some food
some love
he is still on my window
feeling the soft warmth of the morning sun
our golden lucky jack cat
did he?
he who was orange and warm
a furry sun
coming to wake me up every morning
he who was sweet
young
independent
full of energy
free
a comforting place
to be
he is still on my window
golden as the morning sun
eye kissing me
he is still dreaming on the couch
relaxed,
open,
impossibly stretched
completely safe
he is still around the house
playing with boxes
chasing ginger
climbing things to steal some food
some love
he is still on my window
feeling the soft warmth of the morning sun
our golden lucky jack cat
sábado, julho 26, 2014
26.07.2014
I don't know...
(But maybe I shouldn't have to know right now. Maybe I should just do what I have to do...)
(But maybe I shouldn't have to know right now. Maybe I should just do what I have to do...)
quarta-feira, julho 02, 2014
Reflexões... (gostei, mas sinto que não concordo de todo)
"Sou, por ofício, um romancista. Acredito tratar-se de um ofício inofensivo, ainda que não venha a ser considerado respeitável por alguns. Romancistas colocam palavras vulgares na boca de seus personagens e os descrevem fornicando e fazendo necessidades. Além disso, não é um ofício útil, como o de um carpiteiro ou de um confeiteiro. O romancista faz o tempo passar para você entre uma ação útil e outra; ajuda a preencher os buracos que surgem na árdua trama da existência. É um mero recreador, um tipo de palhaço. Ele faz mímica e gestos grotescos; é patético ou cômico e, às vezes, os dois; ele faz malabarismos com palavras, como se estas fossem bolas coloridas.
O uso que ele faz das palavras não deve ser levado excessivamente a sério. O presidente dos Estados Unidos usa palavras; o médico, o mecânico, o general do exército e o filósofo usam palavras; e essas palavras parecem estar relacionadas ao mundo real, um mundo em que impostos precisam ser arrecadados e depois evitados; carros precisam ser dirigidos, doenças, curadas; grandes pensamentos, pensados; batalhas decisivas, travadas. nenhum criador de enredos ou personagens, por maior que seja, deve ser considerado um pensador sério, nem mesmo Shakespeare. Na realidade, é difícil saber o que o escritor criativo realmente pensa, pois ele se esconde atrás de suas cenas e de seus personagens. E quando os personagens começam a pensar e a expressar seus pensamentos, não se trata, necessariamente, dos pensamentos do escritor. Macbeth pensa uma coisa e Macduff, algo diametralmente oposto; as ponderações do Rei não são as mesmas de Hamlet. Até mesmo o dramaturgo trágico é um palhaço, soprando uma melodia triste em um trombone velho. E então seu ânimo trágico se esgota e ele se torna um bufão, cambaleando por aí e plantando bananeiras. Nada que deva ser levado a sério.
Por vezes, entretanto, um mero recreador como eu pode ser tragado a contragosto para a esfera do pensamento "sério". Ele se vê forçado a dar sua opinião sobre questões profundas. A causa dessa obrigação pode ser um repentino interesse público por um de seus romances - um livro que ele tenha escrito sem considerar profundamente o significado, cujo objetivo era render algum dinheiro para pagar o aluguel, mas que acabou adquirindo uma importância não prevista pelo autor. Ou pode ser um romance em que, graças a uma preocupação ou a um rancor irredutível em relação a algo que acontece no mundo real, o romancista - para seu próprio arrependimento - cria algo menos recreativo do que o normal; algo mais assemelhado a um sermão ou a uma declaração homilética ou didática - e a elaboração de tais coisas não é, na realidade, a função do romancistas."
a.b. laranja mecânica
Reflexões de cadernos de faculdade - 2
"É preciso o grito,
a loucura,
qualquer coisa,
menos este silêncio mortal,
este silêncio de gelo."
m.g.
--------------
"Todo homem é culpado pelo que não fez."
v.
---------------------------------
"O céu é um mar de peixes com asas."
"A felicidade é um rio sem cabimento, numa rua sem marca ou medida..."
j.f.r.
a loucura,
qualquer coisa,
menos este silêncio mortal,
este silêncio de gelo."
m.g.
--------------
"Todo homem é culpado pelo que não fez."
v.
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"O céu é um mar de peixes com asas."
"A felicidade é um rio sem cabimento, numa rua sem marca ou medida..."
j.f.r.
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Vida em linha reta
Todos estão por demais preocupados
com sua formação
seu salário
seu status social
É preciso pensar em alcançar
o padrão estético
o padrão de consumo
o padrão de relacionamento
o americano padrão
Ser bem sucedido então
é uma corrida
pelo primeiro
o segundo
o 13º
bilhão
Não há valor em ser solidário
preocupar-se com algo que não sua vida
Mind your own business
e tudo ficará bem.
Garantido seu patamar,
sua cobertura,
seu chalé a beira-mar,
seu carro importado
filhos educados,
mulher siliconada
Pague sua previdência privada
troque os bem duráveis
a cada 2 anos (ou seis meses)
tire férias em locais caros e exóticos
poste as alegres fotos
seja feliz nas redes sociais
E aproveite seu sucesso
em um belo e confortável
caixão feito a mão
esculpido em madeira de lei e veludo.
com sua formação
seu salário
seu status social
É preciso pensar em alcançar
o padrão estético
o padrão de consumo
o padrão de relacionamento
o americano padrão
Ser bem sucedido então
é uma corrida
pelo primeiro
o segundo
o 13º
bilhão
Não há valor em ser solidário
preocupar-se com algo que não sua vida
Mind your own business
e tudo ficará bem.
Garantido seu patamar,
sua cobertura,
seu chalé a beira-mar,
seu carro importado
filhos educados,
mulher siliconada
Pague sua previdência privada
troque os bem duráveis
a cada 2 anos (ou seis meses)
tire férias em locais caros e exóticos
poste as alegres fotos
seja feliz nas redes sociais
E aproveite seu sucesso
em um belo e confortável
caixão feito a mão
esculpido em madeira de lei e veludo.
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20/05/2009
15/05/2009
Qual meu foco? O que me guia e move?
---------------
20/05/2009
Se não descobrir, sozinha, para onde quero ir, continuarei com esse estranhamento, com essa sensação de estar ficando pra trás. Me inquieto. Me inquieta. Faz-me mal. Mas não consigo, ainda, entender isso direito. Não sou senhora de meu tempo, não consigo fazê-lo render. "Quero" tudo, por não me sentir ligada a nada. Quero ser boa, quero "ir bem" nas coisas, gostaria de ser reconhecida. Por quê? Para quê? Esse esvaziamento de metas, focos, quiçá valores talvez seja o que justamente me impede de fazer algo.
Os olhos pesam, a cabeça aquieta, o pensamento flutua. Estou com sono. Não estou perdida, mas tenho dificuldade em prestar atenção. Ainda não me encontrei. Ainda não estou vívida, vivaz, tenaz. Ainda sinto falta de ideias próprias. Isso me incomoda um pouco. Estou com sono...
Me sinto estranha nessa situação de "não estar 'construindo', consolidando, nada"... O que eu queria? Estou realmente acostumada ao pensamento brotar-me, ao conhecimento cair-me de pára-quedas?
------------
21/08/2009
Preciso urgentemente pensar no que quero. Mas num querer outro, diferente deste querer arrancar os cabelos e rasgar a carne até fazer parar de pensar os miolos e de doer o peito.
Pensar no que quero a um pouco mais de longo prazo - um mês, uma semana, dois meses, um ano.
Nos níveis que der.
Eu quero não ligar......................................................................
nem me importar que não doa que não passe nenhuma sensação. No máximo, que eu fique feliz pelos OUTROS, os outros, que não são eu.
Que não têm nada a ver comigo.
-----------
Hoje: é interessante olhar pra trás e ver essas coisas. Encontrá-las, na verdade, depois de tanto tempo. Acho que realmente um ciclo se fecha. Não me sinto mais assim. Fico feliz com isso. Mas quis guardar, para lembrar de coisas que me angustiam e para onde não quero voltar...
(mais: eu definitivamente não estava bem nesse período...)
Qual meu foco? O que me guia e move?
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20/05/2009
Se não descobrir, sozinha, para onde quero ir, continuarei com esse estranhamento, com essa sensação de estar ficando pra trás. Me inquieto. Me inquieta. Faz-me mal. Mas não consigo, ainda, entender isso direito. Não sou senhora de meu tempo, não consigo fazê-lo render. "Quero" tudo, por não me sentir ligada a nada. Quero ser boa, quero "ir bem" nas coisas, gostaria de ser reconhecida. Por quê? Para quê? Esse esvaziamento de metas, focos, quiçá valores talvez seja o que justamente me impede de fazer algo.
Os olhos pesam, a cabeça aquieta, o pensamento flutua. Estou com sono. Não estou perdida, mas tenho dificuldade em prestar atenção. Ainda não me encontrei. Ainda não estou vívida, vivaz, tenaz. Ainda sinto falta de ideias próprias. Isso me incomoda um pouco. Estou com sono...
Me sinto estranha nessa situação de "não estar 'construindo', consolidando, nada"... O que eu queria? Estou realmente acostumada ao pensamento brotar-me, ao conhecimento cair-me de pára-quedas?
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21/08/2009
Preciso urgentemente pensar no que quero. Mas num querer outro, diferente deste querer arrancar os cabelos e rasgar a carne até fazer parar de pensar os miolos e de doer o peito.
Pensar no que quero a um pouco mais de longo prazo - um mês, uma semana, dois meses, um ano.
Nos níveis que der.
Eu quero não ligar......................................................................
nem me importar que não doa que não passe nenhuma sensação. No máximo, que eu fique feliz pelos OUTROS, os outros, que não são eu.
Que não têm nada a ver comigo.
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Hoje: é interessante olhar pra trás e ver essas coisas. Encontrá-las, na verdade, depois de tanto tempo. Acho que realmente um ciclo se fecha. Não me sinto mais assim. Fico feliz com isso. Mas quis guardar, para lembrar de coisas que me angustiam e para onde não quero voltar...
(mais: eu definitivamente não estava bem nesse período...)
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guerras
"... A morte do povo foi como sempre tem sido: como se não morresse ninguém, nada, como se fossem pedras que caem sobre a terra, ou água sobre água."
p.b.
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