segunda-feira, abril 18, 2011

quero silêncio.
tempo para ler
escrever.

boas parcerias para conversas.

e quietas belas paisagens...

domingo, abril 17, 2011

Fumaça e Espelhos

"É um truque com espelhos. Trata-se de um clichê, não há dúvida, mas não deixa de ser verdade. Os mágicos empregam espelhos, via de regra posicionados em ângulos de quarenta e cinco graus, desde que os ingleses vitorianos começaram a produzir superfícies nítidas e confiáveis em quantidade, há mais de cem anos. John Nevil Maskelyne deu início à técnica, em 1862, com um guarda-roupas que, graças a um espelho posicionado com astúcia, ocultava mais do que revelava.
Espelhos são coisas maravilhosas. Parecem dizer a verdade, refletir toda a nossa vida; mas posicione um deles da maneira correta e sua superfície mentirá de modo tão convincente que você acreditará que algo desapareceu no ar, que uma caixa cheia de pombos, bandeirolas e aranhas está realmente vazia; que pessoas escondidas nos bastidores, ou no fosso, são fantasmas flutuando sore o palco. Deixado no ângulo correto, um espelho torna-se uma janela mágica; capaz de lhe mostrar qualquer coisa que possa imaginar e, talvez, algumas que não possa.
(A fumaça borra os contornos das coisas.)
Histórias são, de um modo ou de outro, espelhos. Nós as usamos para explicar como funciona ou não o mundo. Tal qual espelhos, elas nos preparam para os dias que virão. Afastam nossa atenção das coisas que se ocultam nas trevas.
A fantasia - e toda ficção é fantasia de uma espécie ou de outra - é um espelho. Um espelho distorcido, não há dúvida, do tipo que oculta, posicionado a quarenta e cinco graus da realidade, mas ainda assim um espelho que podemos empregar para nos revelar coisas que, de outra forma, poderíamos não ver. (Contos de fadas, como G. K. Chesterton disse certa feita, são mais do que a verdade; não porque nos contam que dragões existem, mas porque nos dizem que dragões podem ser vencidos.) (...)"
Neil Gaiman, Uma Introdução. in: Fumaça e Espelhos - contos e ilusões. pp. 11-12

sábado, abril 16, 2011

Observações matinais

Alguns dias e noites são tão longos que não parecem um, mas vários

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Tenho a impressão de que ninguém nunca deleta blogs - deixamo-los empoeirados, esquecidos, na última prateleira da estante... Mas não os deixamos ir.

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E alguma outra coisa que eu esqueci o que era, mas que me parecia digna de nota. Na verdade, agora, todas essas observações parecem meio óbvias e desnecessárias. Paciência. Ficarão aí. Como os blogs...

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Lembrei - bebo, e no dia seguinte, parece-me que tudo o que fiz tem tonalidades de que bebi além da conta. Ainda que sejam coisas de antes de eu ter bebido...