segunda-feira, setembro 17, 2012
Vi ontem um bicho
Se a capacidade de perceber consequências e desdobramentos de suas ações é o que diferencia o homem dos outros animais, alguns de nós há tempos deixamos de ser racionais...
segunda-feira, setembro 10, 2012
quinta-feira, setembro 06, 2012
Prazeres
Acordei buscando água, como se fosse uma bêbada. 05:23 da manhã. O que me fizera acordar àquela hora?
Tateei pelo copo d’água ao lado da cama. Enquanto sorvia da água como se tivesse bebido todo o bar na noite anterior, me dei conta. Sonhei com ela, de novo. Estávamos sozinhas na sala de alguém. De um amigo. De um amor não completamente esquecido. Ela usava uma camiseta preta com dizeres que eu ignorarei pra sempre, mas minhas mãos se lembrarão como se tivesse sido real o toque de meus dedos na curva de sua cintura, enquanto tentava chegar a seus seios.
Nossas coxas e quadris já estavam perturbadoramente encaixados então. Nos aproximávamos e comprimíamos nossos sexos - buscando e sendo guiadas pelo ápice eletrizante daquela transa inesperada. Queria enterrar meu rosto em seus grandes seios brancos. Conhecer e morder seus mamilos. Queria tocá-la, senti-la úmida e quente e aberta, fazê-la curvar-se e contorcer-se.
Em vez disso, o choque do prazer terrivelmente rápido e intenso fez com que nos afastássemos. O orgasmo me fazia sonhar acordada, em transe, em estado alterado de consciência pelo gozo, em estado de euforia e estranhamento por finalmente - após tantos, tantos anos - ter acontecido de estar com ela, poder sentir seu corpo, seu toque, sua pele, seu gosto...
E então acabou.
E então acabou.
Bebi a água como se pudesse recuperar o gosto de sua saliva nos gulosos goles. O gosto ficou amargo. A cama alheia. O travesseiro, frio. O sonho não voltaria. Ela não vai voltar. Não pros meus braços.
No sonho. Na realidade. Por que continuo fazendo isso?
segunda-feira, setembro 03, 2012
pulgas filosóficas
There is a fundamental reason why we look at the sky with wonder and longing—for the same reason that we stand, hour after hour, gazing at the distant swell of the open ocean. There is something like an ancient wisdom, encoded and tucked away in our DNA, that knows its point of origin as surely as a salmonid knows its creek. Intellectually, we may not want to return there, but the genes know, and long for their origins—their home in the salty depths. But if the seas are our immediate source, the penultimate source is certainly the heavens… . The spectacular truth is—and this is something that your DNA has known all along—the very atoms of your body—the iron, calcium, phosphorus, carbon, nitrogen, oxygen, and on and on—were initially forged in long-dead stars. This is why, when you stand outside under a moonless, country sky, you feel some ineffable tugging at your innards. We are star stuff. Keep looking up.
Jerry Waxman, Astronomical Tidbits
...polvo de estrellas...
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Pútridas
As cidades cheiram a lixo e mijo, a vazio e solidão. Excretam tais odores e sentimentos como uma fenda marinha libera gases pré-históricos, como um ser decrépito deixa escapar seus maus humores a cada suspiro: não agem com maldade ou desamor, não o fazem para vingarem-se dos germes que habitam e poluem sua superfície.
Esta é sua natureza, simplesmente. São seres abissais, seus tempos são outros. Sequer notam nossa efêmera existência sobre si. Seu eterno fedor não é mais que o hálito apodrecido de um adormecido ente de tempos imemoriais.
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