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domingo, outubro 16, 2016
terça-feira, março 22, 2016
esperança...
A esperança é uma substância viscosa como o melaço - mesmo
quando você vira o pote e quer que ela escorra toda fora, ela se
arrasta, passa devagar pelo peito, pela pele, deixa um rastro de
esperança pelo corpo todo, até finalmente sair de você.
Quando acaba de escorrer, ainda é preciso limpar o caminho que ela fez quando ia embora - ou toda série de coisas podem se grudar ali..
Quando acaba de escorrer, ainda é preciso limpar o caminho que ela fez quando ia embora - ou toda série de coisas podem se grudar ali..
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quinta-feira, agosto 20, 2015
Oxalá...
...Eu possa encontrar as palavras e ações para tocar as pessoas....
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quinta-feira, julho 09, 2015
tempos difíceis
Acho que tantos optam por sentir ódio, raiva, revanchismo porque dóem menos do que amor, empatia, compaixão...
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segunda-feira, fevereiro 23, 2015
Microconto matinal de semi horror (ou suspense?)
Eu matei todos os haunter cats. Levei muito tempo para entender isso. Mas, o haunter cat que parou de assombrar minha casa é o único que continua vivo até hoje.
quarta-feira, setembro 03, 2014
03.09.2014
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sexta-feira, maio 30, 2014
Autonominha
Não quero que meus sorrisos dependam de ninguém.
...
Quero sair por aí. Há tanto a ver e descobrir.
Tanto há a descobrir-me!
Meus céus azuis e dias chuvosos
Meus mares tranquilos e oceanos tormentosos
Quero me ler em Borges
e me pedalar pela estrada
quero descobrir que novas músicas dançam em mim
Quero conhecer que comidas despertam sabores em meu corpo
E que paisagens internas, inebriantes,
me penetram e se abrem em mim
quando, olhos bem abertos, devoro o mundo.
Quero divinar-me
inebriar-me
enlouquecer
e me sentir preenchida
com a grandeza do mundo
a lindezura da quantidade de cores e vidas das pessoas
Quero o divino do som
não humano.
Ir meio do mato.
E quero ler, concentrada,
protegida pelo incógnito anonimato
de um movimentado café de rua
em algum estranho lugar.
Quero estar na estrada, na estrada, na estrada, na estrada, na estrada.
Quero me encontrar e descobrir
continuar um caminho
longo
antigo
utópico
infindo
ingênuo
aprendiz
crescente
ávido
curioso
incerto
meu.
Meus caminhos
meus gostos
minhas descobertas
meus quereres
meus aprendizados.
Tanto hei de descobrir-me!
Talvez ande meio sedenta de mim...
...
Quero sair por aí. Há tanto a ver e descobrir.
Tanto há a descobrir-me!
Meus céus azuis e dias chuvosos
Meus mares tranquilos e oceanos tormentosos
Quero me ler em Borges
e me pedalar pela estrada
quero descobrir que novas músicas dançam em mim
Quero conhecer que comidas despertam sabores em meu corpo
E que paisagens internas, inebriantes,
me penetram e se abrem em mim
quando, olhos bem abertos, devoro o mundo.
Quero divinar-me
inebriar-me
enlouquecer
e me sentir preenchida
com a grandeza do mundo
a lindezura da quantidade de cores e vidas das pessoas
Quero o divino do som
não humano.
Ir meio do mato.
E quero ler, concentrada,
protegida pelo incógnito anonimato
de um movimentado café de rua
em algum estranho lugar.
Quero estar na estrada, na estrada, na estrada, na estrada, na estrada.
Quero me encontrar e descobrir
continuar um caminho
longo
antigo
utópico
infindo
ingênuo
aprendiz
crescente
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curioso
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meu.
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Tanto hei de descobrir-me!
Talvez ande meio sedenta de mim...
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para fora
Preciso por pra fora...
(...)
Sempre que me estico demais para fora de mim, acabo me sentindo estranha - algo se fragiliza internamente, o espaço de cuidado e bem querer interno se chacoalha, é chacoalhado.
Há muito barelho e formas e jeitos de ser, expectativas, anseios, saberes, cores, lugares, formas... O mundo do que não sou, não sei, não estou é sempre maior do que, nesse momento, sou ou sei ou posso ir. Não posso me deixar diluir no que está fora. Me perder nas expectativas e ansiedades causadas por todos os não.
Não sou boa em tentar ser boa. Ou em ser boa. Não funciona bem pra mim. Sempre que tento, começo a olhar demais para fora, e então começo a me comparar demais, e de repente estou fora, esticada, e torno-me muito fácil de romper. Frágil.
Assim sei sinais do que me faz bem ou não. Há situações, ambientes e pessoas que atuam como escoadouros de mim. Não quero estar aí. Não quero tais circunstâncias.
Gosto de aprender, interagir, ser desafiada, experimentar, rir, fazer merda, perceber que fiz besteira, tentar melhorar - mas há um jeito de estar e fazer isso que funciona. Outros que não.
Não quero olhar tanto pra fora e para os outros a ponto de me desconectar, me perder de mim...
Por isso make good art é bom. As interferências, acontecimentos e ruídos reduzem de volume e intensidade, perdem força. Se distanciam, ofuscam, empalidecem...
Estou aqui, em um espaço em que posso respirar e estar feliz com meus passos, minha caminhada. Aqui, posso pensar e sentir que quero mudar e melhorar sem me comparar com os outroas, com vidas que não tive, escolhas que não fiz.
A minha trajetória é a matéria sobre a qual posso atuar, que posso percorrer, entender, querer saltar, superar. De mim para mim.
Eu estou aqui comigo.
Há um espaço interno de paz, ou bem estar, onde não vou me comparar, espremer ou fazer mal.
Posso buscar exemplos e querer melhorar. Quero sempre buscar isto, evitar acomodar-me demais, evitar zonas de conforto que durem demais. Mas quero fazer isso de um modo amoroso e saudável para comigo mesma.
Bluh!
E - se eu quero ser boa em algo, eu que perceba o que é importante pra mim, leve a sério, e treine! u_u
(...)
E talvez seja ruim em tentar ser boa porque... sempre que olho demais para o outro - em busca de aprovação ou atenção - afasto-me por demais de mim...
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quarta-feira, maio 28, 2014
quinta-feira, maio 15, 2014
fumaça e espelhos... ou sua outra face?
(...) pois na imagem está o poder!
Os homens que se adereçavam com chifres e contas sabiam disso ao dançarem como cães à luz das primeiras fogueiras.
Os homens de botas pretas de cano longo sabiam disso ao marcharem pelos escombros incendiados da Europa com um passo tão estilizado quanto o de fileiras de coristas em espetáculo musical.
E veio o evangelho das novas tribos urbanas que floresceram ao crepúsculo do século...
... das crianças que evisceraram assentos de cinema e ofertaram buquês à polícia da tropa de choque...
... que deflagraram guerras contra etiquetas de camisa ao longo de frias praias inglesas fora de temporada e ostentaram as queimaduras de cigarro nos braços tal qual joias... As tribos sabiam!
Sabiam! Sabiam o significado do glamour! O significado primevo, original, de glamour como magia!
Glamour é magia!
Nossos maneirismos, nossas vaidades... são as máscaras de demônio que nos dão poder, que nos fazem amados ou temidos.
Nossas imagens, as sombras que projetamos... esses fantasmas são o que importa. São o que move o mundo.
Nossas roupas são maiores que nós, vão além das corriqueiras ambições e agruras das criaturas que as habitam.
Caso este inverno se mostre interminável, como proclamam os artífices do apocalipse, talvez nossas roupas sejam tudo o que sobreviverá.
Os homens que se adereçavam com chifres e contas sabiam disso ao dançarem como cães à luz das primeiras fogueiras.
Os homens de botas pretas de cano longo sabiam disso ao marcharem pelos escombros incendiados da Europa com um passo tão estilizado quanto o de fileiras de coristas em espetáculo musical.
E veio o evangelho das novas tribos urbanas que floresceram ao crepúsculo do século...
... das crianças que evisceraram assentos de cinema e ofertaram buquês à polícia da tropa de choque...
... que deflagraram guerras contra etiquetas de camisa ao longo de frias praias inglesas fora de temporada e ostentaram as queimaduras de cigarro nos braços tal qual joias... As tribos sabiam!
Sabiam! Sabiam o significado do glamour! O significado primevo, original, de glamour como magia!
Glamour é magia!
Nossos maneirismos, nossas vaidades... são as máscaras de demônio que nos dão poder, que nos fazem amados ou temidos.
Nossas imagens, as sombras que projetamos... esses fantasmas são o que importa. São o que move o mundo.
Nossas roupas são maiores que nós, vão além das corriqueiras ambições e agruras das criaturas que as habitam.
Caso este inverno se mostre interminável, como proclamam os artífices do apocalipse, talvez nossas roupas sejam tudo o que sobreviverá.
a.m. Fashion Beast.
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quinta-feira, fevereiro 27, 2014
qq coincidência com a realidade é mera semelhança
mundo distópico onde a indústria farmacêutica e a alimentícia estão alinhadas, e uma ampara a outra para minar o sistema imunológico das pessoas, para que fiquem mais sensíveis a doenças e, assim, consumam mais medicamentos que as tornam mais controláveis, sem desconfiarem de nada
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terça-feira, novembro 19, 2013
às vésperas de ir dormir, após um dia ruim
It's strange, isn't it, how we tend to think our lives can only go in one direction. It's like living near a big city - you tend to think that all roads lead to the city, not that, from that point, you can choose any direction away from it you want, and just follow it.
I live in a big city. Whenever I think about moving to its surroundings, I always think of how much time I'd spend to travel back to the city, when I needed anything. I never even consider that I'll be closer to other interesting towns, or that I could just keep going on the opposite direction of the city - and arrive at a new, maybe completely different, place. The funny part is that I love to travel, and nonetheless my mind is trapped on that big magnetic center the big city had turned into.
So it seems to be with life - we have our big cities: graduating, making money, marrying someone, getting settled somewhere. And every aspect of these has its own centers: privileged professions, beauty standards, expensive houses.
If we aren't careful enough to look to either sides of the road - or place where we are - we are trapped into believing it's some kind of path we have follow, and that's there's only one direction to go.
I choose to look around.
I live in a big city. Whenever I think about moving to its surroundings, I always think of how much time I'd spend to travel back to the city, when I needed anything. I never even consider that I'll be closer to other interesting towns, or that I could just keep going on the opposite direction of the city - and arrive at a new, maybe completely different, place. The funny part is that I love to travel, and nonetheless my mind is trapped on that big magnetic center the big city had turned into.
So it seems to be with life - we have our big cities: graduating, making money, marrying someone, getting settled somewhere. And every aspect of these has its own centers: privileged professions, beauty standards, expensive houses.
If we aren't careful enough to look to either sides of the road - or place where we are - we are trapped into believing it's some kind of path we have follow, and that's there's only one direction to go.
I choose to look around.
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segunda-feira, novembro 04, 2013
duas semanas e um dia
pessoas e coisas existem, até que... não existem mais. e é isso.
gatos, cachorros, pássaros, pessoas, aves, construções, cidades, países...
como disse bishop, estamos a perder coisas o tempo todo.
lembrar dói, pensar dói.
as coisas em grande escala, para nós, permanecem. a sucessão dos dias - frio, calor, chuva. as estrelas, o oceano. a vida segue.
nós, os vivos, seguimos...?
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sábado, setembro 28, 2013
Janela sobre a palavra (V)
(...)
Haverá algum lugar onde se juntem as palavras que não quiseram ficar? Um reino das palavras perdidas? As palavras que você deixou escapar, onde estarão à sua espera?
Haverá algum lugar onde se juntem as palavras que não quiseram ficar? Um reino das palavras perdidas? As palavras que você deixou escapar, onde estarão à sua espera?
e.g.
As palavras andantes
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27.09.2013
"Acorde-me quando setembro acabar", eles cantaram. E tantos repetiram, que de repente até eu estava a fazer coro, contando os dias, contando os dedos que restavam, após cada tempestade.
Entretanto, e eventualmente, cá está para chegar outubro. E o que mudará, de fato? Alguns perdidos serão reencontrados, talvez alguns laços sejam refeitos. Mas os que se foram não retornarão, e os novos jamais tomam, de fato, por mais charme ou aconchegos que façam, o lugar dos que não mais estão...
(...)
Escrevo. E depois penso - você não devia ser tão afoita em sair por aí a falar do que ainda não acabou de fato, ou a desdizer do que sequer começou por direito... Setembro já nos ensinou que é possível cair muitas quedas...
Entretanto, e eventualmente, cá está para chegar outubro. E o que mudará, de fato? Alguns perdidos serão reencontrados, talvez alguns laços sejam refeitos. Mas os que se foram não retornarão, e os novos jamais tomam, de fato, por mais charme ou aconchegos que façam, o lugar dos que não mais estão...
(...)
Escrevo. E depois penso - você não devia ser tão afoita em sair por aí a falar do que ainda não acabou de fato, ou a desdizer do que sequer começou por direito... Setembro já nos ensinou que é possível cair muitas quedas...
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domingo, setembro 22, 2013
Janela sobre a memória (II)
(...)
Temos um esplêndido passado pela frente?
Para os navegantes com desejo de vento, a memória é um porto de partida.
Temos um esplêndido passado pela frente?
Para os navegantes com desejo de vento, a memória é um porto de partida.
e.g.
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sexta-feira, setembro 20, 2013
Janela sobre a palavra (I)
Os contadores de história, os cantadores de história, só podem contar enquanto a neve cai. A tradição manda que seja assim. Os índios do norte da América têm muito cuidado com essa questão dos contos. Dizem que quando os contos soam, as plantas não se preocupam em crescer e os pássaros esquecem a comida de seus filhotes.
e.g.
As palavras andantes
quarta-feira, setembro 18, 2013
E se...
E se eu escrevesse histórias com as vidas que não vivi? A qualquer momento do tempo e da história, estou deixando uma vida de lado e escolhendo outra.
Ou estou não escolhendo outras tantas. Não estou virando uma motoqueira toda tatuada. Não sou uma chef em algum restaurante de São Paulo ou Porto Alegre. Não sou trainee de alguma grande empresa. Não virei voluntária da Cruz Vermelha e fui para alguma zona necessitada. Não...
Ou estou não escolhendo outras tantas. Não estou virando uma motoqueira toda tatuada. Não sou uma chef em algum restaurante de São Paulo ou Porto Alegre. Não sou trainee de alguma grande empresa. Não virei voluntária da Cruz Vermelha e fui para alguma zona necessitada. Não...
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sábado, agosto 03, 2013
Lacônico, conciso e enigmático.
era uma vez.
era uma vez o quê?
era uma vez.
só isso.
daí, depois, fim.
u_u
era uma vez o quê?
era uma vez.
só isso.
daí, depois, fim.
u_u
domingo, maio 05, 2013
...continuar a encenar, quando não há plateia, por vezes é difícil...
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