terça-feira, agosto 27, 2013

self portrait. contemplation. - 1

There are no mysteries,
there's nothing new, either.

I'm the same person.
The same old shell:
sometimes opened, sometimes tightly closed.

Rarely empty.

Except for these tears that roll
only when they want
and become small spots of pain
                                       and grayness inside.

I'll cry not.
Not now.
I'd rather write
or yell
or fight
or run

'till I'm breathless
speechless.

Letting everything
(watching everything)
come.
Letting everything
(watching everything)
go.

Waiting until I'm ready.
'Till they are ready.

Then they're like a storm,
a waterfall, washing over me
flooding me.

Cry me a river, they say.
I could cry several.

But I can't ever really reinvent myself.
Only some lines, maybe.
Hardly full of mysteries.
Never completely new.

sexta-feira, agosto 16, 2013

vagamundo

É uma armadilha, penso. Não me movo. Estou rodeado de lixo pelo norte e pelo sul, o lixo me toma de assalto de leste a oeste. E o lixo que avança, não eu, ou talvez, seja esse fedor a fermento e tripas em decomposição que me encurralam e me vão traçando para asfixiar-me e eu penso que é uma cilada, o primeiro poço de pretóleo não existiu nunca, nunca houve, nunca poderei sair daqui, não sei por onde vim e não há estrelas para me guiarem. Me deixo cair sob o sol em chamas e com a cabeça apertada entre o joelho rogo que caiam em cima de mim a noite ou a chuva.

e.g.

sábado, agosto 03, 2013

Lacônico, conciso e enigmático.

era uma vez.
era uma vez o quê?
era uma vez.
só isso.
daí, depois, fim.
u_u