se alguém descobrir como não sentir ciúmes, por favor me avise...
terça-feira, novembro 24, 2009
segunda-feira, novembro 16, 2009
domingo, novembro 15, 2009
segunda-feira, novembro 09, 2009
De minhas instabilidades. De meus medos e anseios.
Se me fosse dado escolher, preferiria viver em um mundo onde fôssemos mais ligados à natureza do que a tecnologias de ponta.
Se me fosse dado escolher.
Sentindo-me em algum ponto delicado de rompimento de equilíbrio. Mas é sempre difícil ir além do superficial para mim, nestes momentos.
Tento olhar pra dentro, mas... Sinto vontade de chorar, sinto que não "estou apta" a cumprir com algumas exigências externas e internas, que talvez não sejam reais mas que estão completamente mescladas em meu modo de me perceber em alguns espaços. E são espaços nos quais tenho passado a maior parte de minha vida.
Hoje estou cansada. E me sinto... incapaz de fazer algumas coisas. Optaria por desistir, se fosse fácil. Se fosse trivial. Não é. Não encaro como se fosse. Às vezs, contudo, encaro como se fosse contra minha natureza tentar me manter em algumas das atividades em que estou. Contra meus anseios, desejos, objetivos. Contra minha saúde psicológica. Quiçá contra minhas habilidades técnicas.
E discordo de algumas coisas mas é como se não tivesse o direito de falar nada a respeito, pois não estou cumprindo o meu papel. Sinto-me perdida e inferior. E desajustada em relação aos padrões. E isso tudo me deixa com vontade de chorar, sinto-me sozinha com estes sentimentos, e mais perdida.
Desistir me deixaria com que caminhos pela frente? Visualizo possibilidades vagas, etéreas, quase irreais. Medo de ficar para trás, caso opte por outros rumos. O engraçado é que há muito acho que estou ficando pra trás, exatamente onde estou agora. Medo de estar sendo fraca. Se todos conseguem, por que eu não consigo? Se funciona e agrada a todos.... por que não comigo? Não deveria ter alguma garra para então tentar mudar, ou para me tornar o que acho que devia ser? Tenho pessoas queridas, e a quem admiro, que fazem isso. Meus exemplos externos todos são de pessoas que, mesmo em situações que lhes eram desagradáveis, por vezes extremas, elas foram adiante, deram o melhor de si, se destacaram.
Eu fico chorando pelos caminhos. Perdendo tempo, foco, auto-estima, auto-confiança.
Mas o que emerge dessas percepções não é vontade de lutar dentro desse ambiente para que as coisas sejam diferentes. É vontade de chorar. É vontade de desistir. E descubro que não gosto de pensar em desistir pois em minha cabeça desistir é como fraquejar. Não está associado a perceber que se estava trilhando o caminho errado, ou a mudar de ideias e concepções, ou tomar coragem para ser diferente. É sempre algo negativo. Desistir é pra quem não tem garra de seguir adiante.
Minha vontade é de me encolher em uma cama, em um local escuro, e chorar. Não é uma tentativa de resolver nada. É uma ideia de desabafo físico, quase. Mas nunca saio com uma solução mais rica, duradoura, nunca saio com o propósito mais firme.
Continuo desfocada, com a capacidade de me centrar baixa, extraindo pouco de meus esforços.
Preciso mudar alguma coisa. Algumas coisas. Curar algumas, talvez. Mas é difícil, não consigo saber o quê mirar.
Se me fosse dado escolher.
Sentindo-me em algum ponto delicado de rompimento de equilíbrio. Mas é sempre difícil ir além do superficial para mim, nestes momentos.
Tento olhar pra dentro, mas... Sinto vontade de chorar, sinto que não "estou apta" a cumprir com algumas exigências externas e internas, que talvez não sejam reais mas que estão completamente mescladas em meu modo de me perceber em alguns espaços. E são espaços nos quais tenho passado a maior parte de minha vida.
Hoje estou cansada. E me sinto... incapaz de fazer algumas coisas. Optaria por desistir, se fosse fácil. Se fosse trivial. Não é. Não encaro como se fosse. Às vezs, contudo, encaro como se fosse contra minha natureza tentar me manter em algumas das atividades em que estou. Contra meus anseios, desejos, objetivos. Contra minha saúde psicológica. Quiçá contra minhas habilidades técnicas.
E discordo de algumas coisas mas é como se não tivesse o direito de falar nada a respeito, pois não estou cumprindo o meu papel. Sinto-me perdida e inferior. E desajustada em relação aos padrões. E isso tudo me deixa com vontade de chorar, sinto-me sozinha com estes sentimentos, e mais perdida.
Desistir me deixaria com que caminhos pela frente? Visualizo possibilidades vagas, etéreas, quase irreais. Medo de ficar para trás, caso opte por outros rumos. O engraçado é que há muito acho que estou ficando pra trás, exatamente onde estou agora. Medo de estar sendo fraca. Se todos conseguem, por que eu não consigo? Se funciona e agrada a todos.... por que não comigo? Não deveria ter alguma garra para então tentar mudar, ou para me tornar o que acho que devia ser? Tenho pessoas queridas, e a quem admiro, que fazem isso. Meus exemplos externos todos são de pessoas que, mesmo em situações que lhes eram desagradáveis, por vezes extremas, elas foram adiante, deram o melhor de si, se destacaram.
Eu fico chorando pelos caminhos. Perdendo tempo, foco, auto-estima, auto-confiança.
Mas o que emerge dessas percepções não é vontade de lutar dentro desse ambiente para que as coisas sejam diferentes. É vontade de chorar. É vontade de desistir. E descubro que não gosto de pensar em desistir pois em minha cabeça desistir é como fraquejar. Não está associado a perceber que se estava trilhando o caminho errado, ou a mudar de ideias e concepções, ou tomar coragem para ser diferente. É sempre algo negativo. Desistir é pra quem não tem garra de seguir adiante.
Minha vontade é de me encolher em uma cama, em um local escuro, e chorar. Não é uma tentativa de resolver nada. É uma ideia de desabafo físico, quase. Mas nunca saio com uma solução mais rica, duradoura, nunca saio com o propósito mais firme.
Continuo desfocada, com a capacidade de me centrar baixa, extraindo pouco de meus esforços.
Preciso mudar alguma coisa. Algumas coisas. Curar algumas, talvez. Mas é difícil, não consigo saber o quê mirar.
quarta-feira, novembro 04, 2009
do Gato Malhado
[...] Enganava-se a Rosa-Chá quando pensava que o Gato Malhado vivia solitário e não tinha nada no mundo. Bem ao contrário, ele tinha um mundo de recordações, de doces momentos vividos, de lembranças alegres. Não vou dizer que fosse feliz e não sofresse. Sofria, mas ainda não estava desesperado, ainda se alimentava do que ela lhe havia dado antes. Triste no entanto, porque a felicidade não pode se alimentar apenas das recordações do passado, necessita também dos sonhos do futuro.
[...] Apenas direi que era maviosa a orquestra dos pássaros e que o seu melodioso rumor chegava até o Gato Malhado, solitário no parque. Já não havia futuro com que alimentar seu sonho de amor impossível. Noite sem estrelas, a da festa do casamento da Anorinha Sinhá. Apenas uma pétala vermelha sobre o coração, uma gota de sangue.
[...] Apenas direi que era maviosa a orquestra dos pássaros e que o seu melodioso rumor chegava até o Gato Malhado, solitário no parque. Já não havia futuro com que alimentar seu sonho de amor impossível. Noite sem estrelas, a da festa do casamento da Anorinha Sinhá. Apenas uma pétala vermelha sobre o coração, uma gota de sangue.
J.A.
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