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sexta-feira, dezembro 09, 2016
segunda-feira, junho 06, 2016
Rotina / Cotidiano
Seu despertador toca, você se espreguiça, toma café da manhã.
Uma mulher é estuprada.
Você toma banho, vai para o trabalho, checa e-mails, participa de uma reunião, escreve relatórios, escreve um projeto, levanta para um cafezinho e esticar as pernas.
Outra mulher é estuprada.
Você trabalhada pelo resto da manhã, conversa um pouco com os colegas de trabalho, para pra almoçar, lê notícias, vê um vídeo besta, se espreguiça na cadeira.
Uma adolescente é estuprada.
Volta ao trabalho, checa e-mails, olha a agenda, desmarca uma reunião, pesquisa um assunto importante, resolve pepinos, agenda compromissos, mais um café, agora um lanche, o dia não acaba.
Mais uma mulher é estuprada.
Você já não tá rendendo tanto no trabalho, você empurra tudo para o dia seguinte, responde telefonemas e e-mails, pensa no final do expediente, no final de semana, no final do mês, no final do ano, na aposentadoria. Pega trânsito pra casa.
Outra. Mulher. Estuprada.
vocêtomabanhocomelavalouça. vê as contas pra pagar. olha a rua; sua. lê ou vê tv. sente sono, toma chá.
gritos, lágrimas, dor, desespero. Conta? Mais uma.
Você ronca, ressona. Se vira na cama. Mata um mosquito. Com sorte, sonha. Acorda e bebe água. Dorme.
O pesadelo de outra mulher se consuma.
Talvez, de novo...
Você se remexe, o despertador toca pela primeira vez, os passarinhos começam a cantar, você vira para o lado, cochila. Barulhos de rua. Outro dia quer começar. Você pisca e pula da cama.
O terror, para outra mulher, continua...
Uma mulher é estuprada.
Você toma banho, vai para o trabalho, checa e-mails, participa de uma reunião, escreve relatórios, escreve um projeto, levanta para um cafezinho e esticar as pernas.
Outra mulher é estuprada.
Você trabalhada pelo resto da manhã, conversa um pouco com os colegas de trabalho, para pra almoçar, lê notícias, vê um vídeo besta, se espreguiça na cadeira.
Uma adolescente é estuprada.
Volta ao trabalho, checa e-mails, olha a agenda, desmarca uma reunião, pesquisa um assunto importante, resolve pepinos, agenda compromissos, mais um café, agora um lanche, o dia não acaba.
Mais uma mulher é estuprada.
Você já não tá rendendo tanto no trabalho, você empurra tudo para o dia seguinte, responde telefonemas e e-mails, pensa no final do expediente, no final de semana, no final do mês, no final do ano, na aposentadoria. Pega trânsito pra casa.
Outra. Mulher. Estuprada.
vocêtomabanhocomelavalouça. vê as contas pra pagar. olha a rua; sua. lê ou vê tv. sente sono, toma chá.
gritos, lágrimas, dor, desespero. Conta? Mais uma.
Você ronca, ressona. Se vira na cama. Mata um mosquito. Com sorte, sonha. Acorda e bebe água. Dorme.
O pesadelo de outra mulher se consuma.
Talvez, de novo...
Você se remexe, o despertador toca pela primeira vez, os passarinhos começam a cantar, você vira para o lado, cochila. Barulhos de rua. Outro dia quer começar. Você pisca e pula da cama.
O terror, para outra mulher, continua...
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Em janeiro deste ano, li uma estatística que dizia que, no Brasil, a cada três horas, uma mulher é estuprada. Sente?
sexta-feira, dezembro 19, 2014
healthy morning thoughts
It's not hard to explain, really.
This morning I've finally killed her, suffocated. She was sleeping. I entered the room silently and used one of her many pillows.
It was quiet. I don't think she had the time to realise what was happening. I like to think she died dreaming of something good.
Good...
It was a relief.
I've always feared she would die during her sleep. It was awful.
This morning I've finally killed her, suffocated. She was sleeping. I entered the room silently and used one of her many pillows.
It was quiet. I don't think she had the time to realise what was happening. I like to think she died dreaming of something good.
Good...
It was a relief.
I've always feared she would die during her sleep. It was awful.
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segunda-feira, maio 05, 2014
filosofias simples
Pedale até se sentir melhor. Se você ainda não está se sentindo melhor, é porque não pedalou o suficiente.
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Quero morar em um lugar onde possa me deslocar só de bicicleta, se sentir vontade. Sem que isso seja algo extraordinário.
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Não esquecer que pedalar (e mexer o corpo em geral) me faz bem, me ajuda a reconectar com meu centro, a respirar, a só pensar se for necessário, e no que é necessário. E é algo que posso fazer quase sempre. E comigo mesma.
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Não deixar de pedalar...
domingo, maio 05, 2013
Às vezes me sinto presa em mim (ou) em minha própria existência. São momentos de falta de ânimo ou perspectiva, em que sinto vontade de apenas seguir qualquer corrente que me afaste da necessidade de ter de fazer qualquer coisa muito maior do que consumir pílulas de lazer - como ler uma história ou assistir a um vídeo. Momentos de deixar as horas escorrerem. E de ter medo, medo, medo, medo de não fazer nada. Até chegar o dia não haver mais nada a ser feito sobre isso.
É um círculo vicioso que, das últimas vezes que apareceu, consegui romper com uma noite de sono. Ou uma ida à praia, ou sair - sozinha ou com amigos. Mas já houve fases de ser mais difícil combatê-lo. E de realmente achar que poderia acabar ficando presa n'algo assim. Como podemos ser tão presas de nossas variações internas?
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