quinta-feira, julho 30, 2009

e se eu tentasse escrever?

se tentasse descrever...?

ficar quieta, calada, deixando os pensamentos virem

como ondas, andorinhas, arrepios

quieta
sem me mexer

quarta-feira, julho 29, 2009

e sigo buscando...

pistas
fragmentos

...

traços
pegadas
sinais de fumaça

...

(migalhas?)

...

de quê?
para quê?

sexta-feira, julho 24, 2009

segunda-feira, julho 20, 2009

infantil

toddy e cigarro

...

três
eu quero tudo que há...

a.c.

sábado, julho 18, 2009

...distante...

segunda-feira, julho 13, 2009

e então percebo - talvez eu a ame e ponto.

ela ficará.

a vida segue.

é isso aí.

sábado, julho 11, 2009

arre que às vezes é difícil viver em sociedade!!

.......................

sexta-feira, julho 10, 2009

formas

Um dia escreverei para ela.
Falarei de bolinhas e quadrados, retângulos, paralelepípedos, estrelas, pentágonos, octógonos, heptaedros, esferas, losangos, paralelogramos.

Leis de catetos e hipotenusas.

Apresentarei o triângulo - o equilátero. Por mais que ela advogue que o isósceles é mais comum. Convidá-la-ei para que se arrisque comigo na aventura de transformar um em outro. Talvez surjam divagações outras.

Um dia, farei um convite irresistível para que se arrisque. Pule de cabeça. Entre de mala e cuia em minha vida.

Direi isso, quiçá mais.

Ainda que ela nada diga.

quarta-feira, julho 08, 2009

About female ejaculation

Just read it. Interesting and important.

http://www.newscientist.com/article/mg20227101.200-everything-you-always-wanted-to-know-about-female-ejaculation-but-were-afraid-to-ask.html?full=true

terça-feira, julho 07, 2009

No fim das contas, acho que acabei jogando tudo fora

Não sei bem como começou. Misto de cansaço e preguiça, necessidade de livrar-me do empoeirado, do atulhado, do sentir enfurnado. Aos poucos, já não queria saber se era novo ou velho, escrito seu ou diverso, ou se deveras gostara daqueles dizeres embolorados.

Fui amassando, rasgando, empilhando, encaixotando. Postais ou notas de posto. Velhos frascos de perfume, um ingresso mal-usado, a calça azul, a saia justa.

Esvaziei cabides. Gavetas. Corri com os gatos do quarto. Tirei móveis. As piadas e brincadeiras. A aranha e a lagarta - de estimação. Limei incensos e pelúcias. Brincos e maquiagens.

Desfiz a cama. Desfiz-me dos lençóis. Arejei ideias, ideais, cortinas.
Partiu o vaso eterno do canto da sala.

E em meio a tanto e tudo, nem me dei conta de quando foi que ela sumiu.

acenderei um cigarro

...imaginário...

Como ele, também as tensões, os conflitos, os ciúmes, os gostares que ora desconfio - imaginários.

Escreverei sobre a ansiedade real, envolta em todas as suposições, tragando o cigarro recém aceso, que é tão presente nesta sala quanto ela. Traçarei linhas cor de fumaça, em homenagem a tudo.

Direi desta angustiosa sensação que me abate o fôlego, comprime o peito, faz-me inquieta, descentrada.

Da vontade de saber um contato, uma saudade besta que fosse, entrelida em um dizer qualquer sobre coisa alguma. Dessa cabeça e desse corpo que são assim - querem muito, desejam muito, mas escolheram calar e esperar.

E agora gritam, amarrados nessas cordas antinaturais de silêncio quase mortal.


Estou só, com o imaginado e o cigarro.
Concretamente.

segunda-feira, julho 06, 2009

sou um porre.

e adoro quando as pessoas me dão oportunidade de demonstrar isso...
ela foi embora
deixou a chuva em seu lugar

domingo, julho 05, 2009

ah, um cigarro...
vou falando assim, de mim. que d'outra coisa não poderia falar com mais propriedade, ou, pelo menos, sinceridade.

exponho-me. deixo pontas para que se construa a rede que sou. a rede que somos.

vou tentando entender e construir a construção que sou.

abro-me. porque desejo que alguns saibam quem sou. o que sinto. o que cala e move e dói. ainda que poucos, ou silenciosamente.

também sou silenciosa, às vezes.

às vezes, falo porque desejo ouvir.

às vezes, calo por medo do que não virá.

e se vou sentindo necessidade de dizer quem sou, para ouvidos apenas atentos se assim lhes interessar, faço-o sem receios.

veredas

"Estou contando ao senhor, que carece de um explicado. Pensar mal é fácil, porque esta vida é embrejada. A gente vive, eu acho, é mesmo para se desiludir e desmisturar. A senvergonhice reina, tão leve e leve pertencidamente, que por primeiro não se crê no sincero sem maldade. Está certo, sei. Mas ponho minha fiança: homem muito homem que fui, e homem por mulheres! - Nunca tive inclinação pra aos vícios desencontrados. Repilo o que, o sem preceito. Então - o senhor me perguntará - o que era aquilo? Ah, lei ladra, o poder da vida. Direitinho declaro o que, durando todo o tempo, sempre mais, às vezes menos, comigo se passou. Aquela mandante amizade. Eu não pensava em adiação nenhuma, de pior propósito. Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara, e estar tristonho, e eu perdia meu sossego. Era ele estar por longe, e eu só nele pensava. E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que. Aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre. E em mim a vontade de chegar todo próximo, quase uma ânsia de sentir o cheiro do corpo dele, dos braços, que às vezes adivinhei insensatamente - tentação dessa eu espairecia, aí rijo comigo renegava. Muitos momentos."
j.g.r.

aprendizado

a pior forma de saber que alguém recusou um convite é ver o tempo passar...

sábado, julho 04, 2009

curtindo uma ansiedade de "comichão" no peito...

sexta-feira, julho 03, 2009

Descoberta

eis que nos damos conta:

todo gato sofre de insônia.

por isso, sempre que podem, eles dormem.

xP

(muito importante isso)
"Dona da minha cabeça quero tanto lhe ver chegar
Quero saciar minha sede milhões de vezes, milhões de vezes"

silencio

sim, é como se eu estivesse fugindo

do peito palpitando
o engolir em seco

a vontade de ver, de conversar, de fazer qualquer coisa,
de levar flores, de sorrir...

para não ser chata
por medo de ouvir um 'não'
para dar tempo ao tempo...

(medo de quebrar qualquer coisa do equilíbrio delicado e de repente possuir apenas lembranças...)
Moça, Olha só, o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê

(é bom te ver sorrir...)
te(n)são...
ser sincera não gera exatamente os melhores resultados, às vezes.

ainda assim, é meu caminho...