Recompor-se é como seguir um caminho, subir uma escada.
Um passo de cada vez.
No ritmo que for possível.
Tropeçar faz parte do aprendizado.
quarta-feira, março 31, 2010
Não foram ditas promessas, pois que algumas coisas não é possível saber que se cumpram.
Não foram trocadas juras. Falariam de algo que, hoje, se encontra em outra esfera.
Não se disse adeus, principalmente porque não desejam que as distâncias sejam eternas.
Não se tocaram. Apenas muito pouco. Para não dessarumar o que já está por demais bagunçado, e busca, como pode, um equilíbrio.
Já não são. É ele. É ela. Seguirão...
Não quero viver de ilusões, mas desejo que um dia se entrelacem...
Não foram trocadas juras. Falariam de algo que, hoje, se encontra em outra esfera.
Não se disse adeus, principalmente porque não desejam que as distâncias sejam eternas.
Não se tocaram. Apenas muito pouco. Para não dessarumar o que já está por demais bagunçado, e busca, como pode, um equilíbrio.
Já não são. É ele. É ela. Seguirão...
Não quero viver de ilusões, mas desejo que um dia se entrelacem...
Guardei pedaço de mim em um pacote.
Algumas partes que não nasceram comigo, outras que só fazem sentido quando arrumadas de modos bem específicos.
O pacote não me pertence, então uma gaivota, dessas que voam mais e mais alto, levou-o: precisava voar.
Agora partes de mim não vão comigo. E dói um pouco o vazio delas, a ausência do pacote.
Vez ou outra, quando o tempo deixar, vou me pôr a observar o horizonte...
Quem sabe um dia, pacote e gaivota possam voltar...
Algumas partes que não nasceram comigo, outras que só fazem sentido quando arrumadas de modos bem específicos.
O pacote não me pertence, então uma gaivota, dessas que voam mais e mais alto, levou-o: precisava voar.
Agora partes de mim não vão comigo. E dói um pouco o vazio delas, a ausência do pacote.
Vez ou outra, quando o tempo deixar, vou me pôr a observar o horizonte...
Quem sabe um dia, pacote e gaivota possam voltar...
terça-feira, março 30, 2010
De ritos de passagem, marcos e pequenas mortes
... Sábios em vão tentarão explicar o eco de antigas palavras ...
Quando a morte completa não é possível, precisamos, pelo menos, de pequenas mortes. Ritos de passagem, marcos, a deixar claras as ruturas necessárias, a demarcar - a partir daqui, as coisas já não são do mesmo jeito.
Cortar o cabelo, deletar, rasgar, queimar arquivos ou coisas...
Qualquer coisa menos grave, mas que sirva para explicar a si próprio que... as coisas não são, e possivelmente não serão, como eram antes.
Mas que nos mantenha vivos. A maior parte, pelo menos.
Quando a morte completa não é possível, precisamos, pelo menos, de pequenas mortes. Ritos de passagem, marcos, a deixar claras as ruturas necessárias, a demarcar - a partir daqui, as coisas já não são do mesmo jeito.
Cortar o cabelo, deletar, rasgar, queimar arquivos ou coisas...
Qualquer coisa menos grave, mas que sirva para explicar a si próprio que... as coisas não são, e possivelmente não serão, como eram antes.
Mas que nos mantenha vivos. A maior parte, pelo menos.
segunda-feira, março 22, 2010
volta pra casa
Transe
Meus lábios entreabertos
Umedecem-nos vossas salivas
Minha boca
Teus lábios
Nossos beijos
querem fundir-se
misturar-se
e ainda ser eu, vós, nós
para sentirmos
sepa-rada-mente
cada gosto e tom e cor
da mistura
um tal tocar creio que queime.
o só querer sufoca mais...
Meus lábios entreabertos
Umedecem-nos vossas salivas
Minha boca
Teus lábios
Nossos beijos
querem fundir-se
misturar-se
e ainda ser eu, vós, nós
para sentirmos
sepa-rada-mente
cada gosto e tom e cor
da mistura
um tal tocar creio que queime.
o só querer sufoca mais...
(Poetrix de fundo:
cajá
tua saliva doce
caroço de cajá fosse
morreria engasgado - goulart gomes)
cajá
tua saliva doce
caroço de cajá fosse
morreria engasgado - goulart gomes)
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