e precisa ter o que dizer, sempre?
eu
segunda-feira, julho 28, 2008
sábado, julho 19, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
sábado, julho 05, 2008
todos os números interessantes
que placas relógios dias e ademais me mostram por aí
que às vezes me fazem pensar que não há acaso:
(começando, de agorinha...)
21:31:31
21:32:23
22:26:26
que às vezes me fazem pensar que não há acaso:
(começando, de agorinha...)
21:31:31
21:32:23
22:26:26
promessa?
toda vez que o peito apertar,
que a ansiedade incomodar,
que já não estiver conseguindo trabalhar, mesmo, porque as coisas no peito-cabeça não deixam, hei de escrever.
pra mim.
risco - em dias como hoje, escrever pra sempre.
que a ansiedade incomodar,
que já não estiver conseguindo trabalhar, mesmo, porque as coisas no peito-cabeça não deixam, hei de escrever.
pra mim.
risco - em dias como hoje, escrever pra sempre.
sufoco. coisa atrasada pra fazer, como sempre.
ansiedade lá, expectante.
sufoco - perna balançando, sinal de noite mal-dormida, de trabalho ainda não cumprido.
ansiedade assistindo a tudo. de cinco em cinco minutos, chama-lhe a atenção para algo.
sufoco ficando agoniado e agoniado.
- que é que queres, aí, esse tempo todo?
ansiedade - quem quer é você. eu, só quero garantir que não vou perder nenhum detalhe.
sufoco se acabrunha.
- me deixa. vou me enterrar no trabalho.
peito da ansiedade aperta.
- é mesmo? que vai ser de tudo?
- tudo o quê?
- tudo que tá te esperando pra acontecer.
- ainda espera??
sufoco...
ansiedade lá, expectante.
sufoco - perna balançando, sinal de noite mal-dormida, de trabalho ainda não cumprido.
ansiedade assistindo a tudo. de cinco em cinco minutos, chama-lhe a atenção para algo.
sufoco ficando agoniado e agoniado.
- que é que queres, aí, esse tempo todo?
ansiedade - quem quer é você. eu, só quero garantir que não vou perder nenhum detalhe.
sufoco se acabrunha.
- me deixa. vou me enterrar no trabalho.
peito da ansiedade aperta.
- é mesmo? que vai ser de tudo?
- tudo o quê?
- tudo que tá te esperando pra acontecer.
- ainda espera??
sufoco...
sexta-feira, julho 04, 2008
No ponto. No ônibus. Por aí.
A ansiedade encontrou o sufoco. Olhou um pouco, olhos afoitos, foi logo pedindo - faz-me um poema?
Afobado, tiou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
Oco:
eu"
"Versátil (volátil)
Volúvel
Retrátil."
Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo pra alguém. Foram-se: ansioso, sufocada.
- - -
Escrever/ pensar/ desaguar incessantemente.
Uns momentos internos. Ou pelo menos a mim dedicados.
Pensarei cá com meus botões. (nos reais zíperes que quero abrir)
Talvez deixe pistas, que afinal talvez tenha nascido, mesmo, para contar. Mas talvez não diga assim, diretamente.
Afinal aprender a falar ou a calar, dá no mesmo: se a idéia principal é refletir sobre o que há para ser dito.
Vou me internar em leituras e códigos e poemas?
Buscarei fazer mais? Descobrir minhas músicas. Meus ritmos. Minhas letras.
Não necessariamente ficar só. Escolher entretanto estar em mim, ao está-lo.
Buscar caderno sem pauta e escrevê-lo todo.
A história é uma cicatriz nas páginas. Ou um desenho.
Quero uma torrente de idéias pra lavar a cabeça.
Quero que a vida flua, e quero estar consciente na correnteza. Sendo eu quem a provoque ou não.
Diacho é que gosto de me mostrar. Acho que vou me descobrir uma voyeur das idéias.
Despir-me-ei com as janelas abertas. No escuro, contudo. Só desejarei que me espiem aqueles que tiverem decidido me procurar.
Encontro vontade de escrever muito. Eis o que gosto.
Onde me acho.
Tudo aquilo que trabalhe a vida das mãos.
Incertada certeza de minhas vontades, talvez, sem mágoas, recolha-me um pouco.
Dá-me sono.
- - -
Não sei se leio, como alimento, ou se me resguardo, para evitar ser claramente tentada por idéias que não são minhas.
Hoje eu levaria todos os dias o caderno para onde quer que fosse. Escreveria quando e como desse vontade.
Quero crescer. A escrita. Voltar a tocar, com ela.
Desafogar o peito de todas as palavras não ditas, malditas, desditas, benditas.
Centrar-me.
Centrar-nos-emos.
Tudo ao nosso tempo.
- - -
Peito ficou leve após tanta escrita. Não quero que isso passe, ainda que deseje escrever coisas intensas.
Afobado, tiou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
Oco:
eu"
"Versátil (volátil)
Volúvel
Retrátil."
Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo pra alguém. Foram-se: ansioso, sufocada.
- - -
Escrever/ pensar/ desaguar incessantemente.
Uns momentos internos. Ou pelo menos a mim dedicados.
Pensarei cá com meus botões. (nos reais zíperes que quero abrir)
Talvez deixe pistas, que afinal talvez tenha nascido, mesmo, para contar. Mas talvez não diga assim, diretamente.
Afinal aprender a falar ou a calar, dá no mesmo: se a idéia principal é refletir sobre o que há para ser dito.
Vou me internar em leituras e códigos e poemas?
Buscarei fazer mais? Descobrir minhas músicas. Meus ritmos. Minhas letras.
Não necessariamente ficar só. Escolher entretanto estar em mim, ao está-lo.
Buscar caderno sem pauta e escrevê-lo todo.
A história é uma cicatriz nas páginas. Ou um desenho.
Quero uma torrente de idéias pra lavar a cabeça.
Quero que a vida flua, e quero estar consciente na correnteza. Sendo eu quem a provoque ou não.
Diacho é que gosto de me mostrar. Acho que vou me descobrir uma voyeur das idéias.
Despir-me-ei com as janelas abertas. No escuro, contudo. Só desejarei que me espiem aqueles que tiverem decidido me procurar.
Encontro vontade de escrever muito. Eis o que gosto.
Onde me acho.
Tudo aquilo que trabalhe a vida das mãos.
Incertada certeza de minhas vontades, talvez, sem mágoas, recolha-me um pouco.
Dá-me sono.
- - -
Não sei se leio, como alimento, ou se me resguardo, para evitar ser claramente tentada por idéias que não são minhas.
Hoje eu levaria todos os dias o caderno para onde quer que fosse. Escreveria quando e como desse vontade.
Quero crescer. A escrita. Voltar a tocar, com ela.
Desafogar o peito de todas as palavras não ditas, malditas, desditas, benditas.
Centrar-me.
Centrar-nos-emos.
Tudo ao nosso tempo.
- - -
Peito ficou leve após tanta escrita. Não quero que isso passe, ainda que deseje escrever coisas intensas.
quarta-feira, julho 02, 2008
notícias do mundo pós primeira versão lançada
Acordados, os quatro da equipe.
Todos aqui, trabalhando. Amanhã vamos lançar uma versão mais nova, com menos bugs e mais documentação.
O dia está azul e fresco, o humor está leve.
Tenho enormes fones de ouvido precariamente presos na cabeça, e ouço "Sea Of Love". Alto.
Canto um tanto, também, e meus amigos ouvem uma voz cansada-desafinada-aliviada acompanhando Cat Power. De novo e de novo.
come with me, my love, to the sea
the sea of love
Todos aqui, trabalhando. Amanhã vamos lançar uma versão mais nova, com menos bugs e mais documentação.
O dia está azul e fresco, o humor está leve.
Tenho enormes fones de ouvido precariamente presos na cabeça, e ouço "Sea Of Love". Alto.
Canto um tanto, também, e meus amigos ouvem uma voz cansada-desafinada-aliviada acompanhando Cat Power. De novo e de novo.
come with me, my love, to the sea
the sea of love
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