I am the one who walks in the rain
Without fearing its tears
I am one in a thousand
a million
seven billion
I shall stand
and fall
and rise once again
for I am alive
and life is stronger
and so am I
I am the one who walks
without fear of feeling
without fear of falling
I shall rub my hands clean
breathe through cry and pain
and stand once more
for I am alive
and I will walk
and run
and smile
and love
and shine
once again.
I am the one
who walks in the rain
welcoming its blessing waters
without fearing them
for I am alive.
And life is stronger
and so am I.
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sexta-feira, setembro 23, 2016
I am the one who walks in the rain
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terça-feira, agosto 04, 2015
inconvenientes
Salvador são finas paredes escondendo amontoados de expropriados... É como varrer a poeira para baixo do tapete, ou para o lado de fora da casa, e de repente olhar pela janela e perceber que se está completamente cercado pelo problema que se queria evitar.
...
A avenida e o bairro são de ricos. Como em uma história de fantasia, em uma curva qualquer há uma viela que parece um beco - e esconde um mundo.
O mundo é cinza cimento e cor de telha. É enrugado, encardido, desgrenhado e anda de pés descalços. É sujo, maltratado.
O mundo é espremido, porque não deveria nem estar ali, pra começo de conversa. E vigiado de perto - pra ver se aprende a pelo menos não incomodar, já que não vai embora.
O mundo das pessoas marrons desafia os parâmetros das condições mínimas de existência. E faz por bem praticar outros valores - por bem ou por mal - já que sua realidade é outra, mesmo. E a nossa não os representa.
...
A avenida e o bairro são de ricos. Como em uma história de fantasia, em uma curva qualquer há uma viela que parece um beco - e esconde um mundo.
O mundo é cinza cimento e cor de telha. É enrugado, encardido, desgrenhado e anda de pés descalços. É sujo, maltratado.
O mundo é espremido, porque não deveria nem estar ali, pra começo de conversa. E vigiado de perto - pra ver se aprende a pelo menos não incomodar, já que não vai embora.
O mundo das pessoas marrons desafia os parâmetros das condições mínimas de existência. E faz por bem praticar outros valores - por bem ou por mal - já que sua realidade é outra, mesmo. E a nossa não os representa.
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quinta-feira, julho 09, 2015
tempos difíceis
Acho que tantos optam por sentir ódio, raiva, revanchismo porque dóem menos do que amor, empatia, compaixão...
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quarta-feira, outubro 08, 2014
quinta-feira, junho 19, 2014
quarta-feira, maio 28, 2014
terça-feira, junho 11, 2013
sábado, março 30, 2013
A sexta feira não é santa
Quase não tinha dentes. Chamava-se Solange, Rainha. Disse-me que era de Yansã. E poetisa. Recitou sobre o amor, bálsamo da vida. Falou da casca do Pelourinho, que é sua casa, mas não a parte que se vê. Chamou Bahia madrasta. Disse que era seu aniversário, e que era soropositiva.
Me explicou a matemática da reciclagem - 73 latas dão um quilo, um quilo são noventa centavos. E dos valores. Meu milk shake. Um prato de feijão, com suco e pimenta. Mas eu sou gringa, eu posso...
Deu-me um desenho, uma caneta, uma fita do senhor do Bonfim (tomo o cuidado de não deixar que a amarre em meu pulso).
Eu lhe dou atenção, sorrisos, dois reais, um cigarro.
E saio me sentindo falsa dentro do mundo. Ou da vida. Ou do corpo...
Me explicou a matemática da reciclagem - 73 latas dão um quilo, um quilo são noventa centavos. E dos valores. Meu milk shake. Um prato de feijão, com suco e pimenta. Mas eu sou gringa, eu posso...
Deu-me um desenho, uma caneta, uma fita do senhor do Bonfim (tomo o cuidado de não deixar que a amarre em meu pulso).
Eu lhe dou atenção, sorrisos, dois reais, um cigarro.
E saio me sentindo falsa dentro do mundo. Ou da vida. Ou do corpo...
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segunda-feira, janeiro 14, 2013
Achados (e perdidos)
Não sou inquebrável.
Mas sou flexível. E consertável.
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segunda-feira, setembro 17, 2012
Vi ontem um bicho
Se a capacidade de perceber consequências e desdobramentos de suas ações é o que diferencia o homem dos outros animais, alguns de nós há tempos deixamos de ser racionais...
segunda-feira, setembro 03, 2012
pulgas filosóficas
There is a fundamental reason why we look at the sky with wonder and longing—for the same reason that we stand, hour after hour, gazing at the distant swell of the open ocean. There is something like an ancient wisdom, encoded and tucked away in our DNA, that knows its point of origin as surely as a salmonid knows its creek. Intellectually, we may not want to return there, but the genes know, and long for their origins—their home in the salty depths. But if the seas are our immediate source, the penultimate source is certainly the heavens… . The spectacular truth is—and this is something that your DNA has known all along—the very atoms of your body—the iron, calcium, phosphorus, carbon, nitrogen, oxygen, and on and on—were initially forged in long-dead stars. This is why, when you stand outside under a moonless, country sky, you feel some ineffable tugging at your innards. We are star stuff. Keep looking up.
Jerry Waxman, Astronomical Tidbits
...polvo de estrellas...
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segunda-feira, agosto 27, 2012
sexta-feira, agosto 24, 2012
Continuar correndo
Acordei buscando água, como se fosse uma bêbada. 05:23 da manhã. O que me fizera acordar àquela hora?
De
tarde, já na rua, tive mais uma vez a mesma revelação que tenho tantas e
tantas vezes, reiteradamente - a cidade é uma enorme favela. Queria
parar e tirar uma foto: os morros tomados de casebres amontoados. Ao
longe, à esquerda - em direção ao centro novo da cidade - edifícios
altos e ricos.
Desci
o viaduto ainda observando e refletindo sobre a paisagem. A respiração
estava difícil: sentia-me ansiosa e culpada por estar atrasada para o
trabalho. Queria correr, mas como? A chuva transformara a cidade em uma
sucessão de engarrafamentos. As casinhas coloridas e amontoadas ainda me
perseguiam: como podemos ficar sem ver tão facilmente? Como ficamos sem
ver os barracos, as crianças na rua, os buracos, os alagamentos que se
formam com qualquer chuva mais forte...?
Respirei
fundo e forçadamente mais uma vez - ansiedade, aflição. Os carros todos
se amontoam e atropelam: é preciso continuar correndo. Nos fazem parar
para que precisemos voar tão logo haja tempo ou espaço livre. E se
passamos correndo, não vemos. Passamos correndo pelas subconstruções que
tomam conta do horizonte. Passamos correndo pelos buracos que habitam
indiscriminadamente as ruas. Passamos correndo pelas pessoas tomando
chuva enquanto esperam ônibus atrasados.
Passamos
correndo na hora de entrar nesses mesmos ônibus e não olhamos para o
sujeito que vai passar umas oito horas de seu dia ali, fazendo papel de
máquina. Passamos correndo pela festa com os amigos que de repente é só
um momento de torrar os miolos com música alta e bebida demais - e
interações verdadeiras de menos. Passamos correndo pelas propagandas
políticas coloridas, mentirosas e invasivas - que se tornam mais
presentes na mesma medida em que crescem nossa frustração, indignação e
descrença no governo. Em qualquer governo.
Andamos
desgovernados, em carros desgovernados, crescimentos desgovernados,
corpos desgovernados, vidas desgovernadas. Estamos a mil por hora e vamos
bater num muro que não vemos porque estamos ocupados demais.
Mas precisarei continuar correndo. Estou atrasada, no meio do trânsito no meio da vida no meio da tarde, e o horário de trabalho já começou.
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sábado, janeiro 21, 2012
segunda-feira, março 28, 2011
Saí para pedalar hoje.
Andei em direção à cidade. À noite.
Pedalei pensando nas coisas.
Pedalei até esquecer.
... E caí.
Na hora confusa,
Assustei-me.
Senti medo.
Depois, pensei que aprendi quando e como é possível dar passagem.
E aprendi que consigo levantar.
E segui pedalando.
Então quis casa e cuidado e descanso. Que de ferro não sou.
E me dei conta de que se isto tivesse me acontecido há alguns meses atrás, eu teria ficado em caquinhos. E foi bom perceber que estou mais forte...
-----------------------------
É bastante diferente pedalar pra dentro da cidade. A quantidade de coisas dá a sensação de estar pedalando muito mais, de cobrir distâncias maiores.
E é muito mais fácil pedalar à noite. Sol quente no juízo faz uma diferença danada.
Andei em direção à cidade. À noite.
Pedalei pensando nas coisas.
Pedalei até esquecer.
... E caí.
Na hora confusa,
Assustei-me.
Senti medo.
Depois, pensei que aprendi quando e como é possível dar passagem.
E aprendi que consigo levantar.
E segui pedalando.
Então quis casa e cuidado e descanso. Que de ferro não sou.
E me dei conta de que se isto tivesse me acontecido há alguns meses atrás, eu teria ficado em caquinhos. E foi bom perceber que estou mais forte...
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É bastante diferente pedalar pra dentro da cidade. A quantidade de coisas dá a sensação de estar pedalando muito mais, de cobrir distâncias maiores.
E é muito mais fácil pedalar à noite. Sol quente no juízo faz uma diferença danada.
quinta-feira, março 24, 2011
Noite
Saí do cinema tão depressa que tinha as pernas rijas na chegada ao ponto de ônibus.
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