quinta-feira, julho 31, 2014

31.07.2014

did he die alone, in the rain?
did he?

he who was orange and warm
a furry sun
coming to wake me up every morning

he who was sweet
young
independent
full of energy
free

he who found peace
a comforting place
to be

he is still on my window
golden as the morning sun
eye kissing me

he is still dreaming on the couch
relaxed,
open,
impossibly stretched
completely safe

he is still around the house
playing with boxes
chasing ginger
climbing things to steal some food
some love

he is still on my window
feeling the soft warmth of the morning sun

our golden lucky jack cat

sábado, julho 26, 2014

26.07.2014

I don't know...

(But maybe I shouldn't have to know right now. Maybe I should just do what I have to do...)

quarta-feira, julho 02, 2014

Reflexões... (gostei, mas sinto que não concordo de todo)

"Sou, por ofício, um romancista. Acredito tratar-se de um ofício inofensivo, ainda que não venha a ser considerado respeitável por alguns. Romancistas colocam palavras vulgares na boca de seus personagens e os descrevem fornicando e fazendo necessidades. Além disso, não é um ofício útil, como o de um carpiteiro ou de um confeiteiro. O romancista faz o tempo passar para você entre uma ação útil e outra; ajuda a preencher os buracos que surgem na árdua trama da existência. É um mero recreador, um tipo de palhaço. Ele faz mímica e gestos grotescos; é patético ou cômico e, às vezes, os dois; ele faz malabarismos com palavras, como se estas fossem bolas coloridas.

O uso que ele faz das palavras não deve ser levado excessivamente a sério. O presidente dos Estados Unidos usa palavras; o médico, o mecânico, o general do exército e o filósofo usam palavras; e essas palavras parecem estar relacionadas ao mundo real, um mundo em que impostos precisam ser arrecadados e depois evitados; carros precisam ser dirigidos, doenças, curadas; grandes pensamentos, pensados; batalhas decisivas, travadas. nenhum criador de enredos ou personagens, por maior que seja, deve ser considerado um pensador sério, nem mesmo Shakespeare. Na realidade, é difícil saber o que o escritor criativo realmente pensa, pois ele se esconde atrás de suas cenas e de seus personagens. E quando os personagens começam a pensar e a expressar seus pensamentos, não se trata, necessariamente, dos pensamentos do escritor. Macbeth pensa uma coisa e Macduff, algo diametralmente oposto; as ponderações do Rei não são as mesmas de Hamlet. Até mesmo o dramaturgo trágico é um palhaço, soprando uma melodia triste em um trombone velho. E então seu ânimo trágico se esgota e ele se torna um bufão, cambaleando por aí e plantando bananeiras. Nada que deva ser levado a sério.

Por vezes, entretanto, um mero recreador como eu pode ser tragado a contragosto para a esfera do pensamento "sério". Ele se vê forçado a dar sua opinião sobre questões profundas. A causa dessa obrigação pode ser um repentino interesse público por um de seus romances - um livro que ele tenha escrito sem considerar profundamente o significado, cujo objetivo era render algum dinheiro para pagar o aluguel, mas que acabou adquirindo uma importância não prevista pelo autor. Ou pode ser um romance em que, graças a uma preocupação ou a um rancor irredutível em relação a algo que acontece no mundo real, o romancista - para seu próprio arrependimento - cria algo menos recreativo do que o normal; algo mais assemelhado a um sermão ou a uma declaração homilética ou didática - e a elaboração de tais coisas não é, na realidade, a função do romancistas."

a.b. laranja mecânica

Reflexões de cadernos de faculdade - 2

"É preciso o grito,
a loucura,
qualquer coisa,
menos este silêncio mortal,
este silêncio de gelo."
                              m.g.

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"Todo homem é culpado pelo que não fez."
                                                         v.

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"O céu é um mar de peixes com asas."

"A felicidade é um rio sem cabimento, numa rua sem marca ou medida..."
                                                          j.f.r.

Vida em linha reta

Todos estão por demais preocupados
    com sua formação
    seu salário
    seu status social

É preciso pensar em alcançar
   o padrão estético
   o padrão de consumo
   o padrão de relacionamento
   o americano padrão

Ser bem sucedido então
   é uma corrida
   pelo primeiro
   o segundo
   o 13º
   bilhão

Não há valor em ser solidário
   preocupar-se com algo que não sua vida
   Mind your own business
   e tudo ficará bem.

Garantido seu patamar,
   sua cobertura,
   seu chalé a beira-mar,
   seu carro importado
   filhos educados,
   mulher siliconada

Pague sua previdência privada
   troque os bem duráveis
   a cada 2 anos (ou seis meses)
   tire férias em locais caros e exóticos
   poste as alegres fotos
   seja feliz nas redes sociais

E aproveite seu sucesso
   em um belo e confortável
   caixão feito a mão
   esculpido em madeira de lei e veludo.

20/05/2009

15/05/2009

Qual meu foco? O que me guia e move?

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20/05/2009

Se não descobrir, sozinha, para onde quero ir, continuarei com esse estranhamento, com essa sensação de estar ficando pra trás. Me inquieto. Me inquieta. Faz-me mal. Mas não consigo, ainda, entender isso direito. Não sou senhora de meu tempo, não consigo fazê-lo render. "Quero" tudo, por não me sentir ligada a nada. Quero ser boa, quero "ir bem" nas coisas, gostaria de ser reconhecida. Por quê? Para quê? Esse esvaziamento de metas, focos, quiçá valores talvez seja o que justamente me impede de fazer algo.

Os olhos pesam, a cabeça aquieta, o pensamento flutua. Estou com sono. Não estou perdida, mas tenho dificuldade em prestar atenção. Ainda não me encontrei. Ainda não estou vívida, vivaz, tenaz. Ainda sinto falta de ideias próprias. Isso me incomoda um pouco. Estou com sono...

Me sinto estranha nessa situação de "não estar 'construindo', consolidando, nada"... O que eu queria? Estou realmente acostumada ao pensamento brotar-me, ao conhecimento cair-me de pára-quedas?

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21/08/2009

Preciso urgentemente pensar no que quero. Mas num querer outro, diferente deste querer arrancar os cabelos e rasgar a carne até fazer parar de pensar os miolos e de doer o peito.

Pensar no que quero a um pouco mais de longo prazo - um mês, uma semana, dois meses, um ano.

Nos níveis que der.
Eu quero não ligar......................................................................

nem me importar que não doa que não passe nenhuma sensação. No máximo, que eu fique feliz pelos OUTROS, os outros, que não são eu.

Que não têm nada a ver comigo.

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Hoje: é interessante olhar pra trás e ver essas coisas. Encontrá-las, na verdade, depois de tanto tempo. Acho que realmente um ciclo se fecha. Não me sinto mais assim. Fico feliz com isso. Mas quis guardar, para lembrar de coisas que me angustiam e para onde não quero voltar...

(mais: eu definitivamente não estava bem nesse período...)

guerras

"... A morte do povo foi como sempre tem sido: como se não morresse ninguém, nada, como se fossem pedras que caem sobre a terra, ou água sobre água."
p.b.

Reflexões de cadernos de faculdade - 1

"Quanto tempo da cabeça das pessoas o medo ocupa?"
                                                                                b.v.

"Nem só de binários viverá o homem."
                                                         j.f.r.

21/08/2009

Compostura

Tenho o interior trêmulo
           das lágrimas que não posso chorar
           agora.

Quisera poder desaguá-las!
       Encolher-me
       Calar-me
       Seguir
                  outros rumos.