sábado, dezembro 23, 2006
quinta-feira, novembro 16, 2006
Combinação para ouvir dentro da cabeça
Todos os cds do System Of A Down + os cds de The Dresden Dolls
Alto
de preferência com fone de ouvido, pra ter certeza de não deixar escapar uma vírgula de som...
em modo de reprodução aleatório...
junte todos os ingredientes e saboreie a gosto.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Queria falar sobre estresse e coisas desagradáveis... No sentido de que me desagradam.
Mas acho que ouvi música alta demais... Quer dizer... Talvez não seja isso. Talvez esteja me sentindo um pouco coibida. Talvez eu devesse estar contribuindo para o coletivo. Ou estudando. Ou dormindo, comportadamente.
Mas como ia dizendo em outro lugar...
Estou com vontade de algo.
Talvez vontade de rebeldia. Ou de revolta. Vontade de curtir o que estou fazendo nesse exato momento - isolando-me acusticamente do mundo exterior, com músicas fortes em ALTO e nem tão bom som... Tentando me voltar para o que está dentro. Na cabeça, no peito. Chegar a algum lugar onde possa simplesmente be sem antes ou depois, estar estar e estar... e ser, claro. Isso, realmente, que quero...
E talvez a companhia de algumas pessoas importantes pra mim. Em um outro mundo, de espaço e tempo diferentes, gostaria de reuni-las em um campo (campo de graminha, mesmo) com um sol suave, alguma árvore próxima e uma boa brisa... (Uma clareira seria uma boa definição) Então seria possível rir e conversar, e talvez fazer um piquenique. E conversar até tarde, até ficarmos cansados, até alguma lua aparecer no céu. Então cantar, dançar, contar histórias de rir e assustar...
Meu olhar se perde no vazio, pensando em como seria, nas impossibilidades de ser. Suspiro.
Estou um pouco cansada de algumas coisas. E sentindo falta de algumas, também. Estava tranqüila, hoje, mas algo me desestabilizou um pouco.
Quero espaços abertos. Quero conversas sobre filosofia (ou algo que o valha), ou sucessões de assuntos que culminam em gargalhadas pelo non-sense da coisa toda.
Eventualmente eu queira dar um jeito em alguns de meus companheiros de moradia atuais, que não têm me dado muita paz, também. E, se procurar fundo... Sim, ali está, aquela vontade de ter meu espaço realmente meu. Alguma tranqüilidade, e a liberdade de fazer qualquer dever que tenha sem que me mandem cumpri-lo.
Falta de amigos e conversas...
E a impressão de que talvez esteja deixando alguns de lado, ou de que algo pode ter nos afastado como eu não queria que acontecesse. Estou com isso. Como uma pulga que te morde por baixo da calça jeans, no meio da rua.
Posso ficar muito muito muito tempo aqui, sentindo a música e fazendo este pequeno brainstorm assistido e não muito aleatório.
Poderia escrever e escrever e escrever sobre os que estão longe. Ou sobre aqueles de quem não estou perto.
Preencher este espaço infinitamente branco, que sempre estará quase no fim e no início, por ser virtual. Ou desenhar em muitas páginas reais, dando relevo a cada uma, para que fosse possível sentir o peso de meu pensamento em cada uma, depois.
Realmente me sinto tentada a não parar por aqui, a não sair deste meu momento de perscrutar minha alma-mente.
Vou seguir na estradinha... Recém passei pela minha clareira. Estou ali, acabo de subir no galho da árvore e estou sentindo alguns raios de sol, enquanto ouço as coisas bobas ou interessantes que as pessoas de quem gosto falam, embaixo. Sigo andando de costas, para poder observar essa paisagem por mais tempo. Paisagem. Porque estamos integrados, ali. Somos parte do lugar, já. Como elfos e doendes e outros habitantes da floresta que fazem festa quando céticos não estão espiando. A estradinha saiu de algum conto de fadas. É de cascalho claro. "Somewhere, over the rainbow..." O sol começa a se pôr, pois acho que assim fica melhor a cara da despedida. Depois volto, eu penso. Sei que é verdade, sei disso pois ainda me vejo deitada a sentir o pulsar da árvore. Mas digo isso para me consolar por ter de sair de lá. Não para acalmar os que ficam. O sol está às minhas costas. Caminho em direção ao conhecido, que nem por isso é luminoso. Não porque seja ruim. Apenas porque não é o que quero... Terei de passar por algum túnel no meio do caminho, tenho certeza. É assim que se sai dos lugares mágicos. Vou entrar no mundo onde estou sentada escrevendo sobre eu andando na estrada me olhando na clareira.
...
segunda-feira, novembro 06, 2006
...eu...
e algo mais entre o meio das pernas & o coração
assim
em posição indefinidaofega a respiração
sinto a forçade um roçar de peles
de um olhar profundode um sonho vagabundo
ardo a faltaa carência
o desejo
meus arrepiospossuem um dono longíquo
uma dona que não os quere teimam em não passar
apesar das impossibilidades
vão-se os alvos
fica o desejo
sou vã e vaga
na falta do beijona infeliz tentativa
de me apagar
Me sinto quase má. Eu não sei se gosto muito dessas coisas que faço, desse meu jeito de ser. É difícil aceitar uma natureza tão avessa, tão fraca e forte, nos momentos errados...
Quero dizer, talvez eu não tenha tomado a decisão errada. Mas ela me parece tão difícil, e, ao mesmo tempo, tão fácil. E por ser uma decisão que me parece egoísta, me sinto mal.
Eu posso pensar que pra que as coisas ficassem bem, e claras, esse era o único caminho a seguir. Mas... é tão chocante e amedrontador e reprovante e na realidade eu talvez não seja mulher o suficiente pra levar isso adiante.
Não se trata de remorso, arrependimento por essa coisa específica, vontade de voltar atrás. Tenho medo de ter estragado muitas coisas, com a única solução que me parecia realmente correta a tomar.
Então, sinto um pouco de remorso por ser quem sou.
Que as pessoas de quem gosto continuem comigo, e gostem de mim, ainda assim...
E como poderia pedir para alguém gostar de mim, quando eu mesma me questiono tanto?!? Digam-me palavras vis para pessoas fracas, covardes e hipócritas. Acho que é isso que quero listar para mim mesma, agora...
quinta-feira, novembro 02, 2006
A propósito de
terça-feira, outubro 31, 2006
Como alguém carente pode ser anti-social e exigente???
Como uma pessoa que adora dizer que se sente só pode ser do tipo que se dá ao luxo de escolher amizades?
Por que eu não venho aqui escrever coisas agradáveis de se ler?
O que eu busco?
Por que acho que escrevendo perguntas que deveria estar fazendo pra mim mesma vou obter alguma resposta?
Que terapia é essa que gosto de fazer?
O que é que estou fazendo?
.......................................................................................................
sexta-feira, outubro 27, 2006
Todos iguais...
Eu digo que me sinto só em quase todos os meus posts.
Hoje, farei diferente - estou me sentido sozinha hoje...
quarta-feira, outubro 25, 2006
24 de Outubro
"Provavelmente não é possível amar duas pessoas da mesma maneira, mas existem diferentes tipos de amor."
...
segunda-feira, outubro 16, 2006
Sem tanto ânimo para as coisas que TENHO de fazer. Um dia de ficar em frente ao computador e esperar que o telefone toque. Pelo menos, tocou duas vezes do modo que eu gostaria que tocasse.
Diários on-line...
Falto eu andar na linha.
O que eu quero, afinal???
________________________
Qual a graça, para um ilustre desconhecido, em ficar lendo um blog como esse?? Já deve ser bem sem graça para quem me conhece, imagine pro resto... Só serve para aqueles que desejam monitorar meu estado de espírito, saber se estou bem, se estou mal. Nada de muito útil, nada de muito bom.
domingo, outubro 15, 2006
Who's gonna call me?
Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.
Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.
Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.
*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*
Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!
sábado, outubro 07, 2006
Não há brilhantismos...
É um costume meu, de tempos em tempos, me achar medíocre. Agora não estou me achando medíocre. No entanto, também não imagino que esteja aqui para oferecer nada brilhante. Apenas mais um site com um design simples e textos tão pessoais que chegam a ser generalizados.
Se eu fosse dizer algo sobre hoje, sobre o que sinto, talvez eu dissesse que estou com um pouco de medo de me sentir um pouco só. Talvez eu dissesse que sinto, vez ou outra, vontade de dizer umas coisas que eu não sei se algum dia vou dizer. Talvez eu dissesse que, quando escrevo essas coisas, me sinto repetitiva. Talvez eu fizesse uma declaração semi-anônima.
Entretanto, acho que não vou fazer nada disso. Ando sentindo um pouco de falta de estar em ambientes familiares com os meus amigos. Quando sinto esta falta, me pergunto se não reduzi demais meu círculo de amizades, se não estou agindo errado esperando encontrar quase sempre as mesmas pessoas. Um pouco de verdade em tudo. E, aos poucos, mesmo que eu não queira, isso vai começar a mudar...
Queria mandar abraços para alguém.
*Abraços.*
terça-feira, outubro 03, 2006
Sinto falta de fazer coisas. Não porque não as faço há muito, mas porque agora, tão cedo, não vejo a promessa de que voltem a acontecer. Nem todas as separações são/serão eternas, bem o sei. No entanto, saber disso não alivia de todo o que estamos passíveis de sentir durante o processo.
O que sinto, nesta primeira semana.
Sei que se parar pra olhar isso a fundo devo encontrar muito mais do que isso. Outras causas facilitadoras, outras questões e seus "x". E já não sei, ou AINDA não sei, se essa da qual ora falo não é também a que impulsiona e dá importância às outras. E sei que vou em frente. Só não vi ainda a cor desse caminho que seguirei.
Acho que apenas sinto, por ter menos preto do que eu gostaria...
segunda-feira, outubro 02, 2006
Há mais de um mês eu não escrevo nada, não xingo ninguém, não choro pitangas... Aqui.
Meu blog abandonado às traças, moscas e cupins. Essa sou eu.
Às vezes, não estou, por favor, deixe seu recado que entrarei em contato assim que possível.
Saudades.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Breaking News...
Hoje e agora, por exemplo, talvez a música que estou ouvindo facilite esta sensação... Mas queria encontrar alguém - podia ser alguém que eu nunca vi na vida, aliás, talvez fosse até mais legal assim - e bater um papo ameno, com gentilezas e coisas engraçadas...
Hoje, estou com vontade de cativar as pessoas.
terça-feira, agosto 22, 2006
segunda-feira, agosto 21, 2006
Eu ando pelo mundo...
segunda-feira, agosto 07, 2006
Aviso aos navegantes...
São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P
Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^
Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...
Mas não se acostumem com a gentileza. :P
sexta-feira, agosto 04, 2006
Se arrependimento matasse...
sábado, julho 29, 2006
Contando carneirinhos. (Ou: historinha para pulgas dormirem)
Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?
Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??
Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.
Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.
É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!
(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.
Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.
Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?
Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...
- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.
Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.
Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.
Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...
Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.
sexta-feira, julho 28, 2006
Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.
terça-feira, julho 25, 2006
...
É hora de ir dormir?!?
Gastei mais de uma hora em um de meus vícios. E agora, no momento de desligar o computador, sinto algo entre vazio e remorso. Próximo do que tenho quando estou de ressaca.
Minhas ressacas não se dão na boca - o tal gosto de cabo de guarda-chuva - minhas ressacas sinto-as em meu peito. Mensagens de que uma ou muitas partes de mim não gostaram do que fiz. Como agora. De que se trata desta vez? Da hora avançada? Da falta de perspectivas? Falta-me algo, afinal?
Ou será apenas essa vontade de escrever, essa palavra presa não na garganta, mas no corpo todo, que hora aperta para se libertar? Um suspiro se solta. Sinto que há mais de onde veio este. Olho para os lados e sei que há muito os que me acompanham dormem... Apenas um vagueia no vazio limitado de um aquário, nas paredes que prometem mas não dão.
Neste momento, meu aquário torna-se deprimente. Viver preso, para sempre. Fugir significa morrer. Ou uma aventura de poucos minutos, findada no ponto de partida. Preso, mas feliz, ou vivo mas encarcerado? Qual a consciência que meu pequeno vermelho tem que está em um aquário, em um espaço tão menor e menos atraente que o local em que algum parente/ancestral distante seu um dia viveu? Qual a consciência que tem de suas paredes "invisíveis"? Hoje fui olhar por uma janela. Ela estava fechada, mas não vi. Grudei a cabeça com tudo no ar duro e sujo que era o vidro. Como é para o meu peixe? Sempre isso? Pensar em aquários é deprimente.
O Ministério da Saúde adverte. Refletir sobre aquários faz mal à saúde.
Minhas palavras têm mais sorte. Meu peito é mais permeável. Às vezes, podem fluir facilmente. Para onde desejarem.
Palavra viajante do vento. Quero alcançar ouvidos que me compreendam. Quero poder ir sempre em frente. E vez ou outra parar para descansar por aí. Quero andar sobre as águas e nos galhos mais altos. Quero passar pelos belos comuns-lugares. Por ventura, ficar.
Meu olhar se perde. É melhor ir divagar de olhos fechados.
Mas é bom passear por aqui. Por quem passa, por zeros e uns a perder de vista. Escrever é bom. E o blog sempre tira aquela incômoda sensação que nossos diários (secretos) nos davam...
A pena de saber que por mais que escrevêssemos, ninguém iria ler nada daquilo mesmo.
domingo, julho 16, 2006
Blá blá blá...
sexta-feira, julho 07, 2006
Só...
Bom dia!!!
sexta-feira, junho 30, 2006
Às vezes nunca...
Vou acrescentar mais alguns sites à listinha aí do lado. Em nome deles, até senti vontade de mudar esta lista de "favoritos" para "o que faz minha cabeça". Deixo a indicação aqui. Porém, não vou perder meu outro título, que também é bom.
Acho que estou leve e serena. Amém...
quarta-feira, junho 21, 2006
...
terça-feira, junho 20, 2006
just wandering...
Vamos lá. Vou baixar o olho e postar. Ai ai ai ai-ai...
segunda-feira, junho 19, 2006
Como anda você??
Quais sorrisos e risadas me fariam bem ver e ouvir mais vezes?
Que ares eu quero sentir? Que paisagens avistar? Com quem quero ter uma looooonga conversa sobre qualquer coisa?
Com quem nunca mais perdi o fôlego de tanto rir? Não estou só, é verdade. Nem posso dizer que ando mal acompanhada.
Entretanto... Algumas companhias eu sinto por não tê-las à minha volta; ao meu lado. Amigos que o espaço faz distantes. Amigos que as ocupações os fazem distantes. Amigos que já nem sei se me consideram amiga, tanto tempo faz que não troco palavra.
Não corro atrás de novos amigos. Anseio, apenas, a proximidade com os antigos... Por que não pude ficar perto de todos vocês? Por que eu mesma parti meu coração?
sexta-feira, junho 16, 2006
Insegura(nça)
Sentindo-me coisas ruins. Onde estão?
Que tenho que preste? Quê consigo fazer bem? Em quê poderei me destacar? Aliás, terei tal capacidade? Esta, de ser realmente boa, para ter algum grande reconhecimento? Reconhecimento bom. Pois reconhecimento negativo me pergunto se já não tenho, e talvez até demais...
Todos humanos. Mesmo letras e frases sem rosto, pintadas em um fundo negro.
terça-feira, maio 30, 2006
nenen
Bad Habit
Nesta(s) última(s) semana(s), dormir tão tarde que passa a ser cedo foi mais regra do que exceção. Não acho que ande me fazedo bem, principalmente se eu levo em consideração que o mundo social humano costuma funcionar durante o dia. Favores que eu tenha de fazer, passeios, compras, pagamentos... Tudo durante o dia. Acabo perdendo boa parte das horas úteis quando faço esse tipo de troca. Ou perdendo boa parte das horas de sono. Hoje será um dia em que ficarei com a asgeunda opção, pois fiquei de dar um telefonema relativamente cedo, e não quero deixar de fazê-lo.
Quando penso que se trata de um certo ciclo vicioso... Quanto mais tarde durmo, mais tarde acordo, mais tarde sinto sono. E assim eu sigo. Pelo menos, graças aos céus, a meu metabolismo relativamente saudável, à minha cabeça e a não sei mais quem, não tenho insõnia. Só, talvez, uma certa falta de vergonha na cara... E/ou inadequação de horários. Até meus gatos estão dormindo, enquanto estou escrevendo isso!!!!
Preciso aliviar. Preciso parar de me concentrar/distrair a ponto de arrancar boa parte da pele de meus lábios. Outro ciclo vicioso e perigosamente viciante. Vício e perigo de se tornar rotina... Sangra. Forma casca. Grossa, áspera, um tanto dura. Causa estranheza ao tato. Enfeia a visão. Para me livrar, retiro. Com sorte, não sangra. Com sorte.
Dormir mais. Arrancar menos. E os dois provavelmente têm relação. de proporcionalidade direta? Não totalmente. Apesar de eu imaginar que, dormindo 24 horas por dia, não teria realmente tempo para tirar uma pelezinha sequer...
>:P
sexta-feira, maio 26, 2006
sobre coisas inacabadas
Este é por conta de todas e das várias coisas que começo, que começamos, e não levo, não levamos, além... E, talvez, na realidade, veio à minha mente agora, acho que posso lembrar também das coisas que levamos em frente quando deveríamos terminar. A depender de como se interprete isso, até parece que estou falando sobre a mesma coisa... Mas acredito que são coisas diferentes. Atitudes diferentes. E, sem dúvida alguma, resultados diferentes.
Qual o valor das coisas que digo? Será que algum dia poderei publicar algo do que escrevo?
Era uma vez...
terça-feira, maio 23, 2006
Estava desligando o computador
Estou mentindo. Não foi "subitamente". É algo que veio amadurecendo ao longo do dia. Algo que estava presente enquanto folheava minha agenda agora há pouco. Tanto que quis logo uma caneta, para poder "me organizar"... Mas também para organizar (ou não) as idéias enquanto alimento o fluxo de palavras que coloco no papel. Ou que publico para anônimos em uma anônima página de internet.
Minha cabeça tem doído com alguma freqüência. Não sei dizer se o uso desta expressão está correto, mas é o que melhor se enquadra. Agora, escrevo no escuro, pois meu monitor está com problemas e volta e meia "apaga". Ainda ligado, mas a imagem some. E fico a digitar com um puco mais de atenção, para ter certeza de que não cometerei erros, enquanto não vejo o que estou dizendo.
É noite. Apenas meus "bichos de estimação" estão acordados. E cada frase nova que aparece, cada ponto ou vírgula, é seguido de um suspiro, como se estivesse fazendo alguma confissão. Como se isso não fosse o suficiente para tirar algum peso de algum lugar.
Hoje tive um sonho estranho. Ou dois sonhos estranhos seguidos. Uma casa bonita e com muitas qualidades e avanços tecnológicos. Um experimento científico/brinquedo/escravo. Que se rebela. Um reencontro inesperado, apesar de desejado. E um atropelamento muito menos sério do que deveria. Mas, ainda assim, louco e cruel.
Suspiros, suspiros. Respira, xxxxxxx, respira. Eu respiro. E, no entanto, ultimamente este ar parece já não satisfazer meu corpo.
quinta-feira, maio 18, 2006
Não sei se quero dizer alguma coisa.
Tem um gato dormindo entre meus travesseiros. Mas não totalmente dormido.
Um amarelo está em cima de um colchão corcunda. Em clássica posição de gato?
segunda-feira, maio 15, 2006
Happy Mother's Day
Foi até bom. Sem brigas. Sem estresses. Em família(s). Do jeito que aparece nos comerciais da Coca-Cola, só que sem o frango assado ou o macarrão.
Com direito a presentes e tudo... E com um dos presentes feitos por mim, como nos velhos tempos.
Reli (como se escreve isso???) algumas das poucas coisas que escrevi aqui. Corrigi uma, coisas erradas em Inglês. Às vezes, quando olho de fora, até acho que escrevo bem. Nem sempre a modéstia e a baixa-estima são serventia da casa, comigo... Sou confusa até nisso. Hoje então vou ver se termino de ler O Pistoleiro. E amanhã estou livre para coisas novas. Hoje, domingo, contando que será segunda quando eu acordar de manhã. Voltar a treinar digitação. Estudar. Ajudar no cardápio?? Quem sabe já não começo?
Quero escrever mais; escrever coisas boas. Boas de se ler. Não que todo mundo precise gostar. Mas que pessoas que se pareçam com as que me são caras gostem. E até que as pessoas de quem gosto gostem. E, eventualmente, algo que eu possa vender. Não seria má idéia ter dinheiro. O suficiente para ajeitar as coisas deste momento. Pra variar.
No entanto, mais calma, não estou afim de trocar os pés pelas mãos.
É, falei bastante. E, afinal, começo a achar que escrevo melhor quando estou - esquece, já ia falar algo que não é verdade. escrevo melhor quando transbordo. Ou planejo. Até hoje, transbordar tem sido mais fácil.
Contudo, talvez não. Aliás, provavelmente não. É provavel que ocorra o seguinte: quando transbordo, óbvio, extravaso. Então, escrever, pra mim, torna-se um reflexo natural. Mesmo que transbordar não seja fácil. Planejar é fácil. O problema todo é conseguir que as coisas saiam conforme o planejado. Ao menos, em linhas gerais. Ao menos, no início. Ou que não saiam, mas continuem boas. Deve ser por isso que não uso planejar para escrever... Não sempre.
Como agora.
sexta-feira, maio 12, 2006
Dores...
Mas as coisas começaram a ficar difíceis. O dinheiro ainda era suficiente para manter a vida que levava, mas não sem alguma preocupação sobre possíveis eventualidades para lhe deixar sem o que contar até o final do mês. E inevitavelmente surgiam imprevistos. Alguém doente. Um aparelho indispensável quebrado. Um aniversário. E era necessário rezar, ou pedir emprestado. E o choro no escuro, ao final do dia, ou em um cantinho, ao longo dos dias, começava a se tornar inevitável, quase necessário. Um vício como o cigarro ou o álcool, mas sem mais gastos - graças a Deus.
E então as desarmonias - naturais entre convíveres - começaram a aumentar em sua casa. Eram todos cães e gatos, sem nenhum interesse em ouvir o que o outro poderia ter a dizer. E como sempre, quando nosso espaço encontra-se ameaçado, começaram a demarcar seus territórios. De um modo tão hostil, tão severo... O cheiro deles tornava-se pastoso, palpável; como o ar em dias quentes e úmidos. Pisar o chão, entrar em cada cômodo, já estava implorando? Já começara a pedir, a cada vez que andava pela casa, para não haver mais uma marca, mais uma preocupação? Talvez apenas à noite, quando o cansaço já dominava. Ou após muitas brigas, quando o que queria apenas era a quietude. A paz...
Todos amigos, irmãos, certo? Uns mais, outros menos, mas todos haviam decidido conviver e estarem juntos naquele espaço. E no entanto, apesar do carinho e da necessidade que tinha de todos ali, algo como um loucura foi crescendo em sua mente. No início, diriam ser um exagero - loucura, que é isso, apenas um pouco de estresse nascido pela convivência. Eram, afinal, apenas reações um tanto mais exacerbadas do que o devido, em uma ou outra ocasião. O reclamar por conta de um desagrado tornava-se um grito. Um "Páre, por favor." já saia um "Sai daqui!!"
Quando a agressividade surgiu em si, quando ainda se manifestava apenas raramente, uma ou duas vezes, ao longo das 24 longas horas de cada dia, assustou-se um pouco, estranhando o que fazia a seus próprios companheiros, a quem lhe aturava, enfim, diariamente. Contudo, em um crescendo, já passava a achar que era quem mais tinha de aturar, e a única pessoa capaz de dar um basta na situação, de oferecer algo de melhor a todos. Muitos dos que lá estavam, só estavam por sua conta. Por sua culpa, agora.
Amor e ódio. Como sustentar a todos? Como haver paz entre seres tão distintos? Como sobreviveremos a tudo isso? A solução já se delineava em sua mente, sibilava entre as tristezas e frustrações que se acumulavam. Apesar de ser repelida quando notada, aos poucos foi ganhando espaço. A cada vez que era necessário torcer para não encontrar uma desagradável surpresa em algum lugar. A cada vez que era necessário interromper uma briga, ou suportar outra.
Com o já conhecido choro, infiltrava-se o único meio possível de acabar com tudo. De amenizar os problemas e sofrimentos, pelo menos. Já não notava quando a idéia chegava. Não se assustava mais.
Um dia como outro qualquer. Um amor excepcional lhe preenchia, um afeto, um carinho. Seria porque no dia anterior ocorrera paz, depois de tanto tempo? Seria por conta do brilho nos olhos de todos, por ocasião da meiguice que experimentava ao aproximar-se, ao deter-se um pouco mais a olhar as travessuras de um, o sono solto de outro? Um dia feliz. Leve.
Cozinhou...
Chamou a todos. Aos que ali estavam porque ela os colhera da rua. Aos que tinham nascido naquele local. Aos mais novos e mais velhos. Os levados, os quietos. Os mal humorados. Serviram-se, cuidou que os menos sociáveis tivessem como comer, mesmo que separados. E a satisfação tomou conta, enquanto admirava o prazer com que saboareavam seus pratos. Uma satisfação leve. Quase uma alegria. Foi dormir.
Acordou com o fato já consumado. Sabia que aconteceria, mas não poderia ter ficado para observar tudo. Suas últimas forças naquele momento, juntara-as para este agora. E foi com um alívio pesaroso que foi encontrando os corpos. Dormindo. Enroscados, espichados. Nas camas preferidas. Nas posições prediletas. Todos.
Preparou-se para a despedida com uma pá e algumas sementes. Nos fundos, cavou o buraco. Precisou fazer esforço, mas não se perdoaria se não fosse capaz de todas as gentilezas necessárias, agora. Grande e fundo o suficiente. Não haveria perturbações. Forrou com uma colcha leve. E os trouxe, um por um. Acomodou-os de modo que continuassem confortáveis, mesmo uns por cima dos outros. Ao terminar, pôs as abas da colcha por cima, carinhosamente. Um pouco de terra, e sementes de flores belas. Não olhara o que escolhera, mas acreditava que fossem margaridas. Brancas e amarelas. Cobriu também estas com o que restava de terra, e descansou.
Entrou em casa, ouvindo o silêncio dos cantos. Não deixou a faxina que já se fazia necessária para outro dia. Lavou piso, paredes, o pé dos móveis. Tirou todo o pó e os pêlos que pôde. Deixou tudo com um agradável perfume de lugar limpo. Era impressão, ou tudo ficara mais claro? Não era só alvura, estava mais luminoso também.
Lembrou-se de si, do final do dia, preparou-se para um banho. Deixou que a água escorresse longamente por seus cabelos, suas costas, sua cabeça. De olhos fechados, lavou a alma.
Já era noite quando tudo estava terminado.
Foi para seu quarto, apreciou o escuro, enrolou-se quase infantilmente. Havia paz. E então, só então, chorou. Longamente... pela última vez.
terça-feira, maio 09, 2006
Um complemento...
Sim, vou colocar uma postagem minúscula, só pra dizer isso, só pra confirmar se estou certa.
Um teste...
Já estou quase me certificando de que escrever aqui é seguro e solitário. Talvez mais até do que eu gostaria. É bom pra aprender. Quem sabe eu coloco umas fotos de mulher pelada ou começo a escrever sobre transas lésbicas. Se eu quiser público, é um bom começo.
Não por enquanto. No momento, estou bem assim.
P.s.: se funciona bem? acho que não. Ficou apenas como rasqunho, e tive de vir no site para aprovar a publicação, de qualquer modo. Tenho de rever as configurações...
segunda-feira, maio 08, 2006
Idéias
Necessidade de escrever, de aparecer, de colocar um pouco de tudo o que vem à mente pra fora? Provavelmente, tudo isso junto. Quando trabalhamos/estudamos ou algo do gênero, temos uma grande possibilidade de estar em contato com pessoas, de conversar. Eu estou muito tempo em casa, se não fizer algo minhas idéias podem morrer por estagnação... Seria bom morar mais perto de algum de meus amigos... Nem que fosse para nos encontrarmos à noite e trocarmos figurinhas por meia-hora antes de ir dormir.
Um pouco confusa. Aliás, quase como sempre. Com crise se cresce? Talvez eu nunca páre de crescer...
sexta-feira, maio 05, 2006
Sorry...?
The first thing I posted here was that song. But today I commented in another blog post, and now I'm like "in shame 'cause that blog is owned by the author of this song that I got...
I'm wondering: what would I think if it was with me? I am feeling a little arrogant. Then I decided to write this post. In english. Just in case, a very "rare occasion"... If Amanda appeared here, I would be already "sorrying" for my pretension and for what a wrote there. I don't know. Feeling like when I was a child. I used to think that I was smarter then everybody, and I was always saying something stupid or acting like if way was very stpid. I know? When you talk about something that you don't know, like you were THE person who knows about that? awful.
That's it. I beg nobody misundertands anything neither here or there.
Intermitências...

Intermitências...
Acho que quero tomar um pouco mais de jeito. Hoje falei pra mim que iria arrumar meu guarda-roupa (isso não é nenhuma analogia ao Eminem) e acabei não o fazendo. E não posso dizer que o tempo que tive não foi suficiente. Simplesmente estou me permitindo ser por demais digressiva.
Mas ao menos troquei a água de meu aquário. E aos poucos vou incorporando elementos também importantes à minha rotina. Amanhã é sexta. À noite, já é fim-de-semana.
Acho que vou dormir agora. Já fiz minha confissão diária. Espero não ter de pagar muita penitência por ter passado tanto tempo sem comungar...
Acho que não acontecerá. Provavelmente me auto-expurgo quando escrevo. Pelo menos - e sem dúvida - faço minhas auto-orações-avaliações. Deve bastar.
Vou dormir. Ler um pouco antes. Escovar os dentes. Escrever uma mensagem de boa noite para alguém que amo.
terça-feira, abril 18, 2006
Interessante...
Sou e não sou alguém, e enquanto criava isto aqui fiquei pensando em como faria para conseguir ficar anônima em meio a meus escritos. Mas parece que esta é uma preocupação vã. Quando escrevia com papel e caneta, a sensação de que alguém leria o que escrevi era mais presente do que quando resolvo aparecer aqui e dizer algo sem quase nenhum conteúdo...
Se acaso aparecer alguém aqui, proponho um jogo... De onde é essa imagem, no post anterior?
terça-feira, abril 11, 2006
Pretending
Pretendendo que as coisas sejam ou fiquem, também, de um jeito que não são nem estão.
Fuga e hipocrisia... Qual a hora de chutar o pau da barraca? I should be at class right now. And right yesterday. And right last week. But I don't want. I didn't want. I said that. But it was useless. And now I don't know what to do. Just pretending...
segunda-feira, abril 10, 2006
É possível virar louco, quando se pensa demais. É possível virar escritor.
Eu fico com o meio termo. Soltar por aí as palavras, meio ao léu, meio à poesia.
Estou expondo minha terapia individual que a partir de hoje farei comigo mesma. Se alguém chegar até aqui... Se não... Pouco me importa. O que importa é que ando com a cabeça cheia, e que hoje decidi colocar o que der pra fora, através deste blog.
A letra da primeira postagem é de uma banda chamada Dresden Dolls.
Girl Anachronism
you can tell
from the scars on my arms
and cracks in my hips
and the dents in my car
and the blisters on my lips
that i'm not the carefullest of girls
you can tell
from the glass on the floor
and the strings that're breaking
and i keep on breaking more
and it looks like i am shaking
but it's just the temperature
and then again
if it were any colder i could disengage
if i were any older i could act my age
but i dont think that youd believe me
it's
not
the
way
i'm
meant
to
be
it's just the way the operation made me
and you can tell
from the state of my room
that they let me out too soon
and the pills that i ate
came a couple years too late
and ive got some issues to work through
there i go again
pretending to be you
make-believing
that i have a soul beneath the surface
trying to convince you
it was accidentally on purpose
i am not so serious
this passion is a plagiarism
i might join your century
but only on a rare occasion
i was taken out
before the labor pains set in and now
behold the world's worst accident
i am the girl anachronism
and you can tell
by the red in my eyes
and the bruises on my thighs
and the knots in my hair
and the bathtub full of flies
that i'm not right now at all
there i go again
pretending that i'll fall
don't call the doctors
cause they've seen it all before
they'll say just
let
her
crash
and
burn
she'll learn
the attention just encourages her
and you can tell
from the full-body cast
that i'm sorry that i asked
though you did everything you could
(like any decent person would)
but i might be catching so don't touch
you'll start believeing youre immune to gravity and stuff
don't get me wet
because the bandages will all come off
and you can tell
from the smoke at the stake
that the current state is critical
well it is the little things, for instance:
in the time it takes to break it she can make up ten excuses:
please excuse her for the day, its just the way the medication makes her...
i dont necessarily believe there is a cure for this
so i might join your century but only as a doubtful guest
i was too precarious removed as a caesarian
behold the worlds worst accident
I AM THE GIRL ANACHRONISM
(copyright 2002 amanda palmer)
