quarta-feira, dezembro 31, 2008

às vezes minha estranheza me faz querer manter distância das pessoas...

quinta-feira, dezembro 25, 2008

de vez em quando, me dá vontade de ter ouvido seletivo.
leia-se, de saber não dar atenção, quando preciso estar em mim, e os outros insistem que esteja com eles.

vísceras

acredito nos meus anseios.



aos menos, n'alguns deles...

falta

vergonha na cara...
eis que vislumbro um pedaço -

privacidade
é um tanto o que busco

demanda

precisada de um espaço/momento/período
para mim, para comigo
sem precisar ouvir
responder
ajudar
atentar

algo
alguém
que não
eu

terça-feira, dezembro 23, 2008

gosto de sorrisos gratuitos

citação

Novos dados provenientes de registros eletrofisiológicos mostram-nos que os sorrisos simulados originam padrões de ondas cerebrais diferentes dos padrões criados pelos sorrisos verdadeiros (Damásio, 179,1994).

Aprender, aprender...

Aprender a respeitar as experiências dos outros, os sentimentos dos outros.

O tamanho do sentir dos outros.

E de seus quereres, vontades.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

aprendizado

acho que devo aceitar que não faço parte...

de algumas coisas
vidas
momentos
fatos

segunda-feira, dezembro 15, 2008

óbvio

páre de olhar nos olhos dos outros,
se o que busca é encontrar a si próprio...

domingo, dezembro 14, 2008

indócil

Não é algo que venha de fora.

Não é como se devesse vir de algum outro ponto que não eu mesma.

Ainda assim, me pego às vezes esperando algo. Espero uma epifania que me fará mover-me? Espero que caia do céu ou venha voando com os passarinhos que fazem ninho no lustre da sala a motivação ou a explicação para tudo que acho em mim perdido ou errado ou desencaixado?

Irritadiça, distante do que deveria ser minha realidade, pseudo-sufocada pelas responsabilidades. Estranha. Estranha em mim.

Em busca do que faça sentido. Em busca de um modo de viver que não seja sufocante, mas não me pareça irresponsável, não me deixe com a sensação de que o tempo e as coisas passam e continuo no mesmíssimo lugar.

Precisando de ar. Carecida de eu.

De minha força, de minha voz, de meus espaços, de minhas pernas a mover-se e de todos meus movimentos e de tudo que seja a energia que eu sei que existe e está amortizada, e nem sei dizer exatamente há quanto tempo, e desde quando essa dormência resolveu progredir.

É olhar pra dentro que resolve? É olhar ao redor?

Até onde sou capaz de ir sem sair do lugar?

Eu perco a paciência, o prumo, a segurança, a vivacidade, a sagacidade, a vontade de ficar aqui e de decidir pra onde ir.

Perco a paixão mais forte pela culinária, por fazer símbolos na tela executarem pequeninas maravilhas (para minha mente ingênua), perco um tanto o deslumbramento pelas coisas, e o viço no corpo.

Eu desacredito no conserto das coisas, eu deixo o tempo passar, eu não mando aquele postal, aquele SMS, eu não dou aquele telefonema. Eu não digo àquela pessoa que aquela noite foi maravilhosa e especial e está para sempre em mim. Eu não sei o que fazer para o que eu acho que faz sentido deixar de ser promessa e virar uma realidade boa e cativante.

Eu corro e giro e vôo e não construo algo sólido sobre o qual continuar a construir coisas, sobre o qual continuar a me construir.

Eu aprecio instantes e coisas e com sorte boas conversas com interessantes pessoas, eu tomo drinks e cervejas e cafés, e não tomo vergonha na cara - pra parar de gastar grana com gasolina e livros e futilidades.

Eu peço para esperar, eu não peço perdão, eu peço desculpas, eu peço espaço, peço ar. Eu peço outro café espresso e canto um trecho da nova música que povoa minha cabeça, e sem utilizar palavras de súplica peço pra mim que me encontre, que descubra no que sou boa e o que me ajudará a seguir, a ir em frente, a ser produtiva - não para os outros, mas para minha vida.

Eu busco essa faísca que se transforme em fogo, e busco também o combustível que tornará isso possível, e tudo parece distante, tudo parece confuso e complicado, estou esvaída de forças que algum conselheiro maldito me faz pensar, maliciosamente, que nunca tive.

Careço de sonhos, e mesmo alguns poucos anseios andam permeados de confusões e desnorteamentos.

Dosnerteada doída espremida pesada. Angustiada.

Eu peço férias.

(eu quero uma catarse que me forneça o substrato para progredir.)

Eu quero silêncio, e um pouco de tranqüilidade para ir fazendo o que preciso/ quero fazer sem ser interrompida, sem ter de parar para tecer comentários, dar palpites, dar explicações.

Eu careço de vida e força motriz e de algo que limpe essa lama que me anda a retesar os músculos e endurecer a paixão.

Eu peço tempo, eu peço um tempo para mim, eu peço respeito aos meus tempos e minhas individualidades e minhas necessidades de estar em mim, de não estar disponível - de vez em quando.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Que tal...

Ir pra Europa
Itália

estudar gastronomia

viajar
ler
escrever

...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

algo de flor começa a desabrochar.

é uma flor.

mas tacham-na obscena
dissimulada
imprópria

tudo murcha
escurece
cai
talvez seja assim...

tropeços e escorregões, e um bocado de atrito.

arranhões e quiçá olhos roxos

e, um dia, ter-se-á ultrapassado o caminho difícil e pedregulhoso

e haverá um mundo novo e desconhecido e - oxalá - mais tranqüilo a experimentar, do outro lado
"quero me encontrar mas não sei onde estou..."

invocando Legião Urbana para invocar o que está a corroer por dentro

preciso de tempos "a sós" para me ouvir um pouco!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

talvez seja dar murro em ponta de faca, mesmo...

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Gosto quando continuo andando apesar da chuva.

sábado, dezembro 06, 2008

missing something...

(or somebody?)

quinta-feira, dezembro 04, 2008

...(in)dependências...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

oxigênio

I need some breath...