quereres...
aprender.
entender.
respirar...
terça-feira, dezembro 27, 2016
quinta-feira, dezembro 22, 2016
e para continuar cantando...
Porque cantamos
Se cada hora vem com sua morte
se o tempo é um covil de ladrões
os ares já não são tão bons ares
e a vida é nada mais que um alvo móvel
se o tempo é um covil de ladrões
os ares já não são tão bons ares
e a vida é nada mais que um alvo móvel
você perguntará por que cantamos
se nossos bravos ficam sem abraço
a pátria está morrendo de tristeza
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha
a pátria está morrendo de tristeza
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha
você perguntará por que cantamos
se estamos longe como um horizonte
se lá ficaram as árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro
se lá ficaram as árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro
você perguntará por que cantamos
cantamos porque o rio esta soando
e quando soa o rio / soa o rio
cantamos porque o cruel não tem nome
embora tenha nome seu destino
e quando soa o rio / soa o rio
cantamos porque o cruel não tem nome
embora tenha nome seu destino
cantamos pela infância e porque tudo
e porque algum futuro e porque o povo
cantamos porque os sobreviventes
e nossos mortos querem que cantemos
e porque algum futuro e porque o povo
cantamos porque os sobreviventes
e nossos mortos querem que cantemos
cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota
cantamos porque o sol nos reconhece
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta
cantamos porque chove sobre o sulco
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas.
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas.
m.b.
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para algumas perguntas...
talvez todas...
não existe a resposta certa
existe... a construção. a perspectiva. o caminho. a complementaridade.
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MEDITAÇÃO NO UMBRAL
Não, não é a solução
atirar-se debaixo de um trem como a Ana de Tolstoy
nem consumir o arsênico de Madame Bovary
nem aguardar na planície solitária de Ávila a visita
do anjo com a flecha
antes de amarrar o manto à cabeça
e começar a atuar.
Nem concluir as leis geométricas, contando
as vigas da cela de castigo
como o fez Sor Juana. Não é a solução
escrever, enquanto chegam as visitas,
na sala de estar da família Austen
nem fechar-se no ático
de alguma residência da Nova Inglaterra
e sonhar, com a Bíblia dos Dickinson,
debaixo de uma almofada de solteira.
Deve haver outro modo que não se chame
Safoni Mesalina nem María Egipcíaca
nem Madalena nem Clemencia Isaura.
Outro modo de ser humano e livre.
Outro modo de ser.
r.c.
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quarta-feira, dezembro 21, 2016
NÃO TE RENDAS
Não te rendas, ainda é tempo de alcançar e começar de novo,
aceitar tuas sombras,
enterrar teus medos,
liberar o lastro,
retomar o vôo.
Não te rendas que a vida é isso,
continuar a viajem,
perseguir teus sonhos,
destravar o tempo,
correr os escombros,
e destapar o céu.
Não te rendas, por favor não cedas,
ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda,
e se cale o vento,
ainda há fogo em tua alma
ainda há vida em teus sonhos.
Porque a vida é tua e teu também o desejo
porque o tens desejado e porque te quero
porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.
Abrir as portas,
tirar as trancas,
abandonar as muralhas que te protegeram,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso,
ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos
despregar as asas
e tentar de novo,
celebrar a vida e retomar os céus.
Não te rendas, por favor não cedas,
Ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se ponha e se cale o vento,
ainda há fogo em tua alma,
ainda há vida em teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás sozinho, porque eu te amo.
aceitar tuas sombras,
enterrar teus medos,
liberar o lastro,
retomar o vôo.
Não te rendas que a vida é isso,
continuar a viajem,
perseguir teus sonhos,
destravar o tempo,
correr os escombros,
e destapar o céu.
Não te rendas, por favor não cedas,
ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda,
e se cale o vento,
ainda há fogo em tua alma
ainda há vida em teus sonhos.
Porque a vida é tua e teu também o desejo
porque o tens desejado e porque te quero
porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.
Abrir as portas,
tirar as trancas,
abandonar as muralhas que te protegeram,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso,
ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos
despregar as asas
e tentar de novo,
celebrar a vida e retomar os céus.
Não te rendas, por favor não cedas,
Ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se ponha e se cale o vento,
ainda há fogo em tua alma,
ainda há vida em teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás sozinho, porque eu te amo.
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terça-feira, dezembro 20, 2016
Refletir
A liberdade do outro estende a minha ao infinito.
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segunda-feira, dezembro 19, 2016
all these little things seem to matter so much
Seem to matter so much
That they confuse me
That I might lose me
But it's not, but it's not, but it's not
But it's not, but it's not
It's okay, it's okay, it's okay, it's okay, it's okay
I've got nothing, got nothing
Got nothing, got nothing to fear
I'm here, I'm here, I'm here
That they confuse me
That I might lose me
But it's not, but it's not, but it's not
But it's not, but it's not
It's okay, it's okay, it's okay, it's okay, it's okay
I've got nothing, got nothing
Got nothing, got nothing to fear
I'm here, I'm here, I'm here
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quarta-feira, dezembro 14, 2016
segunda-feira, dezembro 12, 2016
domingo, dezembro 11, 2016
trava
haja garganta
pra tantos gritos...
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sábado, dezembro 10, 2016
para encontrar um dia
Tenho certeza de que isto é um poema de alguém. Mas não consigo encontrá-lo...
Será meu?
A morte do povo foi como sempre tem sido
como se não fosse nada
como se fosse
pedra rolando sobre pedra
ou água sobre água.
Será meu?
A morte do povo foi como sempre tem sido
como se não fosse nada
como se fosse
pedra rolando sobre pedra
ou água sobre água.
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sexta-feira, dezembro 09, 2016
quinta-feira, dezembro 08, 2016
sabedoria de rua
"Tem coisa que só sai da gente por escrito"
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terça-feira, dezembro 06, 2016
de reflexões recentes e mais antigas. meus auto-retratos e pés na porta.
Isso de alguém ser espancado por conta da orientação sexual (ou por estar andando na rua, ou o que for) é insano.
Os casos de homofobia machucam porque é muito mesquinho querer dizer de quem o outro pode gostar ou não.
É engraçado porque deveria ser algo pessoal, mas de repente se torna uma bandeira, uma forma de apoiar e de dizer que somos todos iguais.
Então vamos lá: EU SOU BISSEXUAL.
É um ato pequeno contra essa coerção que tod@s sofremos, mas... tenho a sensação de que quanto mais conseguirmos falar disso, mais difícil será nos deixarem com medo por conta disso.
[[e, quatro anos depois]]
Relembrar e reforçar, porque, infelizmente, continua sendo uma luta necessária.
Em tempo: há um bocado de coisas que não sou diretamente. Não sou, até onde me percebo, trans. Não sou negra. Não sou moradora de favela, nem de rua. Não tenho religião - hegemônica ou perseguida.
Tenho uns quantos privilégios. E sofro uns tantos preconceitos. Ambas as coisas, misturadas, mais o privilégio de ter amigas e amigos vários, e mães, avós, primas também várias, me ajudam a aprender com a experiência des outres que não eu ou ""meus iguais"". A dor de muites também me dói.
Então, falei isso tudo para dizer que, embora tenha naquele momento levantado uma bandeira específica, me reconheço em muitas frentes e acolhimentos. Temos muitas lutas. E, sobretudo, acredito que devemos ser capazes de nos comover, mesmo quando não somos diretamente afetados pelo tipo de dor que a outra pessoa sente.
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segunda-feira, dezembro 05, 2016
quinta-feira, novembro 24, 2016
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
c.m.
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reflexões
só no diálogo é que vemos se o consenso é realmente consenso, ou apenas... silêncio...
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quinta-feira, novembro 17, 2016
tantos mundos
Somos tantos mundos dentro de outros mundos mais. Estamos ligados por cordões umbilicais...
https://soundcloud.com/flaira/cordoes-umbilicais
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terça-feira, novembro 15, 2016
reflexões
Fiz em mim uma faxina e
Encontrei no meu umbigo
O meu próprio inimigo
Que adoece na rotina
Eu quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Quero me curar de mim
O ser humano é esquisito
Armadilha de si mesmo
Fala de amor bonito
E aponta o erro alheio
Vim ao mundo em um só corpo
Esse de um metro e sessenta
Devo a ele estar atenta
Não posso mudar o outro
Eu quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Vou pequena e pianinho
Fazer minhas orações
Eu me rendo da vaidade
Que destrói as relações
Pra me encher do que importa
Preciso me esvaziar
Minhas feras encarar
Me reconhecer hipócrita
Encontrei no meu umbigo
O meu próprio inimigo
Que adoece na rotina
Eu quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Quero me curar de mim
O ser humano é esquisito
Armadilha de si mesmo
Fala de amor bonito
E aponta o erro alheio
Vim ao mundo em um só corpo
Esse de um metro e sessenta
Devo a ele estar atenta
Não posso mudar o outro
Eu quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Vou pequena e pianinho
Fazer minhas orações
Eu me rendo da vaidade
Que destrói as relações
Pra me encher do que importa
Preciso me esvaziar
Minhas feras encarar
Me reconhecer hipócrita
f.f.
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sábado, novembro 05, 2016
sexta-feira, novembro 04, 2016
terça-feira, novembro 01, 2016
segunda-feira, outubro 31, 2016
domingo, outubro 30, 2016
Reflexões - 02.01.2015
O cigarro bota pra baixo, desfaz, aperta, desconcerta tudo que estava leve, aberto, amplo, em paz...
Não aquieta - angustia.
Finge que relaxa, mas resseca, oprime, seda.
A fumaça obstrui e sufoca.
E já não sei se ou o quê alivia.
Não aquieta - angustia.
Finge que relaxa, mas resseca, oprime, seda.
A fumaça obstrui e sufoca.
E já não sei se ou o quê alivia.
para lembrar e aprender
"saber amar é saber deixar alguém te amar..."
a prática leva à espontaneidade
a prática leva à espontaneidade
sábado, outubro 29, 2016
Eu não quero ser igual a vocês
[Eu não quero ser igual a vocês]
Eu
não quero
ser igual
a vocês
Dispenso a aceitação
em seu grupo que se acha tão bom
que é incapaz de se conectar com o outro
seu grupo pasteurizado
carinhas, frases,
reações iguais:
Não quero ser igual a vocês.
Você, que vê um pobre, um preto,
uma travesti, uma pessoa na rua
e se acha
especial
maioral
sensacional
Você
para quem só quem sofre
chora
sente
é a sua patota
Você
que só é sensível
à sua própria derrota
Você que tem desculpas para todas as suas falhas
e só as suas
Você que quer
comer luxo
e atirar migalhas
Você
que é tão medíocre
que precisa estigmatizar os outros
pra conseguir estar por cima
Você
que é cego por escolha
zumbi a perseguir a máquina que te mói
ansioso por ser aceito, fazer parte,
ser visto, ser reconhecido
capaz de negar a dor dos outros pra isso.
Você, que só pensa na dor
se ela for a sua.
[egoísta]
[covarde]
que só vê como gente
quem reconhece no espelho
Eu não quero ser igual a você.
Quero quem sofre,
chora, dói,
que é nativo, preta,
quem é coloride, quem incomoda,
espalhafatoso, periférico,
estranho, esquisito, louco, vadia,
questionador, diferente, sozinho, oprimido,
faminto, profundo, cheio de ódio,
real.
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sábado, outubro 22, 2016
Cold silence
has a tendency
to atrophy any
sense of compassion
has a tendency
to atrophy any
sense of compassion
t.
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sexta-feira, outubro 21, 2016
definições
Sou uma pessoa que exercita a arte de olhar, sentir e contar histórias
[...]
Boba em tempo integral
[...]
Boba em tempo integral
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de fazer amor e apaixonar-se
Quero compartilhar meus aprendizados, percepções e reflexões.
Dizer que hoje, enquanto fazia meus exercícios, de manhã, percebi que meditações/ exercícios corporais são como fazer amor consigo mesmo - e se você fizer prestando atenção, sempre há uma infinidade de detalhes a descobrir, e coisas novas a perceber e aprender. E que isso me fez pensar também que não devemos fazer amor de forma superficial ou leviana, como algo banal ou já garantido, porque perdemos uma miríade de detalhes de plenitude.
Dizer que perceber tais coisas me fez bem, e isto, junto com outras coisas, ajudaram a me abrir para pensar que uma das chaves é apaixonar-se por si própria. E que pensar nisso me ajuda a sentir isso. E sentir isso traz um bem estar que consigo sentir no peito, no corpo físico, mas também emocionalmente. E é bom...
Quero conversar sobre os detalhes que se movem no corpo, quando o movo.
Quero compartilhar...
Dizer que hoje, enquanto fazia meus exercícios, de manhã, percebi que meditações/ exercícios corporais são como fazer amor consigo mesmo - e se você fizer prestando atenção, sempre há uma infinidade de detalhes a descobrir, e coisas novas a perceber e aprender. E que isso me fez pensar também que não devemos fazer amor de forma superficial ou leviana, como algo banal ou já garantido, porque perdemos uma miríade de detalhes de plenitude.
Dizer que perceber tais coisas me fez bem, e isto, junto com outras coisas, ajudaram a me abrir para pensar que uma das chaves é apaixonar-se por si própria. E que pensar nisso me ajuda a sentir isso. E sentir isso traz um bem estar que consigo sentir no peito, no corpo físico, mas também emocionalmente. E é bom...
Quero conversar sobre os detalhes que se movem no corpo, quando o movo.
Quero compartilhar...
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quinta-feira, outubro 20, 2016
quarta-feira, outubro 19, 2016
Não nasci para palcos - 22.10.2015
Não, não nasci para palcos.
Chamar, assim
toda a atenção para mim,
e, então,
despir as máscaras,
dissecar o coração
à vista de todos.
- Não.
Não nasci para palcos.
Sou dos bastidores.
Salas escuras,
à meia luz.
Enfumaçadas.
Aí, sim,
posso abrir o peito
dar os pormenores da alma.
Descrever nojo, dor, gozo.
Autobiográficos,
sinestésicos,
palpáveis.
Vividamente.
Falar mais do que desejam
ouvir.
Abrir-me toda.
Ou então:
no tête-a-tête,
você e eu.
Você:
meu melhor amigo,
um atendente de bar,
um completo desconhecido.
Posso abraçar você.
Rir.
Chorar.
Lágrimas sinceras.
No contato,
na distância
que alcançam as mãos:
ali estarei eu.
Expondo as vísceras
a quem ousar aproximar-se.
ser tocado.
Não o holofote,
eu, ali, prato principal de banquete.
Palco, não: comunhão.
Chamar, assim
toda a atenção para mim,
e, então,
despir as máscaras,
dissecar o coração
à vista de todos.
- Não.
Não nasci para palcos.
Sou dos bastidores.
Salas escuras,
à meia luz.
Enfumaçadas.
Aí, sim,
posso abrir o peito
dar os pormenores da alma.
Descrever nojo, dor, gozo.
Autobiográficos,
sinestésicos,
palpáveis.
Vividamente.
Falar mais do que desejam
ouvir.
Abrir-me toda.
Ou então:
no tête-a-tête,
você e eu.
Você:
meu melhor amigo,
um atendente de bar,
um completo desconhecido.
Posso abraçar você.
Rir.
Chorar.
Lágrimas sinceras.
No contato,
na distância
que alcançam as mãos:
ali estarei eu.
Expondo as vísceras
a quem ousar aproximar-se.
ser tocado.
Não o holofote,
eu, ali, prato principal de banquete.
Palco, não: comunhão.
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em todo o tempo, somos ainda nascentes...
História
de um homem é sempre mal contada. Porque a pessoa é, em todo o tempo,
ainda nascente. Ninguém segue uma única vida, todos se multiplicam em
diversos e transmutáveis homens.
Agora, quando desembrulho minhas lembranças eu aprendo meus muitos idiomas. Nem assim me entendo. Porque enquanto me descubro, eu mesmo me anoiteço, fosse haver coisas só visíveis em plena cegueira.
Agora, quando desembrulho minhas lembranças eu aprendo meus muitos idiomas. Nem assim me entendo. Porque enquanto me descubro, eu mesmo me anoiteço, fosse haver coisas só visíveis em plena cegueira.
m.c.
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continuar andando
Soledad,
Aqui están mis credenciales,
Vengo llamando a tu puerta
Desde hace un tiempo,
Creo que pasaremos juntos temporales,
Propongo que tú y yo nos vayamos conociendo.
Aquí estoy,
Te traigo mis cicatrices,
Palabras sobre papel pentagramado,
No te fijes mucho en lo que dicen,
Me encontrarás
En cada cosa que he callado.
Aqui están mis credenciales,
Vengo llamando a tu puerta
Desde hace un tiempo,
Creo que pasaremos juntos temporales,
Propongo que tú y yo nos vayamos conociendo.
Aquí estoy,
Te traigo mis cicatrices,
Palabras sobre papel pentagramado,
No te fijes mucho en lo que dicen,
Me encontrarás
En cada cosa que he callado.
j.d.
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terça-feira, outubro 18, 2016
O tempo passa...
Cada dia e momento em que me dou conta de que não há contatos dói...
Ninguém tem o direito de me machucar.
Ninguém
segunda-feira, outubro 17, 2016
será...?
Akai Ito:
“Um fio invisível conecta os que estão destinados a conhecer-se, independentemente do tempo, lugar ou circunstância, o fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir.”
“Um fio invisível conecta os que estão destinados a conhecer-se, independentemente do tempo, lugar ou circunstância, o fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir.”
fechar-se
dói...
acho que por várias razões.
inclusive porque remete às razões que fazem querer me fechar...
mas, nesse momento, parece-me ser o caminho mais saudável. também por várias razões.
inclusive por conta das razões que fazem eu querer me fechar.
acho que por várias razões.
inclusive porque remete às razões que fazem querer me fechar...
mas, nesse momento, parece-me ser o caminho mais saudável. também por várias razões.
inclusive por conta das razões que fazem eu querer me fechar.
domingo, outubro 16, 2016
de páginas úmidas
Hoje é dia 16 de outubro de 2016, domingo, eu tenho 31 anos e não quero mais perder ou estragar um grande amor.
Quero crescer e aprender e, caso aconteça esta sorte comigo novamente, quero reconhecê-la, abrir-me, cuidar...
Não quero sentir a dor de que um amor parou ou deixou de acontecer porque não estava aberta ou pronta o suficiente para vivê-lo...
Não quero que as pessoas partam... Não as que amo e que são importantes. Não enquanto nos amarmos e houver amor.
Quero aprender a cuidar e respeitar o amor. E a mim mesma. Mereço. Merecemos...
Enquanto isso, quero aprender, crescer, me tornar uma pessoa melhor...
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sexta-feira, outubro 14, 2016
Se algo incomoda
Ou inquieta
Respira.
observa.
Dentro.
Fora.
Vê o que aflora.
Respira.
observa.
Dentro.
Fora.
Vê o que aflora.
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quinta-feira, outubro 13, 2016
Processo e jornada
...respirar, respirar, dançar, desenhar, respirar, ter paciência, respirar fundo, meditar, prosseguir...
quarta-feira, outubro 12, 2016
Zona de conforto
"When the pendulum is in the stable state, at the midoint of its path, it will remain there without moving until some outside force is applied to it. The stable position requires no energy for its maintenance."
m.f.
"Quem é que vive de poesia?"
Eu mesma me censuro.
Quem é esse nobre animal
chamado poeta?
Quem faz um programa da discovery,
um globo repórter que seja,
a falar destas criaturas míticas
que teimam
em olhar pro mundo
e ver versos
onde outros veem
linhas, fórmulas
física, cifras,
entulho?
Quem vive de letras,
sem ser legislador
ou juiz?
Poema pra mim:
sonho, devaneio,
utopia.
O que come o poeta?
Quanto ganha?
De exemplos que vejo,
todo poeta faz corre
- poesia é bico.
Mas vai lá questionar o poeta.
Ele retruca.
Provoca:
E quem é que escapa da poesia?
quem é que vive sem ela?
Quem é esse nobre animal
chamado poeta?
Quem faz um programa da discovery,
um globo repórter que seja,
a falar destas criaturas míticas
que teimam
em olhar pro mundo
e ver versos
onde outros veem
linhas, fórmulas
física, cifras,
entulho?
Quem vive de letras,
sem ser legislador
ou juiz?
Poema pra mim:
sonho, devaneio,
utopia.
O que come o poeta?
Quanto ganha?
De exemplos que vejo,
todo poeta faz corre
- poesia é bico.
Mas vai lá questionar o poeta.
Ele retruca.
Provoca:
E quem é que escapa da poesia?
quem é que vive sem ela?
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terça-feira, outubro 11, 2016
aceitar que...
identificar um problema não significa que seremos capazes de encontrar a solução para ele.
mesmo que seja um passo importante nessa direção...
mesmo que seja um passo importante nessa direção...
segunda-feira, outubro 10, 2016
Hoje cortei um pedaço.
Dói.
Vai doer.
Mas, aos poucos, renasço...
---------------
E a percepção que surge é - de fato, dói muito mais se me abro, ou me conecto. Se me fecho... É como se me fechasse também para a dor...
É triste que seja assim...
Dói.
Vai doer.
Mas, aos poucos, renasço...
---------------
E a percepção que surge é - de fato, dói muito mais se me abro, ou me conecto. Se me fecho... É como se me fechasse também para a dor...
É triste que seja assim...
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domingo, outubro 09, 2016
Sinto saudades.
Do amigo.
Da pessoa.
Da abertura.
De estar bem...
Quais os caminhos para resolver esse tipo de situação...?
É sozinho que se aprende?
...
[...]
E pensar que sinto estas coisas sozinha me dá vontade de chorar. E, ao mesmo tempo, me faz pensar que por isso mesmo é preciso prosseguir...
Do amigo.
Da pessoa.
Da abertura.
De estar bem...
Quais os caminhos para resolver esse tipo de situação...?
É sozinho que se aprende?
...
[...]
E pensar que sinto estas coisas sozinha me dá vontade de chorar. E, ao mesmo tempo, me faz pensar que por isso mesmo é preciso prosseguir...
sábado, outubro 08, 2016
sexta-feira, outubro 07, 2016
lembrar
... eu sou meu próprio lar ...
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quinta-feira, outubro 06, 2016
Aprender
Qual a diferença entre vontade e saudade?
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quarta-feira, outubro 05, 2016
You're chasing the deer
"Hercules, the greatest and strongest of all heroes, was tasked with 12 extraordinary labors. The third of these, the quest to capture the Ceryneian Hind, saw him chasing a deer faster than a flying arrow for a year...
"A whole year!! He chased a deer for an entire year!!
"Think about it! 365 days of that dude's life, gone. Consigned to oblivion.
"Sleeping outside, shitting in bushes, eating bark and berries.
"Homey had to spend at least one of his birthdays pawing through magic deer pellets, trying to catch this damned thing...
"... only to have some punk-ass storyteller come in after the fact and say 'Yeah, yeah, yeah, he chased it for a year or whatever, but then he caught it, and here's what happened then.'
"BULLSHIT!
"That sentence makes it seem like chasing the deer and catching the deer are of equal significance, but they're not! Not while you're actually doing the damn work!
"Catching is always the easy part. It happens in an instant, and it's done, immediately a memory.
"But chasing the thing? The part that poets and storytellers wanna gloss over?
"That's the part people are never prepared for.
"You're chasing the deer. Settle in, because you're gonna be here for a while."
l.b., b.l.m.
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Pra não esquecer. Pra motivar...
http://strongfemaleprotagonist.com/issue-5/page-166/
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"[...] After a while, you just start to enjoy it. You start enjoying..."
"...Anything that you're good at. I know. Probably why it's so important to be careful what you get good at."
"...Anything that you're good at. I know. Probably why it's so important to be careful what you get good at."
m. & m.g., b.l.m.
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terça-feira, outubro 04, 2016
...
"[...] Pra conversar é necessário gostar. Caso contrário, a coisa viraria um monólogo: uma fala sem resposta."
r.a.
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domingo, outubro 02, 2016
sexta-feira, setembro 30, 2016
quinta-feira, setembro 29, 2016
Aprender e integrar
Mesmo que eu seja forte, mereço e tenho direito a cuidado, carinho, apoio...
Mesmo que seja forte, posso querer cuidado, carinho, apoio...
Posso buscar e querer companhia sem abrir mão de minha independência.
Não preciso ser ou estar frágil para merecer cuidado. Ou para precisar de outra pessoa.
Vou me fortalecer. E continuar aprendendo...
Mesmo que seja forte, posso querer cuidado, carinho, apoio...
Posso buscar e querer companhia sem abrir mão de minha independência.
Não preciso ser ou estar frágil para merecer cuidado. Ou para precisar de outra pessoa.
Vou me fortalecer. E continuar aprendendo...
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segunda-feira, setembro 26, 2016
pensares
[...] Se a nossa amizade depende de coisas como o espaço e o tempo, então, quando finalmente ultrapassarmos o espaço e o tempo, teremos destruído a nossa fraternidade! Mas, ultrapassado o espaço, tudo o que nos resta é Aqui. Ultrapassado o tempo, tudo o que nos resta é Agora. E entre Aqui e Agora você não crê que poderemos ver-nos uma ou duas vezes?
f.c.g., r.c.
sexta-feira, setembro 23, 2016
I am the one who walks in the rain
I am the one who walks in the rain
Without fearing its tears
I am one in a thousand
a million
seven billion
I shall stand
and fall
and rise once again
for I am alive
and life is stronger
and so am I
I am the one who walks
without fear of feeling
without fear of falling
I shall rub my hands clean
breathe through cry and pain
and stand once more
for I am alive
and I will walk
and run
and smile
and love
and shine
once again.
I am the one
who walks in the rain
welcoming its blessing waters
without fearing them
for I am alive.
And life is stronger
and so am I.
Without fearing its tears
I am one in a thousand
a million
seven billion
I shall stand
and fall
and rise once again
for I am alive
and life is stronger
and so am I
I am the one who walks
without fear of feeling
without fear of falling
I shall rub my hands clean
breathe through cry and pain
and stand once more
for I am alive
and I will walk
and run
and smile
and love
and shine
once again.
I am the one
who walks in the rain
welcoming its blessing waters
without fearing them
for I am alive.
And life is stronger
and so am I.
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terça-feira, setembro 20, 2016
domingo, setembro 18, 2016
Os silêncios apertam o peito
E ficam brigando para pesar no peito.
E quero dizer isso. Dizer quanto aperta o silêncio.
Mas... quem sou eu?
alguém sem lugar...
e, dentro, a sensação é de que minhas lágrimas não importam...
E quero dizer isso. Dizer quanto aperta o silêncio.
Mas... quem sou eu?
alguém sem lugar...
e, dentro, a sensação é de que minhas lágrimas não importam...
Fluir. Ou: amar sem ponto final
Um gostar que nasce fácil,
sem nos darmos conta
um amor que flui,
que se fecha os olhos e sente
que deixa o peito enorme
traz paz
que nutre.
Um amor que nasceu porque
estava tudo ali para nascer
- sem esforço, sem mirabolâncias,
sem ser "porque era preciso".
Sem ser pra preencher buracos.
Que nasce porque conversar é bom,
porque o olhar faz sorrir,
porque tudo é encaixe e encontro
Um gostar que acontece independente
de a gente querer,
de dizer sim ou não,
de ser simples ou complicado
Um gostar que quando você olha faz parte de você
e se misturou como cachos de cabelo
raios de sol na pele,
pernas com pernas,
abraço-encaixe
Um gostar que vem fácil, que acontece e...
engrandece a vida
faz o peito aquecer.
sem nos darmos conta
um amor que flui,
que se fecha os olhos e sente
que deixa o peito enorme
traz paz
que nutre.
Um amor que nasceu porque
estava tudo ali para nascer
- sem esforço, sem mirabolâncias,
sem ser "porque era preciso".
Sem ser pra preencher buracos.
Que nasce porque conversar é bom,
porque o olhar faz sorrir,
porque tudo é encaixe e encontro
Um gostar que acontece independente
de a gente querer,
de dizer sim ou não,
de ser simples ou complicado
Um gostar que quando você olha faz parte de você
e se misturou como cachos de cabelo
raios de sol na pele,
pernas com pernas,
abraço-encaixe
Um gostar que vem fácil, que acontece e...
engrandece a vida
faz o peito aquecer.
Verdades que prosseguem
Abraços curam.
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sexta-feira, setembro 16, 2016
16.09.16
No peito há ansiedade, apertos
Mas brilha também
uma lua amarela
E sorrisos serenos, salpicados de mar
Algos dóem no peito
Mas, por vezes, algo serena
E é um misto de vento forte
e brisa azul
uma paciência
de deixar o tempo passar
Ontem, a água levou a conchinha pequena
a grande ficou
O que cresce dentro é, antes de escolha,
encaixe e mistério
inefável
O tempo também leva
o que não quer ficar
E também a intensidade pode ser serena
quando se consegue esperar...
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quinta-feira, setembro 15, 2016
Why do you think that I'm stronger than others?
Se o que você sente por mim é tão forte e você não quer que eu sofra, se você me quer próxima... Se abre pra cuidar disso... Você é importante. E faz falta. E eu também não estou bem. Também preciso de cuidado. E é um cuidado que não é outra pessoa quem pode oferecer... Porque você é você. E eu te amo. E você me ama. E a gente não quer ficar longe um do outro...
[...]
É tão estranho e ruim ficar, longe, distante, mudo...
[...]
É tão estranho e ruim ficar, longe, distante, mudo...
sábado, setembro 10, 2016
Aprender
Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."
c.m.
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terça-feira, setembro 06, 2016
De percepções e aprendizados
Às vezes, confundimos o gostar de uma grande amizade com o gostar de amor... E ainda que haja uns quantos pontos em comum, tenho sentido e aprendido que há pontos por vezes difíceis de explicar - uma conexão, uma cumplicidade, talvez? Que fazem com que uma coisa não seja a outra. Ainda que ambas sejam importantes.
quinta-feira, setembro 01, 2016
desejos que flutuam no tempo...
Um bom livro de histórias, para não faltar fantasia.
Um caderno sem pautas, para dar liberdade de existência aos pensamentos.
Lápis de cor, pincel, tintas aquareláveis, pois a vida é fluida, e cheia de cor.
Sons curiosos de lugares distantes, para nos lembrar de viajar.
E um aroma púrpura, denso, que nos faça flutuar e sair do tempo.
Um caderno sem pautas, para dar liberdade de existência aos pensamentos.
Lápis de cor, pincel, tintas aquareláveis, pois a vida é fluida, e cheia de cor.
Sons curiosos de lugares distantes, para nos lembrar de viajar.
E um aroma púrpura, denso, que nos faça flutuar e sair do tempo.
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De alguma tarde azul que se misturou no tempo...
Lei 1
Não magoar o outro.
Lei 0
Inominável. Só pode ser quebrada mediante concedimento claro das duas partes.
Lei 1
Não é permitido aproximar-se a menos de um palmo, medido de lábio a lábio.
Parágrafo único: em se infringindo a lei 1, a próxima distância intransponível é de duas ofegações.
Lei 2
É expressamente proibido ficar em posições que suscitem, no outro, pensamentos impuros.
Lei 3
Não se pode fitar a boca do outro por mais do que três trejeitos de boca (vide lei 4) do observador.
Não magoar o outro.
Lei 0
Inominável. Só pode ser quebrada mediante concedimento claro das duas partes.
Lei 1
Não é permitido aproximar-se a menos de um palmo, medido de lábio a lábio.
Parágrafo único: em se infringindo a lei 1, a próxima distância intransponível é de duas ofegações.
Lei 2
É expressamente proibido ficar em posições que suscitem, no outro, pensamentos impuros.
Lei 3
Não se pode fitar a boca do outro por mais do que três trejeitos de boca (vide lei 4) do observador.
quarta-feira, agosto 31, 2016
terça-feira, agosto 30, 2016
amanhã
Menina , amanhã de manhã
quando a gente acordar
quero te dizer que a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens.
Na hora ninguém escapa
de baixo da cama ninguém se esconde
e a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens vai
desabar sobre os homens.
Menina, ela mete medo
menina, ela fecha a roda
menina, não tem saída
de cima, de banda ou de lado.
Menina, olhe pra frente
menina, todo cuidado
não queira dormir no ponto
segure o jogo
atenção (de manhã)
Menina a felicidade
é cheia de graça
é cheia de lata
é cheia de praça
é cheia de traça.
Menina, a felicidade
é cheia de pano,
é cheia de pena
é cheia de sino
é cheia de sono.
Menina, a felicidade
é cheia de ano
é cheia de Eno
é cheia de hino
é cheia de ONU.
Menina, a felicidade
é cheia de an
é cheia de en
é cheia de in
é cheia de on.
Menina, a felicidade
é cheia de a
é cheia de e
é cheia de i
é cheia de o.
quando a gente acordar
quero te dizer que a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens.
Na hora ninguém escapa
de baixo da cama ninguém se esconde
e a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens vai
desabar sobre os homens.
Menina, ela mete medo
menina, ela fecha a roda
menina, não tem saída
de cima, de banda ou de lado.
Menina, olhe pra frente
menina, todo cuidado
não queira dormir no ponto
segure o jogo
atenção (de manhã)
Menina a felicidade
é cheia de graça
é cheia de lata
é cheia de praça
é cheia de traça.
Menina, a felicidade
é cheia de pano,
é cheia de pena
é cheia de sino
é cheia de sono.
Menina, a felicidade
é cheia de ano
é cheia de Eno
é cheia de hino
é cheia de ONU.
Menina, a felicidade
é cheia de an
é cheia de en
é cheia de in
é cheia de on.
Menina, a felicidade
é cheia de a
é cheia de e
é cheia de i
é cheia de o.
t.z.
quinta-feira, agosto 25, 2016
terça-feira, agosto 23, 2016
águas na boca - toda inquieta
Quero sentir teu abraço. Sentir tua respiração aquecendo minha pele. Roçando meu pescoço. Quero sentir a ansiedade causada por tua mão deslizando por minha barriga, apertando minha cintura. Quero fechar os olhos e deixar nossos corpos, nossos desejos, navegarem um no outro, enquanto peito e respiração aceleram, e o mundo parece se composto apenas das sensações e anseios de nossos corpos se encontrando.
Quero sentir crescer a vontade de teus lábios, de tua língua, de tua boca. A fome de roçar, sentir o hálito, tocar de leve as línguas... e mergulhar em teu gosto, e estar em abraço, entrelaçados, entregues um ao outro.
Quero aperar tuas mãos, sentir tuas costas, me enroscar em teu corpo, em teus cachos. Quero estar em nós, enlace, pulsando, suando, olhar em teus olhos, sentir teus gostos, morder. Mergulhar em nossos encaixes, sair do tempo, suspirar você, prolongar o abraço...
Quero sentir crescer a vontade de teus lábios, de tua língua, de tua boca. A fome de roçar, sentir o hálito, tocar de leve as línguas... e mergulhar em teu gosto, e estar em abraço, entrelaçados, entregues um ao outro.
Quero aperar tuas mãos, sentir tuas costas, me enroscar em teu corpo, em teus cachos. Quero estar em nós, enlace, pulsando, suando, olhar em teus olhos, sentir teus gostos, morder. Mergulhar em nossos encaixes, sair do tempo, suspirar você, prolongar o abraço...
sábado, agosto 20, 2016
quinta-feira, agosto 18, 2016
Seguir, prosseguir, ter paciência...
Continue a nadar, continue a nadar...
Respirar fundo e continuar, por vezes, é o caminho mais curto para fazer o que precisa ser feito...
Respirar fundo e continuar, por vezes, é o caminho mais curto para fazer o que precisa ser feito...
quinta-feira, agosto 04, 2016
Botar pra fora
O "amor de tua vida" de repente parece, somente, uma necessidade de agarrar-se a algo. Então dois meses (menos!) são suficientes para você ressignificar e desistir do amor de sua vida? "a escolhida"? em menos de dois meses você está pronto para começar não a ficar com outra pessoa, mas a namorar? comprometer-se a se abrir, escrever outra história, construir algo juntos?
Isso me mostra uma pessoa que não aguenta ficar sozinha. Que, muito mais do que amar a pessoa que sou, ama estar apegada a alguém.
Se tudo que eu disse, e tudo o que dizes que sentes, não balança, não faz repensar, não te faz querer passar um tempo sozinho e reavaliar tuas escolhas, não te faz querer conversar mais comigo...
Se tudo isso só te faz calar, e depois você segue se aproximando de outra pessoa, e a vida segue, sem você pensar... ou se você não é capaz de pensar sozinho, de aceitar e acolher tua confusão...
Então não apenas não há espaço em tua vida para mim, como já não quero fazer parte dela. Não é assim que busco encarar a vida. Não foi assim que busquei agir com você.
Não era isso que você significava pra mim.
Mas não vou ficar nessa. Não vou me encolher e me recolher e torcer e esperar que uma pessoa assim me queira. Não. Quero e mereço mais.
Não estou aqui para o parco, o pouco, o fácil. Não é assim que tenho escolhido trilhar meus dias. Meus caminhos. E, por mais que ainda te ame... Se teu amor é assim, sinto muito, mas não caibo nele.
Nem quero.
.......
E também este é um grito no vazio.
Chega.
O que é amor para você?
Seus atos têm falado mais. Muito mais... Você sequer demonstra se importar... Como esperar que eu me importe?
Arre. Isto tudo há de passar...
Isso me mostra uma pessoa que não aguenta ficar sozinha. Que, muito mais do que amar a pessoa que sou, ama estar apegada a alguém.
Se tudo que eu disse, e tudo o que dizes que sentes, não balança, não faz repensar, não te faz querer passar um tempo sozinho e reavaliar tuas escolhas, não te faz querer conversar mais comigo...
Se tudo isso só te faz calar, e depois você segue se aproximando de outra pessoa, e a vida segue, sem você pensar... ou se você não é capaz de pensar sozinho, de aceitar e acolher tua confusão...
Então não apenas não há espaço em tua vida para mim, como já não quero fazer parte dela. Não é assim que busco encarar a vida. Não foi assim que busquei agir com você.
Não era isso que você significava pra mim.
Mas não vou ficar nessa. Não vou me encolher e me recolher e torcer e esperar que uma pessoa assim me queira. Não. Quero e mereço mais.
Não estou aqui para o parco, o pouco, o fácil. Não é assim que tenho escolhido trilhar meus dias. Meus caminhos. E, por mais que ainda te ame... Se teu amor é assim, sinto muito, mas não caibo nele.
Nem quero.
.......
E também este é um grito no vazio.
Chega.
O que é amor para você?
Seus atos têm falado mais. Muito mais... Você sequer demonstra se importar... Como esperar que eu me importe?
Arre. Isto tudo há de passar...
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quarta-feira, agosto 03, 2016
de buscas e escolhas. e aceitar...
procurei tantas palavras pra te pedir pra repensar, conversar, ter paciência, esperar um pouco, se abrir...
e as únicas que funcionaram foram justamente as que te pediam para calar...
e as únicas que funcionaram foram justamente as que te pediam para calar...
Monólogos matinais
Ficaram coisas não ditas
Eu te amo
Trouxe isto para você
Ouvi um poema que achei que você ia gostar
Continuo acreditando que podemos encontrar caminhos
Continuo querendo encontrar
De repente um baque
fecha a porta
destrói pontes
maltrata peitos
Com o acalmar da tempestade,
não houve a bonança
sequer um fazer as pazes
Então, era já tudo diferente
e portas fechadas
O nós que existe
aqui
- que por vezes acredito existir ainda aí
ficou entalado
gritos desesperados
pontos não resolvidos
alegrias não vividas
tudo preso na garganta
um silêncio ensurdecedor
- como explicou Saramago.
Fica este peito que sente
medo
dor
saudades
Fica uma vontade latente
de fazer as pazes
E conversar,
conversar,
conversar.
Digerir.
Sarar junto.
Horas a fio.
Resolver o insoluto
entre duas pessoas
pode ser tão difícil.
Tanta coisa se perde,
por não conseguirmos falar
- e, quando vemos, já não há
espaço
para consertar
E, no entanto, cá estamos.
Vivos.
Capazes de andar com as próprias pernas.
Cientes da importância
- e da falta -
um do outro.
Que passa conosco que nos arriscamos
a não falar?
Sinto uma ruptura
um desperdício.
um hiato.
Quase desonesto com o que houve
e talvez ainda haja
e talvez ainda possa haver
Esse atropelar de tudo.
Este fim que não foi
um fim,
senão um corte
um estar-não estar
Essas não oportunidades
de cuidarmos
e resolvermos juntos
o que era e é nosso
Um desperdício de vida
de amor
de serenidade
de paz
Ficaram coisas não ditas
gestos não feitos
o amor não vivido.
O desejo de fazer as pazes...
De estar em paz
juntos.
E agora ficam as confusões
o que não foi dito
o que não foi resolvido
o que não foi conversado
a dois
a ser revisto
redito
monólogos
poemas
gritos pra dentro
esse desajuste no peito.
Isso tudo que merecíamos ter entendido e conversado juntos.
E fica a malcicatrizar
dizendo que ainda não era a hora
aqui...
Eu te amo
Trouxe isto para você
Ouvi um poema que achei que você ia gostar
Continuo acreditando que podemos encontrar caminhos
Continuo querendo encontrar
De repente um baque
fecha a porta
destrói pontes
maltrata peitos
Com o acalmar da tempestade,
não houve a bonança
sequer um fazer as pazes
Então, era já tudo diferente
e portas fechadas
O nós que existe
aqui
- que por vezes acredito existir ainda aí
ficou entalado
gritos desesperados
pontos não resolvidos
alegrias não vividas
tudo preso na garganta
um silêncio ensurdecedor
- como explicou Saramago.
Fica este peito que sente
medo
dor
saudades
Fica uma vontade latente
de fazer as pazes
E conversar,
conversar,
conversar.
Digerir.
Sarar junto.
Horas a fio.
Resolver o insoluto
entre duas pessoas
pode ser tão difícil.
Tanta coisa se perde,
por não conseguirmos falar
- e, quando vemos, já não há
espaço
para consertar
E, no entanto, cá estamos.
Vivos.
Capazes de andar com as próprias pernas.
Cientes da importância
- e da falta -
um do outro.
Que passa conosco que nos arriscamos
a não falar?
Sinto uma ruptura
um desperdício.
um hiato.
Quase desonesto com o que houve
e talvez ainda haja
e talvez ainda possa haver
Esse atropelar de tudo.
Este fim que não foi
um fim,
senão um corte
um estar-não estar
Essas não oportunidades
de cuidarmos
e resolvermos juntos
o que era e é nosso
Um desperdício de vida
de amor
de serenidade
de paz
Ficaram coisas não ditas
gestos não feitos
o amor não vivido.
O desejo de fazer as pazes...
De estar em paz
juntos.
E agora ficam as confusões
o que não foi dito
o que não foi resolvido
o que não foi conversado
a dois
a ser revisto
redito
monólogos
poemas
gritos pra dentro
esse desajuste no peito.
Isso tudo que merecíamos ter entendido e conversado juntos.
E fica a malcicatrizar
dizendo que ainda não era a hora
aqui...
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sexta-feira, julho 29, 2016
I want to learn how to love
Not just the feeling
bear all the consequences
And I want to learn how to love,
And give it all back
Not just the feeling
bear all the consequences
And I want to learn how to love,
And give it all back
n.g.
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quinta-feira, julho 28, 2016
vontade de chorar
...cansando de me abrir e me dedicar para alguém que não acha que eu valho a pena...
Saudades - Adeus?
Nunca mais o sorriso sapeca?
Nunca mais o brilho no olhar?
Nunca mais os beijos suados?
Os almoços no meio-fio?
Nunca mais guardar um chocolate?
Nunca mais os arrepios nas costas?
Escovar os dentes olhando um para o outro?
Nunca os dedos entrelaçados?
Nunca mais o beijo na mão?
Nunca mais um selo muito bom?
Um desafio novo por semana?
Para quem vou escrever com a mão esquerda?
Com que cachinhos irei brincar?
Como ficará a vidazinha, sem exageros?
Nunca mais sair para nadar e pedalar?
Nunca mais estudar algo juntos?
Nunca mais surpresas quase de madrugada?
Não mais treinar juntos?
Os cuidados?
Os cafés na cama?
Os suspiros de corredores?
Nunca mais sonhar em viajar?
Nunca mais o gozo junto, o encaixe absurdo?
Nunca mais os beijos quentes, a boca suculenta?
Todas as conversas?
Nunca mais festival de piadas ruins?
Nunca mais nossa cumplicidade?
Nunca mais nós dois?
E o peito dói. Aperta.
Por tudo que conheço e quero viver
por tudo que não conheço e quero descobrir
por toda a vida que quero tanto compartilhar
por todas as coisas grandes e pequenas
que quero viver com você...
Nunca mais o brilho no olhar?
Nunca mais os beijos suados?
Os almoços no meio-fio?
Nunca mais guardar um chocolate?
Nunca mais os arrepios nas costas?
Escovar os dentes olhando um para o outro?
Nunca os dedos entrelaçados?
Nunca mais o beijo na mão?
Nunca mais um selo muito bom?
Um desafio novo por semana?
Para quem vou escrever com a mão esquerda?
Com que cachinhos irei brincar?
Como ficará a vidazinha, sem exageros?
Nunca mais sair para nadar e pedalar?
Nunca mais estudar algo juntos?
Nunca mais surpresas quase de madrugada?
Não mais treinar juntos?
Os cuidados?
Os cafés na cama?
Os suspiros de corredores?
Nunca mais sonhar em viajar?
Nunca mais o gozo junto, o encaixe absurdo?
Nunca mais os beijos quentes, a boca suculenta?
Todas as conversas?
Nunca mais festival de piadas ruins?
Nunca mais nossa cumplicidade?
Nunca mais nós dois?
E o peito dói. Aperta.
Por tudo que conheço e quero viver
por tudo que não conheço e quero descobrir
por toda a vida que quero tanto compartilhar
por todas as coisas grandes e pequenas
que quero viver com você...
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segunda-feira, julho 25, 2016
da lenta partida...
e eu fico escrevendo essas coisas que não interessam a ninguém, pra te dizer que se você mudar de ideia, eu ainda não mudei de ideia.
mas não é assim que as histórias começam e acabam, afinal. então eu preciso parar de ser boba e apagar as luzes. e fechar a porta. e sair.
...
e até essa reflexão sobre isso é um murmúrio que eu queria que você ouvisse...
mas não é assim que as histórias começam e acabam, afinal. então eu preciso parar de ser boba e apagar as luzes. e fechar a porta. e sair.
...
e até essa reflexão sobre isso é um murmúrio que eu queria que você ouvisse...
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quinta-feira, julho 21, 2016
quarta-feira, julho 20, 2016
Meu jeito romântico
O que tenho entendido é que... o amor não é apenas o que sentimos de especial - o coração acelerado, a ansiedade, o bem estar, desejo, tesão, vontade de conversar, carinho, dormir junto, acordar, sonhar, fazer planos, viajar... O que "define" a pessoa escolhida, o que fortalece o amor, parecem-me ser muitao mais a vontade e a escolha de, juntos, fazer algo dar certo. A decisão consciente, alegre e desejosa de descobrir juntos os desafios dessa vida compartilhada, de aprender juntos como passar por eles e, talvez, para além disso, de aprender como esses momentos podem alimentar e fortalecer o amor...
E, então, acho que entendo que o amor até tem muito de mágico e inexplicável, mas... o amor de nossas vidas é talvez muito mais uma escolha...
E, então, acho que entendo que o amor até tem muito de mágico e inexplicável, mas... o amor de nossas vidas é talvez muito mais uma escolha...
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terça-feira, julho 19, 2016
Das poesias nas quais ainda acredito
Acredito que o que existe entre nós tem um potencial grande. bom. E merece continuar existindo. Merece ser alimentado, fortalecido, vibrar, crescer, nos fazer crescer junto, ganhar esse mundo...
Acredito que nossas energias e intensidades combinam. E que muita coisa boa e bonita pode nascer de nossa mistura. Acredito que nossas vidas podem se encaixar de muitas formas boas.
Acima de tudo, acredito que nossa história ainda merece ter espaço para amadurecer, para descobrir-se, conhecer-se.
Acredito que ainda temos muito caminho a trilhar juntos. E oxalá surjam muitos bons frutos deles...
Você fazia eu me sentir especial, e gostava de ser especial para você. E gostava que você fosse especial para mim...
Acredito que nossas energias e intensidades combinam. E que muita coisa boa e bonita pode nascer de nossa mistura. Acredito que nossas vidas podem se encaixar de muitas formas boas.
Acima de tudo, acredito que nossa história ainda merece ter espaço para amadurecer, para descobrir-se, conhecer-se.
Acredito que ainda temos muito caminho a trilhar juntos. E oxalá surjam muitos bons frutos deles...
...
Você fazia eu me sentir especial, e gostava de ser especial para você. E gostava que você fosse especial para mim...
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segunda-feira, julho 18, 2016
quarta-feira, julho 06, 2016
02.06.2016
Saudades
Plural de sinto falta de você. Do teu jeito. Do teu olhar. Teu sorriso. Tua boca. Teu corpo.
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Plural de sinto falta de você. Do teu jeito. Do teu olhar. Teu sorriso. Tua boca. Teu corpo.
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sexta-feira, junho 17, 2016
26 de maio
Trinta e três.
Trinta e dois...
Trinta e um...
Trinta...
Vinte e nove...
Vinte e oito...
Vinte e sete...
Vinte e seis...
vinte e cinco...
vinte e quatro...
vinte e três...
vinte e dois...
vinte e um...
vinte...
dezenove...
dezoito...
dezessete...
dezesseis...
quinze...
catorze...
treze...
doze...
onze...
dez...
nove...
oito...
sete...
seis...
cinco...
quatro...
três...
dois...
um.
- Até que sejam zero
Até que sejam zero
Até que sejam zero...
Vamos contar.
Vamos gritar.
Vamos expôr a cara
as feridas
falar os podres.
Até que sejam zero.
Até que sejam zero...
Trinta e dois...
Trinta e um...
Trinta...
Vinte e nove...
Vinte e oito...
Vinte e sete...
Vinte e seis...
vinte e cinco...
vinte e quatro...
vinte e três...
vinte e dois...
vinte e um...
vinte...
dezenove...
dezoito...
dezessete...
dezesseis...
quinze...
catorze...
treze...
doze...
onze...
dez...
nove...
oito...
sete...
seis...
cinco...
quatro...
três...
dois...
um.
- Até que sejam zero
Até que sejam zero
Até que sejam zero...
Vamos contar.
Vamos gritar.
Vamos expôr a cara
as feridas
falar os podres.
Até que sejam zero.
Até que sejam zero...
segunda-feira, junho 06, 2016
Rotina / Cotidiano
Seu despertador toca, você se espreguiça, toma café da manhã.
Uma mulher é estuprada.
Você toma banho, vai para o trabalho, checa e-mails, participa de uma reunião, escreve relatórios, escreve um projeto, levanta para um cafezinho e esticar as pernas.
Outra mulher é estuprada.
Você trabalhada pelo resto da manhã, conversa um pouco com os colegas de trabalho, para pra almoçar, lê notícias, vê um vídeo besta, se espreguiça na cadeira.
Uma adolescente é estuprada.
Volta ao trabalho, checa e-mails, olha a agenda, desmarca uma reunião, pesquisa um assunto importante, resolve pepinos, agenda compromissos, mais um café, agora um lanche, o dia não acaba.
Mais uma mulher é estuprada.
Você já não tá rendendo tanto no trabalho, você empurra tudo para o dia seguinte, responde telefonemas e e-mails, pensa no final do expediente, no final de semana, no final do mês, no final do ano, na aposentadoria. Pega trânsito pra casa.
Outra. Mulher. Estuprada.
vocêtomabanhocomelavalouça. vê as contas pra pagar. olha a rua; sua. lê ou vê tv. sente sono, toma chá.
gritos, lágrimas, dor, desespero. Conta? Mais uma.
Você ronca, ressona. Se vira na cama. Mata um mosquito. Com sorte, sonha. Acorda e bebe água. Dorme.
O pesadelo de outra mulher se consuma.
Talvez, de novo...
Você se remexe, o despertador toca pela primeira vez, os passarinhos começam a cantar, você vira para o lado, cochila. Barulhos de rua. Outro dia quer começar. Você pisca e pula da cama.
O terror, para outra mulher, continua...
Uma mulher é estuprada.
Você toma banho, vai para o trabalho, checa e-mails, participa de uma reunião, escreve relatórios, escreve um projeto, levanta para um cafezinho e esticar as pernas.
Outra mulher é estuprada.
Você trabalhada pelo resto da manhã, conversa um pouco com os colegas de trabalho, para pra almoçar, lê notícias, vê um vídeo besta, se espreguiça na cadeira.
Uma adolescente é estuprada.
Volta ao trabalho, checa e-mails, olha a agenda, desmarca uma reunião, pesquisa um assunto importante, resolve pepinos, agenda compromissos, mais um café, agora um lanche, o dia não acaba.
Mais uma mulher é estuprada.
Você já não tá rendendo tanto no trabalho, você empurra tudo para o dia seguinte, responde telefonemas e e-mails, pensa no final do expediente, no final de semana, no final do mês, no final do ano, na aposentadoria. Pega trânsito pra casa.
Outra. Mulher. Estuprada.
vocêtomabanhocomelavalouça. vê as contas pra pagar. olha a rua; sua. lê ou vê tv. sente sono, toma chá.
gritos, lágrimas, dor, desespero. Conta? Mais uma.
Você ronca, ressona. Se vira na cama. Mata um mosquito. Com sorte, sonha. Acorda e bebe água. Dorme.
O pesadelo de outra mulher se consuma.
Talvez, de novo...
Você se remexe, o despertador toca pela primeira vez, os passarinhos começam a cantar, você vira para o lado, cochila. Barulhos de rua. Outro dia quer começar. Você pisca e pula da cama.
O terror, para outra mulher, continua...
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Em janeiro deste ano, li uma estatística que dizia que, no Brasil, a cada três horas, uma mulher é estuprada. Sente?
quarta-feira, maio 25, 2016
25.05.2016
Quero colocar o amor em uma caixa.
Vou juntar as pontas, dobrar.
Arrumar cada caquinho em seu lugar.
- Não é hora de tentar colar nada.
Mas tampouco poderia jogá-lo fora:
afinal, é amor, ainda!
As peças parecem uma bagunça
sem conserto
Tudo parece perdido
para além de qualquer esperança
Mexer, nem pensar:
as bordas cortam.
E, entretanto, aquela coisinha ali,
meio perdida e deslocada,
foi um sorriso.
Acolá brilha um dia na praia.
Ainda fumega o sonho do café compartido.
E o cacto, de espinhos macios, tem raízes próprias.
Como poderia condenar tanta dádiva ao desleixo?
Não posso.
Não quero.
Mas como cuidar do amor
despedaçado
dolorido?
Não é lixo.
Nem prisão.
Tampouco esquecimento...
Vou aconchegar meu amor em uma caixa.
Dar-lhe repouso.
Espaço.
Tempo.
Vou juntar as pontas, dobrar.
Arrumar cada caquinho em seu lugar.
- Não é hora de tentar colar nada.
Mas tampouco poderia jogá-lo fora:
afinal, é amor, ainda!
As peças parecem uma bagunça
sem conserto
Tudo parece perdido
para além de qualquer esperança
Mexer, nem pensar:
as bordas cortam.
E, entretanto, aquela coisinha ali,
meio perdida e deslocada,
foi um sorriso.
Acolá brilha um dia na praia.
Ainda fumega o sonho do café compartido.
E o cacto, de espinhos macios, tem raízes próprias.
Como poderia condenar tanta dádiva ao desleixo?
Não posso.
Não quero.
Mas como cuidar do amor
despedaçado
dolorido?
Não é lixo.
Nem prisão.
Tampouco esquecimento...
Vou aconchegar meu amor em uma caixa.
Dar-lhe repouso.
Espaço.
Tempo.
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quinta-feira, maio 19, 2016
Monólogo
Eu errei o ponto
perdi o ponto
recuperei
Eu não sei como fazer
para consertar
alguns
pontos
Sem ter de desfazer tudo...
Eu tenho andado não muito
rápido.
Eu passei por um buraco,
mas não caí.
Eu tomei café.
Eu assisti a um filme
que me fez gargalhar
Eu ouvi uma música
... que me lembrou você.
Duas.
Três.
Eu não comi os doces.
Olhaeuachoqueelesvãoestragar.
Eu não sou
você não é
Eu queria que a gente tivesse
que a gente pudesse
Eu não falei
você não fala
As coisas não ditas vão
se acumulando
como água parada
- vão se embolando feito trem descarrilhado?
Vez em muito me transbordo.
O peito apertadói
aslágrimasnãocabem
O vazio
o silêncio
a falta
apertam no peito
E eu não caibo. Não me encontro.
Não faço parte de nada...
E fico querendo ir embora.
Ir embora.
Estar longe
ocupar-me.
Mudar.
- fingir que não fazes parte porque já não são os mesmos lugares, os mesmos espaços?
O peito se enche.
Esvazia.
Lentamente.
Só eu escuto...
perdi o ponto
recuperei
Eu não sei como fazer
para consertar
alguns
pontos
Sem ter de desfazer tudo...
Eu tenho andado não muito
rápido.
Eu passei por um buraco,
mas não caí.
Eu tomei café.
Eu assisti a um filme
que me fez gargalhar
Eu ouvi uma música
... que me lembrou você.
Duas.
Três.
Eu não comi os doces.
Olhaeuachoqueelesvãoestragar.
Eu não sou
você não é
Eu queria que a gente tivesse
que a gente pudesse
Eu não falei
você não fala
As coisas não ditas vão
se acumulando
como água parada
- vão se embolando feito trem descarrilhado?
Vez em muito me transbordo.
O peito apertadói
aslágrimasnãocabem
O vazio
o silêncio
a falta
apertam no peito
E eu não caibo. Não me encontro.
Não faço parte de nada...
E fico querendo ir embora.
Ir embora.
Estar longe
ocupar-me.
Mudar.
- fingir que não fazes parte porque já não são os mesmos lugares, os mesmos espaços?
O peito se enche.
Esvazia.
Lentamente.
Só eu escuto...
terça-feira, março 22, 2016
esperança...
A esperança é uma substância viscosa como o melaço - mesmo
quando você vira o pote e quer que ela escorra toda fora, ela se
arrasta, passa devagar pelo peito, pela pele, deixa um rastro de
esperança pelo corpo todo, até finalmente sair de você.
Quando acaba de escorrer, ainda é preciso limpar o caminho que ela fez quando ia embora - ou toda série de coisas podem se grudar ali..
Quando acaba de escorrer, ainda é preciso limpar o caminho que ela fez quando ia embora - ou toda série de coisas podem se grudar ali..
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