quereres...
aprender.
entender.
respirar...
terça-feira, dezembro 27, 2016
quinta-feira, dezembro 22, 2016
e para continuar cantando...
Porque cantamos
Se cada hora vem com sua morte
se o tempo é um covil de ladrões
os ares já não são tão bons ares
e a vida é nada mais que um alvo móvel
se o tempo é um covil de ladrões
os ares já não são tão bons ares
e a vida é nada mais que um alvo móvel
você perguntará por que cantamos
se nossos bravos ficam sem abraço
a pátria está morrendo de tristeza
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha
a pátria está morrendo de tristeza
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha
você perguntará por que cantamos
se estamos longe como um horizonte
se lá ficaram as árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro
se lá ficaram as árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro
você perguntará por que cantamos
cantamos porque o rio esta soando
e quando soa o rio / soa o rio
cantamos porque o cruel não tem nome
embora tenha nome seu destino
e quando soa o rio / soa o rio
cantamos porque o cruel não tem nome
embora tenha nome seu destino
cantamos pela infância e porque tudo
e porque algum futuro e porque o povo
cantamos porque os sobreviventes
e nossos mortos querem que cantemos
e porque algum futuro e porque o povo
cantamos porque os sobreviventes
e nossos mortos querem que cantemos
cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota
cantamos porque o sol nos reconhece
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta
cantamos porque chove sobre o sulco
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas.
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas.
m.b.
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para algumas perguntas...
talvez todas...
não existe a resposta certa
existe... a construção. a perspectiva. o caminho. a complementaridade.
não existe a resposta certa
existe... a construção. a perspectiva. o caminho. a complementaridade.
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MEDITAÇÃO NO UMBRAL
Não, não é a solução
atirar-se debaixo de um trem como a Ana de Tolstoy
nem consumir o arsênico de Madame Bovary
nem aguardar na planície solitária de Ávila a visita
do anjo com a flecha
antes de amarrar o manto à cabeça
e começar a atuar.
Nem concluir as leis geométricas, contando
as vigas da cela de castigo
como o fez Sor Juana. Não é a solução
escrever, enquanto chegam as visitas,
na sala de estar da família Austen
nem fechar-se no ático
de alguma residência da Nova Inglaterra
e sonhar, com a Bíblia dos Dickinson,
debaixo de uma almofada de solteira.
Deve haver outro modo que não se chame
Safoni Mesalina nem María Egipcíaca
nem Madalena nem Clemencia Isaura.
Outro modo de ser humano e livre.
Outro modo de ser.
r.c.
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quarta-feira, dezembro 21, 2016
NÃO TE RENDAS
Não te rendas, ainda é tempo de alcançar e começar de novo,
aceitar tuas sombras,
enterrar teus medos,
liberar o lastro,
retomar o vôo.
Não te rendas que a vida é isso,
continuar a viajem,
perseguir teus sonhos,
destravar o tempo,
correr os escombros,
e destapar o céu.
Não te rendas, por favor não cedas,
ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda,
e se cale o vento,
ainda há fogo em tua alma
ainda há vida em teus sonhos.
Porque a vida é tua e teu também o desejo
porque o tens desejado e porque te quero
porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.
Abrir as portas,
tirar as trancas,
abandonar as muralhas que te protegeram,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso,
ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos
despregar as asas
e tentar de novo,
celebrar a vida e retomar os céus.
Não te rendas, por favor não cedas,
Ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se ponha e se cale o vento,
ainda há fogo em tua alma,
ainda há vida em teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás sozinho, porque eu te amo.
aceitar tuas sombras,
enterrar teus medos,
liberar o lastro,
retomar o vôo.
Não te rendas que a vida é isso,
continuar a viajem,
perseguir teus sonhos,
destravar o tempo,
correr os escombros,
e destapar o céu.
Não te rendas, por favor não cedas,
ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda,
e se cale o vento,
ainda há fogo em tua alma
ainda há vida em teus sonhos.
Porque a vida é tua e teu também o desejo
porque o tens desejado e porque te quero
porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.
Abrir as portas,
tirar as trancas,
abandonar as muralhas que te protegeram,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso,
ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos
despregar as asas
e tentar de novo,
celebrar a vida e retomar os céus.
Não te rendas, por favor não cedas,
Ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se ponha e se cale o vento,
ainda há fogo em tua alma,
ainda há vida em teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás sozinho, porque eu te amo.
m.b.
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terça-feira, dezembro 20, 2016
Refletir
A liberdade do outro estende a minha ao infinito.
m.b.
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segunda-feira, dezembro 19, 2016
all these little things seem to matter so much
Seem to matter so much
That they confuse me
That I might lose me
But it's not, but it's not, but it's not
But it's not, but it's not
It's okay, it's okay, it's okay, it's okay, it's okay
I've got nothing, got nothing
Got nothing, got nothing to fear
I'm here, I'm here, I'm here
That they confuse me
That I might lose me
But it's not, but it's not, but it's not
But it's not, but it's not
It's okay, it's okay, it's okay, it's okay, it's okay
I've got nothing, got nothing
Got nothing, got nothing to fear
I'm here, I'm here, I'm here
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quarta-feira, dezembro 14, 2016
segunda-feira, dezembro 12, 2016
domingo, dezembro 11, 2016
trava
haja garganta
pra tantos gritos...
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sábado, dezembro 10, 2016
para encontrar um dia
Tenho certeza de que isto é um poema de alguém. Mas não consigo encontrá-lo...
Será meu?
A morte do povo foi como sempre tem sido
como se não fosse nada
como se fosse
pedra rolando sobre pedra
ou água sobre água.
Será meu?
A morte do povo foi como sempre tem sido
como se não fosse nada
como se fosse
pedra rolando sobre pedra
ou água sobre água.
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sexta-feira, dezembro 09, 2016
quinta-feira, dezembro 08, 2016
sabedoria de rua
"Tem coisa que só sai da gente por escrito"
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terça-feira, dezembro 06, 2016
de reflexões recentes e mais antigas. meus auto-retratos e pés na porta.
Isso de alguém ser espancado por conta da orientação sexual (ou por estar andando na rua, ou o que for) é insano.
Os casos de homofobia machucam porque é muito mesquinho querer dizer de quem o outro pode gostar ou não.
É engraçado porque deveria ser algo pessoal, mas de repente se torna uma bandeira, uma forma de apoiar e de dizer que somos todos iguais.
Então vamos lá: EU SOU BISSEXUAL.
É um ato pequeno contra essa coerção que tod@s sofremos, mas... tenho a sensação de que quanto mais conseguirmos falar disso, mais difícil será nos deixarem com medo por conta disso.
[[e, quatro anos depois]]
Relembrar e reforçar, porque, infelizmente, continua sendo uma luta necessária.
Em tempo: há um bocado de coisas que não sou diretamente. Não sou, até onde me percebo, trans. Não sou negra. Não sou moradora de favela, nem de rua. Não tenho religião - hegemônica ou perseguida.
Tenho uns quantos privilégios. E sofro uns tantos preconceitos. Ambas as coisas, misturadas, mais o privilégio de ter amigas e amigos vários, e mães, avós, primas também várias, me ajudam a aprender com a experiência des outres que não eu ou ""meus iguais"". A dor de muites também me dói.
Então, falei isso tudo para dizer que, embora tenha naquele momento levantado uma bandeira específica, me reconheço em muitas frentes e acolhimentos. Temos muitas lutas. E, sobretudo, acredito que devemos ser capazes de nos comover, mesmo quando não somos diretamente afetados pelo tipo de dor que a outra pessoa sente.
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segunda-feira, dezembro 05, 2016
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