.
.
.
Doutor...
.
.
.
Acho que sofro de inércia!
.
.
.
Será que isso tem cura?
.
.
.
quinta-feira, novembro 16, 2006
Combinação para ouvir dentro da cabeça
Quando se quer sentir-se... Ou alienar-se um pouco do resto...
Todos os cds do System Of A Down + os cds de The Dresden Dolls
Alto
de preferência com fone de ouvido, pra ter certeza de não deixar escapar uma vírgula de som...
em modo de reprodução aleatório...
junte todos os ingredientes e saboreie a gosto.
Todos os cds do System Of A Down + os cds de The Dresden Dolls
Alto
de preferência com fone de ouvido, pra ter certeza de não deixar escapar uma vírgula de som...
em modo de reprodução aleatório...
junte todos os ingredientes e saboreie a gosto.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Eu queria escrever...
Queria falar sobre estresse e coisas desagradáveis... No sentido de que me desagradam.
Mas acho que ouvi música alta demais... Quer dizer... Talvez não seja isso. Talvez esteja me sentindo um pouco coibida. Talvez eu devesse estar contribuindo para o coletivo. Ou estudando. Ou dormindo, comportadamente.
Mas como ia dizendo em outro lugar...
Estou com vontade de algo.
Talvez vontade de rebeldia. Ou de revolta. Vontade de curtir o que estou fazendo nesse exato momento - isolando-me acusticamente do mundo exterior, com músicas fortes em ALTO e nem tão bom som... Tentando me voltar para o que está dentro. Na cabeça, no peito. Chegar a algum lugar onde possa simplesmente be sem antes ou depois, estar estar e estar... e ser, claro. Isso, realmente, que quero...
E talvez a companhia de algumas pessoas importantes pra mim. Em um outro mundo, de espaço e tempo diferentes, gostaria de reuni-las em um campo (campo de graminha, mesmo) com um sol suave, alguma árvore próxima e uma boa brisa... (Uma clareira seria uma boa definição) Então seria possível rir e conversar, e talvez fazer um piquenique. E conversar até tarde, até ficarmos cansados, até alguma lua aparecer no céu. Então cantar, dançar, contar histórias de rir e assustar...
Meu olhar se perde no vazio, pensando em como seria, nas impossibilidades de ser. Suspiro.
Estou um pouco cansada de algumas coisas. E sentindo falta de algumas, também. Estava tranqüila, hoje, mas algo me desestabilizou um pouco.
Quero espaços abertos. Quero conversas sobre filosofia (ou algo que o valha), ou sucessões de assuntos que culminam em gargalhadas pelo non-sense da coisa toda.
Eventualmente eu queira dar um jeito em alguns de meus companheiros de moradia atuais, que não têm me dado muita paz, também. E, se procurar fundo... Sim, ali está, aquela vontade de ter meu espaço realmente meu. Alguma tranqüilidade, e a liberdade de fazer qualquer dever que tenha sem que me mandem cumpri-lo.
Falta de amigos e conversas...
E a impressão de que talvez esteja deixando alguns de lado, ou de que algo pode ter nos afastado como eu não queria que acontecesse. Estou com isso. Como uma pulga que te morde por baixo da calça jeans, no meio da rua.
Posso ficar muito muito muito tempo aqui, sentindo a música e fazendo este pequeno brainstorm assistido e não muito aleatório.
Poderia escrever e escrever e escrever sobre os que estão longe. Ou sobre aqueles de quem não estou perto.
Preencher este espaço infinitamente branco, que sempre estará quase no fim e no início, por ser virtual. Ou desenhar em muitas páginas reais, dando relevo a cada uma, para que fosse possível sentir o peso de meu pensamento em cada uma, depois.
Realmente me sinto tentada a não parar por aqui, a não sair deste meu momento de perscrutar minha alma-mente.
Vou seguir na estradinha... Recém passei pela minha clareira. Estou ali, acabo de subir no galho da árvore e estou sentindo alguns raios de sol, enquanto ouço as coisas bobas ou interessantes que as pessoas de quem gosto falam, embaixo. Sigo andando de costas, para poder observar essa paisagem por mais tempo. Paisagem. Porque estamos integrados, ali. Somos parte do lugar, já. Como elfos e doendes e outros habitantes da floresta que fazem festa quando céticos não estão espiando. A estradinha saiu de algum conto de fadas. É de cascalho claro. "Somewhere, over the rainbow..." O sol começa a se pôr, pois acho que assim fica melhor a cara da despedida. Depois volto, eu penso. Sei que é verdade, sei disso pois ainda me vejo deitada a sentir o pulsar da árvore. Mas digo isso para me consolar por ter de sair de lá. Não para acalmar os que ficam. O sol está às minhas costas. Caminho em direção ao conhecido, que nem por isso é luminoso. Não porque seja ruim. Apenas porque não é o que quero... Terei de passar por algum túnel no meio do caminho, tenho certeza. É assim que se sai dos lugares mágicos. Vou entrar no mundo onde estou sentada escrevendo sobre eu andando na estrada me olhando na clareira.
...
Queria falar sobre estresse e coisas desagradáveis... No sentido de que me desagradam.
Mas acho que ouvi música alta demais... Quer dizer... Talvez não seja isso. Talvez esteja me sentindo um pouco coibida. Talvez eu devesse estar contribuindo para o coletivo. Ou estudando. Ou dormindo, comportadamente.
Mas como ia dizendo em outro lugar...
Estou com vontade de algo.
Talvez vontade de rebeldia. Ou de revolta. Vontade de curtir o que estou fazendo nesse exato momento - isolando-me acusticamente do mundo exterior, com músicas fortes em ALTO e nem tão bom som... Tentando me voltar para o que está dentro. Na cabeça, no peito. Chegar a algum lugar onde possa simplesmente be sem antes ou depois, estar estar e estar... e ser, claro. Isso, realmente, que quero...
E talvez a companhia de algumas pessoas importantes pra mim. Em um outro mundo, de espaço e tempo diferentes, gostaria de reuni-las em um campo (campo de graminha, mesmo) com um sol suave, alguma árvore próxima e uma boa brisa... (Uma clareira seria uma boa definição) Então seria possível rir e conversar, e talvez fazer um piquenique. E conversar até tarde, até ficarmos cansados, até alguma lua aparecer no céu. Então cantar, dançar, contar histórias de rir e assustar...
Meu olhar se perde no vazio, pensando em como seria, nas impossibilidades de ser. Suspiro.
Estou um pouco cansada de algumas coisas. E sentindo falta de algumas, também. Estava tranqüila, hoje, mas algo me desestabilizou um pouco.
Quero espaços abertos. Quero conversas sobre filosofia (ou algo que o valha), ou sucessões de assuntos que culminam em gargalhadas pelo non-sense da coisa toda.
Eventualmente eu queira dar um jeito em alguns de meus companheiros de moradia atuais, que não têm me dado muita paz, também. E, se procurar fundo... Sim, ali está, aquela vontade de ter meu espaço realmente meu. Alguma tranqüilidade, e a liberdade de fazer qualquer dever que tenha sem que me mandem cumpri-lo.
Falta de amigos e conversas...
E a impressão de que talvez esteja deixando alguns de lado, ou de que algo pode ter nos afastado como eu não queria que acontecesse. Estou com isso. Como uma pulga que te morde por baixo da calça jeans, no meio da rua.
Posso ficar muito muito muito tempo aqui, sentindo a música e fazendo este pequeno brainstorm assistido e não muito aleatório.
Poderia escrever e escrever e escrever sobre os que estão longe. Ou sobre aqueles de quem não estou perto.
Preencher este espaço infinitamente branco, que sempre estará quase no fim e no início, por ser virtual. Ou desenhar em muitas páginas reais, dando relevo a cada uma, para que fosse possível sentir o peso de meu pensamento em cada uma, depois.
Realmente me sinto tentada a não parar por aqui, a não sair deste meu momento de perscrutar minha alma-mente.
Vou seguir na estradinha... Recém passei pela minha clareira. Estou ali, acabo de subir no galho da árvore e estou sentindo alguns raios de sol, enquanto ouço as coisas bobas ou interessantes que as pessoas de quem gosto falam, embaixo. Sigo andando de costas, para poder observar essa paisagem por mais tempo. Paisagem. Porque estamos integrados, ali. Somos parte do lugar, já. Como elfos e doendes e outros habitantes da floresta que fazem festa quando céticos não estão espiando. A estradinha saiu de algum conto de fadas. É de cascalho claro. "Somewhere, over the rainbow..." O sol começa a se pôr, pois acho que assim fica melhor a cara da despedida. Depois volto, eu penso. Sei que é verdade, sei disso pois ainda me vejo deitada a sentir o pulsar da árvore. Mas digo isso para me consolar por ter de sair de lá. Não para acalmar os que ficam. O sol está às minhas costas. Caminho em direção ao conhecido, que nem por isso é luminoso. Não porque seja ruim. Apenas porque não é o que quero... Terei de passar por algum túnel no meio do caminho, tenho certeza. É assim que se sai dos lugares mágicos. Vou entrar no mundo onde estou sentada escrevendo sobre eu andando na estrada me olhando na clareira.
...
segunda-feira, novembro 06, 2006
...eu...
sinto saudadesliberdades
e algo mais entre o meio das pernas & o coração
assim
em posição indefinidaofega a respiração
sinto a forçade um roçar de peles
de um olhar profundode um sonho vagabundo
ardo a faltaa carência
o desejo
meus arrepiospossuem um dono longíquo
uma dona que não os quere teimam em não passar
apesar das impossibilidades
vão-se os alvos
fica o desejo
sou vã e vaga
na falta do beijona infeliz tentativa
de me apagar
e algo mais entre o meio das pernas & o coração
assim
em posição indefinidaofega a respiração
sinto a forçade um roçar de peles
de um olhar profundode um sonho vagabundo
ardo a faltaa carência
o desejo
meus arrepiospossuem um dono longíquo
uma dona que não os quere teimam em não passar
apesar das impossibilidades
vão-se os alvos
fica o desejo
sou vã e vaga
na falta do beijona infeliz tentativa
de me apagar
Me sinto mal...
Me sinto quase má. Eu não sei se gosto muito dessas coisas que faço, desse meu jeito de ser. É difícil aceitar uma natureza tão avessa, tão fraca e forte, nos momentos errados...
Quero dizer, talvez eu não tenha tomado a decisão errada. Mas ela me parece tão difícil, e, ao mesmo tempo, tão fácil. E por ser uma decisão que me parece egoísta, me sinto mal.
Eu posso pensar que pra que as coisas ficassem bem, e claras, esse era o único caminho a seguir. Mas... é tão chocante e amedrontador e reprovante e na realidade eu talvez não seja mulher o suficiente pra levar isso adiante.
Não se trata de remorso, arrependimento por essa coisa específica, vontade de voltar atrás. Tenho medo de ter estragado muitas coisas, com a única solução que me parecia realmente correta a tomar.
Então, sinto um pouco de remorso por ser quem sou.
Que as pessoas de quem gosto continuem comigo, e gostem de mim, ainda assim...
E como poderia pedir para alguém gostar de mim, quando eu mesma me questiono tanto?!? Digam-me palavras vis para pessoas fracas, covardes e hipócritas. Acho que é isso que quero listar para mim mesma, agora...
Me sinto quase má. Eu não sei se gosto muito dessas coisas que faço, desse meu jeito de ser. É difícil aceitar uma natureza tão avessa, tão fraca e forte, nos momentos errados...
Quero dizer, talvez eu não tenha tomado a decisão errada. Mas ela me parece tão difícil, e, ao mesmo tempo, tão fácil. E por ser uma decisão que me parece egoísta, me sinto mal.
Eu posso pensar que pra que as coisas ficassem bem, e claras, esse era o único caminho a seguir. Mas... é tão chocante e amedrontador e reprovante e na realidade eu talvez não seja mulher o suficiente pra levar isso adiante.
Não se trata de remorso, arrependimento por essa coisa específica, vontade de voltar atrás. Tenho medo de ter estragado muitas coisas, com a única solução que me parecia realmente correta a tomar.
Então, sinto um pouco de remorso por ser quem sou.
Que as pessoas de quem gosto continuem comigo, e gostem de mim, ainda assim...
E como poderia pedir para alguém gostar de mim, quando eu mesma me questiono tanto?!? Digam-me palavras vis para pessoas fracas, covardes e hipócritas. Acho que é isso que quero listar para mim mesma, agora...
quinta-feira, novembro 02, 2006
A propósito de
E se eu for, na maioria dos casos, uma amiga de momento, de ocasião?
Se for uma "amiga padrão" para uma pequena e limitada quantia de pessoas, com quem tenho uma afinidade realmente grande, ou por quem nutro um afeto também bastante considerável? Se para os outros for tão relápsa quanto uma querida amiga minha que admite sê-lo, mas o é com todos??
Isso se torna um problema, uma vez que tenho meus "eleitos"? Uma vez que sou carente?
Isso me torna falsa e sem personalidade. E preguiçosa, talvez.
Enquanto amiga, eu devo aceitar que as pessoas achem que eu não fiz a melhor das escolhas para namorado, ou que estou escolhendo minha profissão apenas para seguir os passos de outra pessoa, ou que não estou escolhendo qualquer outra coisa por mim mesma? Preciso aceitar que não posso mudar, virar outra coisa, e querer trilhar outros caminhos, menos compreendidos, ou talvez não tão apetitosos, sem correr o risco de ser tachada de... Sem que reclamem por isso?
Eu sei que sou relapsa. Acho até que, com algumas amizades mais recentes, cheguei a comentar que tenho esse costume, de ter uma ou duas pessoas que são "amigas para todas as horas", e das quais "exijo" mais, e ter outros amigos, com os quais posso passar até mesmo anos sem falar, sem maiores problemas, sendo capaz de, ao encontrar, conversar como se o tivesse visto pela última vez no dia anterior.
Sou assim com minha família!! Mais do que gostaria, em alguns casos, mas sou. E antes de eu ser capaz de lembrar se era, sei que foram comigo. E eventualmente eu reclamei, quando meu pai esqueceu alguma data importante, mas o fato é que, hoje, sou uma pessoa mais prática nas amizades.
Gosto de muitos, respeito-os e me prontifico a ajudar, a conversar, a dar um ombro amigo - eventualmente, até "ouço" seus conselhos. Mas convivo mais com os que estão por perto, e, se não há ninguém por perto, e houver tempo, talvez procure algum dos que estão um pouco distantes, mas com os quais tenho tido um pouco mais de contato. Ou, ainda, encontro mais alguém, que esteja próximo, e que tenha interesse em ter uma amiga "relâmpago".
Essa sou eu, basicamente. Não deve ser nada honroso escrever algo assim. Não devo estar ganhando pontos no IBOPE por adimitir que "não presto".
Contudo, esse é realmente meu modo de viver os amigos. Quando os modos de ser, viver e entender o mundo se afastam por demais, e nossas idéias se tornam não apenas diferentes, mas pouco compatíveis, é possível que eu me afaste, se achar que não faz muito sentido uma amizade de discordâncias e críticas. Quando não concordo com um jeito de ser, quando não me agrada, quando não quero pra mim, quando, se fosse uma pessoa desconhecida, eu estaria criticando severamente, e não escolheria me aproximar... Às vezes dou minha opinião, e sigo meu caminho. Às vezes, apenas sigo meu caminho.
A contra-partida positiva é que não cobro. Talvez cobre de um namorado, ou daquele AMIGO que vejo todo dia. Talvez só do namorado, e o resto eu apenas xingue, bem humorada, quando entrar em contato, e diga que vou abandonar e nunca mais vou falar.
Em muitos pontos, sou uma pessoa defeituosa, caprichosa e feia, como uma união das características negativas de Lancelot e Guenevere. Para balancear, sou amorosa e aberta, como Arthur, com os que vêem além disso, ou não acham que as coisas supra-citadas sejam defeitos mortais.
Está certo, dos caprichos não me salvo. Vou vendo o que posso fazer para me livrar deles, para me livrar aos poucos. Mas ninguém é perfeito...
Exijo, de fato, de poucas pessoas. E acho que só aceito ser exigida por essas. As outras, se quiserem fazê-lo, têm, na realidade, todo o direito do mundo. Cada um faz o que quer em sua vida. Não posso, porém, dizer que aceitarei isso de bom grado. É possível que fique tocada, a depender da situação. E também existe a chance de isso apenas afastar ainda mais, distanciar a amizade, caso não se consiga colocar um pouco de leveza em uma coisa tão séria como essa de achar que se pode dizer o que o outro deve fazer, e se ofender se as coisas não ocorrerem como achava que deviam.
Assinar:
Postagens (Atom)