quarta-feira, maio 30, 2007

Banksy

Há quase uma semana, a menina espevitada chateou-se com o menino fechado orgulhoso...

O peito da menina dói, e aperta.
E a barriga dela fica meio esquisita.

E ela se sente só.

Mais só.

E, entretanto...
...quem é que pode saber quais as melhores decisões a tomar?

A menina espevitada não está exatamente espevitada, agora. Há alguns meses, ela se acostumou a apreciar a companhia do menino fechado orgulhoso. Desde então, esta é uma das primeiras vezes que ficam tanto tempo sem se falar, com tantas coisas ruins a afastá-los ainda mais.

A menina fica um pouco cinza e sem jeito.

Sem todas as palavras e argumentações do mundo.

Sem seu amigo brigão.

terça-feira, maio 29, 2007

sábado, maio 26, 2007

Hoje queria alguém que me puxasse pra vida, de um jeito irrecusável, aconchegamente, vivo, apaixonante...

sexta-feira, maio 25, 2007

Não Esquecer...

Que há muitas coisas para lembrar.
Que ainda é cedo pra parar.
Que não importa o que aconteça, eu sempre vou estar comigo.
Que a vida é grande, e não gira em torno do meu umbigo.
Que o dia-a-dia é um senhor que se compõe de muitos e variados aspectos e dedicar muito de seu tempo a apenas um deles deixa o senhor capenga e você, idem.
Que, eventualmente ou sempre, escrever é bom e me faz bem e é algo que posso fazer de mim para mim e que ninguém tira.
Que gosto do barulho das teclas sendo pressionadas e da textura do papel, após ter sido escrito.
Que sou uma pessoa, além de confusa, em formação. E que talvez uma coisa influa na outra.

Que eu tenho uma casa e há coisas e pessoas e serezinhos nela, e eu faço parte desse universo e devo cuidar dela.

Que eu às vezes gosto de ficar só.

Que eu às vezes gosto de ter companhia.

Que eu ando à procura de não sei exatamente o quê.

Que...
Às vezes, algumas coisas fazem falta.

Que gosto de tomar sopa. Que gosto de ficar em casa, mas não sempre.

Que sou meio inerte. Talvez, no bom E no mau sentido.

Que tomar sopa quente com suco gelado talvez não seja das melhores coisas a fazer com o estômago.

Que eu gostava da trilha sonora de Heroes (não o seriado, o jogo)... E que eu só escrevi isso porque, "do nada", uma das músicas veio em minha cabeça. Aliás, talvez eu devesse tentar descobrir de qual das "linhas" é esta, assim quem sabe eu descubro que não foi apenas uma coincidência.

Que eu tenho essa mania de achar que as coisas não acontecem por acaso.

Que quando eu fico muito tempo sem escrever, e consigo parar para fazê-lo, costumo escrever muito e muito.

Que não necessariamente saem coisas que prestem, da ponta de meus dedos.

Que às vezes é importante saber a hora de parar.

quarta-feira, maio 23, 2007

Cobra Bubbles

Era uma vez um peixe.
Que nasceu em uma poça pequena, rasa e de paredes transparentes.
O mundo a sua frente parecia grande e confuso. E, ao mesmo tempo, o espaço para si era tão pouco que jamais sentiu o que era ficar cansado de tanto nadar.
Ou, talvez... talvez sempre tenha se cansado de fazer isso, e nunca tenha podido apreciar o que seria deslizar ao sabor da corrente criada pelo mover de seu próprio corpo.

Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o vento sobre seu corpo. Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o impacto de seu corpo contra o chão. Por duas vezes, o peixe quase soube o que era morrer por excesso de ar e falta de água. E uma vez, o peixe pôde sentir o hálito faceiro de um gato brincalhão sobre seu corpo, os dentes a envolver-lhe e a roçar suas escamas. Soube como é ser carregado por patinhas cheias de unhas. Por duas vezes, o peixe foi salvo antes de não mais precisar de água ou oxigênio ou comida.

Então o peixe adoeceu, aos poucos... E foi tratado com floral. E foi tratado com formol. E foi tratado com fungicida. E recebeu doses homeopáticas de sal em sua água. E foi levado para tomar banho de sol. Não necessariamente ao mesmo tempo. O peixe recebia ração às metades, para conseguir engolir. E sua dona volta e meia tinha de ir lhe falar, para lembrar-lhe de boiar, para lembrar-lhe de respirar.

O peixe morreu ao sol. Aos 14 dias do mês de maio. E foi enterrado - sim, enterrado - em frente à casa, em um canteiro ao redor de uma árvore. hoje, isso não importa muito. O peixe já pode, agora, nadar e voar e andar por onde bem entender.

14 de Maio

O Cobra Bubbles foi para o mar dos peixes.

sexta-feira, maio 11, 2007

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mnemonêmona...