sábado, julho 29, 2006

Contando carneirinhos. (Ou: historinha para pulgas dormirem)

Hey, você!!!

Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?

Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??

Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.

Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.

É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!

(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.

Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.

Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?

Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...

- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.

Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.

Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.

Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...

Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.

sexta-feira, julho 28, 2006

Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.

E eis que lá descobri, nada mais, nada menos, que eles... Não dromedários, camelos, ou centopéias. Não preguiças gigantes.
Palíndromos...
Palíndromos são seres complexos. Não sei dizer se sua beleza surge disso; contudo, é fato que o fascínio que exercem sobre as pessoas nasce de sua complexidade. Não depois de prontos.
Depois de prontos são o que são. Como o ornitorrinco que, claro, é estranho, mas afinal existe e é o que é. A beleza surge na sua criação. Na mente - perversa como a do criador do ornitorrinco e das eqüidnas? não sei - que concebe, que percebe. Que colhe, enfim, dentre um bando de textos vazios e ermos de duplos sentidos, um palíndromo. Novo. Intocado. Provavelmente, nunca sequer imaginado por outrem. Mágico. Genial.
Essa é a aura que cerca este bicho peludo, mamífero de três corcovas exatamente iguais e com um sem número de patas, que, como os lhasa apsos, confude quem o vê por não haver clareza entre o que é seu início e o que é o seu fim.
Bichos fascinantes, os palíndromos.

Humor

Eu gosto das coisas que escrevo...

terça-feira, julho 25, 2006

...

estou eu catatônica???
preciso sair da frente do computador, fechar a casa, tomar banho e ir dormir.
quero sair da frente do computador, fechar a casa, tomar banho e ir dormir?
talvez seja apenas falta da conversinha diária. acho que sou uma viciada.

É hora de ir dormir?!?

São muito tarde.

Gastei mais de uma hora em um de meus vícios. E agora, no momento de desligar o computador, sinto algo entre vazio e remorso. Próximo do que tenho quando estou de ressaca.

Minhas ressacas não se dão na boca - o tal gosto de cabo de guarda-chuva - minhas ressacas sinto-as em meu peito. Mensagens de que uma ou muitas partes de mim não gostaram do que fiz. Como agora. De que se trata desta vez? Da hora avançada? Da falta de perspectivas? Falta-me algo, afinal?

Ou será apenas essa vontade de escrever, essa palavra presa não na garganta, mas no corpo todo, que hora aperta para se libertar? Um suspiro se solta. Sinto que há mais de onde veio este. Olho para os lados e sei que há muito os que me acompanham dormem... Apenas um vagueia no vazio limitado de um aquário, nas paredes que prometem mas não dão.

Neste momento, meu aquário torna-se deprimente. Viver preso, para sempre. Fugir significa morrer. Ou uma aventura de poucos minutos, findada no ponto de partida. Preso, mas feliz, ou vivo mas encarcerado? Qual a consciência que meu pequeno vermelho tem que está em um aquário, em um espaço tão menor e menos atraente que o local em que algum parente/ancestral distante seu um dia viveu? Qual a consciência que tem de suas paredes "invisíveis"? Hoje fui olhar por uma janela. Ela estava fechada, mas não vi. Grudei a cabeça com tudo no ar duro e sujo que era o vidro. Como é para o meu peixe? Sempre isso? Pensar em aquários é deprimente.

O Ministério da Saúde adverte. Refletir sobre aquários faz mal à saúde.

Minhas palavras têm mais sorte. Meu peito é mais permeável. Às vezes, podem fluir facilmente. Para onde desejarem.

Palavra viajante do vento. Quero alcançar ouvidos que me compreendam. Quero poder ir sempre em frente. E vez ou outra parar para descansar por aí. Quero andar sobre as águas e nos galhos mais altos. Quero passar pelos belos comuns-lugares. Por ventura, ficar.

Meu olhar se perde. É melhor ir divagar de olhos fechados.

Mas é bom passear por aqui. Por quem passa, por zeros e uns a perder de vista. Escrever é bom. E o blog sempre tira aquela incômoda sensação que nossos diários (secretos) nos davam...

A pena de saber que por mais que escrevêssemos, ninguém iria ler nada daquilo mesmo.

domingo, julho 16, 2006

Blá blá blá...

Vontade de escrever... De novo!!!
Quantas vezes eu vou sentir isso??? Quando eu era bem mais nova - não sei exatamente quantos anos, mas sei que ainda era, "faixa etariamente" falando, uma criança - às vezes estava na casa de meu pai, nas férias, e sentia vontade de escrever. Contudo, era mais uma vontade de sentir os dedos pressionando o teclado, ouvir o barulho que acionar cada letra e/ou caracter causa...
Então eu ia pro computador e ficava, por alguns momentos, apenas batendo os dedos, aleatoriamente, nos botões. Tec-tec-tec-tec. Até me saciar.
Depois, eventualmente, escrevia alguma coisa, de verdade.
Hoje a vontade foi parecida. Então, agora que já digitei um bocadinho, vou tratar de fazer as outras coisas que precisam ser feitas antes que eu possa ir dormir. Melhor: antes que eu possa me deitar.
Buenas noches!!

sexta-feira, julho 07, 2006

Só...

Acho que estou me sentindo só.
Muito tempo sem conversar e ficar falando bobagem. Acostumei-me, ao longo da vida, a ter com quem conversar, mesmo nas fases em que não tinha muitos amigos...
Conversava muito com uma empregada que tivemos em casa. Ela foi embora, nos distanciamos, mas aí eu já tinha um par de bons amigos no colégio, com quem podia contar e a quem de fato contava. Também, por um tempo, morei com mais gente, uma menina que era bem minha amiga, o que ajudava. E as visitas - foi um tempo em que eu recebia amigos que moravam próximo - eram quase em dobro.
Houve o namorado que não trabalhava e podia passar as tardes comigo. E, quando me mudei radicalmente, além da pessoa que havia em casa, com quem eu conversava, no primeiro dia de aula encontrei uma Amiga. E nos falamos praticamente todos os dias até eu voltar...
Aqui, e agora, há os gatos... Um cachorro. Peixes falam? Não tenho amigos na vizinhança. Não me agrada muito essa vizinhança, para ser sincera. As pessoas cresceram e ficaram ocupadas, e eu cresci, mas talvez não tanto quanto deveria, então sinto muita falta de alguém no dia-a-dia. Sinto mesmo. Às vezes nem noto. Mas há momentos, como segunda, nos quais me sinto infinitamente só.
Este é um texto mais antigo, da semana passada, mas ainda assim acredito que vale a pena publicá-lo. Não deixo de ser eu.

Bom dia!!!

Bom dia para arrumar as coisas... O guarda-roupa, a cama, um pouco da cabeça.
E para levar o cachorro para passear; e para se cuidar um pouco. Pois é. Vamos ver quantas dessas coisas eu consigo fazer...
E a primeira tarefa a fazer, no sentido de cumprir o cronograma que ora escolho, é sair do PC, por mais agradável que me pareça ficar aqui escrevendo enquanto ouço Dresden Dolls...
Bom dia para vocês...