também é preciso coragem para admitir que se precisa parar tudo por um tempo e seguir outro ritmo.
coragem para saber que algumas oportunidades e algumas histórias não irão acontecer, não serão aproveitadas, pois é preciso parar e dar atenção a outras coisas.
mas é preciso ter alguma clareza do que se irá olhar.
não quero simplesmente me perder e parar em algum limbo de auto-complacência.
so quero deixar de ter essa sensação de que tanta coisa não faz sentido, de que estou tão desencontrada, de que estou tão perdida, de que estou trilhando um caminho que me é estranho.
respirar fundo, olhar o trem passar, e seguir adiante.
respirar fundo, e dizer "não".
respirar fundo e escolhar não entrar em mais um projeto que não terei forças (ou cabeça) para levar adiante.
me sinto refém...
e tenho receio de que algumas escolhas me deixem em situação ainda pior, neste sentido.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
embestei que cada coisa tem seu devido tempo e lugar, e que só pararia para cuidar do que julgo carecer um tanto mais de tempo para resolver quando tempo tivesse.
sucedem-se tarefas e obrigações que julgava que ocupariam menos tempo, e as quais considerei mais urgentes por envolverem prazos externos, e envolver a outros que não eu.
eis que vejo o tempo ir passando, com os afazeres que não se acabam, com as tarefas às quais não se consegue dar vencimento, e continuo me procrastinando.
cúmulo.
vou acabar estourando ou desabando por aí, e com tudo meu pela metade, quiçá menos que isso.
sem chão?
sem tempo para pôr as coisas em ordem?
sem saber o que fazer?
de repente tudo parece ainda mais complicado.
domingo, janeiro 04, 2009
peito dói e aperta
oprime cansa
a despeito do obsceno do fato penso obscurescências