domingo, setembro 18, 2016

Fluir. Ou: amar sem ponto final

Um gostar que nasce fácil,
    sem nos darmos conta
    um amor que flui,
    que se fecha os olhos e sente
    que deixa o peito enorme
    traz paz
    que nutre.

Um amor que nasceu porque
   estava tudo ali para nascer
   - sem esforço, sem mirabolâncias,
         sem ser "porque era preciso".
         Sem ser pra preencher buracos.

Que nasce porque conversar é bom,
    porque o olhar faz sorrir,
    porque tudo é encaixe e encontro

Um gostar que acontece independente
    de a gente querer,
       de dizer sim ou não,
           de ser simples ou complicado

Um gostar que quando você olha faz parte de você
    e se misturou como cachos de cabelo
       raios de sol na pele,
           pernas com pernas,
               abraço-encaixe

Um gostar que vem fácil, que acontece e...
    engrandece a vida
    faz o peito aquecer.

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