sexta-feira, agosto 26, 2011

Perhaps love




Perhaps love is like a resting place, a shelter from the storm
It exists to give you comfort, it is there to keep you warm
And in those times of trouble when you are most alone
The memory of love will bring you home

Perhaps love is like a window, perhaps an open door
It invites you to come closer, it wants to show you more
And even if you lose yourself and don't know what to do
The memory of love will see you through

Oh love to some is like a cloud, to some as strong as steel
For some a way of living, for some a way to feel
And some say love is holding on and some say letting go
And some say love is everything, and some say they don't know

Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you

Some say love is holding on and some say letting go
And some say love is everything and some say they don't know

Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If i should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you

John Denver

terça-feira, agosto 23, 2011

Tarô de rua

Andando pela rua, vi uma carta de baralho. Um sete de ouros. Anotei mentalmente - olhar em casa depois.
Li à noite.

A nível divinatório, o Sete de Ouros indica o difícil momento da tomada de decisão. É necessária muita ponderação e cautela. A questão surge do impasse de continuarmos a desenvolver tudo aquilo que construímos até então, ou canalizar todos os esforços e energia num novo projeto.
Sharman-Burke, Juliet. Greene, Liz. O Tarô Mitológico: uma nova abordagem para a leitura do Tarô. 10ª ed. São Paulo: Siciliano, 1988. (pág. 207)
Esta é a terceira vez que me acontece algo do tipo. Nas outras duas, senti que a mensagem fez muito sentido no momento em que chegou.
Isso aconteceu na quarta passada, e também faz sentido. Mas ainda me pergunto qual a melhor escolha, e que novo projeto será este...

sexta-feira, agosto 12, 2011

Brincando de ser humano

Voltando para casa, vi uma pessoa dormindo em uma caixa de bonecas.
Na rua
no chão
a caixa - cama e cobertor
Não era nenhuma brincadeira.
Mas as gentes fingem de esconde esconde.
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

o.w.

sábado, agosto 06, 2011

Cantiga Quase de Roda

Na roda do mundo
lá vai o menino.
O mundo é tão grande
e os homens tão sós.
De pena, o menino
começa a cantar.
(cantigas afastam as coisas escuras.)
Mãos dadas os homens,
lá vai o menino,
na roda da vida
rodando e cantando.
A seu lado, há muitos
que cantam também:
cantigas de escárnio
e de maldizer.
Mas como ele sabe
que os homens, embora se façam de fortes,
se façam de grandes,
no fundo carecem de
aurora e de infância
– então ele canta
cantigas de roda
e às vezes inventa
algumas – mas sempre
de amor ou de amigo.
Cantigas que tornem
a vida mais doce
e mais brando o peso
das sombras que o tempo derrama, derrama
na fronte dos homens.
Na roda do mundo
lá vai o menino,
rodando e cantando
seu canto de infância.
Mas lá nas funduras
do peito, outro canto
lhe nasce e ressoa
- erguido de assombros
e de escuridões.
Vazio de infância,
varado de dores,
é o canto mais triste

que as noites já ouviram.
Portanto o menino
não deixa que o mundo
lhe escute esse canto
doloroso e inútil.
Pois sabe que os homens
embora se façam
de graves, de fortes,
no fundo carecem
de claras cantigas
- senão ficam ocos,
senão endoidecem.
E então ele segue
cantando de bosques
de rosas e de anjos,
de anéis e de cirandas,
de nuvens e pássaros,
de sanchas senhoras
cobertas de prata,
de barcas celestes
caídas no mar.
Na roda do mundo,
mãos dadas aos homens,
rodando e cantando
cantigas que façam
o mundo mais manso,
cantigas que façam
a vida mais doce
cantigas que façam
os homens mais crianças.

O canto desse menino
talvez tenha sido em vão.
Mas ele fez o que pôde.
Fez sobretudo o que sempre
lhe mandava o coração
t.m.

quarta-feira, agosto 03, 2011

O mito do bônus (the bonus myth)

"Na realidade, é mais complexo mas mais significativo assegurar qualidade de vida no trabalho, um clima colaborativo e de respeito, salários decentes, transparência nas informações, processos mais democráticos de decisão, redução da jornada de trabalho (as tecnologias já permitem, as ideias não surgem proporcionalmente às horas, e um fim de semana completo com a família todo mundo merce). E também, porque não, aplicar aquelas regras de ética empresarial penduradas na sala da presidência. As coisas que o empregado faz tem de fazer sentido para ele, para o meio ambiente e para a sociedade, não só para os sócios. Passamos muitas horas no trabalho: precisa nos dar certa satisfação todo dia, e todo mês, não no fim do ano."