sábado, fevereiro 26, 2011

Quero chocolate.
E café.
E boa cerveja.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

O silêncio pode ser a mais enfática e dolorosa das respostas...

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Pequenos prazeres

Gosto do cheiro que paira no ar após as primeiras gotas de chuva.

E sinto falta de café.

E adoraria comer um acarajé, agora.

Escrito num papel marcado. E outros dizeres.

Sinto falta daquela pessoa de falar todo dia, sobre tudo. De ver quase todos os dias e continuar querendo estar junto. Que dá vontade de ligar pra contar que uma borboleta pouco em seu cabelo, ou que o almoço estava bom. Que se faz visita surpresa.

Sinto falta daquela pessoa.

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Não posso fingir ser quem não sou. Não faz parte de mim desdizer o que sinto. Vá lá, posso conseguir disfarçar, evitar estar junto pra não amolecer nem dar na vista. Mas não gosto de esconder, não gosto de calar.
E se essa sou eu, de que adiantaria tentar ser d'outro modo não natural? Qualquer coisa que daí conseguisse estaria erguida sobre algo que não sou, e que não me faria bem manter por muito tempo...
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Caminho, passo após passo. Sigo colocando um pé após o outro e sentindo que isso me leva à mudança. É, entretanto, como andar no escuro - não sei para onde posso estar indo.

Isso pode, também, ser bom.

sábado, fevereiro 19, 2011

Até...

Até eu ficar bem.

Até eu ficar forte.

Até um dia...?

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Era uma vez um homenzinho verde. Ele se perguntou por que sua existência parecia ser contada de trás para frente, e acabou por descobrir que, na verdade, ela só era escrita da direita para a esquerda, e afinal isso nem era tão grave, posto que as vidas não possuem eixos ou coordenadas, ou algum sistema de mapeamento que diga, e além disso demonstre, que todas as vidas, por regra, são escritas da esquerda para a direita. Isto aliás poderia gerar incontáveis discórdias entre os povos, especialmente entre os da direita e os da esquerda, afinal, como muitos sabem, muitos povos de origem e tradição mais à direita concebem, escrevem e descrevem suas vidas da direita para a esquerda. Só poderia ser ideia de algum imperialista nascido à esquerda sugerir - ou, o que é muitíssimo pior, decretar - que todas as vidas tinham seu curso natural da direita para a esquerda.

Mas como íamos dizendo, o homenzinho verde descobriu o que lhe acontecia - e a partir de que direção. E ele estava a se perguntar sobre sua estranha sorte - ele insistia em pensar que tudo aquilo era deveras estranho - e acabou adormecendo, e sonhou.

Em seu sonho, alguém lhe explicava, em bom japonês, de cima para baixo, da direita para a esquerda - teria sido chinês?! Enfim, explicavam-lhe que na realidade ele era um homúnculo de manjericão criado por uma versão de Merlim descrita por Leonardo Da Vinci em um de seus cadernos.

O homenzinho verde acordou. Respirou profundamente. O ar rescendia a limão. E hortelã. E boldo. E um nadinha de arruda. E a jasmins. E lá no fundo, porém refrescantemente presente, a manjericão.

As narinas do pequeno homem mágico encheram-se com seu próprio perfume. E ele se sentiu pleno.

Ele pensou em divagar sobre a sorte de Da Vinci. E de Merlim. Receou, contudo, cair outra vez no sono. E sonhar qualquer outra coisa. E acordar e não ter cheiro de manjericão, mas de tinta verde fresca. Ou algo pior.

Ele então se levantou. E saiu por aí, desperto, oloroso. Da direita para a esquerda.
esse lugar já foi mais colorido...
Começou mais um ano.

Eu já comentei sobre isso?

O ano se inicia. Alguma fase ou período começa a se encerrar...

Incertezas.

Estou aqui, ainda.

É bom estar.

Mas gostaria de estar diferente.

Experimentando uma solitude que me entristece. Tentando seguir, resignada.
experimentando algum grau de solitária melancolia...

Pontos de vista

minhas noites andam muito mais silenciosas do que eu gostaria...

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

"Para mim não há libertação à tout prix. Não poderia desembaraçar-me de algo que não possuo, que não fiz, nem vivi. Uma liberação real só é possível se fiz o que poderia fazer, se me entreguei totalmente a isso, ou se tomei totalmente parte nisso. Se me furtar a essa participação, amputarei de algum modo a parte de minha alma que a isso corresponde. É claro que essa participação pode me parecer demasiadamente penosa, e que eu tenha boas razões para não me entregar internamente a isso. Então, ver-me-ei constrangido a um non possumus e serei obrigado a reconhecer que talvez tenha omitido algo de essencial, que não cumpri uma tarefa. A consciência aguda de minha incapacidade compensa a ausência do ato positivo.

O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera. Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que atingirá sua casa sem que ele perceba. Se abandonarmos, deixarmos de lado, e de algum modo esquecermo-nos excessivamente de algo, correremos o risco de vê-lo reaparecer com uma violência redobrada."
Carl Gustav Jung, Memórias, Sonhos, Reflexões, pág. 243
Às vezes a gente realmente precisa que as coisas mudem...

Por conta da dor.

Apesar da dor.

Não tenho vergonha das lágrimas que caem.

O peito aperta.

Mas esse é o caminho que me vejo seguir; esta é a mudança que está a meu alcance promover.