quarta-feira, dezembro 31, 2008

às vezes minha estranheza me faz querer manter distância das pessoas...

quinta-feira, dezembro 25, 2008

de vez em quando, me dá vontade de ter ouvido seletivo.
leia-se, de saber não dar atenção, quando preciso estar em mim, e os outros insistem que esteja com eles.

vísceras

acredito nos meus anseios.



aos menos, n'alguns deles...

falta

vergonha na cara...
eis que vislumbro um pedaço -

privacidade
é um tanto o que busco

demanda

precisada de um espaço/momento/período
para mim, para comigo
sem precisar ouvir
responder
ajudar
atentar

algo
alguém
que não
eu

terça-feira, dezembro 23, 2008

gosto de sorrisos gratuitos

citação

Novos dados provenientes de registros eletrofisiológicos mostram-nos que os sorrisos simulados originam padrões de ondas cerebrais diferentes dos padrões criados pelos sorrisos verdadeiros (Damásio, 179,1994).

Aprender, aprender...

Aprender a respeitar as experiências dos outros, os sentimentos dos outros.

O tamanho do sentir dos outros.

E de seus quereres, vontades.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

aprendizado

acho que devo aceitar que não faço parte...

de algumas coisas
vidas
momentos
fatos

segunda-feira, dezembro 15, 2008

óbvio

páre de olhar nos olhos dos outros,
se o que busca é encontrar a si próprio...

domingo, dezembro 14, 2008

indócil

Não é algo que venha de fora.

Não é como se devesse vir de algum outro ponto que não eu mesma.

Ainda assim, me pego às vezes esperando algo. Espero uma epifania que me fará mover-me? Espero que caia do céu ou venha voando com os passarinhos que fazem ninho no lustre da sala a motivação ou a explicação para tudo que acho em mim perdido ou errado ou desencaixado?

Irritadiça, distante do que deveria ser minha realidade, pseudo-sufocada pelas responsabilidades. Estranha. Estranha em mim.

Em busca do que faça sentido. Em busca de um modo de viver que não seja sufocante, mas não me pareça irresponsável, não me deixe com a sensação de que o tempo e as coisas passam e continuo no mesmíssimo lugar.

Precisando de ar. Carecida de eu.

De minha força, de minha voz, de meus espaços, de minhas pernas a mover-se e de todos meus movimentos e de tudo que seja a energia que eu sei que existe e está amortizada, e nem sei dizer exatamente há quanto tempo, e desde quando essa dormência resolveu progredir.

É olhar pra dentro que resolve? É olhar ao redor?

Até onde sou capaz de ir sem sair do lugar?

Eu perco a paciência, o prumo, a segurança, a vivacidade, a sagacidade, a vontade de ficar aqui e de decidir pra onde ir.

Perco a paixão mais forte pela culinária, por fazer símbolos na tela executarem pequeninas maravilhas (para minha mente ingênua), perco um tanto o deslumbramento pelas coisas, e o viço no corpo.

Eu desacredito no conserto das coisas, eu deixo o tempo passar, eu não mando aquele postal, aquele SMS, eu não dou aquele telefonema. Eu não digo àquela pessoa que aquela noite foi maravilhosa e especial e está para sempre em mim. Eu não sei o que fazer para o que eu acho que faz sentido deixar de ser promessa e virar uma realidade boa e cativante.

Eu corro e giro e vôo e não construo algo sólido sobre o qual continuar a construir coisas, sobre o qual continuar a me construir.

Eu aprecio instantes e coisas e com sorte boas conversas com interessantes pessoas, eu tomo drinks e cervejas e cafés, e não tomo vergonha na cara - pra parar de gastar grana com gasolina e livros e futilidades.

Eu peço para esperar, eu não peço perdão, eu peço desculpas, eu peço espaço, peço ar. Eu peço outro café espresso e canto um trecho da nova música que povoa minha cabeça, e sem utilizar palavras de súplica peço pra mim que me encontre, que descubra no que sou boa e o que me ajudará a seguir, a ir em frente, a ser produtiva - não para os outros, mas para minha vida.

Eu busco essa faísca que se transforme em fogo, e busco também o combustível que tornará isso possível, e tudo parece distante, tudo parece confuso e complicado, estou esvaída de forças que algum conselheiro maldito me faz pensar, maliciosamente, que nunca tive.

Careço de sonhos, e mesmo alguns poucos anseios andam permeados de confusões e desnorteamentos.

Dosnerteada doída espremida pesada. Angustiada.

Eu peço férias.

(eu quero uma catarse que me forneça o substrato para progredir.)

Eu quero silêncio, e um pouco de tranqüilidade para ir fazendo o que preciso/ quero fazer sem ser interrompida, sem ter de parar para tecer comentários, dar palpites, dar explicações.

Eu careço de vida e força motriz e de algo que limpe essa lama que me anda a retesar os músculos e endurecer a paixão.

Eu peço tempo, eu peço um tempo para mim, eu peço respeito aos meus tempos e minhas individualidades e minhas necessidades de estar em mim, de não estar disponível - de vez em quando.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Que tal...

Ir pra Europa
Itália

estudar gastronomia

viajar
ler
escrever

...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

algo de flor começa a desabrochar.

é uma flor.

mas tacham-na obscena
dissimulada
imprópria

tudo murcha
escurece
cai
talvez seja assim...

tropeços e escorregões, e um bocado de atrito.

arranhões e quiçá olhos roxos

e, um dia, ter-se-á ultrapassado o caminho difícil e pedregulhoso

e haverá um mundo novo e desconhecido e - oxalá - mais tranqüilo a experimentar, do outro lado
"quero me encontrar mas não sei onde estou..."

invocando Legião Urbana para invocar o que está a corroer por dentro

preciso de tempos "a sós" para me ouvir um pouco!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

talvez seja dar murro em ponta de faca, mesmo...

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Gosto quando continuo andando apesar da chuva.

sábado, dezembro 06, 2008

missing something...

(or somebody?)

quinta-feira, dezembro 04, 2008

...(in)dependências...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

oxigênio

I need some breath...

terça-feira, novembro 25, 2008

Fugir

mais fácil
mais covarde

menos aqui

leoa

Não sei porque.

Vejo-me como uma leoa enjaulada, quando fico agoniada em casa, anseando movimento(s).

Mudando de bicho pra gente, um comentário a parte:
...
ligações perigosas?

Serei um realmente um problema ambulante?

sábado, novembro 22, 2008

Outono

Um dia vou parar pra pensar sobre as pessoas que eu gostaria de ter em minha vida e que acabo por não ter o "direito" de fazê-lo porque me envolvo com elas e - bem - depois, pra elas já não é mais possível, ou já não faz mais sentido.

Existem pessoas que eu não gostaria que fossem embora.

Em verdade, cada vez mais - no sentido de na medida em que amadureço em alguma medida - as pessoas de quem me aproximo são pessoas que acho que valem a pena. Apesar de "valer a pena" me parecer uma expressão ruim.

quarta-feira, novembro 19, 2008

por que são estranhas as coisas?

por que temo tanto?

por que não sei o que é certo, e sou tão "escrupulosa"?

literalmente

é como se o tempo escoasse por entre meus dedos

(felizmente não para sempre ^.^ )
...e tenho isto - que talvez seja apenas ilusão: se alguém estiver me buscando mesmo, acho que me abro. mesmo...

talvez eu devesse me importar menos com isso. mas talvez seja difícil no momento
entretanto, acho que sinto falta de alguém que me (re)descubra.
por que sinto necessidade de sentir raiva?
Talvez eu não esteja buscando algo realmente novo, em verdade.

Como reter o sentimento?

A pretendida temática deste texto pode acabar dando outra conotação a este título. Espero que as coisas não se encaixem de um modo ruim.

O que faz sentido, afinal?

Sinto aflorar um desejo de choro. Já foi o desejo de um choro doído, um choro direcionado para algo pequeno, mesquinho. Agora, pareceu-me um choro diferente, por relacionar-se a algo mais inteiro, mais sincero...

Qual o sentido de afastar-se do que tem uma importância enorme, para possibilitar que se viva coisas que, por mais interessantes que possam ser, são - talvez inerentemente - incompletas?

Que adianta ter outras experiências interessantes, se há essa lacuna, esse espaço que sei bem como pode(ria) ser preenchido, e que, vazio, tira um pouco - ou tanto - da razão de ser de tantas coisas?

Não cesso de pensar que o sentido de algumas coisas diminui na configuração atual das coisas.

Não desprezo a validade e a beleza do vôo pelo vôo, da viagem pelo movimento, do estar completo e íntegro - estes últimos por motivos muitíssimo claros. Entretanto - se não faz sentido para mim ficar longe, e sou obrigada a ficar longe se escolho fazer algumas coisas, como posso de fato apreciar as experiências que fazem com que o ficar longe seja obrigatório?

Há muito que se descobrir e apreciar no mundo. Nem tudo, contudo, acho, hoje, proporciona a sensação de completude. Não me refiro à minha completude. Mas a plenitude que um encontro pode alcançar, por exemplo.

Talvez o fato seja que não é possível "encontrar" um coelho se estou buscando um leão... Digo, se não estou aberta, não há como esperar que algo penetre. Se já achei o que me interessa, algo que não é isto não corresponderá a meus anseios...

E talvez meu grande problema seja que, diferentemente de outros, não estou escolhendo alterar meus anseios conscientemente. Ou melhor - seja o fato de que podem estar agindo diferentemente de mim.

terça-feira, novembro 18, 2008

acho que detesto o benefício da dúvida

segunda-feira, novembro 17, 2008

que calar, que nada

nesta etapa que tem um quê de mórbida, eu queria era saber todos os detalhes...

pêndulo

entre posturas racionais
e amorosas
e estúpidas
surreais
oscilo

sexta-feira, novembro 14, 2008

Não se afobe não, que nada é pra já - o amor não tem pressa, ele pode esperar...







...em silêncio...

quinta-feira, novembro 13, 2008

Ainda um poema

moldo-me
areia úmida em tuas mãos

molda-me
ao calor resoluto de tuas mãos

modulo-me
ao som vibrante de tua voz

desfaço-me
mundo de tempos
distâncias
sem depois

escrevo-te
jogos de palavras
angústia e saudades entre peito e mãos

subscrevo-me
hipérbole voraz de sensações sem sentido
amante sincera em um tempo perdido

keep away

possessiva
territorialista

não, nem sempre sou bonitinha

mantenha distância

último romance

(Rodrigo Amarante)

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena

Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar

Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar

quarta-feira, novembro 12, 2008

Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos.

Mario Quintana

Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar.

Rubem Alves

domingo, novembro 09, 2008

E...

E se eu tivesse um som no quarto, agora me trancaria para ouvir música.
desconfio, sincera e infelizmente, que não estou aqui


em mim
irritadiça ?
...missing something

lugar comum

não deixe para amanhã o que você pode

quarta-feira, novembro 05, 2008

"É importante ter com quem conversar ao se passar por mudanças tão grandes!"
eis que preciso aprender a cuidar de mim, por cuidar de mim, mesmo

segunda-feira, novembro 03, 2008

Does anybody would PLEASE talk to me?...
A estada é só , e a percorro, o mais das vezes, calada.

domingo, novembro 02, 2008

efêmero

ninguém me disse

olhei pela janela para dentro de outra pessoa, uma, duas, três vezes
e estava lá

não o que sentimos

mas o que (nos) permitimos dar certo

sábado, novembro 01, 2008

vozes um tanto graves, talvez roucas

corpos esguios

lábios (normalmente) grossos

mais desejos que regras

terça-feira, outubro 28, 2008

ansiedade um tanto opressora no peito...

terça-feira, outubro 21, 2008

universo(s)

Acho que preciso dormir um pouco.

Trilha sonora incidental - A queda

C'est la vie!!!

quinta-feira, outubro 16, 2008

processos estranhos...

terça-feira, outubro 14, 2008

e toda vez que me sinto esquisita assim sinto vontade de me isolar
e tenho muito que aprender... muito
a realidade é que sou muito esquisita

segunda-feira, outubro 13, 2008

Chico

...É desconcertante
Rever o grande amor...
preciso aprender sobre a inevitabilidade de certas coisas...

sábado, outubro 11, 2008

quero muito pouco do que há...
o que me pertence?

não objetos, ou - ilusão maior - pessoas...

mas ações, obrigações, deveres...

um local, uma cobrança.

onde me encaixo?

sexta-feira, outubro 10, 2008

no fim das contas, cada um faz o que quer da vida, mesmo.

e eu preciso aprender a ser mais coerente com minhas expectativas.

terça-feira, setembro 30, 2008

trilha sonora da noite

los hermanos

jorge drexler

fingi na hora rir

guitarra y vos

retrato pra iaiá

dentre outras

(daria até pra passar um bom tempo assim)
sensível a demonstrações de afeto
tão estranho e inóspito quanto querer manter uma conversa através de garrafas jogadas ao mar.

a despeito de qualquer garantia de conhecimento, fala-se.
E no final das contas sempre precisaremos conviver com o fato de que o que os outros entendem do que fazemos não é o que gostaríamos que entendessem, e com todos os mal-entendidos ou desencontros que daí decorrem...

segunda-feira, setembro 29, 2008

dirão os diários que nada digo

o que é isso?

nada.
Se é coisa ruim, é mais fácil me sentir alvo.

Principalmente em um caso como hoje.

E, enfim - se fosse?

Serviria para eu saber quão bem vista sou, né.

domingo, setembro 28, 2008

acho que acabo errando com todo mundo, mesmo.
quero parar um pouco....
esquisita.

quinta-feira, setembro 25, 2008

apertado

Hoje não achei que fossem.

Talvez por o coração ter se desenganado um tanto, (erroneamente?) com essa história de se dar.

Senti sua falta, és importante para mim!

"Ok."

Melhor que perder a compostura seja talvez fingir que foi engano, né. Vai saber.

terça-feira, setembro 23, 2008

desatino

leio
louca, louca
imagino

desatinos

tantos o são...

quarta-feira, setembro 17, 2008

opressão no peito...

(ou ô pressão no peito!! ??)

sábado, setembro 06, 2008

tão difícil às vezes, que parece não fazer sentido continuar tentando

quinta-feira, setembro 04, 2008

estou um saco.

quinta-feira, agosto 28, 2008

who cares...

quarta-feira, agosto 27, 2008

Dirigindo a 110km/h na paralela, ouvindo D&D como se estivesse dentro de minha cabeça, senti vontade de dirigir em uma auto-estrada...

segunda-feira, agosto 25, 2008

desire...

would somebody stop it, please?

it's becoming more and more visceral...

sábado, agosto 23, 2008

ainda da rede

a cada F5, atualizo-me um pouco sobre uma história da qual só vislumbro um tanto.

considerações sobre a rede

no mesmo lugar estranho onde podemos saber de detalhes da vida de desconhecidos que nem sonham que existimos, podemos arriscar conversas com conhecidos que talvez nunca nos leiam. e ler recados, desabafos, detalhes cujo significado real só podemos tentar entender.

queria que fosse o meu nome...

segunda-feira, agosto 18, 2008

quanto de mim (ainda) aparece em teu mundo?

há algo de mim em teus escritos?

algum anseio? receio?

sexta-feira, agosto 15, 2008

dói...

quinta-feira, agosto 14, 2008

Numerhoralogia

sim, eu gosto dessas coisas, mesmo
20:30:50
espero que haja um senhor do tempo por aí

satisfação nas coisas simples

volta e meia (precisamente às quintas-feiras, excepcionalmente às terças, vez ou outra) me dá vontade de cortar as unhas, e não o faço por falta de cortador.
segunda-feira, comprei um
usei-o hoje

é tão grande que dá a impressão de que vai engolir meu dedo, cada vez que o aproximo para cortar uma unha da mão,
ou então fico espantada e feliz ao verificar que - milagre! - não abri nem um mínimo talho em um dedo do pé após aparar algum cantinho.

é um bom cortador, e é muito boa a sensação de digitar com as unhas curtas.
a casa dorme...

terça-feira, agosto 12, 2008

Senhor do Tempo

Senhor do tempo, estes números que me parecem tão cheios de significados, nas horas e dias e segundos e minutos - que são?
pesada.

bobagens. nevermind.




Vim dirigindo para casa. Coloquei a música bem alto, e, quando dava, cantava meio gritado.
Nas ruas, algumas crianças vinham quase fora da calçada. Às vezes, pela mão, mas as crianças próximas da rua, enquanto os pais estavam na parte "de dentro" da calçada. Carros com luzes fortes. Carros na contra-mão. Motos na contra-mão.

Venho pensativa. Venho pensando no que quero escrever. No que preciso fazer. Em você. E me mantendo atenta, de algum modo.

Hoje sonhei. Dentro do sonho eu estava triste por várias razões, e ia para um quarto chorar. De passagem, te via chorando em outro cômodo. Eu esperava um tanto, para ver se me vias, e vinhas falar comigo, dizer que não irias agüentar ficar longe de nós. Então eu parava pra conversar contigo, sentamos para conversar. Te beijei. Nos beijamos. Te pedi em casamento. Disseste que isso era bom. Gostares disso foi ainda melhor.

No sonho eu acordava e estava triste e preocupada por ter dormido até muito tarde, pois precisava ir trabalhar. E porque... porque sentir tudo que ando sentindo me deixa um tanto assim. Eu te procurava, sentia vontade de chorar, também...

Acordei e também tinha dormido mais do que podia.

Eu te beijaria além do sonho, se quisesses. E te faria sorrir de todos os modos que conseguisse!

Mas talvez ter alguém dizendo que sonhou contigo há cada dois dias não seja o que planejaste (20:20:20) ou o que queres. Ou não te agrade.

I would get my car and go driving away. I would get the road and go without know where. I would sing out loud, sing all these musics that I listen when I drive inside the city. I would drive and sing for miles and miles, and sometimes I would stop for a while, to write, I would miss you a lot. Would write to and about you. And sometimes I would want to smoke, and would remember you saying how bad was smelling smoke. I would see beautiful views. I would see you everywhere. And I would cry for all those things that I wanted to live but did not.

Chego em casa. Levo meu cachorro para passear. Continuo a ouvir música bem alto. Corro com ele, correr me faz bem. A ele também.

Escrevo.
O tempo todo há garotas gostando de garotas, e eventualmente algumas sofrem por conta disso, e não há nada de especial nisso, certo????
Seria bom ter alguém com quem conversar sobre estas coisas todas... =X Escrevo aqui porque... porque não quero ficar enchendo o saco, mais. Não quero ser chata, resumindo.

segunda-feira, agosto 11, 2008

And everybody's talking how I, can't, can't be your love
But I want, want, want to be your love
Want to be your love, for real
Everybody's talking how I, can't, can't be your love
But I want, want, want to be your love
Want to be your love for real

sábado, agosto 02, 2008

Orelhas geladinhas

Usando fones externos sem ouvir música: pra aplacar o frio.

sexta-feira, agosto 01, 2008

"comentário ocasional"

segunda-feira, julho 28, 2008

e precisa ter o que dizer, sempre?

eu

sábado, julho 19, 2008

tá, estou com saudades de casa
o óbvio esquecido - o universo visto pelo buraco da fechadura.

enquanto olharmos com os olhos, sempre será. só pensar nas proporções, inclusive.

aliás, desse jeito, um buraco de fechadura é até grande demais.

considerações clichê-filosóficas made in China.

segunda-feira, julho 07, 2008

Quero me diluir em música, barulhos matinais e silêncios.

mensagem de status de um dia, não muito antigo.
carente...

sábado, julho 05, 2008

sufoco coloca música alta e fica sério e pensa no como, no que fazer.

ansiedade se condói.

- quer borracha?

(...)

todos os números interessantes

que placas relógios dias e ademais me mostram por aí

que às vezes me fazem pensar que não há acaso:

(começando, de agorinha...)

21:31:31

21:32:23

22:26:26
Sufoco se esforça. Trabalha.

Ansiedade cutuca - Se você não fizer nada, vou me isolar em trabalho e escrita e música clássica!

promessa?

toda vez que o peito apertar,
que a ansiedade incomodar,
que já não estiver conseguindo trabalhar, mesmo, porque as coisas no peito-cabeça não deixam, hei de escrever.

pra mim.

risco - em dias como hoje, escrever pra sempre.
sufoco. coisa atrasada pra fazer, como sempre.
ansiedade lá, expectante.

sufoco - perna balançando, sinal de noite mal-dormida, de trabalho ainda não cumprido.
ansiedade assistindo a tudo. de cinco em cinco minutos, chama-lhe a atenção para algo.

sufoco ficando agoniado e agoniado.
- que é que queres, aí, esse tempo todo?

ansiedade - quem quer é você. eu, só quero garantir que não vou perder nenhum detalhe.

sufoco se acabrunha.
- me deixa. vou me enterrar no trabalho.

peito da ansiedade aperta.
- é mesmo? que vai ser de tudo?

- tudo o quê?

- tudo que tá te esperando pra acontecer.

- ainda espera??

sufoco...

sexta-feira, julho 04, 2008

No ponto. No ônibus. Por aí.

A ansiedade encontrou o sufoco. Olhou um pouco, olhos afoitos, foi logo pedindo - faz-me um poema?
Afobado, tiou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
Oco:
eu"

"Versátil (volátil)
Volúvel
Retrátil."

Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo pra alguém. Foram-se: ansioso, sufocada.
- - -

Escrever/ pensar/ desaguar incessantemente.

Uns momentos internos. Ou pelo menos a mim dedicados.

Pensarei cá com meus botões. (nos reais zíperes que quero abrir)

Talvez deixe pistas, que afinal talvez tenha nascido, mesmo, para contar. Mas talvez não diga assim, diretamente.

Afinal aprender a falar ou a calar, dá no mesmo: se a idéia principal é refletir sobre o que há para ser dito.

Vou me internar em leituras e códigos e poemas?

Buscarei fazer mais? Descobrir minhas músicas. Meus ritmos. Minhas letras.

Não necessariamente ficar só. Escolher entretanto estar em mim, ao está-lo.

Buscar caderno sem pauta e escrevê-lo todo.

A história é uma cicatriz nas páginas. Ou um desenho.

Quero uma torrente de idéias pra lavar a cabeça.

Quero que a vida flua, e quero estar consciente na correnteza. Sendo eu quem a provoque ou não.

Diacho é que gosto de me mostrar. Acho que vou me descobrir uma voyeur das idéias.

Despir-me-ei com as janelas abertas. No escuro, contudo. Só desejarei que me espiem aqueles que tiverem decidido me procurar.

Encontro vontade de escrever muito. Eis o que gosto.

Onde me acho.

Tudo aquilo que trabalhe a vida das mãos.

Incertada certeza de minhas vontades, talvez, sem mágoas, recolha-me um pouco.

Dá-me sono.
- - -

Não sei se leio, como alimento, ou se me resguardo, para evitar ser claramente tentada por idéias que não são minhas.

Hoje eu levaria todos os dias o caderno para onde quer que fosse. Escreveria quando e como desse vontade.

Quero crescer. A escrita. Voltar a tocar, com ela.

Desafogar o peito de todas as palavras não ditas, malditas, desditas, benditas.

Centrar-me.

Centrar-nos-emos.

Tudo ao nosso tempo.

- - -

Peito ficou leve após tanta escrita. Não quero que isso passe, ainda que deseje escrever coisas intensas.

contradições

eu presumo.
eu penso.
eu imagino.
eu enlouqueço
eu falo.

resta calar.

quarta-feira, julho 02, 2008

notícias do mundo pós primeira versão lançada

Acordados, os quatro da equipe.

Todos aqui, trabalhando. Amanhã vamos lançar uma versão mais nova, com menos bugs e mais documentação.

O dia está azul e fresco, o humor está leve.

Tenho enormes fones de ouvido precariamente presos na cabeça, e ouço "Sea Of Love". Alto.
Canto um tanto, também, e meus amigos ouvem uma voz cansada-desafinada-aliviada acompanhando Cat Power. De novo e de novo.

come with me, my love, to the sea
the sea of love

quinta-feira, junho 26, 2008

vida...

"O senhor mire e veja:
o mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas elas vão sempre mudando.
Afinam e desafinam.
Verdade maior,
que a vida me ensinou"
João Guimarães Rosa in Grande Sertão, Veredas

terça-feira, junho 24, 2008

hoje acordei meio Forrest

Vontade de sair correndo. Sem necessidade de rumo ou parada.
Não sei se fuga ou precisão de arejar as idéias...

Vontade de sair correndo.
parafuso...

sexta-feira, junho 13, 2008

contagem regressiva...

para quê?

*_*

quarta-feira, junho 11, 2008

como desarmar uma pessoa noiada

use circunflexos.

use o verbo repetir.

misture os ingredientes com uma dose de objetividade.

finalize com la belle essência.

:}
um tanto leoa enjaulada

anseios de um lado para o outro.

tua tranquilidade

o que eu disse que tinha se perde nessa história toda

haja coisa pra ficar na cabeça e no peito e nas entranhas.

haja tua lembraça a perambular por aqui.

haja receio de ser boba ou pesada ou chata. sinto vontades de falar. cabeça nóia um pouco.

ser pequena pra algumas coisas dá nisso...

perto perto perto longe longe.

ficar zen.

surreal

não importa muito o ângulo ou o ponto a partir do qual se olhe -
às vezes tudo parece surrealmente distante e sem sentido
às vezes tudo parece estranho

/* "ontem" recebi uma ilustre visita. */

a vida anda em guinadas loucas.

sexta-feira, maio 30, 2008

tuas costas claras
desejo ruivos molhados cachos a emoldurar seu rosto, sua pele branca
desejo ver seu sorriso a iluminar seus olhos verdes
desejo fazer nascer sorrisos e olhares doces

quero a sorte grande de sua boca umedecida,
da sensação de vazio por estar perto-perto-perto neste momento
o vazio estranho que a ansiedade traz

o vazio de querer sentir sua boca
- ansieadade -
a maciez, a textura. o gosto
próprios.
o toque da pele.
a respiração. a pulsação.

vermelho vermelho vermelho
cachos,
lábios,
o rosto.

o vermelho do muito beijar
teu rosto
teus lábios
teu gosto
cabelos

desejo.
tuas reticências.

segunda-feira, maio 26, 2008

nome aos bois

Não gosto quando me chamam pelo nome.

Dá sempre a impressão de que estão sendo frios e distantes...

...sorry, desculpe, pardon...

Eis que este parece ser o período em que mais passarei pedindo desculpas....

Que droga.

Não quero me sentir culpada sempre.

Estou me sentindo péssima.

Magoar os outros não é algo que eu faça exatamente por esporte.

Mas parece que essas(s) semana(s) os acontecimentos resolveram mostrar o contrário...

sábado, maio 24, 2008

amarga (?) por dentro
não sei bem porquê.

conversa comigo mesma v 0.1

Eis que tenho de aprender a dividir meu tempo baseada em MINHAS necessidades e responsabilidades.

E então eu e os outros vamos nos virando para que dê pra fazer o que é comum nos tempos que são comuns.

Também tenho coisas a fazer que não podem ser deixadas de lado.

DD and/or Juno Soundtrack

silenciosamente trafego entre infantilidade e tendências de ser mais madura.

às vezes, não tão silenciosamente.

sexta-feira, maio 23, 2008

Não se afobe não...

Há um desatino na ordem natural das coisas:
não é possível obrigar os outros a interagir com você.

Ninguém se condói dos corações afoitos e ansiosos do mundo:
ninguém precisa responder a uma tentativa de contato, se não quiser.

Vcoê agradece aos céus quando se trata da recíproca, e você não é obrigado a gostar de um dado fulano só porque ele embestou de ir com sua cara.

Mas é uma droga quando você é o bendito ansioso do outro lado do rio, contorcendo-se para enxergar algo do que ocorre na outra margem.

Você encontra outros assuntos de interesse. Esquece momentaneamente. Tropeça em um fragmento de lembrança e está novamente a se perguntar o que fazer para acontecer, o que será que será.

E se descobre pequenos pedaços de vida, consome-os na vã, muito vã, esperança de que os mesmos possam saciar o por vezes intenso desejo de mergulhar no mar vermelho de cheiros e texturas e pensamentos que não os seus.

Você constrói os diálogos e os momentos. Você elabora as negativas. Mal-educacadas. Secas. Gentis. Você deseja pedaços de conversa durante os expedientes estranhos, durante as horas solitárias da vida. Você pede pouco. Você só não quer a oca abstenção.

O que é insuportável à sua palpitante ansiedade é esse bendito livre arbítrio que permite que uma pessoa lhe ignore categoricamente. Não perceba a sua presença. Não se toque. Essa bendita possibilidade de você ser um zerinho à esquerda justamente para a pessoa que a pouco e pouco, se não se segurar, lhe tira do centro.

E mesmo quando pensa em desistir, quando quer acreditar que é sincera a renúncia a algo sem pé nem cabeça, sem início e portanto sem fim, a ansiedade, vontade espremida, saltita em seus pensamentos:
" Tá... Mas pelo menos avisa! Avisa!"

/* A internet permite muitas intrusividades... É estranho que se possa saber "tanto" sobre o "íntimo" de alguém para quem você não dá nem bom dia - */

segunda-feira, abril 21, 2008

sem mãos dadas.

inconveniente

dorzinha no peito.

aperto ruim.

quarta-feira, março 12, 2008

O respeito que tinha por si próprio e pelo seu trabalho lhe advinha do superior respeito pelo ser humano. Por toda e qualquer pessoa que conhecia.

Thiago de Mello, a respeito do arquiteto Lucio Costa

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

frustração

...anseio uma liberdade que não sei perdoar...

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Natureza morta

cotidiano

I see dead people...

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Raiva abstrata

Enfia a cabeça dentro de um buraco e se enterra.
Enfia a cabeça dentro da privada e dá descarga.
Enche o buraco de água, até fazer muita lama.
Espalha a lama pelas coisas brancas. Faz porcaria.
Enfia a mão no monitor e faz o circo pegar fogo.
Enfia a cara na parede pra ver se achata.
Corta os dedos de barata.
Corre pela casa torta.
Torta torta torta.

Esquece que é pra escrever e risca. Esquece que é pra ser feliz e atiça. Esquece que é pra acariciar e belisca.
Esquece que é branco e puro
esquece que é firme e duro
esquece que pode ser maduro.
Esquece que é pra gostar e odeia
esquece que é pra ser gente e só se assemelha
esquece que é pra ser livre e corre pra cadeia
Esquece.

Pára de rimar à toa.
Vive pra lembrar e ser livre e deixar ser, ainda que doa.
Escreve
Que é pra o que acontece não ser a toa.
Escreve.
Ainda que doa.

Desabafo. Bafo. Cheiro. Aca. Coisa ruim.
Preenche tudo de asco e nojo e o papel de azul, sem fim.
Passa que é podre e ruim estragado esquecido desleixado.
Passa sabonete, perfume, remédio.
Passa daqui pra fora.
Risca. Risca. Risca. Risca.
Risca. O cérebro segue solto na vontade do papel que pede pra mão não deixar ele à míngüa.

A droga é etérea impalpável e não concreta, não existiu, nem se inalou, mas incomoda e espeta.
Desperta pra tudo que há ao redor. Esquece de si.

Deixa a força passar para o traço que vai no papel que a cabeça descansa e a raiva alcança e sai e desanda.
Deixa tudo aí. E depois olha pra ver o que deu.
Escreve com força pra sair todo peso peso peso peso peso que insisto que não vou rimar.
Mas acabo.

Não dorme e não chora
Apesar do sono.

Centimentos

(Me dou ao luxo de um título não necessariamente bom.)

A última postagem, do dia 6 de Janeiro, foi a centésima deste pseudo-diário...

domingo, janeiro 06, 2008

Da necessidade

O utensílio dignifica o homem.



(Pareceu-me um bom complemento à outra idéia... Ou, pelo menos, um bom caminho para continuar brincando. Mas talvez um título mais interessante fosse - Da evolução)


sexta-feira, janeiro 04, 2008

Capitalismo

O trabalho escraviza o homem.



(Pensei nesta frase hoje de manhã... busquei no google: três pessoas/ lugares a utilizaram. Me sinto no direito de publicá-la aqui por agregar a ela o título do post, que serve de apresentação, e torna seu sentido completo, para o meu entendimento/ponto de vista da mesma.)