quarta-feira, dezembro 31, 2008
quinta-feira, dezembro 25, 2008
demanda
precisada de um espaço/momento/período
para mim, para comigo
sem precisar ouvir
responder
ajudar
atentar
algo
alguém
que não
eu
para mim, para comigo
sem precisar ouvir
responder
ajudar
atentar
algo
alguém
que não
eu
terça-feira, dezembro 23, 2008
citação
Novos dados provenientes de registros eletrofisiológicos mostram-nos que os sorrisos simulados originam padrões de ondas cerebrais diferentes dos padrões criados pelos sorrisos verdadeiros (Damásio, 179,1994).
segunda-feira, dezembro 22, 2008
segunda-feira, dezembro 15, 2008
domingo, dezembro 14, 2008
indócil
Não é algo que venha de fora.
Não é como se devesse vir de algum outro ponto que não eu mesma.
Ainda assim, me pego às vezes esperando algo. Espero uma epifania que me fará mover-me? Espero que caia do céu ou venha voando com os passarinhos que fazem ninho no lustre da sala a motivação ou a explicação para tudo que acho em mim perdido ou errado ou desencaixado?
Irritadiça, distante do que deveria ser minha realidade, pseudo-sufocada pelas responsabilidades. Estranha. Estranha em mim.
Em busca do que faça sentido. Em busca de um modo de viver que não seja sufocante, mas não me pareça irresponsável, não me deixe com a sensação de que o tempo e as coisas passam e continuo no mesmíssimo lugar.
Precisando de ar. Carecida de eu.
De minha força, de minha voz, de meus espaços, de minhas pernas a mover-se e de todos meus movimentos e de tudo que seja a energia que eu sei que existe e está amortizada, e nem sei dizer exatamente há quanto tempo, e desde quando essa dormência resolveu progredir.
É olhar pra dentro que resolve? É olhar ao redor?
Até onde sou capaz de ir sem sair do lugar?
Eu perco a paciência, o prumo, a segurança, a vivacidade, a sagacidade, a vontade de ficar aqui e de decidir pra onde ir.
Perco a paixão mais forte pela culinária, por fazer símbolos na tela executarem pequeninas maravilhas (para minha mente ingênua), perco um tanto o deslumbramento pelas coisas, e o viço no corpo.
Eu desacredito no conserto das coisas, eu deixo o tempo passar, eu não mando aquele postal, aquele SMS, eu não dou aquele telefonema. Eu não digo àquela pessoa que aquela noite foi maravilhosa e especial e está para sempre em mim. Eu não sei o que fazer para o que eu acho que faz sentido deixar de ser promessa e virar uma realidade boa e cativante.
Eu corro e giro e vôo e não construo algo sólido sobre o qual continuar a construir coisas, sobre o qual continuar a me construir.
Eu aprecio instantes e coisas e com sorte boas conversas com interessantes pessoas, eu tomo drinks e cervejas e cafés, e não tomo vergonha na cara - pra parar de gastar grana com gasolina e livros e futilidades.
Eu peço para esperar, eu não peço perdão, eu peço desculpas, eu peço espaço, peço ar. Eu peço outro café espresso e canto um trecho da nova música que povoa minha cabeça, e sem utilizar palavras de súplica peço pra mim que me encontre, que descubra no que sou boa e o que me ajudará a seguir, a ir em frente, a ser produtiva - não para os outros, mas para minha vida.
Eu busco essa faísca que se transforme em fogo, e busco também o combustível que tornará isso possível, e tudo parece distante, tudo parece confuso e complicado, estou esvaída de forças que algum conselheiro maldito me faz pensar, maliciosamente, que nunca tive.
Careço de sonhos, e mesmo alguns poucos anseios andam permeados de confusões e desnorteamentos.
Dosnerteada doída espremida pesada. Angustiada.
Eu peço férias.
(eu quero uma catarse que me forneça o substrato para progredir.)
Eu quero silêncio, e um pouco de tranqüilidade para ir fazendo o que preciso/ quero fazer sem ser interrompida, sem ter de parar para tecer comentários, dar palpites, dar explicações.
Eu careço de vida e força motriz e de algo que limpe essa lama que me anda a retesar os músculos e endurecer a paixão.
Eu peço tempo, eu peço um tempo para mim, eu peço respeito aos meus tempos e minhas individualidades e minhas necessidades de estar em mim, de não estar disponível - de vez em quando.
Não é como se devesse vir de algum outro ponto que não eu mesma.
Ainda assim, me pego às vezes esperando algo. Espero uma epifania que me fará mover-me? Espero que caia do céu ou venha voando com os passarinhos que fazem ninho no lustre da sala a motivação ou a explicação para tudo que acho em mim perdido ou errado ou desencaixado?
Irritadiça, distante do que deveria ser minha realidade, pseudo-sufocada pelas responsabilidades. Estranha. Estranha em mim.
Em busca do que faça sentido. Em busca de um modo de viver que não seja sufocante, mas não me pareça irresponsável, não me deixe com a sensação de que o tempo e as coisas passam e continuo no mesmíssimo lugar.
Precisando de ar. Carecida de eu.
De minha força, de minha voz, de meus espaços, de minhas pernas a mover-se e de todos meus movimentos e de tudo que seja a energia que eu sei que existe e está amortizada, e nem sei dizer exatamente há quanto tempo, e desde quando essa dormência resolveu progredir.
É olhar pra dentro que resolve? É olhar ao redor?
Até onde sou capaz de ir sem sair do lugar?
Eu perco a paciência, o prumo, a segurança, a vivacidade, a sagacidade, a vontade de ficar aqui e de decidir pra onde ir.
Perco a paixão mais forte pela culinária, por fazer símbolos na tela executarem pequeninas maravilhas (para minha mente ingênua), perco um tanto o deslumbramento pelas coisas, e o viço no corpo.
Eu desacredito no conserto das coisas, eu deixo o tempo passar, eu não mando aquele postal, aquele SMS, eu não dou aquele telefonema. Eu não digo àquela pessoa que aquela noite foi maravilhosa e especial e está para sempre em mim. Eu não sei o que fazer para o que eu acho que faz sentido deixar de ser promessa e virar uma realidade boa e cativante.
Eu corro e giro e vôo e não construo algo sólido sobre o qual continuar a construir coisas, sobre o qual continuar a me construir.
Eu aprecio instantes e coisas e com sorte boas conversas com interessantes pessoas, eu tomo drinks e cervejas e cafés, e não tomo vergonha na cara - pra parar de gastar grana com gasolina e livros e futilidades.
Eu peço para esperar, eu não peço perdão, eu peço desculpas, eu peço espaço, peço ar. Eu peço outro café espresso e canto um trecho da nova música que povoa minha cabeça, e sem utilizar palavras de súplica peço pra mim que me encontre, que descubra no que sou boa e o que me ajudará a seguir, a ir em frente, a ser produtiva - não para os outros, mas para minha vida.
Eu busco essa faísca que se transforme em fogo, e busco também o combustível que tornará isso possível, e tudo parece distante, tudo parece confuso e complicado, estou esvaída de forças que algum conselheiro maldito me faz pensar, maliciosamente, que nunca tive.
Careço de sonhos, e mesmo alguns poucos anseios andam permeados de confusões e desnorteamentos.
Dosnerteada doída espremida pesada. Angustiada.
Eu peço férias.
(eu quero uma catarse que me forneça o substrato para progredir.)
Eu quero silêncio, e um pouco de tranqüilidade para ir fazendo o que preciso/ quero fazer sem ser interrompida, sem ter de parar para tecer comentários, dar palpites, dar explicações.
Eu careço de vida e força motriz e de algo que limpe essa lama que me anda a retesar os músculos e endurecer a paixão.
Eu peço tempo, eu peço um tempo para mim, eu peço respeito aos meus tempos e minhas individualidades e minhas necessidades de estar em mim, de não estar disponível - de vez em quando.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
quarta-feira, dezembro 10, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
sábado, dezembro 06, 2008
quinta-feira, dezembro 04, 2008
quarta-feira, dezembro 03, 2008
terça-feira, novembro 25, 2008
sábado, novembro 22, 2008
Outono
Um dia vou parar pra pensar sobre as pessoas que eu gostaria de ter em minha vida e que acabo por não ter o "direito" de fazê-lo porque me envolvo com elas e - bem - depois, pra elas já não é mais possível, ou já não faz mais sentido.
Existem pessoas que eu não gostaria que fossem embora.
Em verdade, cada vez mais - no sentido de na medida em que amadureço em alguma medida - as pessoas de quem me aproximo são pessoas que acho que valem a pena. Apesar de "valer a pena" me parecer uma expressão ruim.
Existem pessoas que eu não gostaria que fossem embora.
Em verdade, cada vez mais - no sentido de na medida em que amadureço em alguma medida - as pessoas de quem me aproximo são pessoas que acho que valem a pena. Apesar de "valer a pena" me parecer uma expressão ruim.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Como reter o sentimento?
A pretendida temática deste texto pode acabar dando outra conotação a este título. Espero que as coisas não se encaixem de um modo ruim.
O que faz sentido, afinal?
Sinto aflorar um desejo de choro. Já foi o desejo de um choro doído, um choro direcionado para algo pequeno, mesquinho. Agora, pareceu-me um choro diferente, por relacionar-se a algo mais inteiro, mais sincero...
Qual o sentido de afastar-se do que tem uma importância enorme, para possibilitar que se viva coisas que, por mais interessantes que possam ser, são - talvez inerentemente - incompletas?
Que adianta ter outras experiências interessantes, se há essa lacuna, esse espaço que sei bem como pode(ria) ser preenchido, e que, vazio, tira um pouco - ou tanto - da razão de ser de tantas coisas?
Não cesso de pensar que o sentido de algumas coisas diminui na configuração atual das coisas.
Não desprezo a validade e a beleza do vôo pelo vôo, da viagem pelo movimento, do estar completo e íntegro - estes últimos por motivos muitíssimo claros. Entretanto - se não faz sentido para mim ficar longe, e sou obrigada a ficar longe se escolho fazer algumas coisas, como posso de fato apreciar as experiências que fazem com que o ficar longe seja obrigatório?
Há muito que se descobrir e apreciar no mundo. Nem tudo, contudo, acho, hoje, proporciona a sensação de completude. Não me refiro à minha completude. Mas a plenitude que um encontro pode alcançar, por exemplo.
Talvez o fato seja que não é possível "encontrar" um coelho se estou buscando um leão... Digo, se não estou aberta, não há como esperar que algo penetre. Se já achei o que me interessa, algo que não é isto não corresponderá a meus anseios...
E talvez meu grande problema seja que, diferentemente de outros, não estou escolhendo alterar meus anseios conscientemente. Ou melhor - seja o fato de que podem estar agindo diferentemente de mim.
O que faz sentido, afinal?
Sinto aflorar um desejo de choro. Já foi o desejo de um choro doído, um choro direcionado para algo pequeno, mesquinho. Agora, pareceu-me um choro diferente, por relacionar-se a algo mais inteiro, mais sincero...
Qual o sentido de afastar-se do que tem uma importância enorme, para possibilitar que se viva coisas que, por mais interessantes que possam ser, são - talvez inerentemente - incompletas?
Que adianta ter outras experiências interessantes, se há essa lacuna, esse espaço que sei bem como pode(ria) ser preenchido, e que, vazio, tira um pouco - ou tanto - da razão de ser de tantas coisas?
Não cesso de pensar que o sentido de algumas coisas diminui na configuração atual das coisas.
Não desprezo a validade e a beleza do vôo pelo vôo, da viagem pelo movimento, do estar completo e íntegro - estes últimos por motivos muitíssimo claros. Entretanto - se não faz sentido para mim ficar longe, e sou obrigada a ficar longe se escolho fazer algumas coisas, como posso de fato apreciar as experiências que fazem com que o ficar longe seja obrigatório?
Há muito que se descobrir e apreciar no mundo. Nem tudo, contudo, acho, hoje, proporciona a sensação de completude. Não me refiro à minha completude. Mas a plenitude que um encontro pode alcançar, por exemplo.
Talvez o fato seja que não é possível "encontrar" um coelho se estou buscando um leão... Digo, se não estou aberta, não há como esperar que algo penetre. Se já achei o que me interessa, algo que não é isto não corresponderá a meus anseios...
E talvez meu grande problema seja que, diferentemente de outros, não estou escolhendo alterar meus anseios conscientemente. Ou melhor - seja o fato de que podem estar agindo diferentemente de mim.
terça-feira, novembro 18, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
quinta-feira, novembro 13, 2008
Ainda um poema
moldo-me
areia úmida em tuas mãos
molda-me
ao calor resoluto de tuas mãos
modulo-me
ao som vibrante de tua voz
desfaço-me
mundo de tempos
distâncias
sem depois
escrevo-te
jogos de palavras
angústia e saudades entre peito e mãos
subscrevo-me
hipérbole voraz de sensações sem sentido
amante sincera em um tempo perdido
areia úmida em tuas mãos
molda-me
ao calor resoluto de tuas mãos
modulo-me
ao som vibrante de tua voz
desfaço-me
mundo de tempos
distâncias
sem depois
escrevo-te
jogos de palavras
angústia e saudades entre peito e mãos
subscrevo-me
hipérbole voraz de sensações sem sentido
amante sincera em um tempo perdido
último romance
(Rodrigo Amarante)
Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar
Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar
quarta-feira, novembro 12, 2008
domingo, novembro 09, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
domingo, novembro 02, 2008
sábado, novembro 01, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008
terça-feira, outubro 21, 2008
quinta-feira, outubro 16, 2008
sábado, outubro 11, 2008
sexta-feira, outubro 10, 2008
terça-feira, setembro 30, 2008
trilha sonora da noite
los hermanos
jorge drexler
fingi na hora rir
guitarra y vos
retrato pra iaiá
dentre outras
(daria até pra passar um bom tempo assim)
jorge drexler
fingi na hora rir
guitarra y vos
retrato pra iaiá
dentre outras
(daria até pra passar um bom tempo assim)
segunda-feira, setembro 29, 2008
domingo, setembro 28, 2008
quinta-feira, setembro 25, 2008
apertado
Hoje não achei que fossem.
Talvez por o coração ter se desenganado um tanto, (erroneamente?) com essa história de se dar.
Senti sua falta, és importante para mim!
"Ok."
Melhor que perder a compostura seja talvez fingir que foi engano, né. Vai saber.
Talvez por o coração ter se desenganado um tanto, (erroneamente?) com essa história de se dar.
Senti sua falta, és importante para mim!
"Ok."
Melhor que perder a compostura seja talvez fingir que foi engano, né. Vai saber.
terça-feira, setembro 23, 2008
quarta-feira, setembro 17, 2008
quinta-feira, setembro 04, 2008
quinta-feira, agosto 28, 2008
quarta-feira, agosto 27, 2008
segunda-feira, agosto 25, 2008
sábado, agosto 23, 2008
considerações sobre a rede
no mesmo lugar estranho onde podemos saber de detalhes da vida de desconhecidos que nem sonham que existimos, podemos arriscar conversas com conhecidos que talvez nunca nos leiam. e ler recados, desabafos, detalhes cujo significado real só podemos tentar entender.
queria que fosse o meu nome...
queria que fosse o meu nome...
segunda-feira, agosto 18, 2008
sexta-feira, agosto 15, 2008
quinta-feira, agosto 14, 2008
satisfação nas coisas simples
volta e meia (precisamente às quintas-feiras, excepcionalmente às terças, vez ou outra) me dá vontade de cortar as unhas, e não o faço por falta de cortador.
segunda-feira, comprei um
usei-o hoje
é tão grande que dá a impressão de que vai engolir meu dedo, cada vez que o aproximo para cortar uma unha da mão,
ou então fico espantada e feliz ao verificar que - milagre! - não abri nem um mínimo talho em um dedo do pé após aparar algum cantinho.
é um bom cortador, e é muito boa a sensação de digitar com as unhas curtas.
segunda-feira, comprei um
usei-o hoje
é tão grande que dá a impressão de que vai engolir meu dedo, cada vez que o aproximo para cortar uma unha da mão,
ou então fico espantada e feliz ao verificar que - milagre! - não abri nem um mínimo talho em um dedo do pé após aparar algum cantinho.
é um bom cortador, e é muito boa a sensação de digitar com as unhas curtas.
terça-feira, agosto 12, 2008
Senhor do Tempo
Senhor do tempo, estes números que me parecem tão cheios de significados, nas horas e dias e segundos e minutos - que são?
bobagens. nevermind.
Vim dirigindo para casa. Coloquei a música bem alto, e, quando dava, cantava meio gritado. Nas ruas, algumas crianças vinham quase fora da calçada. Às vezes, pela mão, mas as crianças próximas da rua, enquanto os pais estavam na parte "de dentro" da calçada. Carros com luzes fortes. Carros na contra-mão. Motos na contra-mão.
Venho pensativa. Venho pensando no que quero escrever. No que preciso fazer. Em você. E me mantendo atenta, de algum modo.
Hoje sonhei. Dentro do sonho eu estava triste por várias razões, e ia para um quarto chorar. De passagem, te via chorando em outro cômodo. Eu esperava um tanto, para ver se me vias, e vinhas falar comigo, dizer que não irias agüentar ficar longe de nós. Então eu parava pra conversar contigo, sentamos para conversar. Te beijei. Nos beijamos. Te pedi em casamento. Disseste que isso era bom. Gostares disso foi ainda melhor.
No sonho eu acordava e estava triste e preocupada por ter dormido até muito tarde, pois precisava ir trabalhar. E porque... porque sentir tudo que ando sentindo me deixa um tanto assim. Eu te procurava, sentia vontade de chorar, também...
Acordei e também tinha dormido mais do que podia.
Eu te beijaria além do sonho, se quisesses. E te faria sorrir de todos os modos que conseguisse!
Mas talvez ter alguém dizendo que sonhou contigo há cada dois dias não seja o que planejaste (20:20:20) ou o que queres. Ou não te agrade.
I would get my car and go driving away. I would get the road and go without know where. I would sing out loud, sing all these musics that I listen when I drive inside the city. I would drive and sing for miles and miles, and sometimes I would stop for a while, to write, I would miss you a lot. Would write to and about you. And sometimes I would want to smoke, and would remember you saying how bad was smelling smoke. I would see beautiful views. I would see you everywhere. And I would cry for all those things that I wanted to live but did not.
Chego em casa. Levo meu cachorro para passear. Continuo a ouvir música bem alto. Corro com ele, correr me faz bem. A ele também.
Escrevo.O tempo todo há garotas gostando de garotas, e eventualmente algumas sofrem por conta disso, e não há nada de especial nisso, certo????
Seria bom ter alguém com quem conversar sobre estas coisas todas... =X Escrevo aqui porque... porque não quero ficar enchendo o saco, mais. Não quero ser chata, resumindo.
Escrevo.O tempo todo há garotas gostando de garotas, e eventualmente algumas sofrem por conta disso, e não há nada de especial nisso, certo????
Seria bom ter alguém com quem conversar sobre estas coisas todas... =X Escrevo aqui porque... porque não quero ficar enchendo o saco, mais. Não quero ser chata, resumindo.
segunda-feira, agosto 11, 2008
sábado, agosto 02, 2008
sexta-feira, agosto 01, 2008
segunda-feira, julho 28, 2008
sábado, julho 19, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
sábado, julho 05, 2008
todos os números interessantes
que placas relógios dias e ademais me mostram por aí
que às vezes me fazem pensar que não há acaso:
(começando, de agorinha...)
21:31:31
21:32:23
22:26:26
que às vezes me fazem pensar que não há acaso:
(começando, de agorinha...)
21:31:31
21:32:23
22:26:26
promessa?
toda vez que o peito apertar,
que a ansiedade incomodar,
que já não estiver conseguindo trabalhar, mesmo, porque as coisas no peito-cabeça não deixam, hei de escrever.
pra mim.
risco - em dias como hoje, escrever pra sempre.
que a ansiedade incomodar,
que já não estiver conseguindo trabalhar, mesmo, porque as coisas no peito-cabeça não deixam, hei de escrever.
pra mim.
risco - em dias como hoje, escrever pra sempre.
sufoco. coisa atrasada pra fazer, como sempre.
ansiedade lá, expectante.
sufoco - perna balançando, sinal de noite mal-dormida, de trabalho ainda não cumprido.
ansiedade assistindo a tudo. de cinco em cinco minutos, chama-lhe a atenção para algo.
sufoco ficando agoniado e agoniado.
- que é que queres, aí, esse tempo todo?
ansiedade - quem quer é você. eu, só quero garantir que não vou perder nenhum detalhe.
sufoco se acabrunha.
- me deixa. vou me enterrar no trabalho.
peito da ansiedade aperta.
- é mesmo? que vai ser de tudo?
- tudo o quê?
- tudo que tá te esperando pra acontecer.
- ainda espera??
sufoco...
ansiedade lá, expectante.
sufoco - perna balançando, sinal de noite mal-dormida, de trabalho ainda não cumprido.
ansiedade assistindo a tudo. de cinco em cinco minutos, chama-lhe a atenção para algo.
sufoco ficando agoniado e agoniado.
- que é que queres, aí, esse tempo todo?
ansiedade - quem quer é você. eu, só quero garantir que não vou perder nenhum detalhe.
sufoco se acabrunha.
- me deixa. vou me enterrar no trabalho.
peito da ansiedade aperta.
- é mesmo? que vai ser de tudo?
- tudo o quê?
- tudo que tá te esperando pra acontecer.
- ainda espera??
sufoco...
sexta-feira, julho 04, 2008
No ponto. No ônibus. Por aí.
A ansiedade encontrou o sufoco. Olhou um pouco, olhos afoitos, foi logo pedindo - faz-me um poema?
Afobado, tiou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
Oco:
eu"
"Versátil (volátil)
Volúvel
Retrátil."
Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo pra alguém. Foram-se: ansioso, sufocada.
- - -
Escrever/ pensar/ desaguar incessantemente.
Uns momentos internos. Ou pelo menos a mim dedicados.
Pensarei cá com meus botões. (nos reais zíperes que quero abrir)
Talvez deixe pistas, que afinal talvez tenha nascido, mesmo, para contar. Mas talvez não diga assim, diretamente.
Afinal aprender a falar ou a calar, dá no mesmo: se a idéia principal é refletir sobre o que há para ser dito.
Vou me internar em leituras e códigos e poemas?
Buscarei fazer mais? Descobrir minhas músicas. Meus ritmos. Minhas letras.
Não necessariamente ficar só. Escolher entretanto estar em mim, ao está-lo.
Buscar caderno sem pauta e escrevê-lo todo.
A história é uma cicatriz nas páginas. Ou um desenho.
Quero uma torrente de idéias pra lavar a cabeça.
Quero que a vida flua, e quero estar consciente na correnteza. Sendo eu quem a provoque ou não.
Diacho é que gosto de me mostrar. Acho que vou me descobrir uma voyeur das idéias.
Despir-me-ei com as janelas abertas. No escuro, contudo. Só desejarei que me espiem aqueles que tiverem decidido me procurar.
Encontro vontade de escrever muito. Eis o que gosto.
Onde me acho.
Tudo aquilo que trabalhe a vida das mãos.
Incertada certeza de minhas vontades, talvez, sem mágoas, recolha-me um pouco.
Dá-me sono.
- - -
Não sei se leio, como alimento, ou se me resguardo, para evitar ser claramente tentada por idéias que não são minhas.
Hoje eu levaria todos os dias o caderno para onde quer que fosse. Escreveria quando e como desse vontade.
Quero crescer. A escrita. Voltar a tocar, com ela.
Desafogar o peito de todas as palavras não ditas, malditas, desditas, benditas.
Centrar-me.
Centrar-nos-emos.
Tudo ao nosso tempo.
- - -
Peito ficou leve após tanta escrita. Não quero que isso passe, ainda que deseje escrever coisas intensas.
Afobado, tiou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
Oco:
eu"
"Versátil (volátil)
Volúvel
Retrátil."
Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo pra alguém. Foram-se: ansioso, sufocada.
- - -
Escrever/ pensar/ desaguar incessantemente.
Uns momentos internos. Ou pelo menos a mim dedicados.
Pensarei cá com meus botões. (nos reais zíperes que quero abrir)
Talvez deixe pistas, que afinal talvez tenha nascido, mesmo, para contar. Mas talvez não diga assim, diretamente.
Afinal aprender a falar ou a calar, dá no mesmo: se a idéia principal é refletir sobre o que há para ser dito.
Vou me internar em leituras e códigos e poemas?
Buscarei fazer mais? Descobrir minhas músicas. Meus ritmos. Minhas letras.
Não necessariamente ficar só. Escolher entretanto estar em mim, ao está-lo.
Buscar caderno sem pauta e escrevê-lo todo.
A história é uma cicatriz nas páginas. Ou um desenho.
Quero uma torrente de idéias pra lavar a cabeça.
Quero que a vida flua, e quero estar consciente na correnteza. Sendo eu quem a provoque ou não.
Diacho é que gosto de me mostrar. Acho que vou me descobrir uma voyeur das idéias.
Despir-me-ei com as janelas abertas. No escuro, contudo. Só desejarei que me espiem aqueles que tiverem decidido me procurar.
Encontro vontade de escrever muito. Eis o que gosto.
Onde me acho.
Tudo aquilo que trabalhe a vida das mãos.
Incertada certeza de minhas vontades, talvez, sem mágoas, recolha-me um pouco.
Dá-me sono.
- - -
Não sei se leio, como alimento, ou se me resguardo, para evitar ser claramente tentada por idéias que não são minhas.
Hoje eu levaria todos os dias o caderno para onde quer que fosse. Escreveria quando e como desse vontade.
Quero crescer. A escrita. Voltar a tocar, com ela.
Desafogar o peito de todas as palavras não ditas, malditas, desditas, benditas.
Centrar-me.
Centrar-nos-emos.
Tudo ao nosso tempo.
- - -
Peito ficou leve após tanta escrita. Não quero que isso passe, ainda que deseje escrever coisas intensas.
quarta-feira, julho 02, 2008
notícias do mundo pós primeira versão lançada
Acordados, os quatro da equipe.
Todos aqui, trabalhando. Amanhã vamos lançar uma versão mais nova, com menos bugs e mais documentação.
O dia está azul e fresco, o humor está leve.
Tenho enormes fones de ouvido precariamente presos na cabeça, e ouço "Sea Of Love". Alto.
Canto um tanto, também, e meus amigos ouvem uma voz cansada-desafinada-aliviada acompanhando Cat Power. De novo e de novo.
come with me, my love, to the sea
the sea of love
Todos aqui, trabalhando. Amanhã vamos lançar uma versão mais nova, com menos bugs e mais documentação.
O dia está azul e fresco, o humor está leve.
Tenho enormes fones de ouvido precariamente presos na cabeça, e ouço "Sea Of Love". Alto.
Canto um tanto, também, e meus amigos ouvem uma voz cansada-desafinada-aliviada acompanhando Cat Power. De novo e de novo.
come with me, my love, to the sea
the sea of love
quinta-feira, junho 26, 2008
vida...
"O senhor mire e veja:
o mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas elas vão sempre mudando.
Afinam e desafinam.
Verdade maior,
que a vida me ensinou"
João Guimarães Rosa in Grande Sertão, Veredas
o mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas elas vão sempre mudando.
Afinam e desafinam.
Verdade maior,
que a vida me ensinou"
João Guimarães Rosa in Grande Sertão, Veredas
terça-feira, junho 24, 2008
hoje acordei meio Forrest
Vontade de sair correndo. Sem necessidade de rumo ou parada.
Não sei se fuga ou precisão de arejar as idéias...
Vontade de sair correndo.
Não sei se fuga ou precisão de arejar as idéias...
Vontade de sair correndo.
sexta-feira, junho 13, 2008
quarta-feira, junho 11, 2008
como desarmar uma pessoa noiada
use circunflexos.
use o verbo repetir.
misture os ingredientes com uma dose de objetividade.
finalize com la belle essência.
:}
use o verbo repetir.
misture os ingredientes com uma dose de objetividade.
finalize com la belle essência.
:}
um tanto leoa enjaulada
anseios de um lado para o outro.
tua tranquilidade
o que eu disse que tinha se perde nessa história toda
haja coisa pra ficar na cabeça e no peito e nas entranhas.
haja tua lembraça a perambular por aqui.
haja receio de ser boba ou pesada ou chata. sinto vontades de falar. cabeça nóia um pouco.
ser pequena pra algumas coisas dá nisso...
perto perto perto longe longe.
ficar zen.
anseios de um lado para o outro.
tua tranquilidade
o que eu disse que tinha se perde nessa história toda
haja coisa pra ficar na cabeça e no peito e nas entranhas.
haja tua lembraça a perambular por aqui.
haja receio de ser boba ou pesada ou chata. sinto vontades de falar. cabeça nóia um pouco.
ser pequena pra algumas coisas dá nisso...
perto perto perto longe longe.
ficar zen.
surreal
não importa muito o ângulo ou o ponto a partir do qual se olhe -
às vezes tudo parece surrealmente distante e sem sentido
às vezes tudo parece estranho
/* "ontem" recebi uma ilustre visita. */
a vida anda em guinadas loucas.
às vezes tudo parece surrealmente distante e sem sentido
às vezes tudo parece estranho
/* "ontem" recebi uma ilustre visita. */
a vida anda em guinadas loucas.
sexta-feira, maio 30, 2008
desejo ruivos molhados cachos a emoldurar seu rosto, sua pele branca
desejo ver seu sorriso a iluminar seus olhos verdes
desejo fazer nascer sorrisos e olhares doces
quero a sorte grande de sua boca umedecida,
da sensação de vazio por estar perto-perto-perto neste momento
o vazio estranho que a ansiedade traz
o vazio de querer sentir sua boca
- ansieadade -
a maciez, a textura. o gosto
próprios.
o toque da pele.
a respiração. a pulsação.
vermelho vermelho vermelho
cachos,
lábios,
o rosto.
o vermelho do muito beijar
teu rosto
teus lábios
teu gosto
cabelos
desejo.
tuas reticências.
desejo ver seu sorriso a iluminar seus olhos verdes
desejo fazer nascer sorrisos e olhares doces
quero a sorte grande de sua boca umedecida,
da sensação de vazio por estar perto-perto-perto neste momento
o vazio estranho que a ansiedade traz
o vazio de querer sentir sua boca
- ansieadade -
a maciez, a textura. o gosto
próprios.
o toque da pele.
a respiração. a pulsação.
vermelho vermelho vermelho
cachos,
lábios,
o rosto.
o vermelho do muito beijar
teu rosto
teus lábios
teu gosto
cabelos
desejo.
tuas reticências.
segunda-feira, maio 26, 2008
nome aos bois
Não gosto quando me chamam pelo nome.
Dá sempre a impressão de que estão sendo frios e distantes...
Dá sempre a impressão de que estão sendo frios e distantes...
...sorry, desculpe, pardon...
Eis que este parece ser o período em que mais passarei pedindo desculpas....
Que droga.
Não quero me sentir culpada sempre.
Estou me sentindo péssima.
Magoar os outros não é algo que eu faça exatamente por esporte.
Mas parece que essas(s) semana(s) os acontecimentos resolveram mostrar o contrário...
Que droga.
Não quero me sentir culpada sempre.
Estou me sentindo péssima.
Magoar os outros não é algo que eu faça exatamente por esporte.
Mas parece que essas(s) semana(s) os acontecimentos resolveram mostrar o contrário...
sábado, maio 24, 2008
conversa comigo mesma v 0.1
Eis que tenho de aprender a dividir meu tempo baseada em MINHAS necessidades e responsabilidades.
E então eu e os outros vamos nos virando para que dê pra fazer o que é comum nos tempos que são comuns.
Também tenho coisas a fazer que não podem ser deixadas de lado.
E então eu e os outros vamos nos virando para que dê pra fazer o que é comum nos tempos que são comuns.
Também tenho coisas a fazer que não podem ser deixadas de lado.
DD and/or Juno Soundtrack
silenciosamente trafego entre infantilidade e tendências de ser mais madura.
às vezes, não tão silenciosamente.
às vezes, não tão silenciosamente.
sexta-feira, maio 23, 2008
Não se afobe não...
Há um desatino na ordem natural das coisas:
não é possível obrigar os outros a interagir com você.
Ninguém se condói dos corações afoitos e ansiosos do mundo:
ninguém precisa responder a uma tentativa de contato, se não quiser.
Vcoê agradece aos céus quando se trata da recíproca, e você não é obrigado a gostar de um dado fulano só porque ele embestou de ir com sua cara.
Mas é uma droga quando você é o bendito ansioso do outro lado do rio, contorcendo-se para enxergar algo do que ocorre na outra margem.
Você encontra outros assuntos de interesse. Esquece momentaneamente. Tropeça em um fragmento de lembrança e está novamente a se perguntar o que fazer para acontecer, o que será que será.
E se descobre pequenos pedaços de vida, consome-os na vã, muito vã, esperança de que os mesmos possam saciar o por vezes intenso desejo de mergulhar no mar vermelho de cheiros e texturas e pensamentos que não os seus.
Você constrói os diálogos e os momentos. Você elabora as negativas. Mal-educacadas. Secas. Gentis. Você deseja pedaços de conversa durante os expedientes estranhos, durante as horas solitárias da vida. Você pede pouco. Você só não quer a oca abstenção.
O que é insuportável à sua palpitante ansiedade é esse bendito livre arbítrio que permite que uma pessoa lhe ignore categoricamente. Não perceba a sua presença. Não se toque. Essa bendita possibilidade de você ser um zerinho à esquerda justamente para a pessoa que a pouco e pouco, se não se segurar, lhe tira do centro.
E mesmo quando pensa em desistir, quando quer acreditar que é sincera a renúncia a algo sem pé nem cabeça, sem início e portanto sem fim, a ansiedade, vontade espremida, saltita em seus pensamentos:
" Tá... Mas pelo menos avisa! Avisa!"
/* A internet permite muitas intrusividades... É estranho que se possa saber "tanto" sobre o "íntimo" de alguém para quem você não dá nem bom dia - */
não é possível obrigar os outros a interagir com você.
Ninguém se condói dos corações afoitos e ansiosos do mundo:
ninguém precisa responder a uma tentativa de contato, se não quiser.
Vcoê agradece aos céus quando se trata da recíproca, e você não é obrigado a gostar de um dado fulano só porque ele embestou de ir com sua cara.
Mas é uma droga quando você é o bendito ansioso do outro lado do rio, contorcendo-se para enxergar algo do que ocorre na outra margem.
Você encontra outros assuntos de interesse. Esquece momentaneamente. Tropeça em um fragmento de lembrança e está novamente a se perguntar o que fazer para acontecer, o que será que será.
E se descobre pequenos pedaços de vida, consome-os na vã, muito vã, esperança de que os mesmos possam saciar o por vezes intenso desejo de mergulhar no mar vermelho de cheiros e texturas e pensamentos que não os seus.
Você constrói os diálogos e os momentos. Você elabora as negativas. Mal-educacadas. Secas. Gentis. Você deseja pedaços de conversa durante os expedientes estranhos, durante as horas solitárias da vida. Você pede pouco. Você só não quer a oca abstenção.
O que é insuportável à sua palpitante ansiedade é esse bendito livre arbítrio que permite que uma pessoa lhe ignore categoricamente. Não perceba a sua presença. Não se toque. Essa bendita possibilidade de você ser um zerinho à esquerda justamente para a pessoa que a pouco e pouco, se não se segurar, lhe tira do centro.
E mesmo quando pensa em desistir, quando quer acreditar que é sincera a renúncia a algo sem pé nem cabeça, sem início e portanto sem fim, a ansiedade, vontade espremida, saltita em seus pensamentos:
" Tá... Mas pelo menos avisa! Avisa!"
/* A internet permite muitas intrusividades... É estranho que se possa saber "tanto" sobre o "íntimo" de alguém para quem você não dá nem bom dia - */
segunda-feira, abril 21, 2008
quarta-feira, março 12, 2008
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
quinta-feira, janeiro 31, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Raiva abstrata
Enfia a cabeça dentro de um buraco e se enterra.
Enfia a cabeça dentro da privada e dá descarga.
Enche o buraco de água, até fazer muita lama.
Espalha a lama pelas coisas brancas. Faz porcaria.
Enfia a mão no monitor e faz o circo pegar fogo.
Enfia a cara na parede pra ver se achata.
Corta os dedos de barata.
Corre pela casa torta.
Torta torta torta.
Esquece que é pra escrever e risca. Esquece que é pra ser feliz e atiça. Esquece que é pra acariciar e belisca.
Esquece que é branco e puro
esquece que é firme e duro
esquece que pode ser maduro.
Esquece que é pra gostar e odeia
esquece que é pra ser gente e só se assemelha
esquece que é pra ser livre e corre pra cadeia
Esquece.
Pára de rimar à toa.
Vive pra lembrar e ser livre e deixar ser, ainda que doa.
Escreve
Que é pra o que acontece não ser a toa.
Escreve.
Ainda que doa.
Desabafo. Bafo. Cheiro. Aca. Coisa ruim.
Preenche tudo de asco e nojo e o papel de azul, sem fim.
Passa que é podre e ruim estragado esquecido desleixado.
Passa sabonete, perfume, remédio.
Passa daqui pra fora.
Risca. Risca. Risca. Risca.
Risca. O cérebro segue solto na vontade do papel que pede pra mão não deixar ele à míngüa.
A droga é etérea impalpável e não concreta, não existiu, nem se inalou, mas incomoda e espeta.
Desperta pra tudo que há ao redor. Esquece de si.
Deixa a força passar para o traço que vai no papel que a cabeça descansa e a raiva alcança e sai e desanda.
Deixa tudo aí. E depois olha pra ver o que deu.
Escreve com força pra sair todo peso peso peso peso peso que insisto que não vou rimar.
Mas acabo.
Não dorme e não chora
Apesar do sono.
Enfia a cabeça dentro da privada e dá descarga.
Enche o buraco de água, até fazer muita lama.
Espalha a lama pelas coisas brancas. Faz porcaria.
Enfia a mão no monitor e faz o circo pegar fogo.
Enfia a cara na parede pra ver se achata.
Corta os dedos de barata.
Corre pela casa torta.
Torta torta torta.
Esquece que é pra escrever e risca. Esquece que é pra ser feliz e atiça. Esquece que é pra acariciar e belisca.
Esquece que é branco e puro
esquece que é firme e duro
esquece que pode ser maduro.
Esquece que é pra gostar e odeia
esquece que é pra ser gente e só se assemelha
esquece que é pra ser livre e corre pra cadeia
Esquece.
Pára de rimar à toa.
Vive pra lembrar e ser livre e deixar ser, ainda que doa.
Escreve
Que é pra o que acontece não ser a toa.
Escreve.
Ainda que doa.
Desabafo. Bafo. Cheiro. Aca. Coisa ruim.
Preenche tudo de asco e nojo e o papel de azul, sem fim.
Passa que é podre e ruim estragado esquecido desleixado.
Passa sabonete, perfume, remédio.
Passa daqui pra fora.
Risca. Risca. Risca. Risca.
Risca. O cérebro segue solto na vontade do papel que pede pra mão não deixar ele à míngüa.
A droga é etérea impalpável e não concreta, não existiu, nem se inalou, mas incomoda e espeta.
Desperta pra tudo que há ao redor. Esquece de si.
Deixa a força passar para o traço que vai no papel que a cabeça descansa e a raiva alcança e sai e desanda.
Deixa tudo aí. E depois olha pra ver o que deu.
Escreve com força pra sair todo peso peso peso peso peso que insisto que não vou rimar.
Mas acabo.
Não dorme e não chora
Apesar do sono.
Centimentos
(Me dou ao luxo de um título não necessariamente bom.)
A última postagem, do dia 6 de Janeiro, foi a centésima deste pseudo-diário...
A última postagem, do dia 6 de Janeiro, foi a centésima deste pseudo-diário...
domingo, janeiro 06, 2008
Da necessidade
O utensílio dignifica o homem.
(Pareceu-me um bom complemento à outra idéia... Ou, pelo menos, um bom caminho para continuar brincando. Mas talvez um título mais interessante fosse - Da evolução)
(Pareceu-me um bom complemento à outra idéia... Ou, pelo menos, um bom caminho para continuar brincando. Mas talvez um título mais interessante fosse - Da evolução)
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Capitalismo
O trabalho escraviza o homem.
(Pensei nesta frase hoje de manhã... busquei no google: três pessoas/ lugares a utilizaram. Me sinto no direito de publicá-la aqui por agregar a ela o título do post, que serve de apresentação, e torna seu sentido completo, para o meu entendimento/ponto de vista da mesma.)
(Pensei nesta frase hoje de manhã... busquei no google: três pessoas/ lugares a utilizaram. Me sinto no direito de publicá-la aqui por agregar a ela o título do post, que serve de apresentação, e torna seu sentido completo, para o meu entendimento/ponto de vista da mesma.)
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