terça-feira, novembro 25, 2008

Fugir

mais fácil
mais covarde

menos aqui

leoa

Não sei porque.

Vejo-me como uma leoa enjaulada, quando fico agoniada em casa, anseando movimento(s).

Mudando de bicho pra gente, um comentário a parte:
...
ligações perigosas?

Serei um realmente um problema ambulante?

sábado, novembro 22, 2008

Outono

Um dia vou parar pra pensar sobre as pessoas que eu gostaria de ter em minha vida e que acabo por não ter o "direito" de fazê-lo porque me envolvo com elas e - bem - depois, pra elas já não é mais possível, ou já não faz mais sentido.

Existem pessoas que eu não gostaria que fossem embora.

Em verdade, cada vez mais - no sentido de na medida em que amadureço em alguma medida - as pessoas de quem me aproximo são pessoas que acho que valem a pena. Apesar de "valer a pena" me parecer uma expressão ruim.

quarta-feira, novembro 19, 2008

por que são estranhas as coisas?

por que temo tanto?

por que não sei o que é certo, e sou tão "escrupulosa"?

literalmente

é como se o tempo escoasse por entre meus dedos

(felizmente não para sempre ^.^ )
...e tenho isto - que talvez seja apenas ilusão: se alguém estiver me buscando mesmo, acho que me abro. mesmo...

talvez eu devesse me importar menos com isso. mas talvez seja difícil no momento
entretanto, acho que sinto falta de alguém que me (re)descubra.
por que sinto necessidade de sentir raiva?
Talvez eu não esteja buscando algo realmente novo, em verdade.

Como reter o sentimento?

A pretendida temática deste texto pode acabar dando outra conotação a este título. Espero que as coisas não se encaixem de um modo ruim.

O que faz sentido, afinal?

Sinto aflorar um desejo de choro. Já foi o desejo de um choro doído, um choro direcionado para algo pequeno, mesquinho. Agora, pareceu-me um choro diferente, por relacionar-se a algo mais inteiro, mais sincero...

Qual o sentido de afastar-se do que tem uma importância enorme, para possibilitar que se viva coisas que, por mais interessantes que possam ser, são - talvez inerentemente - incompletas?

Que adianta ter outras experiências interessantes, se há essa lacuna, esse espaço que sei bem como pode(ria) ser preenchido, e que, vazio, tira um pouco - ou tanto - da razão de ser de tantas coisas?

Não cesso de pensar que o sentido de algumas coisas diminui na configuração atual das coisas.

Não desprezo a validade e a beleza do vôo pelo vôo, da viagem pelo movimento, do estar completo e íntegro - estes últimos por motivos muitíssimo claros. Entretanto - se não faz sentido para mim ficar longe, e sou obrigada a ficar longe se escolho fazer algumas coisas, como posso de fato apreciar as experiências que fazem com que o ficar longe seja obrigatório?

Há muito que se descobrir e apreciar no mundo. Nem tudo, contudo, acho, hoje, proporciona a sensação de completude. Não me refiro à minha completude. Mas a plenitude que um encontro pode alcançar, por exemplo.

Talvez o fato seja que não é possível "encontrar" um coelho se estou buscando um leão... Digo, se não estou aberta, não há como esperar que algo penetre. Se já achei o que me interessa, algo que não é isto não corresponderá a meus anseios...

E talvez meu grande problema seja que, diferentemente de outros, não estou escolhendo alterar meus anseios conscientemente. Ou melhor - seja o fato de que podem estar agindo diferentemente de mim.

terça-feira, novembro 18, 2008

acho que detesto o benefício da dúvida

segunda-feira, novembro 17, 2008

que calar, que nada

nesta etapa que tem um quê de mórbida, eu queria era saber todos os detalhes...

pêndulo

entre posturas racionais
e amorosas
e estúpidas
surreais
oscilo

sexta-feira, novembro 14, 2008

Não se afobe não, que nada é pra já - o amor não tem pressa, ele pode esperar...







...em silêncio...

quinta-feira, novembro 13, 2008

Ainda um poema

moldo-me
areia úmida em tuas mãos

molda-me
ao calor resoluto de tuas mãos

modulo-me
ao som vibrante de tua voz

desfaço-me
mundo de tempos
distâncias
sem depois

escrevo-te
jogos de palavras
angústia e saudades entre peito e mãos

subscrevo-me
hipérbole voraz de sensações sem sentido
amante sincera em um tempo perdido

keep away

possessiva
territorialista

não, nem sempre sou bonitinha

mantenha distância

último romance

(Rodrigo Amarante)

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena

Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar

Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar

quarta-feira, novembro 12, 2008

Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos.

Mario Quintana

Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar.

Rubem Alves

domingo, novembro 09, 2008

E...

E se eu tivesse um som no quarto, agora me trancaria para ouvir música.
desconfio, sincera e infelizmente, que não estou aqui


em mim
irritadiça ?
...missing something

lugar comum

não deixe para amanhã o que você pode

quarta-feira, novembro 05, 2008

"É importante ter com quem conversar ao se passar por mudanças tão grandes!"
eis que preciso aprender a cuidar de mim, por cuidar de mim, mesmo

segunda-feira, novembro 03, 2008

Does anybody would PLEASE talk to me?...
A estada é só , e a percorro, o mais das vezes, calada.

domingo, novembro 02, 2008

efêmero

ninguém me disse

olhei pela janela para dentro de outra pessoa, uma, duas, três vezes
e estava lá

não o que sentimos

mas o que (nos) permitimos dar certo

sábado, novembro 01, 2008

vozes um tanto graves, talvez roucas

corpos esguios

lábios (normalmente) grossos

mais desejos que regras