segunda-feira, junho 25, 2007

Acordei no meio da noite...

Com a sensação de que algo passara em mim. Bendita seja a luzinha de cabeceira, acesa na mesma hora - olhei pro travesseiro; nada. Mas eu sabia. Passei a mão nas costas, de onde vinha a certeza. Olhei em redor.

Ali, na guarda da cama, estava parada a barata. Levantei da cama com uma ligeira sensação de mal-estar. Ligeira de pequena, não de curta, já que perdura até agora, em segundo plano. Saí do quarto. Fui ao banheiro. Liguei a luz do corredor. Olhei para dentro - passeava sobre a guarda... Sobre a parade... Passando por trás da outra cama... Próxima ao chão, na entrada de meu ex-guarda-roupas. A tudo isso, observamos, meu gato e eu. Eventualmente nos olhávamos e, (talvez para não desmoralizá-lo tanto) fiquei com essa impressão de que ele me consultava, sistematicamente, sobre o que deveria ser feito com a barata. Deve ter lá, com seus botões, checado o nível de adrenalina e demais hormônios de medo e estresse. O fato é que espreguiçou-se, lambeu-se, farejou um bocadinho, quando ela estava mais perto e, como eu, deixou-a ir.

Eu liguei o computador, para escrever e ver as horas... Isso, há uma hora atrás. Agora espreito sorrateiramente, pelo vão da porta, pelo espelho, pelas reações de meu gato. Acho que ela já foi.

Filosofo um pouco, agora, como antes, sobre como é que a passagem (espero que rápida) de um bicho me faz despertar assim. Os significados "ocultos" dessa sensibilidade, ou, pior - a alternativa nada convidativa de ter sido um processo longo e duradouro, esse de o insetozinho ter conseguido me acordar. Procuro a sensação em minhas costas - ainda está lá, aqui, pouco abaixo da linha dos cabelos. Será que o cheiro influi? Terá ela passado rapidamente, ciente de que andava sobre uma possível histérica inimiga, ou terá se delongado, como quem passeia por uma chão de banheiro, no meio da madrugada? Torço por meu sono leve.

Hoje, deixarei as hipocrisias quietas. Nada de correr para me lavar toda, ou trocar os lençóis. Sabe-se lá quantas vezes ela ou suas companheiras ja puderam fazer isso sem serem descobertas, para que eu venha a ter uma síncope desmedida agora! Vamos ao sono, que se ganha mais.

...Ok. Um banhozinho. Pra lavar a sensação ruim.

domingo, junho 17, 2007

Homenagem

Hoje é aniversário de um amigo meu.

Temos conversado um pouco, ultimamente... Resolvi que hoje não falaria com ele. Minha argumentação foi a seguinte - geralmente as pessoas mal se falam, no Orkut (ou no real) e quando são (re)lembradas de que é aniversário, correm a mandar um recadinho. Ora, uma vez que tenho falado com ele com freqüência, e que também fui avisada pelo Orkut, meu jeito de ser original é fazendo um dia de silêncio.

Mas vou deixar aqui registrado que é bom voltar a falar com ele, e que me arrependo de não ter dado tanta importância quanto deveria (em minha opinião) quando ele morava mais perto e tínhamos mais tempo e podíamos passar mais tempo conversando e trocando figurinhas.

Ele vai se formar esse ano, num curso que eu gostaria de ter feito, mas para o qual não passei. Ele é loiro e possui olhos... cinza, eu acredito. E numa das últimas vezes em que nos vimos, ele e eu ainda éramos mais bobos do que somos agora, e eu fui dar/pedir um abraço, e ele negou.

Crescemos um pouco, espero... No final do ano ele vem visitarnos e conversaremos mais e abraçarei ele à força, vez ou outra. =)

Olhando para o teto (menos ao escrever o título... >.<")

Há quase não sei quanto tempo atrás, eu resolvi escrever um post que seria feito assim, como este, sem eu olhar para as teclas que eu ia digitando... (acho que errei alguma coisa aqui). Hoje tesolvi refazer a experiência, não sei quanto tempo depois, para saber como ando após não sei quanto tepo.

Vocês terão de perdoar o que nao é erro de digitação meu, mas sim do teclado, que às vzs falha em algumas teclas - hã... Ok, eu não tenho como dizer o que foi erro meu e o que foi falha. xD. Enfim, estou aqui a escrever olhando para o teto, para a luz, e argumentando com meu irmão, que diz que o telcado não falha, é apenas pouco sensíve... Nossa, acho que o teclado se parece comigo, rsrs...

As paredes de minha casa são sujas de pés, são sujas de teias de aranha, não são lissinhas, possuem marcam de cimento sobre rachaduras... Sãgo encardidas... O forro tem uma abertura, que já não fica tampada. O teto, possui aerturas por onde os gatos passam. Ontem vi um gato meu passeando pelo forro... Pouco depois, ele sentiu vontde de ir ao banheiro. Encontrou um cantinho, caou, cavou... Ping, ping, ping. Gotas de xixi em minha cama - ele resolveu fazer xixi no forro.

Os meus gatos resolveram que nossa vida não era suficientemente animada, e resolveram dar uma mãozinha. O problema todo é que eles não sabem a hora de parar. São mais inertes do que eu.

Estou cansada e meio enjoada. Vou forrar novamente a cama - retirei todos os lençõis, ontem - e então, acho, vou dormir...

bejosmeliga

sábado, junho 16, 2007



A melhor coisa a fazer quando se está triste é aprender alguma coisa. Essa é a única coisa que nunca falha. Você pode ficar velho e trêmulo em sua anatomia, pode passar a noite acordado escutando a desordem de suas veias, pode sentir saudades de seu único amor, pode ver o mundo ao seu redor ser devastado por lunáticos malvados ou saber que sua honra foi pisoteada no esgoto das mentes baixas. Só há uma coisa para isso: aprender. Aprender por que o mundo gira e o que o faz girar. Essa é a única coisa da qual a mente não pode jamais se cansar, nem se alienar, nem se torturar, nem temer ou descrer, e nunca sonhar em se arrepender. Aprender é o que lhe resta.
(Fala de Merlin, à pág. 252 de A espada na pedra, de T. H. White)