terça-feira, dezembro 20, 2011
Viagem
quinta-feira, dezembro 15, 2011
Auto-retrato
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Embaçado
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Se ela mergulhar no espelho, será em busca de si mesma
terça-feira, novembro 29, 2011
segunda-feira, novembro 21, 2011
sábado, outubro 29, 2011
Estação das Chuvas
quarta-feira, outubro 26, 2011
segunda-feira, outubro 24, 2011
aminoácidos vs. bife
Por isso não foi sem desapontamento que li a matéria do Envolverde que apresentava sucintamente os efeitos maléficos da indústria de tequila a solo e água mexicanos. Na verdade são contaminações que poderiam ser evitadas se os industriais fossem mais responsáveis, ou seja, é algo contornável. Felizmente para os neoliberais, a Terra está aqui para servi-los, e provavelmente deus dar-lhes-á outra, caso esta acabe antes do prazo, então, os caras continuam a produzir sem maiores preocupações - a não ser com uma multa aqui ou acolá por descumprir os ditames ambientais do governo mexicano.
Fim do post prolixo. Boa noite.
Ah, duas fontes interessantes:
Revista Digital Envolverde - http://envolverde.ig.com.br/#
Todos los Tequilas de Mexico, de la A a la Z - http://www.tequila-z.com/
Have you ever been in love?
sábado, outubro 22, 2011
Tema pra conto
quarta-feira, outubro 19, 2011
Das mudanças
Caminhada noturna
terça-feira, outubro 18, 2011
De foco e ser antissocial
terça-feira, outubro 04, 2011
Pra dizer um dia desses
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
quarta-feira, setembro 28, 2011
5 anos em duas horas
sexta-feira, agosto 26, 2011
Perhaps love
terça-feira, agosto 23, 2011
Tarô de rua
A nível divinatório, o Sete de Ouros indica o difícil momento da tomada de decisão. É necessária muita ponderação e cautela. A questão surge do impasse de continuarmos a desenvolver tudo aquilo que construímos até então, ou canalizar todos os esforços e energia num novo projeto.
Sharman-Burke, Juliet. Greene, Liz. O Tarô Mitológico: uma nova abordagem para a leitura do Tarô. 10ª ed. São Paulo: Siciliano, 1988. (pág. 207)
sexta-feira, agosto 12, 2011
Brincando de ser humano
Na rua
no chão
a caixa - cama e cobertor
Não era nenhuma brincadeira.
Mas as gentes fingem de esconde esconde.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
sábado, agosto 06, 2011
Cantiga Quase de Roda
quarta-feira, agosto 03, 2011
O mito do bônus (the bonus myth)
terça-feira, julho 12, 2011
quarta-feira, junho 01, 2011
terça-feira, maio 24, 2011
quarta-feira, maio 18, 2011
Passado, presente, futuro
Se para nosso inconsciente (ou algo que o valha), não há noção de tempo, ontem, amanhã, hoje, e o que aconteceu é como estar recém acontecido - quiçá, mesmo, acontecendo...
Como saber a que momento pertecem os sentimentos que vivem dentro de nós? E de que falam?
...
segunda-feira, maio 09, 2011
Devaneios sociopolíticos...
Uma sociedade na qual os impostos funcionem é bonita - todos ajudamos a filhinha de alguém a estudar, todos ajudam meus a amigos e eu a nos formarmos, todos contribuímos para ser seguro andar à noite na rua... Na medida de nossos ganhos e condições. E utilizamos os benefícios, na medida de nossas aspirações.
Distribuindo um pouco do que cada um tem, para que todos possam ter um pouco de tudo.
segunda-feira, abril 18, 2011
domingo, abril 17, 2011
Fumaça e Espelhos
sábado, abril 16, 2011
Observações matinais
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Tenho a impressão de que ninguém nunca deleta blogs - deixamo-los empoeirados, esquecidos, na última prateleira da estante... Mas não os deixamos ir.
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E alguma outra coisa que eu esqueci o que era, mas que me parecia digna de nota. Na verdade, agora, todas essas observações parecem meio óbvias e desnecessárias. Paciência. Ficarão aí. Como os blogs...
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Lembrei - bebo, e no dia seguinte, parece-me que tudo o que fiz tem tonalidades de que bebi além da conta. Ainda que sejam coisas de antes de eu ter bebido...
quinta-feira, março 31, 2011
Não sei dizer
traduzir.
É saudade?
É ansiedade ruim...?
A cabeça se bagunça toda.
Quero um caminho, e o que vejo é um labirinto de fios entrelaçados.
Entrelaçados?
Não sei dizer...
não creio que se cruzem.
Não sei se gosto de onde estou agora.
Não sei bem onde gostaria de estar.
Saudades sinto do que nem sei onde encaixar.
E há encaixe...?
/* E em meio a isso, vontade dá de fechar todas as portas. Buscar quietude... Que me impede? */
quarta-feira, março 30, 2011
Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser - se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele.
Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar.
(...)
E outro dia ouvi novamente sobre a importância do silêncio para que as palavras façam sentido.
E isso também faz sentido.
(...)
Então eu continuo aprendendo. Sobre silêncios e silêncios. Sobre o que preciso...
terça-feira, março 29, 2011
Do Livro das Perguntas
con qué vamos a hacer el pan?
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Por qué se suicidan las hojas
cuando se sienten amarillas?
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Las lágrimas que no se lloran
esperan en pequeños lagos?
O serán ríos invisibles
que corren hacia la tristeza?
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Cómo se llama una flor
que vuela de pájaro en pájaro?
(estes dois últimos versos também poderiam ser uma pergunta de Delirium)
segunda-feira, março 28, 2011
Aceito aprender, rever ideias, reavaliar ações.
Aceito perceber que às vezes sou imatura, infantil, insegura, insensata, até. Aceito que faço coisas de modo impensado, que piso na bola, que sou muito ansiosa vez ou outra.
E aceito e quero crescer, não ser tão boba para algumas coisas.
Mas não quero agir de um modo que não é meu apenas para agradar a alguém, para parecer mais legal ou inteligente ou interessante, ou...
Não quero olhar pra mim e pensar - "eu não sou assim"...
Andei em direção à cidade. À noite.
Pedalei pensando nas coisas.
Pedalei até esquecer.
... E caí.
Na hora confusa,
Assustei-me.
Senti medo.
Depois, pensei que aprendi quando e como é possível dar passagem.
E aprendi que consigo levantar.
E segui pedalando.
Então quis casa e cuidado e descanso. Que de ferro não sou.
E me dei conta de que se isto tivesse me acontecido há alguns meses atrás, eu teria ficado em caquinhos. E foi bom perceber que estou mais forte...
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É bastante diferente pedalar pra dentro da cidade. A quantidade de coisas dá a sensação de estar pedalando muito mais, de cobrir distâncias maiores.
E é muito mais fácil pedalar à noite. Sol quente no juízo faz uma diferença danada.
domingo, março 27, 2011
É óbvio que a mente pode influenciar o corpo tanto quanto o corpo afeta a mente. É possível, em certos casos, melhorar o funcionamento corporal da pessoa por meio de uma mudança em sua atitude mental, mas qualquer mudança provocada desse modo será temporária, a menos que os processos corporais fundamentais sejam significativamente modificados. Por outro lado, trabalhar diretamente na recuperação de funções corporais como a respiração, a movimentação, a percepção sensorial e a auto-expressão surte um efeito imediato e duradouro sobre a atitude mental da pessoa.
Eu me pergunto se valeu a pena. Tudo que me aconteceu na vida ocorreu a mim como autor de peças. Tomado de amor ou luxúria, no auge da paixão, eu pensava então a sensação é esta, para depois descrever aquilo com palavras belas. Assisti à minha vida, como se estivesse acontecendo a outra pessoa. Meu filho morreu. Eu sofri, mas assisti ao meu sofrimento, e até o apreciei um tanto, pois poderia escrever sobre uma morte real, uma perda genuína.
Tive o coração partido por uma dama negra e, sozinho em meu quarto, chorei. Mas enquanto chorava, em algum lugar dentro de mim eu sorria. Pois estava ciente de que poderia tomar meu coração partido e colocá-lo no palco do globe, para que a platéia derramasse suas próprias lágrimas.
(...)
E Próspero, Miranda, Calibã e Gonzalo, o etéreo Ariel e o silencioso Antônio, para mim, são todos mais reais do que o sábio e desajuizado Ben Jonson, Susanne e Judith, os bons cidadãos de Stratford, as meretrizes e desclassificadas de Londres..."
Às vezes, faz falta ter para onde voltar...
Converso.
Flerto.
Eu tomo a iniciativa.
Cozinho.
Pedalo.
Saio com minhas famílias e agradeço por meus amigos existirem.
Ando na praia e agradeço a Yemanjá por cada banho de mar azul.
Cuido dos dentes,
do cabelo,
da cabeça.
Observo o que já fiz,
tento não fechar os olhos
para o que ocorre dentro
o que ocorre fora.
Tento não ser leviana.
Tento evitar o muito superficial que me esvazia.
Eu ergo a cabeça ao andar por aí.
Respiro fundo a cada pedalada.
Encolho-me no banco de ônibus. Durmo.
Eu leio.
Tomo anotações.
Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo.
Choro.
Eu dirijo, viajo, busco outros horizontes.
Eu faço algo que nunca fiz.
Eu sorrio para estranhos.
E brigo com pessoas próximas.
Eu me revisito, de tempos em tempos
com linguagens e perspectivas diferentes.
Eu tento não ficar parada.
E às vezes, tento ficar em silêncio.
Eu ouço música e descubro novos gostos ou sensações.
Eu me descubro maior.
Me descubro mais imatura do que gostaria.
Mais corajosa, e mais estabanada.
Eu me descubro viva e feliz.
E viva, viva, vida.
A cada nova manhã.
Cinza ou azul.
Prefiro as azuis.
Nas cinzas, encolho-me mais.
Eu me emociono com meus amigos e amigas.
Eu me emociono.
Eu sigo vivendo
fazendo coisas que me fazem ter muita certeza de estar viva
e sentir muito gosto por isto.
E, às vezes, eu acordo e sinto falta daquela pessoaQue não sei onde encaixar, nesse momento,
em minha vida.
quinta-feira, março 24, 2011
Para meus ouvidos
Jornada.
Et movimento.
Et mudança.
Et viagem.
Et transformação.
Et tempo.
Et passagem...
Noite
segunda-feira, março 21, 2011
Outro, movimento, ruído, misturar-me à multidão, olhar histórias alheias - num escorregão transforma-se no oposto do primeiro, um tapar olhos e ouvidos para as falas mais caladas ou inconscientes. Entretanto, pode também não cair no lugar comum da fuga, ser espaço de estar comigo de um outro modo, evitando possíveis interferências e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para o inesperado manifestar-se - também alguma jornada de descobertas, menos direta e objetiva, de resultados incertos.
A que me inclino mais?
Estou diante de duas possibilidades.
E correndo o risco de ficar parada sem seguir caminho algum.
A pior fuga - inação em vida.
Ou, talvez, que não queira nomear para não sentir que machucam.
Vontade de ficar sozinha. De estar em movimento.
E receio de buscar estas coisas para fugir do que sinto...
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Anseio e receio de olhar para dentro - acho que encontrarei, ainda, um buraco.
Um espaço vazio, esvaziado. Um espaço à força fechado, para o qual andei evitando olhar - "o que os olhos não vêem o coração não sente".
E uma carência de palavras, de modos e imagens para me entender, para conversar comigo, para ajudar a traduzir o que se passa aqui dentro agora. E o que desejo fazer com isso.
Quero ficar sozinha de mim mesma, ausente de referências, distante de tudo que seja reconhecível...
sexta-feira, março 18, 2011
(...)
Aliás, mais cruel que o das prisões, esse silêncio é já por si uma prisão. Uma parede imaterial, por certo, mas impenetrável, essa interposta camada de atmosfera vazia, mas que os raios visuais do abandonado não podem atravessar.
Cinza
E então tudo está mais cinza e escuro e nublado.
Ainda que eu tenha dançado sob a chuva mais cedo...
terça-feira, março 01, 2011
sábado, fevereiro 26, 2011
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Pequenos prazeres
E sinto falta de café.
E adoraria comer um acarajé, agora.
Escrito num papel marcado. E outros dizeres.
Sinto falta daquela pessoa.
E se essa sou eu, de que adiantaria tentar ser d'outro modo não natural? Qualquer coisa que daí conseguisse estaria erguida sobre algo que não sou, e que não me faria bem manter por muito tempo...
Isso pode, também, ser bom.
sábado, fevereiro 19, 2011
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Mas como íamos dizendo, o homenzinho verde descobriu o que lhe acontecia - e a partir de que direção. E ele estava a se perguntar sobre sua estranha sorte - ele insistia em pensar que tudo aquilo era deveras estranho - e acabou adormecendo, e sonhou.
Em seu sonho, alguém lhe explicava, em bom japonês, de cima para baixo, da direita para a esquerda - teria sido chinês?! Enfim, explicavam-lhe que na realidade ele era um homúnculo de manjericão criado por uma versão de Merlim descrita por Leonardo Da Vinci em um de seus cadernos.
O homenzinho verde acordou. Respirou profundamente. O ar rescendia a limão. E hortelã. E boldo. E um nadinha de arruda. E a jasmins. E lá no fundo, porém refrescantemente presente, a manjericão.
As narinas do pequeno homem mágico encheram-se com seu próprio perfume. E ele se sentiu pleno.
Ele pensou em divagar sobre a sorte de Da Vinci. E de Merlim. Receou, contudo, cair outra vez no sono. E sonhar qualquer outra coisa. E acordar e não ter cheiro de manjericão, mas de tinta verde fresca. Ou algo pior.
Ele então se levantou. E saiu por aí, desperto, oloroso. Da direita para a esquerda.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera. Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que atingirá sua casa sem que ele perceba. Se abandonarmos, deixarmos de lado, e de algum modo esquecermo-nos excessivamente de algo, correremos o risco de vê-lo reaparecer com uma violência redobrada."
terça-feira, janeiro 25, 2011
2.0.1.1
por vezes, uma angustiante sensação de que o tempo pode nos estrangular...
I'd better start doing something useful!
sábado, janeiro 22, 2011
Jogos Infantis
você
realidade ao contato dos dedos
jogos infantis
uma canção monocórdica
eu vejo um signo círculo
acima de sua testa
uma terra é todas as terras
uma cidade
todas as cidades
todo mar é sargaço
todo passo traçado
pelas linhas da mão
não conte a passagem das horas
a passagem dos homens
você não precisa
beijo seco cansaço
segunda-feira, janeiro 03, 2011
recomeços
gosto que marquemos a passagem do tempo.
ajuda a perceber as mudanças.
estou feliz por estar aqui, neste novo ano.
sou grata por estar viva.
força para seguir.
força para não me esvaziar nos caminhos...