sexta-feira, maio 30, 2008

tuas costas claras
desejo ruivos molhados cachos a emoldurar seu rosto, sua pele branca
desejo ver seu sorriso a iluminar seus olhos verdes
desejo fazer nascer sorrisos e olhares doces

quero a sorte grande de sua boca umedecida,
da sensação de vazio por estar perto-perto-perto neste momento
o vazio estranho que a ansiedade traz

o vazio de querer sentir sua boca
- ansieadade -
a maciez, a textura. o gosto
próprios.
o toque da pele.
a respiração. a pulsação.

vermelho vermelho vermelho
cachos,
lábios,
o rosto.

o vermelho do muito beijar
teu rosto
teus lábios
teu gosto
cabelos

desejo.
tuas reticências.

segunda-feira, maio 26, 2008

nome aos bois

Não gosto quando me chamam pelo nome.

Dá sempre a impressão de que estão sendo frios e distantes...

...sorry, desculpe, pardon...

Eis que este parece ser o período em que mais passarei pedindo desculpas....

Que droga.

Não quero me sentir culpada sempre.

Estou me sentindo péssima.

Magoar os outros não é algo que eu faça exatamente por esporte.

Mas parece que essas(s) semana(s) os acontecimentos resolveram mostrar o contrário...

sábado, maio 24, 2008

amarga (?) por dentro
não sei bem porquê.

conversa comigo mesma v 0.1

Eis que tenho de aprender a dividir meu tempo baseada em MINHAS necessidades e responsabilidades.

E então eu e os outros vamos nos virando para que dê pra fazer o que é comum nos tempos que são comuns.

Também tenho coisas a fazer que não podem ser deixadas de lado.

DD and/or Juno Soundtrack

silenciosamente trafego entre infantilidade e tendências de ser mais madura.

às vezes, não tão silenciosamente.

sexta-feira, maio 23, 2008

Não se afobe não...

Há um desatino na ordem natural das coisas:
não é possível obrigar os outros a interagir com você.

Ninguém se condói dos corações afoitos e ansiosos do mundo:
ninguém precisa responder a uma tentativa de contato, se não quiser.

Vcoê agradece aos céus quando se trata da recíproca, e você não é obrigado a gostar de um dado fulano só porque ele embestou de ir com sua cara.

Mas é uma droga quando você é o bendito ansioso do outro lado do rio, contorcendo-se para enxergar algo do que ocorre na outra margem.

Você encontra outros assuntos de interesse. Esquece momentaneamente. Tropeça em um fragmento de lembrança e está novamente a se perguntar o que fazer para acontecer, o que será que será.

E se descobre pequenos pedaços de vida, consome-os na vã, muito vã, esperança de que os mesmos possam saciar o por vezes intenso desejo de mergulhar no mar vermelho de cheiros e texturas e pensamentos que não os seus.

Você constrói os diálogos e os momentos. Você elabora as negativas. Mal-educacadas. Secas. Gentis. Você deseja pedaços de conversa durante os expedientes estranhos, durante as horas solitárias da vida. Você pede pouco. Você só não quer a oca abstenção.

O que é insuportável à sua palpitante ansiedade é esse bendito livre arbítrio que permite que uma pessoa lhe ignore categoricamente. Não perceba a sua presença. Não se toque. Essa bendita possibilidade de você ser um zerinho à esquerda justamente para a pessoa que a pouco e pouco, se não se segurar, lhe tira do centro.

E mesmo quando pensa em desistir, quando quer acreditar que é sincera a renúncia a algo sem pé nem cabeça, sem início e portanto sem fim, a ansiedade, vontade espremida, saltita em seus pensamentos:
" Tá... Mas pelo menos avisa! Avisa!"

/* A internet permite muitas intrusividades... É estranho que se possa saber "tanto" sobre o "íntimo" de alguém para quem você não dá nem bom dia - */