quinta-feira, janeiro 31, 2008

Natureza morta

cotidiano

I see dead people...

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Raiva abstrata

Enfia a cabeça dentro de um buraco e se enterra.
Enfia a cabeça dentro da privada e dá descarga.
Enche o buraco de água, até fazer muita lama.
Espalha a lama pelas coisas brancas. Faz porcaria.
Enfia a mão no monitor e faz o circo pegar fogo.
Enfia a cara na parede pra ver se achata.
Corta os dedos de barata.
Corre pela casa torta.
Torta torta torta.

Esquece que é pra escrever e risca. Esquece que é pra ser feliz e atiça. Esquece que é pra acariciar e belisca.
Esquece que é branco e puro
esquece que é firme e duro
esquece que pode ser maduro.
Esquece que é pra gostar e odeia
esquece que é pra ser gente e só se assemelha
esquece que é pra ser livre e corre pra cadeia
Esquece.

Pára de rimar à toa.
Vive pra lembrar e ser livre e deixar ser, ainda que doa.
Escreve
Que é pra o que acontece não ser a toa.
Escreve.
Ainda que doa.

Desabafo. Bafo. Cheiro. Aca. Coisa ruim.
Preenche tudo de asco e nojo e o papel de azul, sem fim.
Passa que é podre e ruim estragado esquecido desleixado.
Passa sabonete, perfume, remédio.
Passa daqui pra fora.
Risca. Risca. Risca. Risca.
Risca. O cérebro segue solto na vontade do papel que pede pra mão não deixar ele à míngüa.

A droga é etérea impalpável e não concreta, não existiu, nem se inalou, mas incomoda e espeta.
Desperta pra tudo que há ao redor. Esquece de si.

Deixa a força passar para o traço que vai no papel que a cabeça descansa e a raiva alcança e sai e desanda.
Deixa tudo aí. E depois olha pra ver o que deu.
Escreve com força pra sair todo peso peso peso peso peso que insisto que não vou rimar.
Mas acabo.

Não dorme e não chora
Apesar do sono.

Centimentos

(Me dou ao luxo de um título não necessariamente bom.)

A última postagem, do dia 6 de Janeiro, foi a centésima deste pseudo-diário...

domingo, janeiro 06, 2008

Da necessidade

O utensílio dignifica o homem.



(Pareceu-me um bom complemento à outra idéia... Ou, pelo menos, um bom caminho para continuar brincando. Mas talvez um título mais interessante fosse - Da evolução)


sexta-feira, janeiro 04, 2008

Capitalismo

O trabalho escraviza o homem.



(Pensei nesta frase hoje de manhã... busquei no google: três pessoas/ lugares a utilizaram. Me sinto no direito de publicá-la aqui por agregar a ela o título do post, que serve de apresentação, e torna seu sentido completo, para o meu entendimento/ponto de vista da mesma.)