...
Nunca me esquecer de que a vida, como os corpos no cosmos, dá muitas voltas. O que muda é a velocidade e o ritmo...
terça-feira, janeiro 31, 2012
domingo, janeiro 29, 2012
Do tempo...
Estou viva.
O tempo passa, a vida continua com suas reviravoltas e cenas imprevistas. Mais uma vez, aos poucos, vou me sentindo bem, voltando ao eixo, me fortalecendo...
Estou viva. É bom escrever isso. É ainda melhor viver isso.
Careço de disciplina, muitas vezes. Ainda tenho muito a aprender. A respirar. A caminhar.
Mas estou aqui, olho os caminhos percorridos e me alegro por saber que estou aqui, que passei por um bocado de coisa - muito desespero e incerteza e vazio -, mas por muitas várias razões continuo aqui. Melhor: continuo seguindo. Não estou no mesmo lugar. Isso é bom.
Olhar pra trás me dá a sensação de que a vida pode seguir uma porção de rumos imprevisíveis, e isso, mais do que me dar medo, me deixa com mais vontade de viver, pra saber o que vem por aí.
Eu 'tou viva. Quis desaparecer. Quis sumir. Quis fugir. Quis morrer. Quis chorar até deixar de ser.
Mas um tanto de pessoas e seres maravilhosos me ajudaram a perceber que tinha muito ainda pra acontecer, e me apoiaram de um sem número de formas.
E agora estou viva, e posso continuar a crescer... E, por tudo isso, sou imensamente grata.
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De processos, mangas e paixão
(...)
- Se fazer cinco piruetas fosse fácil, não acha que todos os bailarinos do mundo fariam? Cunxin, já comeu manga?
- Não - respondi, tentando adivinhar o que ele queria dizer.
- Manga é uma fruta maravilhosa, com um gosto único! Só é encontrada em algumas regiões do mundo e, assim mesmo, em determinada época do ano. Quero que pense nas piruetas como se fossem mangas. Se eu lhe desse uma manga agora, o que faria?
- Comeria.
- Que apressado! - ele disse, rindo.
- Por quê? O senhor não comeria?
- Para que tanta impaciência? Entendo que quisesse provar o gosto da fruta, mas o melhor é o processo: primeiro, admirar a forma, observar a cor, sentir o cheiro, tirar a casca, cortar em pedaços. Talvez, provar a casca e o caroço. E só então a satisfação final: a polpa. É isso. É preciso aproveitar cada etapa do processo, experimentar as várias camadas, aproveitar tudo. Quero que você trate as piruetas do mesmo modo. Ouse! Descubra o segredo e a essência das piruetas. Se não passar por todas as etapas para depois chegar à polpa, outro fará isso. Então, faça você!
O professor Xiao e sua manga me despertaram a imaginação. Eu me desafiei a ir adiante, a experimentar novas sensações. Com paixão, comecei a apreciar cada etapa do processo.
L.C. Adeus, China - O Último Bailarino de Mao. pp. 223
sábado, janeiro 28, 2012
domingo, janeiro 22, 2012
Não há como capturar tua essência
Não há como capturar
tua essência
Para bem registrar cada
teu mínimo detalhe
de cor e encantadora beleza,
Precisaria manter a lente
ou os olhos muito abertos
e, então,
infelizmente temo,
tua mágica brancura
o fulgor de teus cabelos
a intensidade de teu olhar
Haveriam de ofuscar quaqluer
representação
E roubar qualquer tentativa
de sorver-se o ar
ou aquietar o peito.
Lua alva que
por mais que abra
a janela não logro
avistar!
Ei de cantar-te sempre
Eterna serás em meu sonhar
És já, novamente,
sonho.
E tão imaterial
e impalpável
Quanto o eras antes
de em teus olhos
respirar
Quero me ver refletida
em tua brancura
Tenho febre de tua pele
tua essência
Para bem registrar cada
teu mínimo detalhe
de cor e encantadora beleza,
Precisaria manter a lente
ou os olhos muito abertos
e, então,
infelizmente temo,
tua mágica brancura
o fulgor de teus cabelos
a intensidade de teu olhar
Haveriam de ofuscar quaqluer
representação
E roubar qualquer tentativa
de sorver-se o ar
ou aquietar o peito.
Lua alva que
por mais que abra
a janela não logro
avistar!
Ei de cantar-te sempre
Eterna serás em meu sonhar
És já, novamente,
sonho.
E tão imaterial
e impalpável
Quanto o eras antes
de em teus olhos
respirar
Quero me ver refletida
em tua brancura
Tenho febre de tua pele
dezembro de 2008
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divagações e visões de mundo
Me pergunto o que Sartre pensava daquela famosa frase do Saint-Exupéry...
sábado, janeiro 21, 2012
sexta-feira, janeiro 20, 2012
terça-feira, janeiro 17, 2012
sms
Menina arisca.
Por que te escondes?
E somes de uma hora
para outra?
Não sabes o que dizer?
Não gostas do que te dizemos?
Menina incógnita,
como tocar-te?
Menina utopia,
menina horizonte:
por mais passos que se dê
encontra-se sempre distante.
Não quer recheio
ou lírio
ou poemas?
Não três?
Talvez dois...
Como, com uma?
setembro de 2009
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Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
c.b.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Sinto, abraço, cheiro, desejo.
Sinto, abraço, cheiro, desejo.
Intensidades
Pintas
Maciezas
Desejo o toque da pele
as pintas
os dedos
o ombro
os cheiros
a boca
as umidezas
conhecer teus detalhes
percorrê-los
remoldar teu corpo ao meu
toque
desejo sentirmo-nos a três
experimentar
conhecer
entender isto
sorrir-te
aspirar-te
ver-te muito
viver comunhão de nós três
desejo-te
desejo-vos
meu corpo se abre
tamanhos quereres...
junho de 2009
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18 de janeiro de 2009
Estou claustrofóbica dentro de mim.
Pensei em fazer coisas e deixei o tempo passar e agora parece que já não dá tempo. Que já não há tempo.
Desejava perscrutar-me.
Pensei em fazer coisas e deixei o tempo passar e agora parece que já não dá tempo. Que já não há tempo.
Desejava perscrutar-me.
De que são feitas minhas máscaras?
De que são feitas minhas máscaras?
Escondo-me sob material diverso de saco, madeira ou estopa.
Componho-me de muitas substâncias.
E ainda que saiba nomeá-las todas
longe estarei de conhecer minha essência.
Quantas camadas endurecem meu sorriso?
Isto que da face me escorre
Dando-me este eterno ar
de melancolia
será cola?
será lágrima?
será gesso?
serei siso...?
O que resistir
ao tempo
dirá
Pora hora
incorporo o poema
visto a máscara
calo.
janeiro de 2009
Sensação de sufocamento
Sensação de sufocamento.
Não dará tempo de fazer as coisas.
Não terei tempo de estudar.
Nem de me cuidar.
Nem de ficar só.
Colocar a casa em ordem.
Divertir-me.
O peito está apertado. É angústia? Não sei.
Sinto-me desenquadrada. Desencaixada.
Inapta?
Sensação de dificuldade para respirar.
O que faz sentido?
O tempo parece comprimir-se.
Comprimir-me.
Ganas de desesperar-me. De abandonar-me.
Preciso de um tempo e espaço em prazos impostos por outrem!
Preciso de...
desatar.
Desandada já estou.
Não dará tempo de fazer as coisas.
Não terei tempo de estudar.
Nem de me cuidar.
Nem de ficar só.
Colocar a casa em ordem.
Divertir-me.
O peito está apertado. É angústia? Não sei.
Sinto-me desenquadrada. Desencaixada.
Inapta?
Sensação de dificuldade para respirar.
O que faz sentido?
O tempo parece comprimir-se.
Comprimir-me.
Ganas de desesperar-me. De abandonar-me.
Preciso de um tempo e espaço em prazos impostos por outrem!
Preciso de...
desatar.
Desandada já estou.
janeiro de 2009
I offer you my hands
I offer you my hands
to
gently touch your body
your
curves
I offer you my mouth to smoothly
drink
from yours,
to
softly kiss your skin, your
neck.
I offer you my tongue, kindly
sucking
your nipples, playing with
your fur, feeling your taste.
I give you my fingers
to
play with your delightful humidity
caressing
your sex
You can have my mouth
to experience
your sweet taste
[And my teeth to gently nibble you]
I offer you my body to warmly
rest
yours
or to spend hours awake with
I give you the desire
dreaming of you
the
body screaming for yours.
I give you my kisses
my
poems
and
every breath that you can get.
agosto de 2008
Revirando as gavetas
O fundo dos armários.
Dos cadernos.
Do peito...?
Pensando em resgatar poemas (e talvez escritos) antigos, e postá-los aqui. Um ou outro já foram. Não é um momento de nostalgia, é talvez um preparativo de comemoração (e catarse) pelos seis anos do blog, e tudo que esse tempo e esses escritos todos aqui contidos significam em mim...
Ruiva, ruiva, ruiva!
rubra
rosinha
verde
pintada
despojada
forte na voz
nas opiniões
ruiva,
meu desejo é teu
meu desejo é alvo
róseo
rubro
quero tuas lições,
todas.
Aprender
Viver contigo.
agosto de 2008
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Justificado
Você olhou para trás. O que viu?
Se eu olhasse... Se olhar... verei porque meu peito se aperta agora. É o aperto do anseio e da angústia de uma dezena de histórias acumuladas, todas somando-se ao que vivo e sinto agora, aumentando a força da mão que aprime meu peito. Hoje, ontem... Eu abro as janelas, para me sentir mais livre. E tento narrar minha história com o distanciamento de um narrador. É para poder te enxergar melhor, posso mentir. É para poder disfarçar melhor, posso dizer.
Mãos. Mãos da angústia. Mãos da ansiedade. Mãos do anseio pelo contato. Pelo carinho. Pela recíproca. Pela confirmação. O aperto é de medo ou sofreguidão? Quantas, tantas mãos...? Seguirei passando por elas? Seguirei colecionando toques até o aperto sufocar meu peito? Sei sorver sem sofrer?
Eu me envolvo, eu me apaixono, eu machuco, sofro. Pudesse, não abandonaria. Mas o nosso é um mundo de pares, não de conjuntos. Eu me afeiçôo, admiro, rio, beijo, gozo. Estremeço de prazer ou soluços. Eu me perco de meus afazeres e responsabilidades em cada detalhe de uma pessoa. Não posso...
Fico querendo me exorcizar, me justificar, encontrar um espaço em que eu faça sentido. Eu gosto, eu amo. Abraço e acolho. Sou visceral, e luto para agir com razão sobre isso. Quem acalma o impulso? Meus caminhos, minhas ansiedades, minhas dúvidas, minhas curiosidades, minhas buscas... Meu caminho que parece só.
Se sou assim, não posso convidar ninguém para ir comigo...
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