domingo, março 27, 2011

Às vezes, faz falta ter para onde voltar...

Eu saio. Conheço gentes.
Converso.
Flerto.
Eu tomo a iniciativa.

Cozinho.
Pedalo.
Saio com minhas famílias e agradeço por meus amigos existirem.
Ando na praia e agradeço a Yemanjá por cada banho de mar azul.

Cuido dos dentes,
do cabelo,
da cabeça.

Observo o que já fiz,
tento não fechar os olhos
para o que ocorre dentro
o que ocorre fora.
Tento não ser leviana.
Tento evitar o muito superficial que me esvazia.

Eu ergo a cabeça ao andar por aí.
Respiro fundo a cada pedalada.
Encolho-me no banco de ônibus. Durmo.

Eu leio.
Tomo anotações.
Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo.

Choro.

Eu dirijo, viajo, busco outros horizontes.
Eu faço algo que nunca fiz.

Eu sorrio para estranhos.

E brigo com pessoas próximas.
Eu me revisito, de tempos em tempos
com linguagens e perspectivas diferentes.

Eu tento não ficar parada.
E às vezes, tento ficar em silêncio.

Eu ouço música e descubro novos gostos ou sensações.

Eu me descubro maior.
Me descubro mais imatura do que gostaria.
Mais corajosa, e mais estabanada.

Eu me descubro viva e feliz.

E viva, viva, vida.

A cada nova manhã.
Cinza ou azul.
Prefiro as azuis.
Nas cinzas, encolho-me mais.

Eu me emociono com meus amigos e amigas.
Eu me emociono.

Eu sigo vivendo
fazendo coisas que me fazem ter muita certeza de estar viva
e sentir muito gosto por isto.

E, às vezes, eu acordo e sinto falta daquela pessoaQue não sei onde encaixar, nesse momento,
em minha vida.

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