Era uma vez um homenzinho verde. Ele se perguntou por que sua existência parecia ser contada de trás para frente, e acabou por descobrir que, na verdade, ela só era escrita da direita para a esquerda, e afinal isso nem era tão grave, posto que as vidas não possuem eixos ou coordenadas, ou algum sistema de mapeamento que diga, e além disso demonstre, que todas as vidas, por regra, são escritas da esquerda para a direita. Isto aliás poderia gerar incontáveis discórdias entre os povos, especialmente entre os da direita e os da esquerda, afinal, como muitos sabem, muitos povos de origem e tradição mais à direita concebem, escrevem e descrevem suas vidas da direita para a esquerda. Só poderia ser ideia de algum imperialista nascido à esquerda sugerir - ou, o que é muitíssimo pior, decretar - que todas as vidas tinham seu curso natural da direita para a esquerda.
Mas como íamos dizendo, o homenzinho verde descobriu o que lhe acontecia - e a partir de que direção. E ele estava a se perguntar sobre sua estranha sorte - ele insistia em pensar que tudo aquilo era deveras estranho - e acabou adormecendo, e sonhou.
Em seu sonho, alguém lhe explicava, em bom japonês, de cima para baixo, da direita para a esquerda - teria sido chinês?! Enfim, explicavam-lhe que na realidade ele era um homúnculo de manjericão criado por uma versão de Merlim descrita por Leonardo Da Vinci em um de seus cadernos.
O homenzinho verde acordou. Respirou profundamente. O ar rescendia a limão. E hortelã. E boldo. E um nadinha de arruda. E a jasmins. E lá no fundo, porém refrescantemente presente, a manjericão.
As narinas do pequeno homem mágico encheram-se com seu próprio perfume. E ele se sentiu pleno.
Ele pensou em divagar sobre a sorte de Da Vinci. E de Merlim. Receou, contudo, cair outra vez no sono. E sonhar qualquer outra coisa. E acordar e não ter cheiro de manjericão, mas de tinta verde fresca. Ou algo pior.
Ele então se levantou. E saiu por aí, desperto, oloroso. Da direita para a esquerda.
Mas como íamos dizendo, o homenzinho verde descobriu o que lhe acontecia - e a partir de que direção. E ele estava a se perguntar sobre sua estranha sorte - ele insistia em pensar que tudo aquilo era deveras estranho - e acabou adormecendo, e sonhou.
Em seu sonho, alguém lhe explicava, em bom japonês, de cima para baixo, da direita para a esquerda - teria sido chinês?! Enfim, explicavam-lhe que na realidade ele era um homúnculo de manjericão criado por uma versão de Merlim descrita por Leonardo Da Vinci em um de seus cadernos.
O homenzinho verde acordou. Respirou profundamente. O ar rescendia a limão. E hortelã. E boldo. E um nadinha de arruda. E a jasmins. E lá no fundo, porém refrescantemente presente, a manjericão.
As narinas do pequeno homem mágico encheram-se com seu próprio perfume. E ele se sentiu pleno.
Ele pensou em divagar sobre a sorte de Da Vinci. E de Merlim. Receou, contudo, cair outra vez no sono. E sonhar qualquer outra coisa. E acordar e não ter cheiro de manjericão, mas de tinta verde fresca. Ou algo pior.
Ele então se levantou. E saiu por aí, desperto, oloroso. Da direita para a esquerda.
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