Não quero que meus sorrisos dependam de ninguém.
...
Quero sair por aí. Há tanto a ver e descobrir.
Tanto há a descobrir-me!
Meus céus azuis e dias chuvosos
Meus mares tranquilos e oceanos tormentosos
Quero me ler em Borges
e me pedalar pela estrada
quero descobrir que novas músicas dançam em mim
Quero conhecer que comidas despertam sabores em meu corpo
E que paisagens internas, inebriantes,
me penetram e se abrem em mim
quando, olhos bem abertos, devoro o mundo.
Quero divinar-me
inebriar-me
enlouquecer
e me sentir preenchida
com a grandeza do mundo
a lindezura da quantidade de cores e vidas das pessoas
Quero o divino do som
não humano.
Ir meio do mato.
E quero ler, concentrada,
protegida pelo incógnito anonimato
de um movimentado café de rua
em algum estranho lugar.
Quero estar na estrada, na estrada, na estrada, na estrada, na estrada.
Quero me encontrar e descobrir
continuar um caminho
longo
antigo
utópico
infindo
ingênuo
aprendiz
crescente
ávido
curioso
incerto
meu.
Meus caminhos
meus gostos
minhas descobertas
meus quereres
meus aprendizados.
Tanto hei de descobrir-me!
Talvez ande meio sedenta de mim...
Nenhum comentário:
Postar um comentário