sexta-feira, julho 29, 2016

I want to learn how to love
Not just the feeling
bear all the consequences

And I want to learn how to love,
And give it all back

n.g.

...

https://soundcloud.com/recordrecords/of-monsters-and-men-king-and

quinta-feira, julho 28, 2016

vontade de chorar

...cansando de me abrir e me dedicar para alguém que não acha que eu valho a pena...

Saudades - Adeus?

Nunca mais o sorriso sapeca?
Nunca mais o brilho no olhar?
Nunca mais os beijos suados?
Os almoços no meio-fio?
Nunca mais guardar um chocolate?
Nunca mais os arrepios nas costas?
Escovar os dentes olhando um para o outro?
Nunca os dedos entrelaçados?

Nunca mais o beijo na mão?
Nunca mais um selo muito bom?
Um desafio novo por semana?
Para quem vou escrever com a mão esquerda?
Com que cachinhos irei brincar?
Como ficará a vidazinha, sem exageros?
Nunca mais sair para nadar e pedalar?
Nunca mais estudar algo juntos?
Nunca mais surpresas quase de madrugada?
Não mais treinar juntos?
Os cuidados?
Os cafés na cama?
Os suspiros de corredores?

Nunca mais sonhar em viajar?
Nunca mais o gozo junto, o encaixe absurdo?
Nunca mais os beijos quentes, a boca suculenta?
Todas as conversas?

Nunca mais festival de piadas ruins?

Nunca mais nossa cumplicidade?

Nunca mais nós dois?

E o peito dói. Aperta.

Por tudo que conheço e quero viver
por tudo que não conheço e quero descobrir
por toda a vida que quero tanto compartilhar
por todas as coisas grandes e pequenas
que quero viver com você...

segunda-feira, julho 25, 2016

da lenta partida...

e eu fico escrevendo essas coisas que não interessam a ninguém, pra te dizer que se você mudar de ideia, eu ainda não mudei de ideia.

mas não é assim que as histórias começam e acabam, afinal. então eu preciso parar de ser boba e apagar as luzes. e fechar a porta. e sair.

...

e até essa reflexão sobre isso é um murmúrio que eu queria que você ouvisse...

quinta-feira, julho 21, 2016

Saudade.
Saudades.
...

quarta-feira, julho 20, 2016

Meu jeito romântico

O que tenho entendido é que... o amor não é apenas o que sentimos de especial - o coração acelerado, a ansiedade, o bem estar, desejo, tesão, vontade de conversar, carinho, dormir junto, acordar, sonhar, fazer planos, viajar... O que "define" a pessoa escolhida, o que fortalece o amor, parecem-me ser muitao mais a vontade e a escolha de, juntos, fazer algo dar certo. A decisão consciente, alegre e desejosa de descobrir juntos os desafios dessa vida compartilhada, de aprender juntos como passar por eles e, talvez, para além disso, de aprender como esses momentos podem alimentar e fortalecer o amor...

E, então, acho que entendo que o amor até tem muito de mágico e inexplicável, mas... o amor de nossas vidas é talvez muito mais uma escolha...

terça-feira, julho 19, 2016

Das poesias nas quais ainda acredito

Acredito que o que existe entre nós tem um potencial grande. bom. E merece continuar existindo. Merece ser alimentado, fortalecido, vibrar, crescer, nos fazer crescer junto, ganhar esse mundo...

Acredito que nossas energias e intensidades combinam. E que muita coisa boa e bonita pode nascer de nossa mistura. Acredito que nossas vidas podem se encaixar de muitas formas boas.

Acima de tudo, acredito que nossa história ainda merece ter espaço para amadurecer, para descobrir-se, conhecer-se.

Acredito que ainda temos muito caminho a trilhar juntos. E oxalá surjam muitos bons frutos deles...

...

Você fazia eu me sentir especial, e gostava de ser especial para você. E gostava que você fosse especial para mim...

segunda-feira, julho 18, 2016

caminhos

continuo acreditando.
continuo querendo acreditar...

quarta-feira, julho 06, 2016

02.06.2016

Saudades

Plural de sinto falta de você. Do teu jeito. Do teu olhar. Teu sorriso. Tua boca. Teu corpo.
Compartilhar...

sexta-feira, junho 17, 2016

26 de maio

Trinta e três.
Trinta e dois...
Trinta e um...
Trinta...
Vinte e nove...
Vinte e oito...
Vinte e sete...
Vinte e seis...
vinte e cinco...
vinte e quatro...
vinte e três...
vinte e dois...
vinte e um...
vinte...
dezenove...
dezoito...
dezessete...
dezesseis...
quinze...
catorze...
treze...
doze...
onze...
dez...
nove...
oito...
sete...
seis...
cinco...
quatro...
três...
dois...
um.

- Até que sejam zero
Até que sejam zero
Até que sejam zero...

Vamos contar.
Vamos gritar.
Vamos expôr a cara
                      as feridas
            falar os podres.

Até que sejam zero.
Até que sejam zero...

segunda-feira, junho 06, 2016

Rotina / Cotidiano

Seu despertador toca, você se espreguiça, toma café da manhã.

Uma mulher é estuprada.

Você toma banho, vai para o trabalho, checa e-mails, participa de uma reunião, escreve relatórios, escreve um projeto, levanta para um cafezinho e esticar as pernas.

Outra mulher é estuprada.

Você trabalhada pelo resto da manhã, conversa um pouco com os colegas de trabalho, para pra almoçar, lê notícias, vê um vídeo besta, se espreguiça na cadeira.

Uma adolescente é estuprada.

Volta ao trabalho, checa e-mails, olha a agenda, desmarca uma reunião, pesquisa um assunto importante, resolve pepinos, agenda compromissos, mais um café, agora um lanche, o dia não acaba.

Mais uma mulher é estuprada.

Você já não tá rendendo tanto no trabalho, você empurra tudo para o dia seguinte, responde telefonemas e e-mails, pensa no final do expediente, no final de semana, no final do mês, no final do ano, na aposentadoria. Pega trânsito pra casa.

Outra. Mulher. Estuprada.

vocêtomabanhocomelavalouça. vê as contas pra pagar. olha a rua; sua. lê ou vê tv. sente sono, toma chá.

gritos, lágrimas, dor, desespero. Conta? Mais uma.

Você ronca, ressona. Se vira na cama. Mata um mosquito. Com sorte, sonha. Acorda e bebe água. Dorme.

O pesadelo de outra mulher se consuma.
Talvez, de novo...

Você se remexe, o despertador toca pela primeira vez, os passarinhos começam a cantar, você vira para o lado, cochila. Barulhos de rua. Outro dia quer começar. Você pisca e pula da cama.

O terror, para outra mulher, continua...

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Em janeiro deste ano, li uma estatística que dizia que, no Brasil, a cada três horas, uma mulher é estuprada. Sente?

quarta-feira, maio 25, 2016

25.05.2016

Quero colocar o amor em uma caixa.
Vou juntar as pontas, dobrar.
Arrumar cada caquinho em seu lugar.

- Não é hora de tentar colar nada.

Mas tampouco poderia jogá-lo fora:
afinal, é amor, ainda!

As peças parecem uma bagunça
    sem conserto
Tudo parece perdido
    para além de qualquer esperança
Mexer, nem pensar:
    as bordas cortam.

E, entretanto, aquela coisinha ali,
    meio perdida e deslocada,
    foi um sorriso.
    Acolá brilha um dia na praia.
    Ainda fumega o sonho do café compartido.
    E o cacto, de espinhos macios, tem raízes próprias.

Como poderia condenar tanta dádiva ao desleixo?

Não posso.
Não quero.

Mas como cuidar do amor
    despedaçado
        dolorido?

Não é lixo.
Nem prisão.

Tampouco esquecimento...

Vou aconchegar meu amor em uma caixa.

Dar-lhe repouso.
Espaço.
Tempo.

quinta-feira, maio 19, 2016

Monólogo

Eu errei o ponto
    perdi o ponto
    recuperei
Eu não sei como fazer
    para consertar
    alguns
    pontos
Sem ter de desfazer tudo...

Eu tenho andado não muito
                                   rápido.
Eu passei por um buraco,
                 mas não caí.

Eu tomei café.
Eu assisti a um filme
                          que me fez gargalhar
Eu ouvi uma música

... que me lembrou você.

Duas.
Três.

Eu não comi os doces.
Olhaeuachoqueelesvãoestragar.

Eu não sou
      você não é
  Eu queria que a gente tivesse
                   que a gente pudesse

Eu não falei
      você não fala

As coisas não ditas vão
     se acumulando
     como água parada
     - vão se embolando feito trem descarrilhado?
Vez em muito me transbordo.

O peito apertadói
             aslágrimasnãocabem

O vazio
  o silêncio
  a falta
     apertam no peito

E eu não caibo. Não me encontro.
Não faço parte de nada...

E fico querendo ir embora.
Ir embora.
Estar longe
    ocupar-me.
Mudar.
- fingir que não fazes parte porque já não são os mesmos lugares, os mesmos espaços?

O peito se enche.
Esvazia.
Lentamente.
Só eu escuto...

terça-feira, março 22, 2016

esperança...

A esperança é uma substância viscosa como o melaço - mesmo quando você vira o pote e quer que ela escorra toda fora, ela se arrasta, passa devagar pelo peito, pela pele, deixa um rastro de esperança pelo corpo todo, até finalmente sair de você.

Quando acaba de escorrer, ainda é preciso limpar o caminho que ela fez quando ia embora - ou toda série de coisas podem se grudar ali..

domingo, novembro 29, 2015

"Desisti de desistir."

terça-feira, novembro 24, 2015

Nome para conto

A long switch

sábado, novembro 21, 2015

criar
estar em movimento
sentir que sou capaz de fazer coisas
de encontrar minha paz interna
auto-organização

domingo, novembro 15, 2015

Jornada de um escritor sombrio

Eu hoje pedalei
por uma cidade morta.
A lua estava brilhando
lindamente no mar
e uma chuva finíssima
começou a cair, deixando
o mundo todo coberto
por um delicado brilho.

Esta noite pedalei
por uma orla fantasmagórica.
E enquanto o oceano reluzia gentilmente
sob o luar
pensei ter ouvido
um chamado distante
meio carregado
meio disfarçado
pelos sons das ondas
e do vento.

Eu hoje pedalei
por ruas desertas.
E embora eu não pudesse ver
quem estava me chamando
das profundezas
do oceano bravo e sombrio
eu _pude_ ver Seus servos

perambulando
maquinando
saltando
fugindo
escondendo-se
de sombra em sombra
cruzando meus caminhos.

Eles chamam
alimentam-se
obedecem
murmuram
suas insanas preces

Então, desaparecem.

Nada
apenas
ar
a lâmpada quebrada de um poste
uma casa noturna
há muito
abandonada.
Débeis sussuros
- é apenas mar...

Era apenas uma cidade molhada e morta
no meio da noite
(morta, morta, _morta_).

E entretanto
suas ruas vazias
cheias de mistérios
sombras enevoadas
poças
lixo
lama
e luzas abandonadas
eram mais belas
convidativas
e reconfortantes
que qualquer cidade azul de verão
zunindo com seus carros novos de último modelo
abarrotada de belos zumbis
desesperadamente morta
e vazia
por dentro.

(tradução do original em inglês:

A dark writer's ride

I have ridden through
a dead city today.
The moon was shining
beautifully on the sea
and the most thin rain
started to fall, leaving
all the world covered by
a delicate glow.

I rode through
a ghost beach coast tonight.
And while the ocean was gently gleaming
by the moonlight
I thought I could hear
a faint calling
half carried
half disguised
by the surf sounds
and the wind.

I rode through
deserted streets today.
And while I could not have seen
who was calling me
from the depths 
of the dark wild cold sea
could see His servants

wandering
plotting
hopping
fleeing
hiding
from shadow to shadow
crossing my paths.

They call
they feed
they obey
they mutter their
insane prayers

Then, they vanish.
Nothing
but
thin air
a broken street light
a long abandoned
night
club.
Faint rustles
it's just the sea...

It was just a dead wet city
in the middle of the night
(dead, dead, dead).

And yet
its empty streets
filled with mystery
misty shadows
puddles
trash
mud
and forgotten lights
were more beautiful
inviting
and comforting
than any blue summer town's
buzzing with brand new cars
crowded with handsome zombies
hopelessly rotten
and hollow
in the inside. )

terça-feira, outubro 06, 2015

on books

"What an astonishing thing a book is. It's a flat object made from a tree with flexible parts on which are imprinted lots of funny dark squiggles. But one glance at it and you're inside the mind of another person, maybe somebody dead for thousands of years. Across the millennia, an author is speaking clearly and silently inside your head, directly to you. Writing is perhaps the greatest of human inventions, binding together people who never knew each other, citizens of distant epochs. Books break the shackles of time. A book is proof that humans are capable of working magic."

c. s.