domingo, junho 02, 2013

hey, hey
rain...

as flores estão fechadas
mas o dia está mais claro do que parece

domingo, maio 05, 2013

Debaixo de toda essa roupa de grife
Não consigo ver
O que compõe
Tua matéria fina 

Acontece o tempo todo >.<

That awkward moment when you don't want things to be awkward... But you don't know what to do to avoid it.

...continuar a encenar, quando não há plateia, por vezes é difícil...
Às vezes me sinto presa em mim (ou) em minha própria existência. São momentos de falta de ânimo ou perspectiva, em que sinto vontade de apenas seguir qualquer corrente que me afaste da necessidade de ter de fazer qualquer coisa muito maior do que consumir pílulas de lazer - como ler uma história ou assistir a um vídeo. Momentos de deixar as horas escorrerem. E de ter medo, medo, medo, medo de não fazer nada. Até chegar o dia não haver mais nada a ser feito sobre isso.

É um círculo vicioso que, das últimas vezes que apareceu, consegui romper com uma noite de sono. Ou uma ida à praia, ou sair - sozinha ou com amigos. Mas já houve fases de ser mais difícil combatê-lo. E de realmente achar que poderia acabar ficando presa n'algo assim. Como podemos ser tão presas de nossas variações internas?

terça-feira, abril 30, 2013

sufocamento, angústia, vontade de fugir ou chorar

meu silêncio
não significa
uma porta aberta
para você falar

Criaturas da noite

Solange, Rainha, poetisa, presenteadeira.
E Gerônimo (muito, muito antes). Menino, depois homem feito. Com memória.
E Oscar, argentino, andarilho, engenheiro de minas, artesão. Apreciador de café.

E Diego. E um nome difícil de lembrar, que acho que era Eirã.

E André, que teve de fazer mingau de aveia para sua esposa, porque a farinha de trigo está mais cara do que comprar leite e aveia.
E Flávio Ricardo, que me orientou a tomar cuidado ao dirigir.
E Elisângela? Que me pediu mantimentos, roupas.

E o senhor que se iluminou quando lhe dei boa noite, ontem. Transformando-se de estranho suspeito em vizinho voltando pra casa tarde da noite.

E assim, e tantos, e mais um. Que sempre possa respeitar, reconhecer, lembrar...

Poema bruto

O adocicado aroma dos jasmins toma conta do frio ar da noite.
sei das malditas exceções, mas isto não me impede de descobrir sorrisos quase sempre, quando encaro estranhos desarmada, na noite.
Os ecos de uma violência que não vivi, que vivemos todas, ressoam, encerram, encolhem
mas...
acaso não será o olhar furtivo e assustadiço para trás
que nos dá a amedrontadora sensação de perseguição?
Cerro o portão.
A senhora se aproxima.
Segue seu rumo, recurvada de tempo.

domingo, abril 07, 2013

às vezes de poesia erótica e culinária

Como um(a) amante diligente em busca de sorver as últimas gotas de porra, ligo novamente a cafeteira de fogão, após servir todo o café. Com prazer de quem sabe extrair os últimos sumos, sirvo as últimas gotas, tiradas a febre e pressão.

quarta-feira, abril 03, 2013

...

a vida é como um rpg sem ficha

(e como eu queria, às vezes, ter uma ficha para conseguir saber quais meus pontos fortes e fracos...)

(...)

às vezes (como hoje) sinto que sou péssima para tarefas cabeçudas. ou me sinto medíocre no geral.

e penso em meus amigos e vejo que estou cercada de pessoas fodásticas. me sinto orgulhosa deles. e fico pensando em que serei também eu boa...

sábado, março 30, 2013

A sexta feira não é santa

Quase não tinha dentes. Chamava-se Solange, Rainha. Disse-me que era de Yansã. E poetisa. Recitou sobre o amor, bálsamo da vida. Falou da casca do Pelourinho, que é sua casa, mas não a parte que se vê. Chamou Bahia madrasta. Disse que era seu aniversário, e que era soropositiva.
Me explicou a matemática da reciclagem - 73 latas dão um quilo, um quilo são noventa centavos. E dos valores. Meu milk shake. Um prato de feijão, com suco e pimenta. Mas eu sou gringa, eu posso...
Deu-me um desenho, uma caneta, uma fita do senhor do Bonfim (tomo o cuidado de não deixar que a amarre em meu pulso).
Eu lhe dou atenção, sorrisos, dois reais, um cigarro.
E saio me sentindo falsa dentro do mundo. Ou da vida. Ou do corpo...

segunda-feira, março 18, 2013

tenho andado mais sensível e dada às lágrimas. >.<

quinta-feira, março 14, 2013

Como uma criança que se prepara para fugir de casa ou ir para seu primeiro dia de aula, encho minha mochila de cacarecos.

Preparo-me para enfrentar novas aventuras?

Criança. Crescendo.

Eu e minha pasta...

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Achados (e perdidos)

Não sou inquebrável.

Mas sou flexível. E consertável.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Como é que pode haver coisas que doam e deem vontade de chorar, mesmo depois de tanto tempo? Como sara ou conserta ou resolve ou desembola?


Por vezes, é algo que flutua próximo à superfície, sem porém delinear-se por completo. E fica essa sensação de buraco e eu sequer entendo completamente seus porquês...

domingo, dezembro 16, 2012

Mesa grande e lisa.

Quartos para abrigar às minhas almas que nasceram em outros corpos.

Uma grande cozinha.

Comunidade.

16.12.2012. domingo bom

Dá pra viver de crepes, vinho, café, cigarro e pimenta fresca moída na hora?

terça-feira, dezembro 11, 2012

Mais do mesmo

Ao final do dia
findo o expediente
quantos dos rostos cansados
apertados nos ônibus
são negros...?

Música

‎Um pintor pinta imagem numa tela. Mas músicos pintam sua imagem no silêncio.
Charles Peirce

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Sua mente e seu corpo fervilhavam. O corpo, um misto de ódio, cansaço e tristeza. A cabeça, ideias. Abriu o laptop, precisava desesperada e urgentemente transformar aquilo tudo em alguma coisa. Tentou  passar o que sentia para a tela em branco, entretanto, sentia que o processo todo era frio demais. Enquanto imaginava que seria algo muito mais verossímil e fluido se pegasse papel e caneta e pudesse extravasar os sentimentos no rascar das linhas da caneta, seu olhar penetrava mais e mais profundamente as formas perfeitas impressas na tela brilhante.

Entrava em transe.

Suas costas doíam. Seu corpo todo doía. Mas não queria parar. Queria, precisava de um momento de catarse, de uma transmutação, de algo.

Foi interrompida por sua mãe.

Fim