segunda-feira, dezembro 10, 2012

Sua mente e seu corpo fervilhavam. O corpo, um misto de ódio, cansaço e tristeza. A cabeça, ideias. Abriu o laptop, precisava desesperada e urgentemente transformar aquilo tudo em alguma coisa. Tentou  passar o que sentia para a tela em branco, entretanto, sentia que o processo todo era frio demais. Enquanto imaginava que seria algo muito mais verossímil e fluido se pegasse papel e caneta e pudesse extravasar os sentimentos no rascar das linhas da caneta, seu olhar penetrava mais e mais profundamente as formas perfeitas impressas na tela brilhante.

Entrava em transe.

Suas costas doíam. Seu corpo todo doía. Mas não queria parar. Queria, precisava de um momento de catarse, de uma transmutação, de algo.

Foi interrompida por sua mãe.

Fim

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