quarta-feira, março 14, 2007

Feliz Dia da Poesia

Sim, hoje, 14 de Março, é dia da Poesia

Não que tenha necessariamente a ver, mas... Outro dia assisti Clerks II, há uma cena em que os dois protagonistas estão andando de kart, e a música de fundo me agradou tanto que saí para comprar pão e me peguei cantarolando a danada. Como se não bastasse, uma pessoa muito querida, que estava comigo na hora, começou a acompanhar, e eu achei muito gostosinho, e hoje decidi buscar a música.

Deu algum trabalho, já que eu não sabia nada da letra, nem tinha pego o nome nos créditos. Mas nada que o Google não ajude a resolver, e só tive de escutar o início das faixas anteriores do cd com a trilha sonora do filme, até encontrar a que queria. Depois, foi pedir ajuda a sites de letras e ao bom e velho radio uol, tão requisitado por minha mãe e por outro grande amigo meu.

O resultado é este post aqui. Enfim, a letra nem combina tanto assim comigo, ou talvez tenha uma mensagem que eu deva aprender. O importante, mesmo, é a melodia, no caso. *sorriso*

Raindrops keep fallin' on my head

Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me

[trumpet]

It won't be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me

(B. J. Thomas)


Desnecessário dizer que fiz o post ouvindo a dita cuja...

Bom dia, mundo!!!!!

terça-feira, março 13, 2007

solidão e saudade

a menina espevitada sente saudades, e se sente um tanto só

pega sua bolsa portuguesa, coloca coisas importantes nela -

a carteira de cigarros, uma cerveja -

e sai

a menina espevitada vai para a praça perto de sua casa, um semi-refúgio para onde vai quando quer se incensar e pensar um pouco

no meio do caminho, ela abre a cerveja com ajuda da bolsa.
dá dois "boa-noite!" durante o percurso, mas não presta atenção no caminho.

bebe; senta-se; acende o cigarro.

lembra-se.

e se sente só. bebe com o amigo menino português... só agora a menina espevitada percebe que resolveu trazer justo a bolsa portuguesa para lhe fazer companhia.

ela bebe com o amigo que está longe. lembra que aprendeu, finalmente, a beber vodka pura. lembra do amigo português. lembra da menina mimimi que está sumida.

(enquanto escreve, a menina espevitada conversa. e percebe que o álcool tem a capacidade de derreter lágrimas que endurecem o coração)

a menina espevitada sente falta de falar com alguém, talvez para não perceber que não pode partilhar aquele momento com quem gostaria. tenta a menina sumida - e ela não atende. o menino rabugento responde, eles conversam um pouco. às vezes, o menino rabugento é um doce.

mas é pouco, e a menina espevitada termina sua cerveja e seu segundo cigarro só, protegida da chuva pela interseção das copas de uma árvore qualquer e de algo que parece um coqueiro. a menina saudade pensa mais um pouco e volta...

na volta, ela percebe mais o caminho. de fato, ela olha para ele. não está tão firme quanto na ida - ela, não o caminho - mas... está lá.

a menina espevitada se despede do menino que está longe... eles se despedem com saudade e carinho... e com algum choro, mas um choro mais maduro.

a menina espevitada se despede, mas mais madura...

o menino que está longe

(Dave Matthews and Tim Reynolds - Christmas Song)

A menina espevitada se sente tentada a chorar...

Há seis meses seu melhor amigo sem noção boçal metrossexual foi para muito, muito longe. Desde então, eles se falam muito esporádicaeventualmente. Da última vez, foram longos trinta e tantos dias. Sem ouvir voz ou ler novas frases.

De saudade apertar e recorrer a velhas fotos, a renovadas vontades de escrever, de derramar grossas ou leves gotas de "sinto uma falta absurda dessa pessoa que estava tão perto de mim"...

A menina espevitada não chora por esse amigo. A menina espevitada tem chorado pouco...

Talvez, se ela lembrar quanto conversavam, quanto calavam, quanto riam... Lembrar-se de noites em que o menino de óculos escuros e ela estavam já mortos de sono, e sem querer pensavam ou viam algo que era interessante, e lá se ia mais uma hora de conversa, de discussões acirradas, e, quase milagre, de uma pessoa entender o ponto de vista da outra. Sim, é um milagre pensar que duas coisinhas intransigentes e orgulhosas sejam capazes de ceder; no entanto, eventualmente, talvez pelo prazer de continuar a conversar, a menina espevitada e o menino... o menino que por não gostar de rótulos poderia recebê-los vários, eles cedem, e se ouvem.

Talvez se lembrar do tempo que conhece este garoto, das coisas que passaram juntos, de como eles foram se tornando mais próximos... Lembrar de um tempo em que ela era mais rebelde que interessante - quem sabe? Lembrar de um tempo em que ele era mais nerd do que farrista. Lembrar de caminhadas de tarde inteira por qualquer lugar, para alimentar o quê - a vontade de conversar sobre tudo, e sobretudo a vontade que tinham de estar juntos... O menino de óculos escuros, a menina espevitada, e o então melhor amigo deles, o menino realmente sem noção. Porque, sim, a menina espevitada se lembra agora, o menino de óculos escuros é um anjo, além da criatura mais doce do mundo, perto do menino realmente sem noção.

A menina espevitada tem mais lembranças do que momentos destes três, agora... E uma das forças que a levam adiante é reencontrar o menino que usava óculos escuros de noite e usava preto embaixo do maior sol e que era uma pedra de gelo e chorava feito criança, e se tornou seu melhor amigo apesar de qualquer coisa diferente que um pensasse do outro.

A menina espevitada não está apaixonada pelo menino português. A menina espevitada não está idealizando o menino português.

Com muita clareza, a menina espevitada ama esse ser que saiu de perto dela mais menino, e que aos trancos, barrancos, solidões e porradas deve estar se tornando um homem. E hoje, sempre que pode, ela diz isso para quem estiver por perto para ouvir.

O rosto da menina espevitada está marcado por gotinhas de saudade. O menino de óculos escuros está virtualmente perto, neste exato momento. Mas o menino que gosta de ser gostado e de fazer rir está precisando de atenção, e então ela os deixou a sós...

Estica-se o lábio inferior da menina que também é introspectiva e quieta - e agora um beicinho triste mora em seu rosto, para combinar com os caminhos molhados de saudade e saudosismo.

A menina espevitada se imagina abraçando o menino que está longe. Ela sente...

Saudades.

E deseja que seus caminhos, muito em breve, se cruzem mais.

Meninos e meninas vêm e vão
em nossas vidas. Na vida da menina quieta que veste máscara de caminhos de lágrimas e beicinho, isto não é diferente.

A menina espevitada chora e roga que este menino permaneça. Que, afinal, sempre se pode ir por aí juntos!!

segunda-feira, março 12, 2007

menina espevitada e menina graciosa

A menina espevitada queria ser passarinho...

... e conheceu uma linda menina de lindas bochechas e movimentos graciosos. E frente à tanta gentileza e sorridência, a menina espevitada ficou um tanto sem jeito - como conseguir fazer graça para alguém já cheio de graça, de per si?

A menina espevitada pensou em pedir ajuda a seu amigo que era muito amigo, mas que era também muito fechado. Mas o amigo muito fechado achava, como a menina espevitada, que algumas coisas nós devemos ser capazes de resolver sozinhos. E a menina espevitada se encolheu e pensou que talvez fosse melhor deixar pra lá.

Um dia, conversando com o menino rabugento, a menina espevitada tomou um pouco de coragem, e pediu a opinião do menino mais sem jeito que rabugento, que pra algumas coisas não tinha nada de sem jeito - apesar de continuar sendo meio rabugento! E, para sorte dela, o menino rabugento pôde ajudá-la... Apenas um pouco, o suficiente para que a menina que não era sempre espevitada conseguisse uma porta para alcançar a menina simpatia.

Meio sem jeito, as duas conversaram, uma sem saber o que dizer, a outra sem saber o que esperar. O menino rabugento volta e meia tentava ajudar, mas a menina espevitada parava e acabava pensando que, afinal, ou ela faria as coisas do jeito dela ou não seria capaz de fazer nada...

Mais uma vez a menina espevitada catou um pouco de coragem e fez as coisas como acreditava que poderiam ser. Entre tímida, direta e atrapalhada, falou e falou. E, para sua sorte e surpresa, as bochechas formaram sorrisos, que abriram as portas para encontrar a menina graciosa.

As duas se encontraram meio sem jeito, meio assim - o que será que essa menina deseja realmente? E, como já havia sido decidido, as duas foram assistir a um filme. Um filme com ar de conto de fadas e de super herói, e com uma poesia no mínimo gostosa. E, depois que as duas meninas já haviam se encontrado, foi a vez das mãos das meninas se encontrarem, e eram macias e cúmplices, de início mais tímidas, aos poucos, decididas, respondendo às perguntas que suas donas haviam preferido não fazer... e o que as mãos diziam era que...

Sim, as bocas podiam e deviam se encontrar, e cada mão contou isso à boca da outra menina, com suaves beijos desses que a boca dá quando deseja encontrar outra boca. E em algum momento de menos poesia no filme e mais poesia entre elas, duas bocas macias se tocaram... não houve espanto, mas um encontro calmo e suave, de quem sabia o que estava fazendo, de quem sabia o que queria fazer...

As duas maciezas se riram e se experimentaram, mas naquele dia a menina espevitada teve de sair mais depressa do que gostaria, e então ela foi embora, levando o sorriso da criança que conquista um tesouro escondido, e a água na boca de quem gostaria de um pouco mais.

Meninas e passarinhos são seres que devem ser tratados com muita liberdade, se você deseja ter a chance de estar em sua leve presença novamente - a menina espevitada segurou seus arroubos, e para seu sorriso as bochechas cheias de graça, sua vez, chamaram-na para um encontro.

Dessa vez as duas já se conheciam um pouco mais, e entendiam um pouco o que a outra desejava e gostaria. Mas nesse lugar em que as meninas viviam, meninas muito passarinho e muito espevitadas e muito cheias de graça e que, ainda por cima, possuem bocas que gostam de se encontrar, chamam muita atenção, e então seus momentos foram novamente rápidos, semi-furtivos...

Foi um encontro mais de amigos e conversas, e também de azeite, queijos, tomates, sucos de laranja. Foi um bom encontro, e afinal, é difícil juntar tantas coisas boas e disto sair um resultado sem graça.

Mas passarinhos voam por muitos caminhos, e as duas meninas, hoje, encontram-se apenas de passagem, por rotas distintas - ainda sorrisos, outras paragens... Quem sabe?

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Poemas

E este segundo talvez fale mais comigo.
Porque ultimamente tenho entendido que isso é importante...

Entendimento - será que ficou claro que os nomes que "assinam" são heterônimos do Pessoa?
Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui.Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes.Assim como em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.

(Ricardo Reis)

Se Eu Pudesse

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz por um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
(Alberto Caeiro)

Poemas

Os dois próximos textos serão poemas de Fernando Pessoa, que eu gostaria de partilhar com alguém que anda me acompanhando, mesmo quando não estou ao seu lado...
Os dois próximos textos são poemas que minha mãe enviou para um amigo, que me pareceram coerentes, neste momento...

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

"fechado pra balanço"

Um peito...

uma cabeça confusa?

Um dia de ansiedade e meiguice.

um sorriso enorme e luminoso

(...)

ba-pum
ba-pum
ba-pum

(...)

um corpo que treme, uma vontade de se encolher e... talvez, ficar só - pensar, pensar. um corpo que insiste em tremer, ainda que apenas internamente. duas pernas sem força - trêmulas, também?

peito apertado, apertado, apertado...

ansiedade, ansiedade.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

........

sentimento de posse, instinto de posse... ? bens materiais, pessoas, idéias, ideais... apego... será que a respeito de cada aspecto da vida é possível pensar e pensar e pensar, será que é possível se envolver profundamente em análises, com qualquer aspecto da vida? fixo o olhar... pareço voltar para dentro, mas foco o exterior, o mundo. neste momento, parece-me que sim - é possível dedicar muita atenção a qualquer coisa...

(escrito há eras atrás...)

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

A dica da semana é...

ouvir um pouco mais minha mãe talvez não me faça mal, em alguns casos

vou tentar seguir alguns conselhos seus, para ver o que dá
na realidade, talvez seja uma superstição - NÃO seguir os conselhos é que gera confusão u_u

enfim...

rescue
limpeza (3x)
seqüência nos banhos

amém

sábado, fevereiro 10, 2007

*suspiro* é bom ter escrito!!!!!!!

Enquato puder escrever

As coisas têm como ficar bem.

Brisa de chuva. Fecho os olhos........

Escrever é bom.

A cor da postagem da última quinta-feira foi sugerida. Quero me lembrar disso.

Acho que por dentro sorrio, satisfeita.

Feliz comigo mesma

(o texto abaixo foi pré-escrito. neste momento, sentada para aqui escvrevê-lo, ouvindo uma música mais tranqüila - ira!, trago o cigarro, ajeito o cabelo, e me percebo feliz de ser quem sou, e com isso me sinto bem - se eu fosse outra pessoa e me visse aqui, agora, sentiria admiração)

Vontade de estar em algum lugar onde...
Onde eu fique simplesmente tranqüila. Onde nao esteja, necessariamente, imersa em um turbilhão de sentmentos e emoções (nem sempre meus). Um lugar onde não haja tantas coisas acontecendo em redor, sabe.
...
Em qualquer caso, sempre acaba sendo o que alguém quer, não?
O que eu quero.
O que você quer.
O que nós queremos.
O que outra pessoa quer.

Mais difícil é conciliar o que dois querem, ao mesmo tempo...

Muitas muitas muitas coisas.

Afinal, eu nem sei o que quero!!!

Talvez umas férias.

Talvez ficar um pouco longe de tudo. Asistir a tudo de longe. Ponto crítico.
Daqui, posso ir para qualquer lugar.
Deixar-me levar pela corrente. Fechar os olhos, e não ouvir nada... Música, talvez. E só. Por alguns minutos, pelo menos.
Enquanto isso, decidir se quero tomar as rédeas de minha vida.
Decidir se quero deixar as coisas- algumas ou todas - simplesmente irem acontecendo. Ou se quero me posicionar conscientemente em relação aos assuntos que me afetem.
Perceber o que me afeta.
Saber como quero as coisas.

Ir para casa é positivo. Uma conversa leve e semm compromissos. Divertida. Eventualmente, apaixonante. (fora do texto - o frescor de chuva é realmente um frescor para a alma) Trancar-me no banheiro e passar algum tempo eprdida em mim, me encontrando. Escolher entre pelo menos três tipos de coisas para comer ou beber.
Voltar para minha vida. Ser eu. EStar segura disso e basear os acontecimentos nisso. Ter clareza de minhas falas, de minhas vontades.

Por hora, aqui, escrevendo, acho que consigo isso. Por hora...
Depois? Me dêem... dois amigos, pelo menos. Amigos pelos quais meus sentimentos estejam mais claros, menos conturbados e novos.
Me tragam Rodrigo, e quem vier, e uma noite inteira de despretensões.
Me dêem um local onde possa aconchegar meus sonhos, risos, choros. Lá andarão também minhas certezas. Certeiras, apos cada riso e cada lágrima: os sonhos que desejo ter.
Se eu estiver certa de mim, estarei mais certa de quem são os outros, e de quem eles são pra mim?
A (minha) lógica diz que sim.

A tentação de "alguém ao lado" bate, às vezes. Nem sempre pude decifrar, com clareza, quais os motivos disso. Mas nesse ponto devo estar mais segura. Não porque isso evitaria que eu me machucasse. Sim porque assim não me perco. E, estando ao meu ladod, em qualquer caso, o resultado final é que estou feliz. Esse é meu norte. Minha escolha básica. Minha escola.
Enquanto assim não for, enquanto nem 50% de mim estiverem claros e de acordo com o que quero, será difícil ficar completa e/ou satisfeita. E não é dificil entender por quê.

(pós texto)

(Rubro Zorro)

(Eu Quero Sempre Mais - acho que quero, em qualquer caso, ser marcante. Fazer a diferença.)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

impressions from a couple of lovely days

Impressões...

Insegurança.
Medo?

O estar tudo bem mistura-se a...
A,talvez, uma certa sensaçõ de desconhecer territórios, de ser tudo um pouco diferente do que já vivi, do que já sei como é.

E de repente me pego insegura para fazer algo que devia ser natural. u_u
Sem jeito, esquisita.

(...há alguém que insiste em não me deixar escrever...)

Impressões que correm pela cabeça, às vezes.

coisas que surgem q...

(o que é que se faz quando a pessoa que você ama resolve, insistentemente, atrapalhar sua vontade quase insuportável de escrever?????????????????)

eu queria escrever porque percebi que algo não estava exatamente fluido bem.

percebi que me senti um tanto travada, tensa, insegura, sem motivo aparente.

pensamentos, pensamentos,
pensamentos vêem à cabeça e me pergunto...

como se conquista intimidade? tudo acontecendo rápido, de modo tão intenso, e talvez ainda nem se conheça detalhezimos bobos um do outro, mas que dão segurança, deixam mais íntimos um do outro.

coisas bobas como... o jeito que a pessoa gosta de dormir, o tipo de toque que lhe agrada, se gosta de escrever, o que gosta de ler, que músicas adora ouvir ou alguma coisa que não suporta de jeito nenhum.

ou o quê sem dúvida, sem dúvida alguma, absoluta e definitivamente, tira o outro do sério. o que o faz chorar como um bebê.

como gosta de uma massagem. e, afinal, coisa traumatizante das coisas traumatizantes do mundo - como é que se faz uma massagem? quer dizer... isso não é traumatizante.

Traumatizante é que uma pessoa que sempre fez isso naturalmente, sem frescuras ou pudores ou receios ou inseguranças, trave frente a um pedido de massagem. ISSO é o tipo da coisa que faz pensar, e faz ter vontade de parar pra entender o que se passa, e faz ter vontade de correr para dentro de si mesmo, e escrever um pouco.


starting to live something really diferent of all I had until now. the beggining of something that I don't know what will be yet. ok, one never knows what future will bring. but, still, this time is diferent. diferent because it started a little faster, because it has elements never "tasted" before. things that I would reject in other ways... having the chance of being with somebody who has captured my attention and my desire, one who made me force myself not talk, before anything, after evertyhing. maybe the sense, the feeling of grownig adult. maybe fear of the unknown. maybe both. I just have no idea about nothing. except, sometimes, that I'm in love. loving being hugged, loving just being, forever... one smile, the sound of the voice, the touch of the skin... I just feel this time has new things for me. on the other hand, I also have this thing saying me that we can do everything go normal, with no surprises, with nothing more than all we ever have when we decide date somebody. I wish we can do our best. I want this one to be special... Dreaming about sweet days, friendship, comprehension, lives being shared, good cousines, people trying to be really lovely and gently. and lots of issues that I don't want to describe right here, right now.
finally felling better. gong to live a bit of love, now.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

secondhand lions...

Sono bastante sono.

Talvez vontade de escrever.
Talvez vontade de escrever para alguém.

Talvez um monte de receios. Incertezas. Inquietações.

Um mundo de não saberes.

Meio amortecida? Não tanto, não sempre.

Ora doce
ora amarga
ora esperando o pior
ora deixando sonhar...

ora sendo por demais fria e racional.


ora desejando dizer coisas boas, desejando ser tudo que se pode querer, desejando espantar a tristeza; ser céu azul mais canto de pássaros na janela, de manhã cedo.

vez ou outra, apenas uma amiga preocupada. uma amiga sem saber o que fazer pra ajudar. uma amiga doida bolão.

um sorriso sorriso sorriso sorriso
onde há um garantido
sincero,
sentido

e sem resquício de dor?

sorriso aberto
menino
de olhos brilhantes
e vivos
de coração palpitante
leveza
alegria

Um olhar de contentamento, umas horinhas de doçura completa.
Um abraço que faça a tudo esquecer.
Um conforto infinito.


Sinto-me sem saber o que dizer, olhando demais cada passo a dar, cada palavra a usar. Egoísta, egoísta... Sentida pelo sofrimento que surge. Pelas dores, e por saber que sempre dói, em algum lugar ou caso.

Dividida em um mil pedacinhos. Sem ser a única assim. Esquisita porque queria, agora, apenas dar apoio. Parar um pouco de sentir, ser mais forte. Mais forte pra acolher. Mais forte pra ir em frente. Mais forte pra resistir.

Hoje ouvi algumas coisas doces docinhas. Uma voz há muito esperada. Uma voz mais dura e fria. Hoje vivi sensações diferentes, por vezes, quase antíteses, mesmo.

Hoje lembranças boas e notícias que deixam confusa. Futuros obscuros.

Hoje percebi com clareza que não queria fazer sofrer, nem esperava que isso ocorresse.

Hoje o dia foi longo e longo, pra variar.

Hoje vontade de dizer eu te amo.
De abraçar.
De sorrir.
De chorar.

Quem te cuida e protege das coisas do mundo?
Que sejamos fortes. Que saibamos, logo, estar inteiros. Estar em pé.

Conversar sobre o que for. Ficar felizes e felizes e felizes.

Hora de dormir.
Dia cheio, depois.

Que haja uma voz gostosa, que haja alguém mais tranquilo.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Exagero docinho...

Há que se sentir o que se vive...
...Ou viver o que se sente.

Não sei como será amanhã
ou hoje, quando acordar.
Sei que, agora, estou feliz, apesar de cansada.
Hora de dormir - as pálpebras realmente pesadas, as reações lentas, o olhar um tanto parado.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Leões e brindes à minha volta...

O que é que dói, exatamente??

E por que estou assim?

Ansiedade de querer estar junto... Essa sou eu, um porre de grude, às vezes. Mas dessa vez não dá. E o tempo, que em outras ocasiões seria até legal, a ansiedade de rever, trocar experiências...

É só a distância que eu mesma imponho, para poder estar um pouco mais inteira, no final. E, no entanto, no meio deste drama maluco e insensato em que me enfio... Para não sofrer, sofro. E, de quebra, torço um pouco mais minha cabeça, pensando nos reflexos que minhas ações e reações terão. Em suma, eu dando mais nós...

Mesmo as coisas que tenho claras às vezes me parecem um tanto obscuras. Que é que valem minhas decisões, afinal?

Talvez eu esteja crescendo com tudo isso. Talvez seja realmente bom, pois me sinto uma criança, em território desconhecido.

Que é que houve? Que é que aconteceu? Quando foi que eu abri alguma brecha para me apaixonar, e por quê? Falar, falar, falar...

E ainda me pergunto se minha certeza não é só uma questão de charminho idiota.
Não e sim.
Não, eu tenho certeza do que digo, eu acredito no que digo.
Sim, porque eu queria que desse certo, eu queria que fosse diferente.

Tanta coisa passa pela minha cabeça, talvez tanto pra falar ou escrever. E hoje sou mais anônima do que ontem.

Cuidar das coisas da vida e guardar o que não tem solução.

Uma carta anônima de alguém que tem receio de escrever. Receio de ficar chata e todas essas coisas que sei que fico, aliás, que sei que sou.

O que é que eu tenho vontade de dizer, de fato? O que, o que, o que?

O que falta, o que sobra?

Insegura, por quê?

Talvez seja o problema de saber que na situação atual, pros meus padrões, as coisas não podem dar certo. Por saber que não há vontade ou disponibilidade de finalizar o experimento. Por achar que não tem muita coisa errada nisto tudo.

E por ser esquisita? Talvez. Talvez eu seja esquisita. Talvez eu seja sonolenta. Talvez eu deva ir dormir... >.<'

Talvez tudo seja tão fofo e bom que me deixe assim, receosa, confusa, boba.

Talvez se pudesse dar certo durasse tão pouco que não valeria nem a pena. Talvez esse seja outro receio meu.

Vou dormir...

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Não fui dormir. Fui embora.

Talvez tenha descoberto coisas novas...

Talvez....

Talvez eu devesse escrever um pouco mais aqui. Mas, neste momento, estou correndo atrás de um pouco mais de interatividade.

sábado, dezembro 23, 2006

...The way is shut.

... the way is shut.

quinta-feira, novembro 16, 2006

.
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Doutor...
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Acho que sofro de inércia!
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Será que isso tem cura?
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Combinação para ouvir dentro da cabeça

Quando se quer sentir-se... Ou alienar-se um pouco do resto...

Todos os cds do System Of A Down + os cds de The Dresden Dolls

Alto

de preferência com fone de ouvido, pra ter certeza de não deixar escapar uma vírgula de som...

em modo de reprodução aleatório...

junte todos os ingredientes e saboreie a gosto.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Eu queria escrever...

Queria falar sobre estresse e coisas desagradáveis... No sentido de que me desagradam.

Mas acho que ouvi música alta demais... Quer dizer... Talvez não seja isso. Talvez esteja me sentindo um pouco coibida. Talvez eu devesse estar contribuindo para o coletivo. Ou estudando. Ou dormindo, comportadamente.

Mas como ia dizendo em outro lugar...

Estou com vontade de algo.
Talvez vontade de rebeldia. Ou de revolta. Vontade de curtir o que estou fazendo nesse exato momento - isolando-me acusticamente do mundo exterior, com músicas fortes em ALTO e nem tão bom som... Tentando me voltar para o que está dentro. Na cabeça, no peito. Chegar a algum lugar onde possa simplesmente be sem antes ou depois, estar estar e estar... e ser, claro. Isso, realmente, que quero...

E talvez a companhia de algumas pessoas importantes pra mim. Em um outro mundo, de espaço e tempo diferentes, gostaria de reuni-las em um campo (campo de graminha, mesmo) com um sol suave, alguma árvore próxima e uma boa brisa... (Uma clareira seria uma boa definição) Então seria possível rir e conversar, e talvez fazer um piquenique. E conversar até tarde, até ficarmos cansados, até alguma lua aparecer no céu. Então cantar, dançar, contar histórias de rir e assustar...

Meu olhar se perde no vazio, pensando em como seria, nas impossibilidades de ser. Suspiro.

Estou um pouco cansada de algumas coisas. E sentindo falta de algumas, também. Estava tranqüila, hoje, mas algo me desestabilizou um pouco.

Quero espaços abertos. Quero conversas sobre filosofia (ou algo que o valha), ou sucessões de assuntos que culminam em gargalhadas pelo non-sense da coisa toda.

Eventualmente eu queira dar um jeito em alguns de meus companheiros de moradia atuais, que não têm me dado muita paz, também. E, se procurar fundo... Sim, ali está, aquela vontade de ter meu espaço realmente meu. Alguma tranqüilidade, e a liberdade de fazer qualquer dever que tenha sem que me mandem cumpri-lo.

Falta de amigos e conversas...

E a impressão de que talvez esteja deixando alguns de lado, ou de que algo pode ter nos afastado como eu não queria que acontecesse. Estou com isso. Como uma pulga que te morde por baixo da calça jeans, no meio da rua.

Posso ficar muito muito muito tempo aqui, sentindo a música e fazendo este pequeno brainstorm assistido e não muito aleatório.

Poderia escrever e escrever e escrever sobre os que estão longe. Ou sobre aqueles de quem não estou perto.

Preencher este espaço infinitamente branco, que sempre estará quase no fim e no início, por ser virtual. Ou desenhar em muitas páginas reais, dando relevo a cada uma, para que fosse possível sentir o peso de meu pensamento em cada uma, depois.

Realmente me sinto tentada a não parar por aqui, a não sair deste meu momento de perscrutar minha alma-mente.

Vou seguir na estradinha... Recém passei pela minha clareira. Estou ali, acabo de subir no galho da árvore e estou sentindo alguns raios de sol, enquanto ouço as coisas bobas ou interessantes que as pessoas de quem gosto falam, embaixo. Sigo andando de costas, para poder observar essa paisagem por mais tempo. Paisagem. Porque estamos integrados, ali. Somos parte do lugar, já. Como elfos e doendes e outros habitantes da floresta que fazem festa quando céticos não estão espiando. A estradinha saiu de algum conto de fadas. É de cascalho claro. "Somewhere, over the rainbow..." O sol começa a se pôr, pois acho que assim fica melhor a cara da despedida. Depois volto, eu penso. Sei que é verdade, sei disso pois ainda me vejo deitada a sentir o pulsar da árvore. Mas digo isso para me consolar por ter de sair de lá. Não para acalmar os que ficam. O sol está às minhas costas. Caminho em direção ao conhecido, que nem por isso é luminoso. Não porque seja ruim. Apenas porque não é o que quero... Terei de passar por algum túnel no meio do caminho, tenho certeza. É assim que se sai dos lugares mágicos. Vou entrar no mundo onde estou sentada escrevendo sobre eu andando na estrada me olhando na clareira.

...

segunda-feira, novembro 06, 2006

...eu...

sinto saudadesliberdades
e algo mais entre o meio das pernas & o coração
assim
em posição indefinida
ofega a respiração


sinto a
forçade um roçar de peles
de um olhar
profundode um sonho vagabundo
ardo a
faltaa carência
o desejo


meus
arrepiospossuem um dono longíquo
uma dona
que não os quere teimam em não passar

apesar das impossibilidades

vão-se os alvos
fica o
desejo
sou e vaga
na falta do
beijona infeliz tentativa
de me apagar
Me sinto mal...

Me sinto quase má. Eu não sei se gosto muito dessas coisas que faço, desse meu jeito de ser. É difícil aceitar uma natureza tão avessa, tão fraca e forte, nos momentos errados...

Quero dizer, talvez eu não tenha tomado a decisão errada. Mas ela me parece tão difícil, e, ao mesmo tempo, tão fácil. E por ser uma decisão que me parece egoísta, me sinto mal.

Eu posso pensar que pra que as coisas ficassem bem, e claras, esse era o único caminho a seguir. Mas... é tão chocante e amedrontador e reprovante e na realidade eu talvez não seja mulher o suficiente pra levar isso adiante.

Não se trata de remorso, arrependimento por essa coisa específica, vontade de voltar atrás. Tenho medo de ter estragado muitas coisas, com a única solução que me parecia realmente correta a tomar.

Então, sinto um pouco de remorso por ser quem sou.

Que as pessoas de quem gosto continuem comigo, e gostem de mim, ainda assim...

E como poderia pedir para alguém gostar de mim, quando eu mesma me questiono tanto?!? Digam-me palavras vis para pessoas fracas, covardes e hipócritas. Acho que é isso que quero listar para mim mesma, agora...

quinta-feira, novembro 02, 2006

A propósito de

E se eu for, na maioria dos casos, uma amiga de momento, de ocasião?

Se for uma "amiga padrão" para uma pequena e limitada quantia de pessoas, com quem tenho uma afinidade realmente grande, ou por quem nutro um afeto também bastante considerável? Se para os outros for tão relápsa quanto uma querida amiga minha que admite sê-lo, mas o é com todos??

Isso se torna um problema, uma vez que tenho meus "eleitos"? Uma vez que sou carente?

Isso me torna falsa e sem personalidade. E preguiçosa, talvez.

Enquanto amiga, eu devo aceitar que as pessoas achem que eu não fiz a melhor das escolhas para namorado, ou que estou escolhendo minha profissão apenas para seguir os passos de outra pessoa, ou que não estou escolhendo qualquer outra coisa por mim mesma? Preciso aceitar que não posso mudar, virar outra coisa, e querer trilhar outros caminhos, menos compreendidos, ou talvez não tão apetitosos, sem correr o risco de ser tachada de... Sem que reclamem por isso?

Eu sei que sou relapsa. Acho até que, com algumas amizades mais recentes, cheguei a comentar que tenho esse costume, de ter uma ou duas pessoas que são "amigas para todas as horas", e das quais "exijo" mais, e ter outros amigos, com os quais posso passar até mesmo anos sem falar, sem maiores problemas, sendo capaz de, ao encontrar, conversar como se o tivesse visto pela última vez no dia anterior.

Sou assim com minha família!! Mais do que gostaria, em alguns casos, mas sou. E antes de eu ser capaz de lembrar se era, sei que foram comigo. E eventualmente eu reclamei, quando meu pai esqueceu alguma data importante, mas o fato é que, hoje, sou uma pessoa mais prática nas amizades.

Gosto de muitos, respeito-os e me prontifico a ajudar, a conversar, a dar um ombro amigo - eventualmente, até "ouço" seus conselhos. Mas convivo mais com os que estão por perto, e, se não há ninguém por perto, e houver tempo, talvez procure algum dos que estão um pouco distantes, mas com os quais tenho tido um pouco mais de contato. Ou, ainda, encontro mais alguém, que esteja próximo, e que tenha interesse em ter uma amiga "relâmpago".

Essa sou eu, basicamente. Não deve ser nada honroso escrever algo assim. Não devo estar ganhando pontos no IBOPE por adimitir que "não presto".

Contudo, esse é realmente meu modo de viver os amigos. Quando os modos de ser, viver e entender o mundo se afastam por demais, e nossas idéias se tornam não apenas diferentes, mas pouco compatíveis, é possível que eu me afaste, se achar que não faz muito sentido uma amizade de discordâncias e críticas. Quando não concordo com um jeito de ser, quando não me agrada, quando não quero pra mim, quando, se fosse uma pessoa desconhecida, eu estaria criticando severamente, e não escolheria me aproximar... Às vezes dou minha opinião, e sigo meu caminho. Às vezes, apenas sigo meu caminho.

A contra-partida positiva é que não cobro. Talvez cobre de um namorado, ou daquele AMIGO que vejo todo dia. Talvez só do namorado, e o resto eu apenas xingue, bem humorada, quando entrar em contato, e diga que vou abandonar e nunca mais vou falar.

Em muitos pontos, sou uma pessoa defeituosa, caprichosa e feia, como uma união das características negativas de Lancelot e Guenevere. Para balancear, sou amorosa e aberta, como Arthur, com os que vêem além disso, ou não acham que as coisas supra-citadas sejam defeitos mortais.

Está certo, dos caprichos não me salvo. Vou vendo o que posso fazer para me livrar deles, para me livrar aos poucos. Mas ninguém é perfeito...

Exijo, de fato, de poucas pessoas. E acho que só aceito ser exigida por essas. As outras, se quiserem fazê-lo, têm, na realidade, todo o direito do mundo. Cada um faz o que quer em sua vida. Não posso, porém, dizer que aceitarei isso de bom grado. É possível que fique tocada, a depender da situação. E também existe a chance de isso apenas afastar ainda mais, distanciar a amizade, caso não se consiga colocar um pouco de leveza em uma coisa tão séria como essa de achar que se pode dizer o que o outro deve fazer, e se ofender se as coisas não ocorrerem como achava que deviam.

terça-feira, outubro 31, 2006

Como alguém carente pode ser anti-social e exigente???

Como uma pessoa que adora dizer que se sente só pode ser do tipo que se dá ao luxo de escolher amizades?

Por que eu não venho aqui escrever coisas agradáveis de se ler?

O que eu busco?

Por que acho que escrevendo perguntas que deveria estar fazendo pra mim mesma vou obter alguma resposta?

Que terapia é essa que gosto de fazer?

O que é que estou fazendo?

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sexta-feira, outubro 27, 2006

Todos iguais...

Tão desiguais, uns mais iguais que os outros...

Eu digo que me sinto só em quase todos os meus posts.

Hoje, farei diferente - estou me sentido sozinha hoje...

quarta-feira, outubro 25, 2006

24 de Outubro

...
"Provavelmente não é possível amar duas pessoas da mesma maneira, mas existem diferentes tipos de amor."
...

segunda-feira, outubro 16, 2006

Um dia meio perdida e sem rumo.

Sem tanto ânimo para as coisas que TENHO de fazer. Um dia de ficar em frente ao computador e esperar que o telefone toque. Pelo menos, tocou duas vezes do modo que eu gostaria que tocasse.

Diários on-line...

Falto eu andar na linha.

O que eu quero, afinal???
________________________

Qual a graça, para um ilustre desconhecido, em ficar lendo um blog como esse?? Já deve ser bem sem graça para quem me conhece, imagine pro resto... Só serve para aqueles que desejam monitorar meu estado de espírito, saber se estou bem, se estou mal. Nada de muito útil, nada de muito bom.

domingo, outubro 15, 2006

Who's gonna call me?

Tiro o celular do modo silencioso. Penso em ligar pra alguém, pra dizer que cheguei bem em casa. Depois, ou antes, me preocupo com o fato de ter deixado o celular neste modo, já que não conseguiria ouvir caso alguém me ligasse. Então... então, a ficha cai mais uma vez. Não cai tão pesada, nem rasgando. Mas cai. Não morreu ninguém. Mas as duas pessoas que mais me ligavam, as pessoas para quem eu pensava em ligar quando acontecia alguma coisa, legal ou não, estão longe do meu poder de alcance com o celular. As coisas tendem a melhorar, e estão se encaminhando para melhoras mais rápidas e eficientes, ao que me parece. Mas sei que vou sentir falta do contato mais constante com a voz, do abraço, do ficar junto face to face, enfim. Do dia-a-dia, pra ser sincera. Do acontecer uma bobagem e correr pra contar. Sou muito carente neste sentido. Sou muito faladora, tenho essa mania de sair partilhando as coisas, de olhar um gato fazendo algo bobo, mas legal, e ficar apontando pra que os outros vejam. De ler uma coisa diferente e querer comentar sobre aquilo. Alguém pra rir, pra me abraçar. Vou carregar um gato na mochila, e usar ele de amigo. Acho que preciso me dar o direito de chorar sem restrições pelo menos uma vez, pra aliviar a barra. E criar diários e ler livros e estudar e estudar. Crescer sempre tem de ser complicado e difícil?? Nada de viagens medievais e fantásticas, com amigos em grupo, enfrentando juntos coisas inimagináveis que os fazem amadurecer e que expandem seus horizontes. É preciso quebrar mundos, despedaçar nossas casquinhas de ovo e sair por aí, cada um pra seu lado, abrindo seus próprios caminhos, a facão, lágrimas e solidões...? Hoje isso deve sair mais dramático e melancólico do que de costume. Eu quero um Stitch pra me fazer companhia. Vou ter de aprender a viver mais só. Chega de falar? Chega de dizer um monte de coisas, de me queixar tanto? Não sei, hoje. A longo prazo, ou superficialmente, acredito que consigo ver como os dias irão se passar. Mas nesse quadro me vejo cercada de mates e ansiando algo mais verdadeiro.

Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.

Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.

Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.

*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*

Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!

sábado, outubro 07, 2006

Não há brilhantismos...

Não sei, esta me pareceu uma boa frase de efeito. Para dizer que não há longos textos com grandes filosofias, e que não estou aqui para contar histórias cheias de conhecimentos úteis ou, ao menos, interessantes, ou sei lá mais o quê.

É um costume meu, de tempos em tempos, me achar medíocre. Agora não estou me achando medíocre. No entanto, também não imagino que esteja aqui para oferecer nada brilhante. Apenas mais um site com um design simples e textos tão pessoais que chegam a ser generalizados.

Se eu fosse dizer algo sobre hoje, sobre o que sinto, talvez eu dissesse que estou com um pouco de medo de me sentir um pouco só. Talvez eu dissesse que sinto, vez ou outra, vontade de dizer umas coisas que eu não sei se algum dia vou dizer. Talvez eu dissesse que, quando escrevo essas coisas, me sinto repetitiva. Talvez eu fizesse uma declaração semi-anônima.

Entretanto, acho que não vou fazer nada disso. Ando sentindo um pouco de falta de estar em ambientes familiares com os meus amigos. Quando sinto esta falta, me pergunto se não reduzi demais meu círculo de amizades, se não estou agindo errado esperando encontrar quase sempre as mesmas pessoas. Um pouco de verdade em tudo. E, aos poucos, mesmo que eu não queira, isso vai começar a mudar...

Queria mandar abraços para alguém.

*Abraços.*

terça-feira, outubro 03, 2006

Um certo abatimento.

Sinto falta de fazer coisas. Não porque não as faço há muito, mas porque agora, tão cedo, não vejo a promessa de que voltem a acontecer. Nem todas as separações são/serão eternas, bem o sei. No entanto, saber disso não alivia de todo o que estamos passíveis de sentir durante o processo.

O que sinto, nesta primeira semana.

Sei que se parar pra olhar isso a fundo devo encontrar muito mais do que isso. Outras causas facilitadoras, outras questões e seus "x". E já não sei, ou AINDA não sei, se essa da qual ora falo não é também a que impulsiona e dá importância às outras. E sei que vou em frente. Só não vi ainda a cor desse caminho que seguirei.

Acho que apenas sinto, por ter menos preto do que eu gostaria...

segunda-feira, outubro 02, 2006

A propósito de conferir o endereço correto do blog, pra enviar a uma pessoa curiosa, volto aqui. Parei pra olhar os escritos...

Há mais de um mês eu não escrevo nada, não xingo ninguém, não choro pitangas... Aqui.

Meu blog abandonado às traças, moscas e cupins. Essa sou eu.

Às vezes, não estou, por favor, deixe seu recado que entrarei em contato assim que possível.

Saudades.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Breaking News...

Eu sou uma pessoa carente, que tem muita necessidade de atenção.

Hoje e agora, por exemplo, talvez a música que estou ouvindo facilite esta sensação... Mas queria encontrar alguém - podia ser alguém que eu nunca vi na vida, aliás, talvez fosse até mais legal assim - e bater um papo ameno, com gentilezas e coisas engraçadas...

Hoje, estou com vontade de cativar as pessoas.

terça-feira, agosto 22, 2006

Eu queria ter como ir embora de casa, agora. Queria ter algum AMIGO que morasse sozinho e que pudesse dar essa mão.
É foda, pois, já que não trabalho, nem nada... Em situações como as que passei agora, não há nada que eu possa fazer. Mesmo que eu tivesse a casa de alguém para ir, ainda restariam os gatos, o peixe... Que fazer? Matar todos eles? Com veneno, ou faca, mesmo... E me sentir mais leve para pegar minhas coisas e partir daqui. Não pra sempre, mas por um bom tempo... Morar na Universidade, quem sabe. Que merda é morar com os pais depois de uma certa idade, sem trabalhar, nem nada assim. Que grande merda.
Eu quero explodir, agora, mas não tenho um refúgio real. Não tenho costas largas. E não vou abandonar o pouco que tenho. Não vou.
Às vezes, quando brigamos, ficamos tristes por brigar com alguém que gostamos, pela situação ruim que fica, por querermos bem aquela pessoa e estar tudo difícil. Agora estou triste, mas não é por isso. Eu provavelmente gosto dessa pessoa, mas não é isso que sinto agora, nem por isso que sinto vontade de chorar aos soluços. Eu tenho raiva. Eu sinto vontade de ir embora e nunca mais falar. E fico triste porque não posso fazer essas coisas agora. Eu não posso fazer quase nada.
Vou ficar aqui, e à noite, ainda estarei aqui. E amanhã de manhã, e ao meio-dia, e à noite... Quando o que eu queria era poder passar um tempo infinito sem ter que ver ou falar ou ouvir ou aturar.
Esse não é o melhor momento para dizer coisas sérias, eu sei.
Se fosse, talvez eu dissesse que assim que possível eu vou me separar dela. De vez.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Eu ando pelo mundo...

E às vezes eu odeio muita coisa. Como o mecanismo deste Blogger, que me fez perder meu texto no qual passei algum tempo trabalhando quando fui selecioná-lo para alterar sua cor...
Agora, fica o protesto. E a cor, o motivo vem depois, um dia...

segunda-feira, agosto 07, 2006

Aviso aos navegantes...

Bom, este meu cantinho começou a receber visitas de um ou mais spammers malvados que ficam postando comentários com links que levam a outros blogs ou sei lá mais o que.

São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P

Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^

Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...

Mas não se acostumem com a gentileza. :P

sexta-feira, agosto 04, 2006

Se arrependimento matasse...

Acho que hoje seria o dia de minha morte; pelo menos, um dos dias de minhas mortes.
Hoje me desgastei um bocado pois queria unir algumas pessoas, pois imaginava que isso seria importante para uma delas. Falei e ouvi um bocado, pensei, fiquei nervosa, fiquei triste, fiquei cansada. E, quando tudo se ajeitou - ou, pelo menos, quando o objetivo de reunir as pessoas foi alcançado...
Não estou me sentindo legal. Algo me deixou ruim, e sinto algo que não é angústia ou tristeza, algo que não é nada bom e que me faz ter vontade de escrever para todas as pessoas envolvidas para dizer que, da próxima vez em que algo não me afetar diretamente, eu vou ficar na minha, não farei mais interferências. Não perderei meu tempo e minha paz de espírito correndo atrás de resolver problemas ou confusões para pessoas que não acham que estão com problemas, ou que não chegam para pedir ajuda diretamente. Acho que assim me pouparei mais...
Esse infelizmente não é meu jeito de ser. Quando percebo que as coisas não estão bem, se acho que posso fazer algo para - teoricamente - ajudar, acabo correndo atrás disso. Contudo, volta e meia me pergunto se isso está certo, ou se de fato ajudo, quando tomo este tipo de atitude. Hoje, um pouco senti que não. Ou talvez muito.
Provavelmente, se tivesse sido pouco, a sensação de mal-estar já tivesse passado. E eu conseguiria aproveitar a noite ao lado das pessoas que tanto me esforcei para reunir, tranqüilamente.
Agora, depois de tanto falar, com tantas pessoas, não me sinto a vontade para desabafar com ninguém. Sinto que já enchi demais a paciência dos outros, o ouvido dos outros, o tempo dos outros. Ao mesmo tempo, me sinto caprichosa, querendo atenção em um momento cujas atenções devem ser de outros.
Sensação de bosta, cabeça de bosta. Acho que falo demais, penso demais, faço demais. Alguém me ajude? Me diga que tudo não passa de frescura de minha cabeça e foi bom eu ter corrido atrás para que nós pudéssemos estar juntos.
Se isso fizer algum sentido/ for alguma verdade.
Por favor...

sábado, julho 29, 2006

Contando carneirinhos. (Ou: historinha para pulgas dormirem)

Hey, você!!!

Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?

Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??

Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.

Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.

É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!

(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.

Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.

Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?

Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...

- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.

Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.

Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.

Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...

Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.

sexta-feira, julho 28, 2006

Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.

E eis que lá descobri, nada mais, nada menos, que eles... Não dromedários, camelos, ou centopéias. Não preguiças gigantes.
Palíndromos...
Palíndromos são seres complexos. Não sei dizer se sua beleza surge disso; contudo, é fato que o fascínio que exercem sobre as pessoas nasce de sua complexidade. Não depois de prontos.
Depois de prontos são o que são. Como o ornitorrinco que, claro, é estranho, mas afinal existe e é o que é. A beleza surge na sua criação. Na mente - perversa como a do criador do ornitorrinco e das eqüidnas? não sei - que concebe, que percebe. Que colhe, enfim, dentre um bando de textos vazios e ermos de duplos sentidos, um palíndromo. Novo. Intocado. Provavelmente, nunca sequer imaginado por outrem. Mágico. Genial.
Essa é a aura que cerca este bicho peludo, mamífero de três corcovas exatamente iguais e com um sem número de patas, que, como os lhasa apsos, confude quem o vê por não haver clareza entre o que é seu início e o que é o seu fim.
Bichos fascinantes, os palíndromos.

Humor

Eu gosto das coisas que escrevo...

terça-feira, julho 25, 2006

...

estou eu catatônica???
preciso sair da frente do computador, fechar a casa, tomar banho e ir dormir.
quero sair da frente do computador, fechar a casa, tomar banho e ir dormir?
talvez seja apenas falta da conversinha diária. acho que sou uma viciada.

É hora de ir dormir?!?

São muito tarde.

Gastei mais de uma hora em um de meus vícios. E agora, no momento de desligar o computador, sinto algo entre vazio e remorso. Próximo do que tenho quando estou de ressaca.

Minhas ressacas não se dão na boca - o tal gosto de cabo de guarda-chuva - minhas ressacas sinto-as em meu peito. Mensagens de que uma ou muitas partes de mim não gostaram do que fiz. Como agora. De que se trata desta vez? Da hora avançada? Da falta de perspectivas? Falta-me algo, afinal?

Ou será apenas essa vontade de escrever, essa palavra presa não na garganta, mas no corpo todo, que hora aperta para se libertar? Um suspiro se solta. Sinto que há mais de onde veio este. Olho para os lados e sei que há muito os que me acompanham dormem... Apenas um vagueia no vazio limitado de um aquário, nas paredes que prometem mas não dão.

Neste momento, meu aquário torna-se deprimente. Viver preso, para sempre. Fugir significa morrer. Ou uma aventura de poucos minutos, findada no ponto de partida. Preso, mas feliz, ou vivo mas encarcerado? Qual a consciência que meu pequeno vermelho tem que está em um aquário, em um espaço tão menor e menos atraente que o local em que algum parente/ancestral distante seu um dia viveu? Qual a consciência que tem de suas paredes "invisíveis"? Hoje fui olhar por uma janela. Ela estava fechada, mas não vi. Grudei a cabeça com tudo no ar duro e sujo que era o vidro. Como é para o meu peixe? Sempre isso? Pensar em aquários é deprimente.

O Ministério da Saúde adverte. Refletir sobre aquários faz mal à saúde.

Minhas palavras têm mais sorte. Meu peito é mais permeável. Às vezes, podem fluir facilmente. Para onde desejarem.

Palavra viajante do vento. Quero alcançar ouvidos que me compreendam. Quero poder ir sempre em frente. E vez ou outra parar para descansar por aí. Quero andar sobre as águas e nos galhos mais altos. Quero passar pelos belos comuns-lugares. Por ventura, ficar.

Meu olhar se perde. É melhor ir divagar de olhos fechados.

Mas é bom passear por aqui. Por quem passa, por zeros e uns a perder de vista. Escrever é bom. E o blog sempre tira aquela incômoda sensação que nossos diários (secretos) nos davam...

A pena de saber que por mais que escrevêssemos, ninguém iria ler nada daquilo mesmo.

domingo, julho 16, 2006

Blá blá blá...

Vontade de escrever... De novo!!!
Quantas vezes eu vou sentir isso??? Quando eu era bem mais nova - não sei exatamente quantos anos, mas sei que ainda era, "faixa etariamente" falando, uma criança - às vezes estava na casa de meu pai, nas férias, e sentia vontade de escrever. Contudo, era mais uma vontade de sentir os dedos pressionando o teclado, ouvir o barulho que acionar cada letra e/ou caracter causa...
Então eu ia pro computador e ficava, por alguns momentos, apenas batendo os dedos, aleatoriamente, nos botões. Tec-tec-tec-tec. Até me saciar.
Depois, eventualmente, escrevia alguma coisa, de verdade.
Hoje a vontade foi parecida. Então, agora que já digitei um bocadinho, vou tratar de fazer as outras coisas que precisam ser feitas antes que eu possa ir dormir. Melhor: antes que eu possa me deitar.
Buenas noches!!

sexta-feira, julho 07, 2006

Só...

Acho que estou me sentindo só.
Muito tempo sem conversar e ficar falando bobagem. Acostumei-me, ao longo da vida, a ter com quem conversar, mesmo nas fases em que não tinha muitos amigos...
Conversava muito com uma empregada que tivemos em casa. Ela foi embora, nos distanciamos, mas aí eu já tinha um par de bons amigos no colégio, com quem podia contar e a quem de fato contava. Também, por um tempo, morei com mais gente, uma menina que era bem minha amiga, o que ajudava. E as visitas - foi um tempo em que eu recebia amigos que moravam próximo - eram quase em dobro.
Houve o namorado que não trabalhava e podia passar as tardes comigo. E, quando me mudei radicalmente, além da pessoa que havia em casa, com quem eu conversava, no primeiro dia de aula encontrei uma Amiga. E nos falamos praticamente todos os dias até eu voltar...
Aqui, e agora, há os gatos... Um cachorro. Peixes falam? Não tenho amigos na vizinhança. Não me agrada muito essa vizinhança, para ser sincera. As pessoas cresceram e ficaram ocupadas, e eu cresci, mas talvez não tanto quanto deveria, então sinto muita falta de alguém no dia-a-dia. Sinto mesmo. Às vezes nem noto. Mas há momentos, como segunda, nos quais me sinto infinitamente só.
Este é um texto mais antigo, da semana passada, mas ainda assim acredito que vale a pena publicá-lo. Não deixo de ser eu.

Bom dia!!!

Bom dia para arrumar as coisas... O guarda-roupa, a cama, um pouco da cabeça.
E para levar o cachorro para passear; e para se cuidar um pouco. Pois é. Vamos ver quantas dessas coisas eu consigo fazer...
E a primeira tarefa a fazer, no sentido de cumprir o cronograma que ora escolho, é sair do PC, por mais agradável que me pareça ficar aqui escrevendo enquanto ouço Dresden Dolls...
Bom dia para vocês...

sexta-feira, junho 30, 2006

Às vezes nunca...

Caralho. É permitido xingar nessa porra? Caralho. A gente vai, bate uma inspiração genial, começamos a escrever linda e loucamente, e só porque resolvemos selecionar o texto para mudar o alinhamento tudo some. Isso devia ser proibido. A censura do destino sempre me põe a pensar... Por que será que aquilo não deveria ser publicado? Por que não seria jamais lido por mais alguém???
Agora fiz o mesmo procedimento. Não apagou uma vírgula. Uma frase mal escrita. Um palavrão desnecessário. Não esbofeteou toda a minha linha de pensamento reformada na cara. Nem sequer um sopro. E agora qualquer coisa que eu queira/quisesse escrever está fadada a ser menos que uma sombra do que havia sido escrito. Invariavelmente. Outros podem dizer que ficou muito bom, até que nunca leram nada melhor. Mas sempre será possível dizer "você devia ter visto aquele que eu apaguei sem querer". Esse é um karma eterno. E ainda dura para sempre. It lasts forever...
Vou acrescentar mais alguns sites à listinha aí do lado. Em nome deles, até senti vontade de mudar esta lista de "favoritos" para "o que faz minha cabeça". Deixo a indicação aqui. Porém, não vou perder meu outro título, que também é bom.
Uma coisa demasiado boa é uma coisa ruim?? Soa como algo ruim. Como se fosse um excesso, e acabasse por se estragar todo. Quero pessoas loucas e livres para conversar. Quero falar pequenas abóboras e filosofar até lágrimas rolarem dos olhos. De rir, de felicidade. Quero um beijo que tire do chão e falte o ar. Quero mais...
Acho que estou leve e serena. Amém...

quarta-feira, junho 21, 2006

...

Apenas alguns minutos sem falar nada, vagando pela net. Então fecho os olhos e sinto uma certa tontura. Que nada tem a ver com algum problema do físico. É só esse pesar, novamente. Essa vontade de chorar. Essa pergunta essa dúvida... Quem sou eu???
O quê sou eu? Escrever ajuda, mas talvez tanto tempo no PC sugue todas as minhas boas energias. Talvez eu esteja mais confusa do que sou capaz de dizer, de notar. De entender.
Talvez... Talvez esteja faltando alguma coisa; ou muita coisa. Ou nada. Apenas uns bons óculos para conseguir enchergar melhor o que está à minha volta. Nunca se sabe. Ou se sabe? E só quem não sabe sou eu. E eu estou em um limbo do qual minha única saída é a escada que construo a cada palavra escrita.
Mom, I have this... Feeling. What if I were in love by another woman?? What if I liked boys AND girls? What if I were in the wrong place? What if...
Estarei procurando sarna para me coçar? A mente vazia será, de fato, a oficina do diabo???
A vontade de seguir nesta perseguição a mim mesma é grande. Mas não quero me revelar demais e acabar com toda a graça deste anonimato.

terça-feira, junho 20, 2006

just wandering...

Ou estaria eu wondering? Ou talvez os doius^O fato é que resolvi pegar a idéia de um amigo meu e estou escrevendo isso aqui olhando para uma foto que fica pregada em minha estante,,, Ok, o nome deste post poderia ser "roxo..." se é que vocês me entendem. Mas como não estou olhando exatamente para o teto fico com este daqui. Agora não resisti e dei uma olhadela para a tela, mas desde já garanto que, mesmo quando eu baixar os olhos para poder postar esre texto, não o modificarei. E para ser bem honesta, tamvém aviso logo que irei colocá-lo no formao justificado, pois é o que mais tem me agradado nestes íltimos tempos. OOoops. Acho que errei alguma coisas na úlrima frase, mas não consegui captar a tempo de apagar. Paciência; Çogo eu verei todo o "estrago"... Bom, acho que já é suficiente. Até porque ficar com o pescoço assim para cima nção é a coisa mais confortável do mundo...

Vamos lá. Vou baixar o olho e postar. Ai ai ai ai-ai...

segunda-feira, junho 19, 2006

Como anda você??

Do quê eu sinto falta?

Quais sorrisos e risadas me fariam bem ver e ouvir mais vezes?
Que ares eu quero sentir? Que paisagens avistar? Com quem quero ter uma looooonga conversa sobre qualquer coisa?

Com quem nunca mais perdi o fôlego de tanto rir? Não estou só, é verdade. Nem posso dizer que ando mal acompanhada.

Entretanto... Algumas companhias eu sinto por não tê-las à minha volta; ao meu lado. Amigos que o espaço faz distantes. Amigos que as ocupações os fazem distantes. Amigos que já nem sei se me consideram amiga, tanto tempo faz que não troco palavra.

Não corro atrás de novos amigos. Anseio, apenas, a proximidade com os antigos... Por que não pude ficar perto de todos vocês? Por que eu mesma parti meu coração?

sexta-feira, junho 16, 2006

Insegura(nça)

Assim ando me sentindo. Mesmo se estou parada. Sou chata? Sem graça? Medíocre? Quem são meus amigos? Há quem queira sê-lo?

Sentindo-me coisas ruins. Onde estão?

Que tenho que preste? Quê consigo fazer bem? Em quê poderei me destacar? Aliás, terei tal capacidade? Esta, de ser realmente boa, para ter algum grande reconhecimento? Reconhecimento bom. Pois reconhecimento negativo me pergunto se já não tenho, e talvez até demais...

Todos humanos. Mesmo letras e frases sem rosto, pintadas em um fundo negro.