Tiro o celular do modo silencioso. Penso em ligar pra alguém, pra dizer que cheguei bem em casa. Depois, ou antes, me preocupo com o fato de ter deixado o celular neste modo, já que não conseguiria ouvir caso alguém me ligasse. Então... então, a ficha cai mais uma vez. Não cai tão pesada, nem rasgando. Mas cai. Não morreu ninguém. Mas as duas pessoas que mais me ligavam, as pessoas para quem eu pensava em ligar quando acontecia alguma coisa, legal ou não, estão longe do meu poder de alcance com o celular. As coisas tendem a melhorar, e estão se encaminhando para melhoras mais rápidas e eficientes, ao que me parece. Mas sei que vou sentir falta do contato mais constante com a voz, do abraço, do ficar junto face to face, enfim. Do dia-a-dia, pra ser sincera. Do acontecer uma bobagem e correr pra contar. Sou muito carente neste sentido. Sou muito faladora, tenho essa mania de sair partilhando as coisas, de olhar um gato fazendo algo bobo, mas legal, e ficar apontando pra que os outros vejam. De ler uma coisa diferente e querer comentar sobre aquilo. Alguém pra rir, pra me abraçar. Vou carregar um gato na mochila, e usar ele de amigo. Acho que preciso me dar o direito de chorar sem restrições pelo menos uma vez, pra aliviar a barra. E criar diários e ler livros e estudar e estudar. Crescer sempre tem de ser complicado e difícil?? Nada de viagens medievais e fantásticas, com amigos em grupo, enfrentando juntos coisas inimagináveis que os fazem amadurecer e que expandem seus horizontes. É preciso quebrar mundos, despedaçar nossas casquinhas de ovo e sair por aí, cada um pra seu lado, abrindo seus próprios caminhos, a facão, lágrimas e solidões...? Hoje isso deve sair mais dramático e melancólico do que de costume. Eu quero um Stitch pra me fazer companhia. Vou ter de aprender a viver mais só. Chega de falar? Chega de dizer um monte de coisas, de me queixar tanto? Não sei, hoje. A longo prazo, ou superficialmente, acredito que consigo ver como os dias irão se passar. Mas nesse quadro me vejo cercada de mates e ansiando algo mais verdadeiro.
Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.
Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.
Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.
*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*
Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!
Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.
Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.
Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.
*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*
Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário