terça-feira, agosto 22, 2006

Eu queria ter como ir embora de casa, agora. Queria ter algum AMIGO que morasse sozinho e que pudesse dar essa mão.
É foda, pois, já que não trabalho, nem nada... Em situações como as que passei agora, não há nada que eu possa fazer. Mesmo que eu tivesse a casa de alguém para ir, ainda restariam os gatos, o peixe... Que fazer? Matar todos eles? Com veneno, ou faca, mesmo... E me sentir mais leve para pegar minhas coisas e partir daqui. Não pra sempre, mas por um bom tempo... Morar na Universidade, quem sabe. Que merda é morar com os pais depois de uma certa idade, sem trabalhar, nem nada assim. Que grande merda.
Eu quero explodir, agora, mas não tenho um refúgio real. Não tenho costas largas. E não vou abandonar o pouco que tenho. Não vou.
Às vezes, quando brigamos, ficamos tristes por brigar com alguém que gostamos, pela situação ruim que fica, por querermos bem aquela pessoa e estar tudo difícil. Agora estou triste, mas não é por isso. Eu provavelmente gosto dessa pessoa, mas não é isso que sinto agora, nem por isso que sinto vontade de chorar aos soluços. Eu tenho raiva. Eu sinto vontade de ir embora e nunca mais falar. E fico triste porque não posso fazer essas coisas agora. Eu não posso fazer quase nada.
Vou ficar aqui, e à noite, ainda estarei aqui. E amanhã de manhã, e ao meio-dia, e à noite... Quando o que eu queria era poder passar um tempo infinito sem ter que ver ou falar ou ouvir ou aturar.
Esse não é o melhor momento para dizer coisas sérias, eu sei.
Se fosse, talvez eu dissesse que assim que possível eu vou me separar dela. De vez.

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