De que são feitas minhas máscaras?
Escondo-me sob material diverso de saco, madeira ou estopa.
Componho-me de muitas substâncias.
E ainda que saiba nomeá-las todas
longe estarei de conhecer minha essência.
Quantas camadas endurecem meu sorriso?
Isto que da face me escorre
Dando-me este eterno ar
de melancolia
será cola?
será lágrima?
será gesso?
serei siso...?
O que resistir
ao tempo
dirá
Pora hora
incorporo o poema
visto a máscara
calo.
janeiro de 2009

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