¡¿Girl Anachronism?!
a cloud diary...
quarta-feira, fevereiro 24, 2021
...
quinta-feira, dezembro 31, 2020
Real
“Real isn't how you are made,' said the Skin Horse. 'It's a thing
that happens to you. When a child loves you for a long, long time, not
just to play with, but REALLY loves you, then you become Real.'
'Does it hurt?' asked the Rabbit.
'Sometimes,' said the Skin Horse, for he was always truthful. 'When you are Real you don't mind being hurt.'
'Does it happen all at once, like being wound up,' he asked, 'or bit by bit?'
'It
doesn't happen all at once,' said the Skin Horse. 'You become. It takes
a long time. That's why it doesn't happen often to people who break
easily, or have sharp edges, or who have to be carefully kept.
Generally, by the time you are Real, most of your hair has been loved
off, and your eyes drop out and you get loose in the joints and very
shabby. But these things don't matter at all, because once you are Real
you can't be ugly, except to people who don't understand.”
m.w.b
terça-feira, março 24, 2020
Lilo
Gremlin majestosa, achegada e antissocial, magrela e peluda. Companheira do Jack. E de todos os esconderijos da casa. E das caixas. Ela se foi.
Ela gostava de lugares altos e quietos. De dormir embaixo dos lençóis. De leite, e de comida dada na mão. Não do chão. Dondoca e aventureira, de sair por aí e não saber como voltar. Mas nos entendíamos, ela encontrava seus caminhos, seu lugar.
A Lilo para quem nenhuma porta deveria estar fechada - dia ou noite. A Lilo do leite. Sempre.
A Guizmo Guaxinim Pupuca, um ratinho branco, orelhudo, de pêlos ralos e raros, que pôs-se a miar uma noite (ou dia?), do outro lado da rua, e, quando desci para ir buscá-la, já havia atravessado para nosso quintal. Decidida e certeira.
A Liloca que dormia em meu colo, ou ao sol. Ou em cima do teclado. A Lilo comigo, conosco, sempre.
A meter-se entre as flores, entre os verdes, invisível, acolhida, princesa do mato.
A Lilo branquinha, a incrível cauda laranja empinada, de correr derrapando, de dormir derretendo-se...
Descansou. Em uma manhã de domingo. Com os passarinhos cantando. Como hoje. Como agora.
Se foi.
Não aqui.
segunda-feira, agosto 12, 2019
04.07.2008
Afobado, tirou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.
"Eco
oco:
eu"
"Versátil
Volúvel
Retrátil"
Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo para alguém.
Foram-se:
ansioso, sufocada.
domingo, agosto 11, 2019
26.05.2011 (eu acho)
Um amor que não exclui
ou condena.
Amor que não é leviano
fútil
fugaz
superficial
inconsequente
E que tampouco é mesquinho
hipócrita
Um amor que não se negue quando dois
muito o desejem.
Um amor que perceba pessoas,
cheiro, pele, toque, olhar,
respiração, pulsar.
Não exterioridades biológicas.
Amor que rime com carinho
e descoberta
e acolhimento
e aconchego.
Partilha
Que reconhece
e respeita
Não mata
Não sufoca
Não enclausura
Não prende
Não destrói
Não obriga
ou oprime.
Como pode ser livre o amor se não sei suportar?
Como arrancar o tijolo do peito?
Como ser leve o acolhimento, a partilha?
Como converso com este coração que ora palpita em meu peito? O que pode ser um bom caminho, um caminho de amizade e amor e partilha?
Agora este corpo inquieto que não sei o que acalma. Esse juízo levemente enjoado...
Ser grande, grande, grande, grande!
Quantas estranhezas sinto agora?
Apesar de sentir este aperto no peito, eu me amo e me aceito profundamente...
segunda-feira, julho 01, 2019
sábado, abril 06, 2019
sexta-feira, março 29, 2019
sábado, março 16, 2019
sexta-feira, março 08, 2019
Inquietações. Dúvidas. Abismos.
A pergunta sobre o nome é realmente falsa?
A crueldade é proposital, ou esse reflexo dessa desconexão, desse desequilíbrio?
Ela é "apenas" uma garota indo atrás de veludo em Boston, ou está perturbada mentalmente?
É de fato toda poderosa frente à outra?
Qual a medida cabida do olhar?
sábado, janeiro 26, 2019
Todo Risco
terça-feira, setembro 25, 2018
legado
sexta-feira, maio 18, 2018
segunda-feira, abril 30, 2018
ouvi.
quarta-feira, abril 25, 2018
quinta-feira, abril 19, 2018
quarta-feira, abril 04, 2018
Still I Rise
quarta-feira, março 28, 2018
make mistakes
sábado, dezembro 16, 2017
16 de dezembro, 2017
o seu lugar:
está sempre presente...
sábado, dezembro 09, 2017
quarta-feira, novembro 22, 2017
loyalty
are you being
loyal to?
sábado, novembro 18, 2017
conclusões
mas, depois de um ano eu não vindo, ponha a roupa de domingo e pode me esquecer...
segunda-feira, novembro 06, 2017
poetarum
quarta-feira, novembro 01, 2017
...
Comes from some other
Beginning's end
domingo, outubro 22, 2017
Esta noite, uma vez mais por ela caminho. E lembro de quantas vezes já segui, já levantei, e andei, redescobrindo a força e potência em minhas pernas, meu corpo. Relembrando quantas vezes já me senti plena e apaixonada pela vida. Sentindo uma vez mais o adocicado aroma dos jasmins noturnos.
Meu peito sorri. Meio tímido, um pouco cansado - recuperando-se. Eu respiro, suspiro, sorrio.
Estou viva.
Continuo viva.
E sinto muitas caminhadas sob os pés, adiante.
Continuo.
Capaz de sorrir e abrir a compartilhar e iluminar.
À vida...!
sexta-feira, outubro 13, 2017
Apocalypse
comfortable lives,
thinking and writing
and dreaming
of holocausts and catastrophes
and nightmares
"The end of the world"
is nigh
it's right around the corner.
It's right in front of our doors.
It ain't tomorrow
for that dead black boy.
Murdered because of his colour
blamed for being poor.
Flee for your lives?
What about running for food
queueing up for health
praying for dignity.
You eat your cookies
and drink your tea
and wonder
how having nothing
and fighting for sanity
might look or feel like
in a distant future
after this good, smart humanity
has finally failed.
Well, it's already on the news
maybe a bit distant from you
the kids are already dying
and there are monsters hunting people
on the streets, already
and for many tomorrow's distant
as wonderland
and churches are teeming
with screams for salvation.
The end is nigh
it's here, day and night.
Go on and write a story,
if you might.
segunda-feira, outubro 09, 2017
Deste nosso mundo. E de mudanças.
terça-feira, agosto 01, 2017
por vezes...
quinta-feira, maio 25, 2017
Contas
eram de plástico.
Em outro canto, na parca refeição,
salgadinhos e refrigerantes.
Nos shoppings, quase nada é ouro,
mas há muito espelho. E brilho.
Passaram-se 500, 600, sabe-se lá quantos anos
E continuam a tentar nos seduzir
com quinquilharias
mixarias
engodos
ilusões
tóxicas
vazias
Os plásticos a se acumular
nas praias
nos papos
nas prateleiras de supermercados;
a praticidade vendida ao preço (e às custas)
da existência em si
As drogas [ou o álcool - outra droga] a salvar da terra quem não é considerado merecedor nem de ser digno do céu de todos. As drogas cujos caminhos são abertos pelos mesmos que perseguem e matam quem usa as drogas. As drogas que fazem com que as pessoas, uma vez mais, sejam a barata mercadoria. Para ser usada pelo sistema de reproduzir armadilhas que prendem pessoas.
Tiram as terras, as sementes, as feiras.
E nos dão
fast food.
concreto.
supermercados.
Comidas desfiguradas a se fingir de alimento.
Outras drogas a tentar nosso discernimento.
Nos oferecem:
sabores?
tempo?
O que nos roubam?
Saber?
Envolvimento?
Chegaram em nossas casas e com seus melhores sorrisos disseram que traziam do bom e do melhor para nós, porque éramos "especiais", e merecíamos.
[nas entrelinhas, sussurram: f.e.l.i.c.i.d.a.d.e. assim, parcelável]
As armadilhas e ilusões não mudaram tanto assim. Tampouco as lutas. Muitos não engoliram as mentiras. Também hoje muitos as recusam.
Não fomos nem somos assim tão ingênuos, defendem, registram.
É verdade.
Mas como gritar mais alto que a cacofonia de cores, sabores, aromas, visões baratas?
Como bichos de oceano e costa, sinto-nos como a nos engasgar
em nosso
maravilhoso
e prático
mar
de plástico.
Da cabeça aos pés, dentro-fora, entulhos antinaturais engolimos, vestimos, portamos.
Sinto-nos sendo levados por palavras tão verdadeiras quanto os produtos processados
reconstituídos
idênticos ao natural
aroma e corante
tudo artificial
- inclusive na saciedade -
palavras com o toque certo
de sal e açúcar
e o melhor aroma
para nos convencer de que todas e tantas porcarias
são tudo
de que sempre precisamos...
Dão-nos de comer, de vestir. De sentir. De sorrir.
Nos adoecem. Nos aprisionam.
é com correntes de plástico coloridas artificialmente. E ainda pagamos por elas,
para não ficar fora da moda
da alta sociedade vigente.
sexta-feira, maio 19, 2017
Mas tenho uma enorme vontade de continuar tentando.
quinta-feira, maio 04, 2017
terça-feira, maio 02, 2017
quarta-feira, abril 19, 2017
Blues
sexta-feira, abril 14, 2017
terça-feira, abril 11, 2017
bruta flor
Quero abraçar e sentir reencontros, acolhidas, aconchegos, mais que despedidas...
domingo, março 26, 2017
quarta-feira, março 22, 2017
terça-feira, março 21, 2017
muros
Um dilúvio, um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato
Que a noite caia
De repente caia
Tão demente quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato
Há espaço pra todos, há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado por alguém que partiu
A noite cai de alturas impossíveis
E quebra o silêncio e parte o coração
Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlim dentro de mim
Tudo se divide, todos se separam
(Duas Alemanhas, duas Coreias)
Tudo se divide, todos se separam
Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio, um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato
Que a noite caia
De repente caia
Tão demente quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato
(Tudo se divide, tudo se separa
Tudo se divide, tudo se separa)
sexta-feira, março 10, 2017
Das fotos que não tirei
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... nas ruas, à noite, floresce como se fosse primavera; o caminho para casa é fresco e adocicado...
quinta-feira, março 09, 2017
Pra não dizer que não falei...
quarta-feira, março 08, 2017
De julgamentos, papeis, estereótipos, exploração...
- Mas para isso, o amor deveria ser sempre verdadeiro. Você conhece alguém que sabe de cara quem ele ama? Não é verdade. Quando você tem 20 anos, não sabe o que ama. Você sabe migalhas, se agarra só à sua experiência. Você diz 'Eu amo isso', é sempre uma mistura. Mas para ser constituído inteiramente daquilo que se ama, é preciso a maturidade. Isso significa buscar. E é essa a verdade da vida."
segunda-feira, março 06, 2017
resposta...
quinta-feira, março 02, 2017
os fins justificam os títulos...
de mim
Sorriu e disse "bom dia"
...
Mas não deixou
de descansar a mão na pistola,
enquanto me indagava.
"Sorriso armado".
been there.
Já estive lá (e aqui) antes.
Já tive apertos no peito
e tropeços pelo caminho
e lágrimas nos olhos.
Já olhei para trás antes
Já quis fugir
sumir
ir embora
Já quis que tudo mudasse
Já quis mudar de uma só vez
Mas sinto que sei que não adianta querer
negar ou acelerar as coisas...
Eu poderia ser diferente
E, assim, estar em outro lugar
mas não posso ir mais longe
do que aguento chegar
- nem mais rápido.
[ou quem sabe não agora]
Seja porque e como for,
estes são meus desafios, agora:
- Negá-los, ou apertar o passo, não os fará desaparecer.
Eu posso respirar
posso aprender
E se posso isso,
posso crescer
posso continuar
Não pularei etapas, nem fingirei
estar onde não estou.
Talvez para outros eu pareça
estar parada
ou, quiçá, a andar em círculos.
...
Entretanto, sinto o movimento
- em meus pés
meus passos
meu corpo
dentro, fora.
E sei que há espirais,
mais do que círculos...
quinta-feira, fevereiro 23, 2017
da vida
segunda-feira, fevereiro 20, 2017
do auto conhecimento
sexta-feira, fevereiro 10, 2017
lutos
Deve ser usado 's' também ao final, para indicar sua multitude de significados...?
