Quero um amor que é outro.
Um amor que não exclui
ou condena.
Amor que não é leviano
fútil
fugaz
superficial
inconsequente
E que tampouco é mesquinho
hipócrita
Um amor que não se negue quando dois
muito o desejem.
Um amor que perceba pessoas,
cheiro, pele, toque, olhar,
respiração, pulsar.
Não exterioridades biológicas.
Amor que rime com carinho
e descoberta
e acolhimento
e aconchego.
Partilha
Que reconhece
e respeita
Não mata
Não sufoca
Não enclausura
Não prende
Não destrói
Não obriga
ou oprime.
Como pode ser livre o amor se não sei suportar?
Como arrancar o tijolo do peito?
Como ser leve o acolhimento, a partilha?
Como converso com este coração que ora palpita em meu peito? O que pode ser um bom caminho, um caminho de amizade e amor e partilha?
Agora este corpo inquieto que não sei o que acalma. Esse juízo levemente enjoado...
Ser grande, grande, grande, grande!
Quantas estranhezas sinto agora?
Apesar de sentir este aperto no peito, eu me amo e me aceito profundamente...
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