quinta-feira, dezembro 31, 2020

Real

  “Real isn't how you are made,' said the Skin Horse. 'It's a thing that happens to you. When a child loves you for a long, long time, not just to play with, but REALLY loves you, then you become Real.'

'Does it hurt?' asked the Rabbit.

'Sometimes,' said the Skin Horse, for he was always truthful. 'When you are Real you don't mind being hurt.'

'Does it happen all at once, like being wound up,' he asked, 'or bit by bit?'

'It doesn't happen all at once,' said the Skin Horse. 'You become. It takes a long time. That's why it doesn't happen often to people who break easily, or have sharp edges, or who have to be carefully kept. Generally, by the time you are Real, most of your hair has been loved off, and your eyes drop out and you get loose in the joints and very shabby. But these things don't matter at all, because once you are Real you can't be ugly, except to people who don't understand.” 

m.w.b

terça-feira, março 24, 2020

Lilo

A princesa macia, de patas, de coelho e rabo de raposa, se foi.

Gremlin majestosa, achegada e antissocial, magrela e peluda. Companheira do Jack. E de todos os esconderijos da casa. E das caixas. Ela se foi.

Ela gostava de lugares altos e quietos. De dormir embaixo dos lençóis. De leite, e de comida dada na mão. Não do chão. Dondoca e aventureira, de sair por aí e não saber como voltar. Mas nos entendíamos, ela encontrava seus caminhos, seu lugar.

A Lilo para quem nenhuma porta deveria estar fechada - dia ou noite. A Lilo do leite. Sempre.

A Guizmo Guaxinim Pupuca, um ratinho branco, orelhudo, de pêlos ralos e raros, que pôs-se a miar uma noite (ou dia?), do outro lado da rua, e, quando desci para ir buscá-la, já havia atravessado para nosso quintal. Decidida e certeira.

A Liloca que dormia em meu colo, ou ao sol. Ou em cima do teclado. A Lilo comigo, conosco, sempre.
A meter-se entre as flores, entre os verdes, invisível, acolhida, princesa do mato.

A Lilo branquinha, a incrível cauda laranja empinada, de correr derrapando, de dormir derretendo-se...
Descansou. Em uma manhã de domingo. Com os passarinhos cantando. Como hoje. Como agora.

Se foi.
Não aqui.
Sentiremos sua falta...

Porto, 24 de março de 2020
Salvador, 22 de março de 2020


segunda-feira, agosto 12, 2019

04.07.2008

A ansiedade encontrou o sufoco. Olhou um pouco, olhos afoitos, foi logo pedindo - faz-me um poema?

Afobado, tirou do bolso uns versos velhos que não tivera tempo de terminar.

"Eco
oco:
    eu"

"Versátil
              Volúvel
                          Retrátil"

Não se entenderam bem.
Ela, mil interpretações. Ele, sem tempo para alguém.
Foram-se:
ansioso, sufocada.

domingo, agosto 11, 2019

26.05.2011 (eu acho)

Quero um amor que é outro.
Um amor que não exclui
ou condena.
Amor que não é leviano
fútil
fugaz
superficial
inconsequente
E que tampouco é mesquinho
hipócrita
Um amor que não se negue quando dois
muito o desejem.
Um amor que perceba pessoas,
cheiro, pele, toque, olhar,
respiração, pulsar.
Não exterioridades biológicas.
Amor que rime com carinho
e descoberta
e acolhimento
e aconchego.
Partilha
Que reconhece
e respeita
Não mata
Não sufoca
Não enclausura
Não prende
Não destrói
Não obriga
ou oprime.

Como pode ser livre o amor se não sei suportar?
Como arrancar o tijolo do peito?
Como ser leve o acolhimento, a partilha?

Como converso com este coração que ora palpita em meu peito? O que pode ser um bom caminho, um caminho de amizade e amor e partilha?

Agora este corpo inquieto que não sei o que acalma. Esse juízo levemente enjoado...

Ser grande, grande, grande, grande!

Quantas estranhezas sinto agora?

Apesar de sentir este aperto no peito, eu me amo e me aceito profundamente...

segunda-feira, julho 01, 2019

às vezes parece que eu quero fazer tudo, menos o que precisa ser feito.... >___<

sábado, abril 06, 2019

"O humano não tem força para abreviar nada e quando insiste colhe o fruto verde, antes de amadurar. Tudo tem o seu tempo certo. Não vê a semente? A gente semeia e é preciso esquecer a vida guardada de debaixo da terra, até que um dia, no momento exato, independente do querer de quem espalhou a semente, ela arrebenta a terra desabrochando o viver. Nada melhor que o fruto maduro, colhido e comido no tempo exato, certo."
c.e.

sexta-feira, março 29, 2019

... ninguém bate palma se a gente faz o trabalho direito...

sábado, março 16, 2019

Como lidar, como resolver, como integrar tanta saudade enredada nos recônditos escuros, no peito...?

sexta-feira, março 08, 2019

Inquietações. Dúvidas. Abismos.

[Amada] Uma menina incapaz de empatia ou de apreender a realidade ao seu redor, ou alguém com a "sanidade abalada", vivendo em um mundo próprio, tendo criado seus refúgios internos para lidar com suas questões?

A pergunta sobre o nome é realmente falsa?

A crueldade é proposital, ou esse reflexo dessa desconexão, desse desequilíbrio?

Ela é "apenas" uma garota indo atrás de veludo em Boston, ou está perturbada mentalmente?

É de fato toda poderosa frente à outra?

Qual a medida cabida do olhar?

sábado, janeiro 26, 2019

Todo Risco

A possibilidade 
de arriscar
é que nos faz homens humanes.
Vôo perfeito
no espaço que criamos.
Ninguém decide
sobre os passos que evitamos.
Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos.
Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos.

d.d.

terça-feira, setembro 25, 2018

legado

Donald tossiu e pensou em todas as antigas sagas do herói, de homens e mulheres lutando pelo que era certo, sempre com final feliz, sempre contra todas as probabilidades, sempre apenas fantasia. Heróis não venciam. Os heróis eram quem quer que tenha vencido. A História recontava suas versões, já que os mortos não podem falar. Tudo ficção.
h.h.

sexta-feira, maio 18, 2018

A escritora e seus múltiplos...

segunda-feira, abril 30, 2018

ouvi.

my name is now. todos nós somos agora. eu não sei que idade eu tenho, eu durmo com uma, acordo com outra...
e.s.

quarta-feira, abril 25, 2018

saudades


why does this song gives me this feeling...?

quinta-feira, abril 19, 2018

cumplicidade.....

quarta-feira, abril 04, 2018

Still I Rise

Still I Rise

You may write me down in history
With your bitter, twisted lies,
You may trod me in the very dirt
But still, like dust, I'll rise.

Does my sassiness upset you?
Why are you beset with gloom?
’Cause I walk like I've got oil wells
Pumping in my living room.

Just like moons and like suns,
With the certainty of tides,
Just like hopes springing high,
Still I'll rise.

Did you want to see me broken?
Bowed head and lowered eyes?
Shoulders falling down like teardrops,
Weakened by my soulful cries?

Does my haughtiness offend you?
Don't you take it awful hard
’Cause I laugh like I've got gold mines
Diggin’ in my own backyard.

You may shoot me with your words,
You may cut me with your eyes,
You may kill me with your hatefulness,
But still, like air, I’ll rise.

Does my sexiness upset you?
Does it come as a surprise
That I dance like I've got diamonds
At the meeting of my thighs?

Out of the huts of history’s shame
I rise
Up from a past that’s rooted in pain
I rise
I'm a black ocean, leaping and wide,
Welling and swelling I bear in the tide.

Leaving behind nights of terror and fear
I rise
Into a daybreak that’s wondrously clear
I rise
Bringing the gifts that my ancestors gave,
I am the dream and the hope of the slave.
I rise
I rise
I rise.
m.a.

quarta-feira, março 28, 2018

make mistakes

"Listen. Easy now," said the old man gently. "I know, I know. You're afraid of making mistakes. Don't be. Mistakes can be profited by. Man, when I was younger I shoved my ignorance in people's faces. They beat me with sticks. By the time I was forty my blunt instrument had been honed to a fine cutting point for me. If you hide your ignorance, no one will hit you and you'll never learn."
r.b.

sábado, dezembro 16, 2017

16 de dezembro, 2017

O passado não reconhece
o seu lugar:
está sempre presente...
m.q.

sábado, dezembro 09, 2017

cinza

dentro
fora
profundo...

quarta-feira, novembro 22, 2017

loyalty

whom
are you being
loyal to?