segunda-feira, abril 02, 2007
domingo, abril 01, 2007
vontade de sair matraqueando bobagens e merdas e cobras e lagartos... vontade de chorar. vontade de ser grossa, chata, rude.
...o que é que houve meu amor você cortou os seus cabelos...
...foi a tesoura do desejo, desejo mesmo de mudar...
eu novamente sem centramento. eu novamente ansiosa e tosca e não bem sozinha. eu agindo como uma garota boba. tudo isso semi-multiplicado por dois.
eu embolando tudo e ficando sem saber o que fazer com o resultado da mistura. eu quero chorar... eu quero atenção desmedida e demasiada. eu quero manter minha individualidade.
eu confusa, esquisita, "num mato sem cachorro", escolhendo me fechar nos caminhos que mais estão abertos, porque não estava preparada para o que encontrei atrás das portas.
imatura, imatura, imatura.
eu quero que me ofereçam colo, para poder, displicente, sarcástica, malagradecidamente, negar. eu quero espalhar essa amargura que saiu de mim e foi por mim criada. eu realmente não politicamente-correta. realmente pensando no outro de um modo torto, torto.
fechando-me, ao menos não dou fiascos... não tanto.
vontade de me "trancar" em algum lugar, ficar em um mundo meu, meu, meu. que não seja invadido por ninguém.
eu cansada, antes de dez da noite e eu com os olhos pesados...
eu querendo arrancar os lençóis de minha cama, mudar o ar do quarto. - sai, sai, sai, sai!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
eu não quero me machucar demais. eu sei que não quero machucar os outros - apesar de agora ter vontades contrárias a isso.
hora de sair daqui, já que preciso fazer algumas coisas, ainda, antes de dormir...
segunda-feira, março 26, 2007
domingo, março 25, 2007
Quando eu era mais nova eu queria que alguém me chamasse de lagartixa e me jogasse na parede...
Hoje eu estava pensando sobre coisas de que sinto falta, ou melhor, sobre como eu gostaria de ser "vista", gostada, e lembrei de como eu resumia essas coisas com aquela frase que fala "ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de lagartixa e me joga na parede".
Hoje talvez eu tenha as coisas um pouco mais claras... Ou, talvez, apenas não tão resumidas...
Encontrei alguns poemas (alguns são músicas) que trazem isso, que trazem o encantamento que desejo, e que não sei se saberia levar adiante ou retribuir (egoísta, eu? Por que você acha isso??).
She
She
May be the face I can't forget.
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay.
She may be the song that summer sings.
May be the chill that autumn brings.
May be a hundred different things
Within the measure of a day.
She
May be the beauty or the beast.
May be the famine or the feast.
May turn each day into a heaven or a hell.
She may be the mirror of my dreams.
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell
She who always seems so happy in a crowd.
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry.
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past.
That I'll remember till the day I die
She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is
She, she, she
Charles Aznavour & Herbert Kretzmer
Soneto XVII
Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Pablo Neruda
Que Maravilha
Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada
Que maravilha
Que coisa linda é o meu amor
Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada
Que maravilha
Que coisa linda é o meu amor
Por intrebancários, automóveis, ruas e avenidas
Milhões de buzinas tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco, meiga, linda, pura e muito tímida
Com a chuva molhando o seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua, do mundo, no meio da chuva
A girar
A girar
A girar
Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada
Que maravilha
Que coisa linda é o meu amor
Por intrebancários, automóveis, ruas e avenidas
Milhões de buzinas tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco, meiga, linda, pura e muito tímida
Com a chuva molhando o seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua, do mundo, no meio da chuva
A girar
Que maravilha
Que maravilha
Que maravilha
Jorge Ben & Toquinho
Minha Namorada
Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você
Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque
E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida ‚ nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois
A Rosa
Tu és, divina e graciosa estátua majestosa
do amor, por Deus esculturada
e formada com o ardor,
da alma da mais linda flor, de mais ativo olor
e que na vida é a preferida pelo beija-flor.
Se Deus lhe fora tão clemente aqui neste oriente de luz
formada numa tela deslumbrante e bela,
teu coração, junto ao meu lanceado
pregado e crucificado sobre a rosa cruz do arfante peito teu
Tu és a forma ideal, estátua magistral
oh alma perenal, do meu primeiro amor, sublime amor.
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação de todo o coração
cintilas um amor
o riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor
em vozes tão dolentes quanto um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
és tudo enfim que tem de belo,
todo o resplendor da santa natureza
Perdão se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te
Oh flor! Meu peito não resiste,
Ah, meu Deus o quanto é triste,
a incerteza de um amor que mais me faz penar
em esperar em conduzir-te um dia aos pés do altar
Jurar, aos pés do onipotente
em versos comoventes de luz,
e receber a unção da tua gratidão,
depois de remir, teus desejos
em nuvens de beijos hei de envolver-te
até o meu padecer, de todo fenecer.
Talvez a que mais traduza o que desejo neste momento seja "She"... Não obstante, realmente não saberia dizer se eu estaria disponível para este tipo de amor.
E, então, me pergunto - eu realmente quero isso ou é só um capricho?
sábado, março 24, 2007
Sábado de Manhã
Remorso
Ressaca
Não bebi ontem
Não saí ontem
Não fui dormir especialmente tarde
Não acordei especialmente cedo
E, ainda assim.
Depois que se sabe que se pode ser mais objetivo, que se pode dar e receber mais da vida, passar um dia em que se faz mais coisas sem importância do que importantes pode ter esse resultado...
Será isso??
/*passaram-se dez dias desde a última postagem... parece tanto tempo... o que são dez dias? quanto são dez dias?? */
quarta-feira, março 14, 2007
Feliz Dia da Poesia
Não que tenha necessariamente a ver, mas... Outro dia assisti Clerks II, há uma cena em que os dois protagonistas estão andando de kart, e a música de fundo me agradou tanto que saí para comprar pão e me peguei cantarolando a danada. Como se não bastasse, uma pessoa muito querida, que estava comigo na hora, começou a acompanhar, e eu achei muito gostosinho, e hoje decidi buscar a música.
Deu algum trabalho, já que eu não sabia nada da letra, nem tinha pego o nome nos créditos. Mas nada que o Google não ajude a resolver, e só tive de escutar o início das faixas anteriores do cd com a trilha sonora do filme, até encontrar a que queria. Depois, foi pedir ajuda a sites de letras e ao bom e velho radio uol, tão requisitado por minha mãe e por outro grande amigo meu.
O resultado é este post aqui. Enfim, a letra nem combina tanto assim comigo, ou talvez tenha uma mensagem que eu deva aprender. O importante, mesmo, é a melodia, no caso. *sorriso*
Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'
So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'
But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me
[trumpet]
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me
Letra retirada de: http://www.stlyrics.com/lyrics/forrestgump/raindropskeepfallingonmyhead.htm
Link para a música buscado no código fonte de: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ref=Musica&busca=Raindrops+Keep+Falling+on+My+Head¶m1=homebusca&q=Raindrops+Keep+Falling+on+My+Head&check=musica (terceiro link)
Desnecessário dizer que fiz o post ouvindo a dita cuja...
Bom dia, mundo!!!!!
terça-feira, março 13, 2007
solidão e saudade
pega sua bolsa portuguesa, coloca coisas importantes nela -
a carteira de cigarros, uma cerveja -
e sai
a menina espevitada vai para a praça perto de sua casa, um semi-refúgio para onde vai quando quer se incensar e pensar um pouco
no meio do caminho, ela abre a cerveja com ajuda da bolsa.
dá dois "boa-noite!" durante o percurso, mas não presta atenção no caminho.
bebe; senta-se; acende o cigarro.
lembra-se.
e se sente só. bebe com o amigo menino português... só agora a menina espevitada percebe que resolveu trazer justo a bolsa portuguesa para lhe fazer companhia.
ela bebe com o amigo que está longe. lembra que aprendeu, finalmente, a beber vodka pura. lembra do amigo português. lembra da menina mimimi que está sumida.
(enquanto escreve, a menina espevitada conversa. e percebe que o álcool tem a capacidade de derreter lágrimas que endurecem o coração)
a menina espevitada sente falta de falar com alguém, talvez para não perceber que não pode partilhar aquele momento com quem gostaria. tenta a menina sumida - e ela não atende. o menino rabugento responde, eles conversam um pouco. às vezes, o menino rabugento é um doce.
mas é pouco, e a menina espevitada termina sua cerveja e seu segundo cigarro só, protegida da chuva pela interseção das copas de uma árvore qualquer e de algo que parece um coqueiro. a menina saudade pensa mais um pouco e volta...
na volta, ela percebe mais o caminho. de fato, ela olha para ele. não está tão firme quanto na ida - ela, não o caminho - mas... está lá.
a menina espevitada se despede do menino que está longe... eles se despedem com saudade e carinho... e com algum choro, mas um choro mais maduro.
a menina espevitada se despede, mas mais madura...
o menino que está longe
A menina espevitada se sente tentada a chorar...
Há seis meses seu melhor amigo sem noção boçal metrossexual foi para muito, muito longe. Desde então, eles se falam muito esporádicaeventualmente. Da última vez, foram longos trinta e tantos dias. Sem ouvir voz ou ler novas frases.
De saudade apertar e recorrer a velhas fotos, a renovadas vontades de escrever, de derramar grossas ou leves gotas de "sinto uma falta absurda dessa pessoa que estava tão perto de mim"...
A menina espevitada não chora por esse amigo. A menina espevitada tem chorado pouco...
Talvez, se ela lembrar quanto conversavam, quanto calavam, quanto riam... Lembrar-se de noites em que o menino de óculos escuros e ela estavam já mortos de sono, e sem querer pensavam ou viam algo que era interessante, e lá se ia mais uma hora de conversa, de discussões acirradas, e, quase milagre, de uma pessoa entender o ponto de vista da outra. Sim, é um milagre pensar que duas coisinhas intransigentes e orgulhosas sejam capazes de ceder; no entanto, eventualmente, talvez pelo prazer de continuar a conversar, a menina espevitada e o menino... o menino que por não gostar de rótulos poderia recebê-los vários, eles cedem, e se ouvem.
Talvez se lembrar do tempo que conhece este garoto, das coisas que passaram juntos, de como eles foram se tornando mais próximos... Lembrar de um tempo em que ela era mais rebelde que interessante - quem sabe? Lembrar de um tempo em que ele era mais nerd do que farrista. Lembrar de caminhadas de tarde inteira por qualquer lugar, para alimentar o quê - a vontade de conversar sobre tudo, e sobretudo a vontade que tinham de estar juntos... O menino de óculos escuros, a menina espevitada, e o então melhor amigo deles, o menino realmente sem noção. Porque, sim, a menina espevitada se lembra agora, o menino de óculos escuros é um anjo, além da criatura mais doce do mundo, perto do menino realmente sem noção.
A menina espevitada tem mais lembranças do que momentos destes três, agora... E uma das forças que a levam adiante é reencontrar o menino que usava óculos escuros de noite e usava preto embaixo do maior sol e que era uma pedra de gelo e chorava feito criança, e se tornou seu melhor amigo apesar de qualquer coisa diferente que um pensasse do outro.
A menina espevitada não está apaixonada pelo menino português. A menina espevitada não está idealizando o menino português.
Com muita clareza, a menina espevitada ama esse ser que saiu de perto dela mais menino, e que aos trancos, barrancos, solidões e porradas deve estar se tornando um homem. E hoje, sempre que pode, ela diz isso para quem estiver por perto para ouvir.
O rosto da menina espevitada está marcado por gotinhas de saudade. O menino de óculos escuros está virtualmente perto, neste exato momento. Mas o menino que gosta de ser gostado e de fazer rir está precisando de atenção, e então ela os deixou a sós...
Estica-se o lábio inferior da menina que também é introspectiva e quieta - e agora um beicinho triste mora em seu rosto, para combinar com os caminhos molhados de saudade e saudosismo.
A menina espevitada se imagina abraçando o menino que está longe. Ela sente...
Saudades.
E deseja que seus caminhos, muito em breve, se cruzem mais.
Meninos e meninas vêm e vão em nossas vidas. Na vida da menina quieta que veste máscara de caminhos de lágrimas e beicinho, isto não é diferente.
A menina espevitada chora e roga que este menino permaneça. Que, afinal, sempre se pode ir por aí juntos!!
segunda-feira, março 12, 2007
menina espevitada e menina graciosa
... e conheceu uma linda menina de lindas bochechas e movimentos graciosos. E frente à tanta gentileza e sorridência, a menina espevitada ficou um tanto sem jeito - como conseguir fazer graça para alguém já cheio de graça, de per si?
A menina espevitada pensou em pedir ajuda a seu amigo que era muito amigo, mas que era também muito fechado. Mas o amigo muito fechado achava, como a menina espevitada, que algumas coisas nós devemos ser capazes de resolver sozinhos. E a menina espevitada se encolheu e pensou que talvez fosse melhor deixar pra lá.
Um dia, conversando com o menino rabugento, a menina espevitada tomou um pouco de coragem, e pediu a opinião do menino mais sem jeito que rabugento, que pra algumas coisas não tinha nada de sem jeito - apesar de continuar sendo meio rabugento! E, para sorte dela, o menino rabugento pôde ajudá-la... Apenas um pouco, o suficiente para que a menina que não era sempre espevitada conseguisse uma porta para alcançar a menina simpatia.
Meio sem jeito, as duas conversaram, uma sem saber o que dizer, a outra sem saber o que esperar. O menino rabugento volta e meia tentava ajudar, mas a menina espevitada parava e acabava pensando que, afinal, ou ela faria as coisas do jeito dela ou não seria capaz de fazer nada...
Mais uma vez a menina espevitada catou um pouco de coragem e fez as coisas como acreditava que poderiam ser. Entre tímida, direta e atrapalhada, falou e falou. E, para sua sorte e surpresa, as bochechas formaram sorrisos, que abriram as portas para encontrar a menina graciosa.
As duas se encontraram meio sem jeito, meio assim - o que será que essa menina deseja realmente? E, como já havia sido decidido, as duas foram assistir a um filme. Um filme com ar de conto de fadas e de super herói, e com uma poesia no mínimo gostosa. E, depois que as duas meninas já haviam se encontrado, foi a vez das mãos das meninas se encontrarem, e eram macias e cúmplices, de início mais tímidas, aos poucos, decididas, respondendo às perguntas que suas donas haviam preferido não fazer... e o que as mãos diziam era que...
Sim, as bocas podiam e deviam se encontrar, e cada mão contou isso à boca da outra menina, com suaves beijos desses que a boca dá quando deseja encontrar outra boca. E em algum momento de menos poesia no filme e mais poesia entre elas, duas bocas macias se tocaram... não houve espanto, mas um encontro calmo e suave, de quem sabia o que estava fazendo, de quem sabia o que queria fazer...
As duas maciezas se riram e se experimentaram, mas naquele dia a menina espevitada teve de sair mais depressa do que gostaria, e então ela foi embora, levando o sorriso da criança que conquista um tesouro escondido, e a água na boca de quem gostaria de um pouco mais.
Meninas e passarinhos são seres que devem ser tratados com muita liberdade, se você deseja ter a chance de estar em sua leve presença novamente - a menina espevitada segurou seus arroubos, e para seu sorriso as bochechas cheias de graça, sua vez, chamaram-na para um encontro.
Dessa vez as duas já se conheciam um pouco mais, e entendiam um pouco o que a outra desejava e gostaria. Mas nesse lugar em que as meninas viviam, meninas muito passarinho e muito espevitadas e muito cheias de graça e que, ainda por cima, possuem bocas que gostam de se encontrar, chamam muita atenção, e então seus momentos foram novamente rápidos, semi-furtivos...
Foi um encontro mais de amigos e conversas, e também de azeite, queijos, tomates, sucos de laranja. Foi um bom encontro, e afinal, é difícil juntar tantas coisas boas e disto sair um resultado sem graça.
Mas passarinhos voam por muitos caminhos, e as duas meninas, hoje, encontram-se apenas de passagem, por rotas distintas - ainda sorrisos, outras paragens... Quem sabe?
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Poemas
Porque ultimamente tenho entendido que isso é importante...
Entendimento - será que ficou claro que os nomes que "assinam" são heterônimos do Pessoa?
Se Eu Pudesse
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz por um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Poemas
Os dois próximos textos são poemas que minha mãe enviou para um amigo, que me pareceram coerentes, neste momento...
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
"fechado pra balanço"
uma cabeça confusa?
Um dia de ansiedade e meiguice.
um sorriso enorme e luminoso
(...)
ba-pum
ba-pum
ba-pum
(...)
um corpo que treme, uma vontade de se encolher e... talvez, ficar só - pensar, pensar. um corpo que insiste em tremer, ainda que apenas internamente. duas pernas sem força - trêmulas, também?
peito apertado, apertado, apertado...
ansiedade, ansiedade.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
........
(escrito há eras atrás...)
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
A dica da semana é...
vou tentar seguir alguns conselhos seus, para ver o que dá
na realidade, talvez seja uma superstição - NÃO seguir os conselhos é que gera confusão u_u
enfim...
rescue
limpeza (3x)
seqüência nos banhos
amém
sábado, fevereiro 10, 2007
Enquato puder escrever
Brisa de chuva. Fecho os olhos........
Escrever é bom.
A cor da postagem da última quinta-feira foi sugerida. Quero me lembrar disso.
Acho que por dentro sorrio, satisfeita.
Feliz comigo mesma
Vontade de estar em algum lugar onde...
Onde eu fique simplesmente tranqüila. Onde nao esteja, necessariamente, imersa em um turbilhão de sentmentos e emoções (nem sempre meus). Um lugar onde não haja tantas coisas acontecendo em redor, sabe.
...
Em qualquer caso, sempre acaba sendo o que alguém quer, não?
O que eu quero.
O que você quer.
O que nós queremos.
O que outra pessoa quer.
Mais difícil é conciliar o que dois querem, ao mesmo tempo...
Muitas muitas muitas coisas.
Afinal, eu nem sei o que quero!!!
Talvez umas férias.
Talvez ficar um pouco longe de tudo. Asistir a tudo de longe. Ponto crítico.
Daqui, posso ir para qualquer lugar.
Deixar-me levar pela corrente. Fechar os olhos, e não ouvir nada... Música, talvez. E só. Por alguns minutos, pelo menos.
Enquanto isso, decidir se quero tomar as rédeas de minha vida.
Decidir se quero deixar as coisas- algumas ou todas - simplesmente irem acontecendo. Ou se quero me posicionar conscientemente em relação aos assuntos que me afetem.
Perceber o que me afeta.
Saber como quero as coisas.
Ir para casa é positivo. Uma conversa leve e semm compromissos. Divertida. Eventualmente, apaixonante. (fora do texto - o frescor de chuva é realmente um frescor para a alma) Trancar-me no banheiro e passar algum tempo eprdida em mim, me encontrando. Escolher entre pelo menos três tipos de coisas para comer ou beber.
Voltar para minha vida. Ser eu. EStar segura disso e basear os acontecimentos nisso. Ter clareza de minhas falas, de minhas vontades.
Por hora, aqui, escrevendo, acho que consigo isso. Por hora...
Depois? Me dêem... dois amigos, pelo menos. Amigos pelos quais meus sentimentos estejam mais claros, menos conturbados e novos.
Me tragam Rodrigo, e quem vier, e uma noite inteira de despretensões.
Me dêem um local onde possa aconchegar meus sonhos, risos, choros. Lá andarão também minhas certezas. Certeiras, apos cada riso e cada lágrima: os sonhos que desejo ter.
Se eu estiver certa de mim, estarei mais certa de quem são os outros, e de quem eles são pra mim?
A (minha) lógica diz que sim.
A tentação de "alguém ao lado" bate, às vezes. Nem sempre pude decifrar, com clareza, quais os motivos disso. Mas nesse ponto devo estar mais segura. Não porque isso evitaria que eu me machucasse. Sim porque assim não me perco. E, estando ao meu ladod, em qualquer caso, o resultado final é que estou feliz. Esse é meu norte. Minha escolha básica. Minha escola.
Enquanto assim não for, enquanto nem 50% de mim estiverem claros e de acordo com o que quero, será difícil ficar completa e/ou satisfeita. E não é dificil entender por quê.
(pós texto)
(Rubro Zorro)
(Eu Quero Sempre Mais - acho que quero, em qualquer caso, ser marcante. Fazer a diferença.)
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
impressions from a couple of lovely days
Insegurança.
Medo?
O estar tudo bem mistura-se a...
A,talvez, uma certa sensaçõ de desconhecer territórios, de ser tudo um pouco diferente do que já vivi, do que já sei como é.
E de repente me pego insegura para fazer algo que devia ser natural. u_u
Sem jeito, esquisita.
(...há alguém que insiste em não me deixar escrever...)
Impressões que correm pela cabeça, às vezes.
coisas que surgem q...
(o que é que se faz quando a pessoa que você ama resolve, insistentemente, atrapalhar sua vontade quase insuportável de escrever?????????????????)
eu queria escrever porque percebi que algo não estava exatamente fluido bem.
percebi que me senti um tanto travada, tensa, insegura, sem motivo aparente.
pensamentos, pensamentos,
pensamentos vêem à cabeça e me pergunto...
como se conquista intimidade? tudo acontecendo rápido, de modo tão intenso, e talvez ainda nem se conheça detalhezimos bobos um do outro, mas que dão segurança, deixam mais íntimos um do outro.
coisas bobas como... o jeito que a pessoa gosta de dormir, o tipo de toque que lhe agrada, se gosta de escrever, o que gosta de ler, que músicas adora ouvir ou alguma coisa que não suporta de jeito nenhum.
ou o quê sem dúvida, sem dúvida alguma, absoluta e definitivamente, tira o outro do sério. o que o faz chorar como um bebê.
como gosta de uma massagem. e, afinal, coisa traumatizante das coisas traumatizantes do mundo - como é que se faz uma massagem? quer dizer... isso não é traumatizante.
Traumatizante é que uma pessoa que sempre fez isso naturalmente, sem frescuras ou pudores ou receios ou inseguranças, trave frente a um pedido de massagem. ISSO é o tipo da coisa que faz pensar, e faz ter vontade de parar pra entender o que se passa, e faz ter vontade de correr para dentro de si mesmo, e escrever um pouco.
starting to live something really diferent of all I had until now. the beggining of something that I don't know what will be yet. ok, one never knows what future will bring. but, still, this time is diferent. diferent because it started a little faster, because it has elements never "tasted" before. things that I would reject in other ways... having the chance of being with somebody who has captured my attention and my desire, one who made me force myself not talk, before anything, after evertyhing. maybe the sense, the feeling of grownig adult. maybe fear of the unknown. maybe both. I just have no idea about nothing. except, sometimes, that I'm in love. loving being hugged, loving just being, forever... one smile, the sound of the voice, the touch of the skin... I just feel this time has new things for me. on the other hand, I also have this thing saying me that we can do everything go normal, with no surprises, with nothing more than all we ever have when we decide date somebody. I wish we can do our best. I want this one to be special... Dreaming about sweet days, friendship, comprehension, lives being shared, good cousines, people trying to be really lovely and gently. and lots of issues that I don't want to describe right here, right now.
finally felling better. gong to live a bit of love, now.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
secondhand lions...
Talvez vontade de escrever.
Talvez vontade de escrever para alguém.
Talvez um monte de receios. Incertezas. Inquietações.
Um mundo de não saberes.
Meio amortecida? Não tanto, não sempre.
Ora doce
ora amarga
ora esperando o pior
ora deixando sonhar...
ora sendo por demais fria e racional.
ora desejando dizer coisas boas, desejando ser tudo que se pode querer, desejando espantar a tristeza; ser céu azul mais canto de pássaros na janela, de manhã cedo.
vez ou outra, apenas uma amiga preocupada. uma amiga sem saber o que fazer pra ajudar. uma amiga doida bolão.
um sorriso sorriso sorriso sorriso
onde há um garantido
sincero,
sentido
e sem resquício de dor?
sorriso aberto
menino
de olhos brilhantes
e vivos
de coração palpitante
leveza
alegria
Um olhar de contentamento, umas horinhas de doçura completa.
Um abraço que faça a tudo esquecer.
Um conforto infinito.
Sinto-me sem saber o que dizer, olhando demais cada passo a dar, cada palavra a usar. Egoísta, egoísta... Sentida pelo sofrimento que surge. Pelas dores, e por saber que sempre dói, em algum lugar ou caso.
Dividida em um mil pedacinhos. Sem ser a única assim. Esquisita porque queria, agora, apenas dar apoio. Parar um pouco de sentir, ser mais forte. Mais forte pra acolher. Mais forte pra ir em frente. Mais forte pra resistir.
Hoje ouvi algumas coisas doces docinhas. Uma voz há muito esperada. Uma voz mais dura e fria. Hoje vivi sensações diferentes, por vezes, quase antíteses, mesmo.
Hoje lembranças boas e notícias que deixam confusa. Futuros obscuros.
Hoje percebi com clareza que não queria fazer sofrer, nem esperava que isso ocorresse.
Hoje o dia foi longo e longo, pra variar.
Hoje vontade de dizer eu te amo.
De abraçar.
De sorrir.
De chorar.
Quem te cuida e protege das coisas do mundo?
Que sejamos fortes. Que saibamos, logo, estar inteiros. Estar em pé.
Conversar sobre o que for. Ficar felizes e felizes e felizes.
Hora de dormir.
Dia cheio, depois.
Que haja uma voz gostosa, que haja alguém mais tranquilo.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Exagero docinho...
...Ou viver o que se sente.
Não sei como será amanhã
ou hoje, quando acordar.
Sei que, agora, estou feliz, apesar de cansada.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Leões e brindes à minha volta...
E por que estou assim?
Ansiedade de querer estar junto... Essa sou eu, um porre de grude, às vezes. Mas dessa vez não dá. E o tempo, que em outras ocasiões seria até legal, a ansiedade de rever, trocar experiências...
É só a distância que eu mesma imponho, para poder estar um pouco mais inteira, no final. E, no entanto, no meio deste drama maluco e insensato em que me enfio... Para não sofrer, sofro. E, de quebra, torço um pouco mais minha cabeça, pensando nos reflexos que minhas ações e reações terão. Em suma, eu dando mais nós...
Mesmo as coisas que tenho claras às vezes me parecem um tanto obscuras. Que é que valem minhas decisões, afinal?
Talvez eu esteja crescendo com tudo isso. Talvez seja realmente bom, pois me sinto uma criança, em território desconhecido.
Que é que houve? Que é que aconteceu? Quando foi que eu abri alguma brecha para me apaixonar, e por quê? Falar, falar, falar...
E ainda me pergunto se minha certeza não é só uma questão de charminho idiota.
Não e sim.
Não, eu tenho certeza do que digo, eu acredito no que digo.
Sim, porque eu queria que desse certo, eu queria que fosse diferente.
Tanta coisa passa pela minha cabeça, talvez tanto pra falar ou escrever. E hoje sou mais anônima do que ontem.
Cuidar das coisas da vida e guardar o que não tem solução.
Uma carta anônima de alguém que tem receio de escrever. Receio de ficar chata e todas essas coisas que sei que fico, aliás, que sei que sou.
O que é que eu tenho vontade de dizer, de fato? O que, o que, o que?
O que falta, o que sobra?
Insegura, por quê?
Talvez seja o problema de saber que na situação atual, pros meus padrões, as coisas não podem dar certo. Por saber que não há vontade ou disponibilidade de finalizar o experimento. Por achar que não tem muita coisa errada nisto tudo.
E por ser esquisita? Talvez. Talvez eu seja esquisita. Talvez eu seja sonolenta. Talvez eu deva ir dormir... >.<'
Talvez tudo seja tão fofo e bom que me deixe assim, receosa, confusa, boba.
Talvez se pudesse dar certo durasse tão pouco que não valeria nem a pena. Talvez esse seja outro receio meu.
Vou dormir...
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Não fui dormir. Fui embora.
Talvez tenha descoberto coisas novas...
Talvez....
Talvez eu devesse escrever um pouco mais aqui. Mas, neste momento, estou correndo atrás de um pouco mais de interatividade.
sábado, dezembro 23, 2006
quinta-feira, novembro 16, 2006
Combinação para ouvir dentro da cabeça
Todos os cds do System Of A Down + os cds de The Dresden Dolls
Alto
de preferência com fone de ouvido, pra ter certeza de não deixar escapar uma vírgula de som...
em modo de reprodução aleatório...
junte todos os ingredientes e saboreie a gosto.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Queria falar sobre estresse e coisas desagradáveis... No sentido de que me desagradam.
Mas acho que ouvi música alta demais... Quer dizer... Talvez não seja isso. Talvez esteja me sentindo um pouco coibida. Talvez eu devesse estar contribuindo para o coletivo. Ou estudando. Ou dormindo, comportadamente.
Mas como ia dizendo em outro lugar...
Estou com vontade de algo.
Talvez vontade de rebeldia. Ou de revolta. Vontade de curtir o que estou fazendo nesse exato momento - isolando-me acusticamente do mundo exterior, com músicas fortes em ALTO e nem tão bom som... Tentando me voltar para o que está dentro. Na cabeça, no peito. Chegar a algum lugar onde possa simplesmente be sem antes ou depois, estar estar e estar... e ser, claro. Isso, realmente, que quero...
E talvez a companhia de algumas pessoas importantes pra mim. Em um outro mundo, de espaço e tempo diferentes, gostaria de reuni-las em um campo (campo de graminha, mesmo) com um sol suave, alguma árvore próxima e uma boa brisa... (Uma clareira seria uma boa definição) Então seria possível rir e conversar, e talvez fazer um piquenique. E conversar até tarde, até ficarmos cansados, até alguma lua aparecer no céu. Então cantar, dançar, contar histórias de rir e assustar...
Meu olhar se perde no vazio, pensando em como seria, nas impossibilidades de ser. Suspiro.
Estou um pouco cansada de algumas coisas. E sentindo falta de algumas, também. Estava tranqüila, hoje, mas algo me desestabilizou um pouco.
Quero espaços abertos. Quero conversas sobre filosofia (ou algo que o valha), ou sucessões de assuntos que culminam em gargalhadas pelo non-sense da coisa toda.
Eventualmente eu queira dar um jeito em alguns de meus companheiros de moradia atuais, que não têm me dado muita paz, também. E, se procurar fundo... Sim, ali está, aquela vontade de ter meu espaço realmente meu. Alguma tranqüilidade, e a liberdade de fazer qualquer dever que tenha sem que me mandem cumpri-lo.
Falta de amigos e conversas...
E a impressão de que talvez esteja deixando alguns de lado, ou de que algo pode ter nos afastado como eu não queria que acontecesse. Estou com isso. Como uma pulga que te morde por baixo da calça jeans, no meio da rua.
Posso ficar muito muito muito tempo aqui, sentindo a música e fazendo este pequeno brainstorm assistido e não muito aleatório.
Poderia escrever e escrever e escrever sobre os que estão longe. Ou sobre aqueles de quem não estou perto.
Preencher este espaço infinitamente branco, que sempre estará quase no fim e no início, por ser virtual. Ou desenhar em muitas páginas reais, dando relevo a cada uma, para que fosse possível sentir o peso de meu pensamento em cada uma, depois.
Realmente me sinto tentada a não parar por aqui, a não sair deste meu momento de perscrutar minha alma-mente.
Vou seguir na estradinha... Recém passei pela minha clareira. Estou ali, acabo de subir no galho da árvore e estou sentindo alguns raios de sol, enquanto ouço as coisas bobas ou interessantes que as pessoas de quem gosto falam, embaixo. Sigo andando de costas, para poder observar essa paisagem por mais tempo. Paisagem. Porque estamos integrados, ali. Somos parte do lugar, já. Como elfos e doendes e outros habitantes da floresta que fazem festa quando céticos não estão espiando. A estradinha saiu de algum conto de fadas. É de cascalho claro. "Somewhere, over the rainbow..." O sol começa a se pôr, pois acho que assim fica melhor a cara da despedida. Depois volto, eu penso. Sei que é verdade, sei disso pois ainda me vejo deitada a sentir o pulsar da árvore. Mas digo isso para me consolar por ter de sair de lá. Não para acalmar os que ficam. O sol está às minhas costas. Caminho em direção ao conhecido, que nem por isso é luminoso. Não porque seja ruim. Apenas porque não é o que quero... Terei de passar por algum túnel no meio do caminho, tenho certeza. É assim que se sai dos lugares mágicos. Vou entrar no mundo onde estou sentada escrevendo sobre eu andando na estrada me olhando na clareira.
...
segunda-feira, novembro 06, 2006
...eu...
e algo mais entre o meio das pernas & o coração
assim
em posição indefinidaofega a respiração
sinto a forçade um roçar de peles
de um olhar profundode um sonho vagabundo
ardo a faltaa carência
o desejo
meus arrepiospossuem um dono longíquo
uma dona que não os quere teimam em não passar
apesar das impossibilidades
vão-se os alvos
fica o desejo
sou vã e vaga
na falta do beijona infeliz tentativa
de me apagar
Me sinto quase má. Eu não sei se gosto muito dessas coisas que faço, desse meu jeito de ser. É difícil aceitar uma natureza tão avessa, tão fraca e forte, nos momentos errados...
Quero dizer, talvez eu não tenha tomado a decisão errada. Mas ela me parece tão difícil, e, ao mesmo tempo, tão fácil. E por ser uma decisão que me parece egoísta, me sinto mal.
Eu posso pensar que pra que as coisas ficassem bem, e claras, esse era o único caminho a seguir. Mas... é tão chocante e amedrontador e reprovante e na realidade eu talvez não seja mulher o suficiente pra levar isso adiante.
Não se trata de remorso, arrependimento por essa coisa específica, vontade de voltar atrás. Tenho medo de ter estragado muitas coisas, com a única solução que me parecia realmente correta a tomar.
Então, sinto um pouco de remorso por ser quem sou.
Que as pessoas de quem gosto continuem comigo, e gostem de mim, ainda assim...
E como poderia pedir para alguém gostar de mim, quando eu mesma me questiono tanto?!? Digam-me palavras vis para pessoas fracas, covardes e hipócritas. Acho que é isso que quero listar para mim mesma, agora...
quinta-feira, novembro 02, 2006
A propósito de
terça-feira, outubro 31, 2006
Como alguém carente pode ser anti-social e exigente???
Como uma pessoa que adora dizer que se sente só pode ser do tipo que se dá ao luxo de escolher amizades?
Por que eu não venho aqui escrever coisas agradáveis de se ler?
O que eu busco?
Por que acho que escrevendo perguntas que deveria estar fazendo pra mim mesma vou obter alguma resposta?
Que terapia é essa que gosto de fazer?
O que é que estou fazendo?
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sexta-feira, outubro 27, 2006
Todos iguais...
Eu digo que me sinto só em quase todos os meus posts.
Hoje, farei diferente - estou me sentido sozinha hoje...
quarta-feira, outubro 25, 2006
24 de Outubro
"Provavelmente não é possível amar duas pessoas da mesma maneira, mas existem diferentes tipos de amor."
...
segunda-feira, outubro 16, 2006
Sem tanto ânimo para as coisas que TENHO de fazer. Um dia de ficar em frente ao computador e esperar que o telefone toque. Pelo menos, tocou duas vezes do modo que eu gostaria que tocasse.
Diários on-line...
Falto eu andar na linha.
O que eu quero, afinal???
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Qual a graça, para um ilustre desconhecido, em ficar lendo um blog como esse?? Já deve ser bem sem graça para quem me conhece, imagine pro resto... Só serve para aqueles que desejam monitorar meu estado de espírito, saber se estou bem, se estou mal. Nada de muito útil, nada de muito bom.
domingo, outubro 15, 2006
Who's gonna call me?
Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.
Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.
Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.
*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*
Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!
sábado, outubro 07, 2006
Não há brilhantismos...
É um costume meu, de tempos em tempos, me achar medíocre. Agora não estou me achando medíocre. No entanto, também não imagino que esteja aqui para oferecer nada brilhante. Apenas mais um site com um design simples e textos tão pessoais que chegam a ser generalizados.
Se eu fosse dizer algo sobre hoje, sobre o que sinto, talvez eu dissesse que estou com um pouco de medo de me sentir um pouco só. Talvez eu dissesse que sinto, vez ou outra, vontade de dizer umas coisas que eu não sei se algum dia vou dizer. Talvez eu dissesse que, quando escrevo essas coisas, me sinto repetitiva. Talvez eu fizesse uma declaração semi-anônima.
Entretanto, acho que não vou fazer nada disso. Ando sentindo um pouco de falta de estar em ambientes familiares com os meus amigos. Quando sinto esta falta, me pergunto se não reduzi demais meu círculo de amizades, se não estou agindo errado esperando encontrar quase sempre as mesmas pessoas. Um pouco de verdade em tudo. E, aos poucos, mesmo que eu não queira, isso vai começar a mudar...
Queria mandar abraços para alguém.
*Abraços.*
terça-feira, outubro 03, 2006
Sinto falta de fazer coisas. Não porque não as faço há muito, mas porque agora, tão cedo, não vejo a promessa de que voltem a acontecer. Nem todas as separações são/serão eternas, bem o sei. No entanto, saber disso não alivia de todo o que estamos passíveis de sentir durante o processo.
O que sinto, nesta primeira semana.
Sei que se parar pra olhar isso a fundo devo encontrar muito mais do que isso. Outras causas facilitadoras, outras questões e seus "x". E já não sei, ou AINDA não sei, se essa da qual ora falo não é também a que impulsiona e dá importância às outras. E sei que vou em frente. Só não vi ainda a cor desse caminho que seguirei.
Acho que apenas sinto, por ter menos preto do que eu gostaria...
segunda-feira, outubro 02, 2006
Há mais de um mês eu não escrevo nada, não xingo ninguém, não choro pitangas... Aqui.
Meu blog abandonado às traças, moscas e cupins. Essa sou eu.
Às vezes, não estou, por favor, deixe seu recado que entrarei em contato assim que possível.
Saudades.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Breaking News...
Hoje e agora, por exemplo, talvez a música que estou ouvindo facilite esta sensação... Mas queria encontrar alguém - podia ser alguém que eu nunca vi na vida, aliás, talvez fosse até mais legal assim - e bater um papo ameno, com gentilezas e coisas engraçadas...
Hoje, estou com vontade de cativar as pessoas.
terça-feira, agosto 22, 2006
segunda-feira, agosto 21, 2006
Eu ando pelo mundo...
segunda-feira, agosto 07, 2006
Aviso aos navegantes...
São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P
Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^
Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...
Mas não se acostumem com a gentileza. :P