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domingo, junho 24, 2012
segunda-feira, maio 21, 2012
sábado, maio 19, 2012
sexta-feira, maio 18, 2012
terça-feira, maio 15, 2012
quarta-feira, maio 09, 2012
Crônica de um cárcere
Eu experimentei seu gosto
correndo minha boca
por seu pescoço e nuca.
Lambi sua pele
mordisquei sua orelha.
Nossos lábios se provaram
até se transformarem em frutos
maduros
inchados
rubros
E eu deixei que mordesse
e sugasse
meus beijos
meus seios.
Deixei que enchesse meu peito
com os mais doces beijos.
Minhas mãos
procuraram as suas
Macias.
Firmes.
Seguras.
Minhas mãos experimentaram
seu corpo.
Exploraram
sua pele, suas curvas.
A raiz de seus cabelos.
E deixei que seus dentes
marcassem minha pele
a cada gemido meu
a cada espasmo seu.
Eu experimentei seu gosto.
E adormeci encantada em seu rosto.
E isto é tudo...
Não me importa
que tenha acordado sozinha nesta cela escura.
Ou que não haja marcas.
Ou que digam que passarão anos.
Que apodrecerei neste submundo.
Ela era tão real
quanto precisava ser.
Eu experimentei seu gosto.
Eu tive seu corpo.
E faria tudo de novo.
E isso é tudo.
correndo minha boca
por seu pescoço e nuca.
Lambi sua pele
mordisquei sua orelha.
Nossos lábios se provaram
até se transformarem em frutos
maduros
inchados
rubros
E eu deixei que mordesse
e sugasse
meus beijos
meus seios.
Deixei que enchesse meu peito
com os mais doces beijos.
Minhas mãos
procuraram as suas
Macias.
Firmes.
Seguras.
Minhas mãos experimentaram
seu corpo.
Exploraram
sua pele, suas curvas.
A raiz de seus cabelos.
E deixei que seus dentes
marcassem minha pele
a cada gemido meu
a cada espasmo seu.
Eu experimentei seu gosto.
E adormeci encantada em seu rosto.
E isto é tudo...
Não me importa
que tenha acordado sozinha nesta cela escura.
Ou que não haja marcas.
Ou que digam que passarão anos.
Que apodrecerei neste submundo.
Ela era tão real
quanto precisava ser.
Eu experimentei seu gosto.
Eu tive seu corpo.
E faria tudo de novo.
E isso é tudo.
segunda-feira, abril 23, 2012
Pseudo vilanela pobre
Se tocar sua pele, e lhe der um beijo
esquecendo receios e medo
você então cederá ao desejo?
Com a imaginação, vejo:
todo o fim do enredo
se tocar sua pele, e lhe der um beijo.
Se for mais segura, e parar de repetir o que almejo
Se do que sinto mantiver segredo
Você então cederá ao desejo?
Se sentir saudade, e num lampejo
finalmente acolher o abraço que sempre concedo...
Se tocar sua pele, e lhe der um beijo
você então cederá ao desejo...
terça-feira, abril 17, 2012
segunda-feira, abril 16, 2012
metalinguagem
Por que tenho me questionado tanto?
São pertinentes os questionamentos que me faço?
São perguntas boas, ou estou gastando tempo e energia internos com tais questões?
Por que tenho me posto tanto em xeque?
por que tantos "por quês"?
As pessoas de quem gostamos têm um potencial muito maior de mexer conosco. Para o bem, para o mal...
O fato de serem especiais e importantes para nós faz com que possam nos machucar muito mais. Ficamos mais suscetíveis a elas. Partem nosso coração muito mais facilmente.
16 de abril
Preciso encontrar um espaço em que não me sinto por demais ansiosa e angustiada ou sufocada.
Um espaço em que consiga olhar o que preciso fazer, respirar e... fazer.
E um espaço onde não desperdice meu tempo, e consiga fazer o que realmente é importante para mim.
Encontrar este lugar interno em que não me sinta insegura demais; incapaz demais; inexperiente demais; inadequada demais.
Onde minhas carências não sejam motivos para eu me diminuir, ou querer me esconder porque não me sinto boa o suficiente para me relacionar com os outros, porque me acho estranha demais, ou chata ou exigente ou esquisita.
Respirar meus anseios e ansiedades.
Respirar...
Um espaço em que consiga olhar o que preciso fazer, respirar e... fazer.
E um espaço onde não desperdice meu tempo, e consiga fazer o que realmente é importante para mim.
Encontrar este lugar interno em que não me sinta insegura demais; incapaz demais; inexperiente demais; inadequada demais.
Onde minhas carências não sejam motivos para eu me diminuir, ou querer me esconder porque não me sinto boa o suficiente para me relacionar com os outros, porque me acho estranha demais, ou chata ou exigente ou esquisita.
Respirar meus anseios e ansiedades.
Respirar...
terça-feira, abril 10, 2012
segunda-feira, abril 09, 2012
segunda-feira, abril 02, 2012
I want to weep (...). I want to be comforted. I'm so tired of being strong. I want to be foolish and frightened for once. Just for a small while, that's all... a day... an hour...
g.r.r.m.
Às vezes, me sinto assim. Não que seja um exemplo de austeridade e estoicismo, mas... ainda assim, tenho a sensação de que normalmente costumo aceitar menos aconchegos do que deveria. Sinto isso aos poucos mudando. Por hora, mais internamente do que em ações, ainda.
terça-feira, março 27, 2012
Caça às bruxas
E se não houvesse culpados? Você não saberia o que fazer. Você cresceu sabendo que o mundo era simples, preto no branco, sem nuances.
Tudo pode ser explicado a partir de seu ponto de vista das coisas, e este nunca está errado.
Se lhe contassem que não havia culpados, ainda assim você os encontraria, um a um.
Você buscaria a garota que atende telefonemas e a culparia pela vida dupla que leva.
Iria atrás das garotas de cabelos molhados, também: irremediavelmente culpadas. Por se machucarem deliberadamente, por chegarem sem serem convidadas, por não terem plena consciência do que fazem.
A garota muda seria culpada por se apaixonar por um cowboy tresloucado - como pôde? E o cowboy, por permitir que isso acontecesse, e ainda dar corda com aquele papo barato de "parceira de aventuras". Ele só queria mais plateia para seus ridículos "feitos heróicos".
A garota na cozinha, com o leite condensado, seria culpada por ser alheia demais, e comer muito doce. Era óbvio que tais coisas não contribuíam para uma boa convivência.
Não escapariam a pintora e sua recém ex-paixão. Àquela, recairia a culpa de ser fria, de fazer apenas o que lhe fazia bem - e de usar as pessoas nisso. A segunda seria culpada por ser ingênua e cair na lábia da primeira, e também por não deixá-la em paz.
O Escritor seria perseguido por ter tentado crer que poderia prescindir do Músico, quando este sumiu. Este último, por sua vez, teria dificuldades em desfazer a decepção por ele causada, por ter abandonado o outro perseguido - logo quando tudo iria ficar tão difícil. Ele deveria saber.
A Fada não poderia escapar nem no outro mundo. Não após roubar a inocência de tantas crianças. E por se deixar abater de forma tão idiota.
E o rapaz do caderninho também não poderia ser menos culpado. Não após ter passado tanto tempo sem fazer nada.
Você perseguiria o casal da música. Especialmente ele, por ter sido machista. A ambos, acusaria de não terem se dedicado mais à própria história.
A escritora não poderia estar livre, após ter abandonado seus personagens por tanto tempo.
A mulher que se mudara para São Paulo: fraca - não assumira as responsabilidades por seus atos. Seu amigo? A acobertara.
A menina do hospital e sua avó: culpadas por todas as suas mentiras e perseguições, sem falar dos devaneios.
A avó espanhola nunca seria perdoada. Não após fugir desesperada enquanto seus pais eram mortos.
E assim aconteceria com muitos outros. Com todos os outros. À noite, em suas celas, eles inventariam outras histórias, contadas às estrelas, às paredes, ao papel higiênico economizado.
E você, também sozinha, em seu quarto, choraria baixinho, assombrada por pesadelos vazios de histórias e cheios de verdades absolutas.
Porque todos somos culpados de tudo.
E não sobraria ningúem incólume à caçada.
E não sobraria ningúem incólume à caçada.
E, no escuro, cada lágrima, engolida ou escancarada, seria testemunha de um arrependimento que lhe tornaria culpada por não ser capaz de admiti-lo jamais.
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segunda-feira, março 26, 2012
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