sábado, dezembro 16, 2017

16 de dezembro, 2017

O passado não reconhece
o seu lugar:
está sempre presente...
m.q.

sábado, dezembro 09, 2017

cinza

dentro
fora
profundo...

quarta-feira, novembro 22, 2017

loyalty

whom
are you being
loyal to?

sábado, novembro 18, 2017

conclusões

...se eu demorar uns meses, convém, às vezes, você sofrer.
mas, depois de um ano eu não vindo, ponha a roupa de domingo e pode me esquecer...
c.b.h.

segunda-feira, novembro 06, 2017

poetarum

"Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor-de-cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê de inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos."
c.d.a.

quarta-feira, novembro 01, 2017

...

Every new beginning
Comes from some other
Beginning's end

domingo, outubro 22, 2017

Quantas vezes já cruzei essa rua, insegura e frágil e dormente à vida ao meu redor?
Esta noite, uma vez mais por ela caminho. E lembro de quantas vezes já segui, já levantei, e andei, redescobrindo a força e potência em minhas pernas, meu corpo. Relembrando quantas vezes já me senti plena e apaixonada pela vida. Sentindo uma vez mais o adocicado aroma dos jasmins noturnos.
Meu peito sorri. Meio tímido, um pouco cansado - recuperando-se. Eu respiro, suspiro, sorrio.
Estou viva.
Continuo viva.
E sinto muitas caminhadas sob os pés, adiante.
Continuo.
Capaz de sorrir e abrir a compartilhar e iluminar.
À vida...!

sexta-feira, outubro 13, 2017

Apocalypse

While you sit there, with your
comfortable lives,
thinking and writing
and dreaming
of holocausts and catastrophes
and nightmares
"The end of the world"
is nigh
it's right around the corner.
It's right in front of our doors.

It ain't tomorrow
for that dead black boy.
Murdered because of his colour
blamed for being poor.

Flee for your lives?
What about running for food
queueing up for health
praying for dignity.

You eat your cookies
and drink your tea
and wonder
how having nothing
and fighting for sanity
might look or feel like
in a distant future
after this good, smart humanity
has finally failed.

Well, it's already on the news
maybe a bit distant from you
the kids are already dying
and there are monsters hunting people
on the streets, already
and for many tomorrow's distant
as wonderland
and churches are teeming
with screams for salvation.

The end is nigh
it's here, day and night.
Go on and write a story,
if you might.

segunda-feira, outubro 09, 2017

Deste nosso mundo. E de mudanças.

"O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na objetividade com que dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências. Não sou apenas objeto da História, mas seu sujeito igualmente. No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me adaptar, mas para mudar."
p.f.

terça-feira, agosto 01, 2017

por vezes...

o que mais dói é a certeza das ausências...

quinta-feira, maio 25, 2017

Contas

As contas dos colares nativos, de tão lindas cores,
eram de plástico.
Em outro canto, na parca refeição,
salgadinhos e refrigerantes.
Nos shoppings, quase nada é ouro,
mas há muito espelho. E brilho.

Passaram-se 500, 600, sabe-se lá quantos anos

E continuam a tentar nos seduzir
com quinquilharias
mixarias
engodos
ilusões
tóxicas
vazias

Os plásticos a se acumular
nas praias
nos papos
nas prateleiras de supermercados;
a praticidade vendida ao preço (e às custas)
da existência em si

As drogas [ou o álcool - outra droga] a salvar da terra quem não é considerado merecedor nem de ser digno do céu de todos. As drogas cujos caminhos são abertos pelos mesmos que perseguem e matam quem usa as drogas. As drogas que fazem com que as pessoas, uma vez mais, sejam a barata mercadoria. Para ser usada pelo sistema de reproduzir armadilhas que prendem pessoas.

Tiram as terras, as sementes, as feiras.
E nos dão
fast food.
concreto.
supermercados.
Comidas desfiguradas a se fingir de alimento.
Outras drogas a tentar nosso discernimento.
Nos oferecem:
sabores?
tempo?
O que nos roubam?
Saber?
Envolvimento?

Chegaram em nossas casas e com seus melhores sorrisos disseram que traziam do bom e do melhor para nós, porque éramos "especiais", e merecíamos.

[nas entrelinhas, sussurram: f.e.l.i.c.i.d.a.d.e. assim, parcelável]

As armadilhas e ilusões não mudaram tanto assim. Tampouco as lutas. Muitos não engoliram as mentiras. Também hoje muitos as recusam.

Não fomos nem somos assim tão ingênuos, defendem, registram.
É verdade.

Mas como gritar mais alto que a cacofonia de cores, sabores, aromas, visões baratas?
Como bichos de oceano e costa, sinto-nos como a nos engasgar
em nosso
maravilhoso
e prático
mar
de plástico.

Da cabeça aos pés, dentro-fora, entulhos antinaturais engolimos, vestimos, portamos.

Sinto-nos sendo levados por palavras tão verdadeiras quanto os produtos processados
reconstituídos
idênticos ao natural
aroma e corante
tudo artificial
- inclusive na saciedade -
palavras com o toque certo
de sal e açúcar
e o melhor aroma
para nos convencer de que todas e tantas porcarias
são tudo
de que sempre precisamos...

Dão-nos de comer, de vestir. De sentir. De sorrir.
Nos adoecem. Nos aprisionam.

A colonização
é com correntes de plástico coloridas artificialmente. E ainda pagamos por elas,
para não ficar fora da moda
da alta sociedade vigente.


sexta-feira, maio 19, 2017

Não tenho todas as soluções, nem todas as respostas...

Mas tenho uma enorme vontade de continuar tentando.

quinta-feira, maio 04, 2017

terça-feira, maio 02, 2017

primeiro de maio. dois de maio.

vontade de dizer que sinto saudades.

quarta-feira, abril 19, 2017

Blues

"We have holes in our hearts. We can paper them over, and learn to live with them, but they are still there."
j.j.

sexta-feira, abril 14, 2017

what would happen

if I said - I miss you...?


...


...

terça-feira, abril 11, 2017

bruta flor

Quero continuar conhecendo e convivendo com essa pessoa. Meu peito se amplia e ilumina com o carinho e o encanto e as vontades de estar perto. Quero fazer parte, compartilhar caminhos. Quero ver a vida de perto.
Quero abraçar e sentir reencontros, acolhidas, aconchegos, mais que despedidas...

domingo, março 26, 2017

Mora...

... na filosofia.
Pra quê rimar amor e dor?

quarta-feira, março 22, 2017

Aprender, aprender e aprender.
Compreender, conviver.
Prosseguir.
z.f.

terça-feira, março 21, 2017

muros

Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio, um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato

Que a noite caia
De repente caia
Tão demente quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato

Há espaço pra todos, há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado por alguém que partiu
A noite cai de alturas impossíveis
E quebra o silêncio e parte o coração

Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlim dentro de mim
Tudo se divide, todos se separam
(Duas Alemanhas, duas Coreias)
Tudo se divide, todos se separam

Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio, um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato

Que a noite caia
De repente caia
Tão demente quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato

(Tudo se divide, tudo se separa
Tudo se divide, tudo se separa)