terça-feira, dezembro 25, 2007

nem sempre é de se jogar fora
Nem sempre que se escreve muito sai algo de valor

Das impressões...

Nem sempre seu namorado vai gostar de poesia.
Nem sempre o amigo que gosta de passear de bicicleta é o que mora mais perto.
Nem sempre o mais legal é também o que aprecia suas obras em paint.
Nem sempre o gato será preguiçosamente simpático.
Nem sempre o cachorro será afoitamente brincalhão.
Nem sempre a noite é magnífica.
Nem sempre o convidado de honra é bem recebido.
Nem sempre o melhor presente vai para a melhor pessoa.

Nem sempre os estados de espírito se mantém.
Nem sempre falar é melhor que calar.
Nem sempre é possível se livrar de sensações.
Nem sempre é possível entender o que se sente.

Nem sempre o acolhimento será como que se espera.

Às vezes a euforia é só fruto da imaginação.
Às vezes a gente entra e alimenta uma discussão sozinho.
Às vezes o que a gente gostaria não é o que a gente dá a entender. Ou o que a gente faz.
Às vezes a gente deve "ficar sussa" e ser compreensivo, mas não rola.

Às vezes não sai bem uma poesia.
Às vezes não se está pra prosa.

Às vezes só percebemos um pedaço das coisas.
Às vezes não nos deixamos sentir. Ou sentimos demais.
Ou nos perdemos em divagações interiores e nos afastamos do que poderia ter gerado a emoção, caracterizando, claramente, fuga do tema.

Nem sempre se deseja Feliz Natal sabendo o significado estabelecido disso.
Desejamos o que construímos. Ou o que achamos que deveria ser.

Nem sempre nos organizamos e fazemos e reconhecemos a todos que deveríamos.

Nem sempre dá pra passar como se nada estivesse acontecendo, e tratar como rotina a Pessoa que está, mais de meia-noite, pedindo restos de dinheiro no sinal.

Nem sempre faz sentido, mas a gente gasta nossa grana com um vinho ou um chiclete que talvez nem masquemos, ou com nossas drogas, ou com qualquer coisa que achemos importante, ou às vezes não nos damos ao trabalho de recuperar as moedinhas que caíram em algum lugar não imediatamente visível... Mas acha que não tem para / não deve dar alguma coisa pra criatura que está sob sol, sobre asfalto, subvida, sobretudo pedindo um valor que pra maioria de nós é em certa medida irrelevante.

E talvez pra muitos de nós nem doa, nada ou tudo isso.

Talvez não doa não se reconhecer nos amigos.
Talvez não doa não reconhecer os seres humanos.
Talvez não doa que alguém que também sente seja invisível e negado.
Talvez ver as coisas não faça doer. Não faça chorar. Não toque...

E para muitos seja algo passageiro, e se preocupar seja bobagem.

Mesmo que a realidade sejam apenas impressões, e fruto de nossas relações com o meio. Mesmo que não exista Uma Realidade. Ou talvez por isso mesmo...

Desejo traçar marcas de mudança. Caminhos profundos.

Nem sempre
Às vezes
Talvez
Mesmo que
Feliz Natal

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Centro de Cultura

O nome é batido.

A idéia também.

Mas a inteção é pura, seu moço.

A gente podia estar roubando, podia estar matando, podia estar estudando pra próxima prova de Cálculo III, ou ouvindo dolorosamente o pagode do vizinho.

Mas a gente só quer se reunir com pessoas interessantes engraçadas cantêras desenhantes jogantes, brinqueiras, assim, um pouco, talvez um tanto excêntricas... e ter umas horinhas de vida diferentes.

A proposta: pessoas. Idéias. Partilhas. Alimentos para a parte mais sensível/ artística/ criativa do corpo e da alma e do cérebro.
Juntar-se para ler textos interessantes.
Ou jogar algo.
Ou cantar um pouco, mesmo que desafinado.
Ou visitar algum lugar pela cidade.
Ou desenhar.
Ou ganhar massagem.
Ou aprender e jogar xadrez.
Ou fazer-sessões-de-fotos-daquelas-que-você-junta-e-dão-um-filmezinho.
Ou assistir filmes.
Ou provar comidas, cheiros, texturas diferentes.
Ou provar músicas e estilos novos.
Ou viajar por aí.
(Que na realidade já é tudo isso.)

Amigos possibilitam à mente oxigênio...

A idéia do centro de cultura é reunir os amigos com propósitos oxigenantes.
Sem tanta burocracia quanto parece aqui, porque senão enjaula as idéias.
Sem muita "promiscuidade", no início, para não perder os ideais...

Com a idéia de se proporcionar coisas boas, de ser independente de haver ou não algo de bom por aí. Com a idéia de se arrepiar, de ficar com água na boca, de ter discussões inflamadas, ficar apenas calado ouvindo, chorar.

Bato à porta dos que sei que podem ouvir, e vivem chamando, mas não respondo.

Ainda tem algum amigo arteiro aí?

quarta-feira, setembro 19, 2007

Quão grande é o mundo?

Quantas pernas expostas pela orla ele é grande? Quantas crianças adormecidas ao colo de mães cansadas? Quantas senhoras religiosas a rezar o terço, estrada a fora, quantos choros contidos?

Quantos mundos o mundo é grande? Quantos pedaços de solidariedade gratuita, ou consciente, quantos com tão pouco a dividir com os que têm menos ainda? Quanto em cada troca de olhar? Quanto o mundo particular de cada um? A senhora que reza o terço, balançando a cabeça, como que em transe. A mulher que sabe de onde veio, que partilha as dores e cansaços da outra. As mulheres nas vitrines da janela do ônibus. O mundo, o mundo, o mundo.

O mundo do sorriso. O mundo-vida cada ser.

O que se faz por este(s) mundo(s)...?

Quantos mundos nossos ou dos outros vamos matando ou deixando por aí, pelo caminho? Quantos captamos de relance, sem compreender muito bem? Quantos não queremos compreender, ou não podemos?

“...é gente humilde, que vontade de chorar...”

Quão grandes somos?

Quão grandes podemos ser?

terça-feira, setembro 04, 2007

Trix a dois

Paparazzo
FatoFodaFoto

quinta-feira, agosto 30, 2007

De blogs e moscas.

De blogs e teias de aranha.
De blogs e poeira pelos cantos.
De blogs e correspondências se acumulando na caixa coletora do correio.
De blogs e recados esquecidos - sem ouvir - na secretária eletrônica.
De blogs e campainhas não atendidas.

Abandonaste?
Esqueceste?
Sumiste?
Morreste?

Não de todo.
Não isso, assim.
Só um pouco.
Não ainda!
Não pra sempre!

De como nem sempre conseguimos fazer todas as coisas que gostaríamos, ou as que mais nos dariam prazer, ou... do melhor jeito.

De como eventualmente deixamos coisas passarem, achando que só nós mesmos daremos importância, e que se não dermos atenção ninguém sentirá falta.

De como amigos precisam ser pacientes às vezes.

De como carinho e admiração e gosto duram mais do que se imagina, e nascem eventualemnte quando não se espera.

De como na vida as coisas - nós, mesmos, também - vêm e vão...

De como vou, de como volto. De mim.

segunda-feira, junho 25, 2007

Acordei no meio da noite...

Com a sensação de que algo passara em mim. Bendita seja a luzinha de cabeceira, acesa na mesma hora - olhei pro travesseiro; nada. Mas eu sabia. Passei a mão nas costas, de onde vinha a certeza. Olhei em redor.

Ali, na guarda da cama, estava parada a barata. Levantei da cama com uma ligeira sensação de mal-estar. Ligeira de pequena, não de curta, já que perdura até agora, em segundo plano. Saí do quarto. Fui ao banheiro. Liguei a luz do corredor. Olhei para dentro - passeava sobre a guarda... Sobre a parade... Passando por trás da outra cama... Próxima ao chão, na entrada de meu ex-guarda-roupas. A tudo isso, observamos, meu gato e eu. Eventualmente nos olhávamos e, (talvez para não desmoralizá-lo tanto) fiquei com essa impressão de que ele me consultava, sistematicamente, sobre o que deveria ser feito com a barata. Deve ter lá, com seus botões, checado o nível de adrenalina e demais hormônios de medo e estresse. O fato é que espreguiçou-se, lambeu-se, farejou um bocadinho, quando ela estava mais perto e, como eu, deixou-a ir.

Eu liguei o computador, para escrever e ver as horas... Isso, há uma hora atrás. Agora espreito sorrateiramente, pelo vão da porta, pelo espelho, pelas reações de meu gato. Acho que ela já foi.

Filosofo um pouco, agora, como antes, sobre como é que a passagem (espero que rápida) de um bicho me faz despertar assim. Os significados "ocultos" dessa sensibilidade, ou, pior - a alternativa nada convidativa de ter sido um processo longo e duradouro, esse de o insetozinho ter conseguido me acordar. Procuro a sensação em minhas costas - ainda está lá, aqui, pouco abaixo da linha dos cabelos. Será que o cheiro influi? Terá ela passado rapidamente, ciente de que andava sobre uma possível histérica inimiga, ou terá se delongado, como quem passeia por uma chão de banheiro, no meio da madrugada? Torço por meu sono leve.

Hoje, deixarei as hipocrisias quietas. Nada de correr para me lavar toda, ou trocar os lençóis. Sabe-se lá quantas vezes ela ou suas companheiras ja puderam fazer isso sem serem descobertas, para que eu venha a ter uma síncope desmedida agora! Vamos ao sono, que se ganha mais.

...Ok. Um banhozinho. Pra lavar a sensação ruim.

domingo, junho 17, 2007

Homenagem

Hoje é aniversário de um amigo meu.

Temos conversado um pouco, ultimamente... Resolvi que hoje não falaria com ele. Minha argumentação foi a seguinte - geralmente as pessoas mal se falam, no Orkut (ou no real) e quando são (re)lembradas de que é aniversário, correm a mandar um recadinho. Ora, uma vez que tenho falado com ele com freqüência, e que também fui avisada pelo Orkut, meu jeito de ser original é fazendo um dia de silêncio.

Mas vou deixar aqui registrado que é bom voltar a falar com ele, e que me arrependo de não ter dado tanta importância quanto deveria (em minha opinião) quando ele morava mais perto e tínhamos mais tempo e podíamos passar mais tempo conversando e trocando figurinhas.

Ele vai se formar esse ano, num curso que eu gostaria de ter feito, mas para o qual não passei. Ele é loiro e possui olhos... cinza, eu acredito. E numa das últimas vezes em que nos vimos, ele e eu ainda éramos mais bobos do que somos agora, e eu fui dar/pedir um abraço, e ele negou.

Crescemos um pouco, espero... No final do ano ele vem visitarnos e conversaremos mais e abraçarei ele à força, vez ou outra. =)

Olhando para o teto (menos ao escrever o título... >.<")

Há quase não sei quanto tempo atrás, eu resolvi escrever um post que seria feito assim, como este, sem eu olhar para as teclas que eu ia digitando... (acho que errei alguma coisa aqui). Hoje tesolvi refazer a experiência, não sei quanto tempo depois, para saber como ando após não sei quanto tepo.

Vocês terão de perdoar o que nao é erro de digitação meu, mas sim do teclado, que às vzs falha em algumas teclas - hã... Ok, eu não tenho como dizer o que foi erro meu e o que foi falha. xD. Enfim, estou aqui a escrever olhando para o teto, para a luz, e argumentando com meu irmão, que diz que o telcado não falha, é apenas pouco sensíve... Nossa, acho que o teclado se parece comigo, rsrs...

As paredes de minha casa são sujas de pés, são sujas de teias de aranha, não são lissinhas, possuem marcam de cimento sobre rachaduras... Sãgo encardidas... O forro tem uma abertura, que já não fica tampada. O teto, possui aerturas por onde os gatos passam. Ontem vi um gato meu passeando pelo forro... Pouco depois, ele sentiu vontde de ir ao banheiro. Encontrou um cantinho, caou, cavou... Ping, ping, ping. Gotas de xixi em minha cama - ele resolveu fazer xixi no forro.

Os meus gatos resolveram que nossa vida não era suficientemente animada, e resolveram dar uma mãozinha. O problema todo é que eles não sabem a hora de parar. São mais inertes do que eu.

Estou cansada e meio enjoada. Vou forrar novamente a cama - retirei todos os lençõis, ontem - e então, acho, vou dormir...

bejosmeliga

sábado, junho 16, 2007



A melhor coisa a fazer quando se está triste é aprender alguma coisa. Essa é a única coisa que nunca falha. Você pode ficar velho e trêmulo em sua anatomia, pode passar a noite acordado escutando a desordem de suas veias, pode sentir saudades de seu único amor, pode ver o mundo ao seu redor ser devastado por lunáticos malvados ou saber que sua honra foi pisoteada no esgoto das mentes baixas. Só há uma coisa para isso: aprender. Aprender por que o mundo gira e o que o faz girar. Essa é a única coisa da qual a mente não pode jamais se cansar, nem se alienar, nem se torturar, nem temer ou descrer, e nunca sonhar em se arrepender. Aprender é o que lhe resta.
(Fala de Merlin, à pág. 252 de A espada na pedra, de T. H. White)

quarta-feira, maio 30, 2007

Banksy

Há quase uma semana, a menina espevitada chateou-se com o menino fechado orgulhoso...

O peito da menina dói, e aperta.
E a barriga dela fica meio esquisita.

E ela se sente só.

Mais só.

E, entretanto...
...quem é que pode saber quais as melhores decisões a tomar?

A menina espevitada não está exatamente espevitada, agora. Há alguns meses, ela se acostumou a apreciar a companhia do menino fechado orgulhoso. Desde então, esta é uma das primeiras vezes que ficam tanto tempo sem se falar, com tantas coisas ruins a afastá-los ainda mais.

A menina fica um pouco cinza e sem jeito.

Sem todas as palavras e argumentações do mundo.

Sem seu amigo brigão.

terça-feira, maio 29, 2007

sábado, maio 26, 2007

Hoje queria alguém que me puxasse pra vida, de um jeito irrecusável, aconchegamente, vivo, apaixonante...

sexta-feira, maio 25, 2007

Não Esquecer...

Que há muitas coisas para lembrar.
Que ainda é cedo pra parar.
Que não importa o que aconteça, eu sempre vou estar comigo.
Que a vida é grande, e não gira em torno do meu umbigo.
Que o dia-a-dia é um senhor que se compõe de muitos e variados aspectos e dedicar muito de seu tempo a apenas um deles deixa o senhor capenga e você, idem.
Que, eventualmente ou sempre, escrever é bom e me faz bem e é algo que posso fazer de mim para mim e que ninguém tira.
Que gosto do barulho das teclas sendo pressionadas e da textura do papel, após ter sido escrito.
Que sou uma pessoa, além de confusa, em formação. E que talvez uma coisa influa na outra.

Que eu tenho uma casa e há coisas e pessoas e serezinhos nela, e eu faço parte desse universo e devo cuidar dela.

Que eu às vezes gosto de ficar só.

Que eu às vezes gosto de ter companhia.

Que eu ando à procura de não sei exatamente o quê.

Que...
Às vezes, algumas coisas fazem falta.

Que gosto de tomar sopa. Que gosto de ficar em casa, mas não sempre.

Que sou meio inerte. Talvez, no bom E no mau sentido.

Que tomar sopa quente com suco gelado talvez não seja das melhores coisas a fazer com o estômago.

Que eu gostava da trilha sonora de Heroes (não o seriado, o jogo)... E que eu só escrevi isso porque, "do nada", uma das músicas veio em minha cabeça. Aliás, talvez eu devesse tentar descobrir de qual das "linhas" é esta, assim quem sabe eu descubro que não foi apenas uma coincidência.

Que eu tenho essa mania de achar que as coisas não acontecem por acaso.

Que quando eu fico muito tempo sem escrever, e consigo parar para fazê-lo, costumo escrever muito e muito.

Que não necessariamente saem coisas que prestem, da ponta de meus dedos.

Que às vezes é importante saber a hora de parar.

quarta-feira, maio 23, 2007

Cobra Bubbles

Era uma vez um peixe.
Que nasceu em uma poça pequena, rasa e de paredes transparentes.
O mundo a sua frente parecia grande e confuso. E, ao mesmo tempo, o espaço para si era tão pouco que jamais sentiu o que era ficar cansado de tanto nadar.
Ou, talvez... talvez sempre tenha se cansado de fazer isso, e nunca tenha podido apreciar o que seria deslizar ao sabor da corrente criada pelo mover de seu próprio corpo.

Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o vento sobre seu corpo. Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o impacto de seu corpo contra o chão. Por duas vezes, o peixe quase soube o que era morrer por excesso de ar e falta de água. E uma vez, o peixe pôde sentir o hálito faceiro de um gato brincalhão sobre seu corpo, os dentes a envolver-lhe e a roçar suas escamas. Soube como é ser carregado por patinhas cheias de unhas. Por duas vezes, o peixe foi salvo antes de não mais precisar de água ou oxigênio ou comida.

Então o peixe adoeceu, aos poucos... E foi tratado com floral. E foi tratado com formol. E foi tratado com fungicida. E recebeu doses homeopáticas de sal em sua água. E foi levado para tomar banho de sol. Não necessariamente ao mesmo tempo. O peixe recebia ração às metades, para conseguir engolir. E sua dona volta e meia tinha de ir lhe falar, para lembrar-lhe de boiar, para lembrar-lhe de respirar.

O peixe morreu ao sol. Aos 14 dias do mês de maio. E foi enterrado - sim, enterrado - em frente à casa, em um canteiro ao redor de uma árvore. hoje, isso não importa muito. O peixe já pode, agora, nadar e voar e andar por onde bem entender.

14 de Maio

O Cobra Bubbles foi para o mar dos peixes.

sexta-feira, maio 11, 2007

...

mnemonêmona...

quinta-feira, abril 19, 2007

A menina espevitada e o menino fechado paciente brigam feito cão e gato.

A menina espevitada e o menino fechado paciente brigam feito dois gatos.

A menina espevitada e o menino fechado paciente brigam feito dois irmãos...

Dois irmãos que são iguais e diferentes e que apesar de cederem em alguns aspectos, optam, ou optaram desde sempre, em serem muito eles mesmos quando estão juntos, e talvez por isso briguem ainda mais.