Era uma vez um peixe.
Que nasceu em uma poça pequena, rasa e de paredes transparentes.
O mundo a sua frente parecia grande e confuso. E, ao mesmo tempo, o espaço para si era tão pouco que jamais sentiu o que era ficar cansado de tanto nadar.
Ou, talvez... talvez sempre tenha se cansado de fazer isso, e nunca tenha podido apreciar o que seria deslizar ao sabor da corrente criada pelo mover de seu próprio corpo.
Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o vento sobre seu corpo. Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o impacto de seu corpo contra o chão. Por duas vezes, o peixe quase soube o que era morrer por excesso de ar e falta de água. E uma vez, o peixe pôde sentir o hálito faceiro de um gato brincalhão sobre seu corpo, os dentes a envolver-lhe e a roçar suas escamas. Soube como é ser carregado por patinhas cheias de unhas. Por duas vezes, o peixe foi salvo antes de não mais precisar de água ou oxigênio ou comida.
Então o peixe adoeceu, aos poucos... E foi tratado com floral. E foi tratado com formol. E foi tratado com fungicida. E recebeu doses homeopáticas de sal em sua água. E foi levado para tomar banho de sol. Não necessariamente ao mesmo tempo. O peixe recebia ração às metades, para conseguir engolir. E sua dona volta e meia tinha de ir lhe falar, para lembrar-lhe de boiar, para lembrar-lhe de respirar.
O peixe morreu ao sol. Aos 14 dias do mês de maio. E foi enterrado - sim, enterrado - em frente à casa, em um canteiro ao redor de uma árvore. hoje, isso não importa muito. O peixe já pode, agora, nadar e voar e andar por onde bem entender.
Que nasceu em uma poça pequena, rasa e de paredes transparentes.
O mundo a sua frente parecia grande e confuso. E, ao mesmo tempo, o espaço para si era tão pouco que jamais sentiu o que era ficar cansado de tanto nadar.
Ou, talvez... talvez sempre tenha se cansado de fazer isso, e nunca tenha podido apreciar o que seria deslizar ao sabor da corrente criada pelo mover de seu próprio corpo.
Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o vento sobre seu corpo. Por duas vezes, o peixe soube o que era sentir o impacto de seu corpo contra o chão. Por duas vezes, o peixe quase soube o que era morrer por excesso de ar e falta de água. E uma vez, o peixe pôde sentir o hálito faceiro de um gato brincalhão sobre seu corpo, os dentes a envolver-lhe e a roçar suas escamas. Soube como é ser carregado por patinhas cheias de unhas. Por duas vezes, o peixe foi salvo antes de não mais precisar de água ou oxigênio ou comida.
Então o peixe adoeceu, aos poucos... E foi tratado com floral. E foi tratado com formol. E foi tratado com fungicida. E recebeu doses homeopáticas de sal em sua água. E foi levado para tomar banho de sol. Não necessariamente ao mesmo tempo. O peixe recebia ração às metades, para conseguir engolir. E sua dona volta e meia tinha de ir lhe falar, para lembrar-lhe de boiar, para lembrar-lhe de respirar.
O peixe morreu ao sol. Aos 14 dias do mês de maio. E foi enterrado - sim, enterrado - em frente à casa, em um canteiro ao redor de uma árvore. hoje, isso não importa muito. O peixe já pode, agora, nadar e voar e andar por onde bem entender.
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