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Doutor...
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Acho que sofro de inércia!
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Será que isso tem cura?
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quinta-feira, novembro 16, 2006
Combinação para ouvir dentro da cabeça
Quando se quer sentir-se... Ou alienar-se um pouco do resto...
Todos os cds do System Of A Down + os cds de The Dresden Dolls
Alto
de preferência com fone de ouvido, pra ter certeza de não deixar escapar uma vírgula de som...
em modo de reprodução aleatório...
junte todos os ingredientes e saboreie a gosto.
Todos os cds do System Of A Down + os cds de The Dresden Dolls
Alto
de preferência com fone de ouvido, pra ter certeza de não deixar escapar uma vírgula de som...
em modo de reprodução aleatório...
junte todos os ingredientes e saboreie a gosto.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Eu queria escrever...
Queria falar sobre estresse e coisas desagradáveis... No sentido de que me desagradam.
Mas acho que ouvi música alta demais... Quer dizer... Talvez não seja isso. Talvez esteja me sentindo um pouco coibida. Talvez eu devesse estar contribuindo para o coletivo. Ou estudando. Ou dormindo, comportadamente.
Mas como ia dizendo em outro lugar...
Estou com vontade de algo.
Talvez vontade de rebeldia. Ou de revolta. Vontade de curtir o que estou fazendo nesse exato momento - isolando-me acusticamente do mundo exterior, com músicas fortes em ALTO e nem tão bom som... Tentando me voltar para o que está dentro. Na cabeça, no peito. Chegar a algum lugar onde possa simplesmente be sem antes ou depois, estar estar e estar... e ser, claro. Isso, realmente, que quero...
E talvez a companhia de algumas pessoas importantes pra mim. Em um outro mundo, de espaço e tempo diferentes, gostaria de reuni-las em um campo (campo de graminha, mesmo) com um sol suave, alguma árvore próxima e uma boa brisa... (Uma clareira seria uma boa definição) Então seria possível rir e conversar, e talvez fazer um piquenique. E conversar até tarde, até ficarmos cansados, até alguma lua aparecer no céu. Então cantar, dançar, contar histórias de rir e assustar...
Meu olhar se perde no vazio, pensando em como seria, nas impossibilidades de ser. Suspiro.
Estou um pouco cansada de algumas coisas. E sentindo falta de algumas, também. Estava tranqüila, hoje, mas algo me desestabilizou um pouco.
Quero espaços abertos. Quero conversas sobre filosofia (ou algo que o valha), ou sucessões de assuntos que culminam em gargalhadas pelo non-sense da coisa toda.
Eventualmente eu queira dar um jeito em alguns de meus companheiros de moradia atuais, que não têm me dado muita paz, também. E, se procurar fundo... Sim, ali está, aquela vontade de ter meu espaço realmente meu. Alguma tranqüilidade, e a liberdade de fazer qualquer dever que tenha sem que me mandem cumpri-lo.
Falta de amigos e conversas...
E a impressão de que talvez esteja deixando alguns de lado, ou de que algo pode ter nos afastado como eu não queria que acontecesse. Estou com isso. Como uma pulga que te morde por baixo da calça jeans, no meio da rua.
Posso ficar muito muito muito tempo aqui, sentindo a música e fazendo este pequeno brainstorm assistido e não muito aleatório.
Poderia escrever e escrever e escrever sobre os que estão longe. Ou sobre aqueles de quem não estou perto.
Preencher este espaço infinitamente branco, que sempre estará quase no fim e no início, por ser virtual. Ou desenhar em muitas páginas reais, dando relevo a cada uma, para que fosse possível sentir o peso de meu pensamento em cada uma, depois.
Realmente me sinto tentada a não parar por aqui, a não sair deste meu momento de perscrutar minha alma-mente.
Vou seguir na estradinha... Recém passei pela minha clareira. Estou ali, acabo de subir no galho da árvore e estou sentindo alguns raios de sol, enquanto ouço as coisas bobas ou interessantes que as pessoas de quem gosto falam, embaixo. Sigo andando de costas, para poder observar essa paisagem por mais tempo. Paisagem. Porque estamos integrados, ali. Somos parte do lugar, já. Como elfos e doendes e outros habitantes da floresta que fazem festa quando céticos não estão espiando. A estradinha saiu de algum conto de fadas. É de cascalho claro. "Somewhere, over the rainbow..." O sol começa a se pôr, pois acho que assim fica melhor a cara da despedida. Depois volto, eu penso. Sei que é verdade, sei disso pois ainda me vejo deitada a sentir o pulsar da árvore. Mas digo isso para me consolar por ter de sair de lá. Não para acalmar os que ficam. O sol está às minhas costas. Caminho em direção ao conhecido, que nem por isso é luminoso. Não porque seja ruim. Apenas porque não é o que quero... Terei de passar por algum túnel no meio do caminho, tenho certeza. É assim que se sai dos lugares mágicos. Vou entrar no mundo onde estou sentada escrevendo sobre eu andando na estrada me olhando na clareira.
...
Queria falar sobre estresse e coisas desagradáveis... No sentido de que me desagradam.
Mas acho que ouvi música alta demais... Quer dizer... Talvez não seja isso. Talvez esteja me sentindo um pouco coibida. Talvez eu devesse estar contribuindo para o coletivo. Ou estudando. Ou dormindo, comportadamente.
Mas como ia dizendo em outro lugar...
Estou com vontade de algo.
Talvez vontade de rebeldia. Ou de revolta. Vontade de curtir o que estou fazendo nesse exato momento - isolando-me acusticamente do mundo exterior, com músicas fortes em ALTO e nem tão bom som... Tentando me voltar para o que está dentro. Na cabeça, no peito. Chegar a algum lugar onde possa simplesmente be sem antes ou depois, estar estar e estar... e ser, claro. Isso, realmente, que quero...
E talvez a companhia de algumas pessoas importantes pra mim. Em um outro mundo, de espaço e tempo diferentes, gostaria de reuni-las em um campo (campo de graminha, mesmo) com um sol suave, alguma árvore próxima e uma boa brisa... (Uma clareira seria uma boa definição) Então seria possível rir e conversar, e talvez fazer um piquenique. E conversar até tarde, até ficarmos cansados, até alguma lua aparecer no céu. Então cantar, dançar, contar histórias de rir e assustar...
Meu olhar se perde no vazio, pensando em como seria, nas impossibilidades de ser. Suspiro.
Estou um pouco cansada de algumas coisas. E sentindo falta de algumas, também. Estava tranqüila, hoje, mas algo me desestabilizou um pouco.
Quero espaços abertos. Quero conversas sobre filosofia (ou algo que o valha), ou sucessões de assuntos que culminam em gargalhadas pelo non-sense da coisa toda.
Eventualmente eu queira dar um jeito em alguns de meus companheiros de moradia atuais, que não têm me dado muita paz, também. E, se procurar fundo... Sim, ali está, aquela vontade de ter meu espaço realmente meu. Alguma tranqüilidade, e a liberdade de fazer qualquer dever que tenha sem que me mandem cumpri-lo.
Falta de amigos e conversas...
E a impressão de que talvez esteja deixando alguns de lado, ou de que algo pode ter nos afastado como eu não queria que acontecesse. Estou com isso. Como uma pulga que te morde por baixo da calça jeans, no meio da rua.
Posso ficar muito muito muito tempo aqui, sentindo a música e fazendo este pequeno brainstorm assistido e não muito aleatório.
Poderia escrever e escrever e escrever sobre os que estão longe. Ou sobre aqueles de quem não estou perto.
Preencher este espaço infinitamente branco, que sempre estará quase no fim e no início, por ser virtual. Ou desenhar em muitas páginas reais, dando relevo a cada uma, para que fosse possível sentir o peso de meu pensamento em cada uma, depois.
Realmente me sinto tentada a não parar por aqui, a não sair deste meu momento de perscrutar minha alma-mente.
Vou seguir na estradinha... Recém passei pela minha clareira. Estou ali, acabo de subir no galho da árvore e estou sentindo alguns raios de sol, enquanto ouço as coisas bobas ou interessantes que as pessoas de quem gosto falam, embaixo. Sigo andando de costas, para poder observar essa paisagem por mais tempo. Paisagem. Porque estamos integrados, ali. Somos parte do lugar, já. Como elfos e doendes e outros habitantes da floresta que fazem festa quando céticos não estão espiando. A estradinha saiu de algum conto de fadas. É de cascalho claro. "Somewhere, over the rainbow..." O sol começa a se pôr, pois acho que assim fica melhor a cara da despedida. Depois volto, eu penso. Sei que é verdade, sei disso pois ainda me vejo deitada a sentir o pulsar da árvore. Mas digo isso para me consolar por ter de sair de lá. Não para acalmar os que ficam. O sol está às minhas costas. Caminho em direção ao conhecido, que nem por isso é luminoso. Não porque seja ruim. Apenas porque não é o que quero... Terei de passar por algum túnel no meio do caminho, tenho certeza. É assim que se sai dos lugares mágicos. Vou entrar no mundo onde estou sentada escrevendo sobre eu andando na estrada me olhando na clareira.
...
segunda-feira, novembro 06, 2006
...eu...
sinto saudadesliberdades
e algo mais entre o meio das pernas & o coração
assim
em posição indefinidaofega a respiração
sinto a forçade um roçar de peles
de um olhar profundode um sonho vagabundo
ardo a faltaa carência
o desejo
meus arrepiospossuem um dono longíquo
uma dona que não os quere teimam em não passar
apesar das impossibilidades
vão-se os alvos
fica o desejo
sou vã e vaga
na falta do beijona infeliz tentativa
de me apagar
e algo mais entre o meio das pernas & o coração
assim
em posição indefinidaofega a respiração
sinto a forçade um roçar de peles
de um olhar profundode um sonho vagabundo
ardo a faltaa carência
o desejo
meus arrepiospossuem um dono longíquo
uma dona que não os quere teimam em não passar
apesar das impossibilidades
vão-se os alvos
fica o desejo
sou vã e vaga
na falta do beijona infeliz tentativa
de me apagar
Me sinto mal...
Me sinto quase má. Eu não sei se gosto muito dessas coisas que faço, desse meu jeito de ser. É difícil aceitar uma natureza tão avessa, tão fraca e forte, nos momentos errados...
Quero dizer, talvez eu não tenha tomado a decisão errada. Mas ela me parece tão difícil, e, ao mesmo tempo, tão fácil. E por ser uma decisão que me parece egoísta, me sinto mal.
Eu posso pensar que pra que as coisas ficassem bem, e claras, esse era o único caminho a seguir. Mas... é tão chocante e amedrontador e reprovante e na realidade eu talvez não seja mulher o suficiente pra levar isso adiante.
Não se trata de remorso, arrependimento por essa coisa específica, vontade de voltar atrás. Tenho medo de ter estragado muitas coisas, com a única solução que me parecia realmente correta a tomar.
Então, sinto um pouco de remorso por ser quem sou.
Que as pessoas de quem gosto continuem comigo, e gostem de mim, ainda assim...
E como poderia pedir para alguém gostar de mim, quando eu mesma me questiono tanto?!? Digam-me palavras vis para pessoas fracas, covardes e hipócritas. Acho que é isso que quero listar para mim mesma, agora...
Me sinto quase má. Eu não sei se gosto muito dessas coisas que faço, desse meu jeito de ser. É difícil aceitar uma natureza tão avessa, tão fraca e forte, nos momentos errados...
Quero dizer, talvez eu não tenha tomado a decisão errada. Mas ela me parece tão difícil, e, ao mesmo tempo, tão fácil. E por ser uma decisão que me parece egoísta, me sinto mal.
Eu posso pensar que pra que as coisas ficassem bem, e claras, esse era o único caminho a seguir. Mas... é tão chocante e amedrontador e reprovante e na realidade eu talvez não seja mulher o suficiente pra levar isso adiante.
Não se trata de remorso, arrependimento por essa coisa específica, vontade de voltar atrás. Tenho medo de ter estragado muitas coisas, com a única solução que me parecia realmente correta a tomar.
Então, sinto um pouco de remorso por ser quem sou.
Que as pessoas de quem gosto continuem comigo, e gostem de mim, ainda assim...
E como poderia pedir para alguém gostar de mim, quando eu mesma me questiono tanto?!? Digam-me palavras vis para pessoas fracas, covardes e hipócritas. Acho que é isso que quero listar para mim mesma, agora...
quinta-feira, novembro 02, 2006
A propósito de
E se eu for, na maioria dos casos, uma amiga de momento, de ocasião?
Se for uma "amiga padrão" para uma pequena e limitada quantia de pessoas, com quem tenho uma afinidade realmente grande, ou por quem nutro um afeto também bastante considerável? Se para os outros for tão relápsa quanto uma querida amiga minha que admite sê-lo, mas o é com todos??
Isso se torna um problema, uma vez que tenho meus "eleitos"? Uma vez que sou carente?
Isso me torna falsa e sem personalidade. E preguiçosa, talvez.
Enquanto amiga, eu devo aceitar que as pessoas achem que eu não fiz a melhor das escolhas para namorado, ou que estou escolhendo minha profissão apenas para seguir os passos de outra pessoa, ou que não estou escolhendo qualquer outra coisa por mim mesma? Preciso aceitar que não posso mudar, virar outra coisa, e querer trilhar outros caminhos, menos compreendidos, ou talvez não tão apetitosos, sem correr o risco de ser tachada de... Sem que reclamem por isso?
Eu sei que sou relapsa. Acho até que, com algumas amizades mais recentes, cheguei a comentar que tenho esse costume, de ter uma ou duas pessoas que são "amigas para todas as horas", e das quais "exijo" mais, e ter outros amigos, com os quais posso passar até mesmo anos sem falar, sem maiores problemas, sendo capaz de, ao encontrar, conversar como se o tivesse visto pela última vez no dia anterior.
Sou assim com minha família!! Mais do que gostaria, em alguns casos, mas sou. E antes de eu ser capaz de lembrar se era, sei que foram comigo. E eventualmente eu reclamei, quando meu pai esqueceu alguma data importante, mas o fato é que, hoje, sou uma pessoa mais prática nas amizades.
Gosto de muitos, respeito-os e me prontifico a ajudar, a conversar, a dar um ombro amigo - eventualmente, até "ouço" seus conselhos. Mas convivo mais com os que estão por perto, e, se não há ninguém por perto, e houver tempo, talvez procure algum dos que estão um pouco distantes, mas com os quais tenho tido um pouco mais de contato. Ou, ainda, encontro mais alguém, que esteja próximo, e que tenha interesse em ter uma amiga "relâmpago".
Essa sou eu, basicamente. Não deve ser nada honroso escrever algo assim. Não devo estar ganhando pontos no IBOPE por adimitir que "não presto".
Contudo, esse é realmente meu modo de viver os amigos. Quando os modos de ser, viver e entender o mundo se afastam por demais, e nossas idéias se tornam não apenas diferentes, mas pouco compatíveis, é possível que eu me afaste, se achar que não faz muito sentido uma amizade de discordâncias e críticas. Quando não concordo com um jeito de ser, quando não me agrada, quando não quero pra mim, quando, se fosse uma pessoa desconhecida, eu estaria criticando severamente, e não escolheria me aproximar... Às vezes dou minha opinião, e sigo meu caminho. Às vezes, apenas sigo meu caminho.
A contra-partida positiva é que não cobro. Talvez cobre de um namorado, ou daquele AMIGO que vejo todo dia. Talvez só do namorado, e o resto eu apenas xingue, bem humorada, quando entrar em contato, e diga que vou abandonar e nunca mais vou falar.
Em muitos pontos, sou uma pessoa defeituosa, caprichosa e feia, como uma união das características negativas de Lancelot e Guenevere. Para balancear, sou amorosa e aberta, como Arthur, com os que vêem além disso, ou não acham que as coisas supra-citadas sejam defeitos mortais.
Está certo, dos caprichos não me salvo. Vou vendo o que posso fazer para me livrar deles, para me livrar aos poucos. Mas ninguém é perfeito...
Exijo, de fato, de poucas pessoas. E acho que só aceito ser exigida por essas. As outras, se quiserem fazê-lo, têm, na realidade, todo o direito do mundo. Cada um faz o que quer em sua vida. Não posso, porém, dizer que aceitarei isso de bom grado. É possível que fique tocada, a depender da situação. E também existe a chance de isso apenas afastar ainda mais, distanciar a amizade, caso não se consiga colocar um pouco de leveza em uma coisa tão séria como essa de achar que se pode dizer o que o outro deve fazer, e se ofender se as coisas não ocorrerem como achava que deviam.
terça-feira, outubro 31, 2006
Como alguém carente pode ser anti-social e exigente???
Como uma pessoa que adora dizer que se sente só pode ser do tipo que se dá ao luxo de escolher amizades?
Por que eu não venho aqui escrever coisas agradáveis de se ler?
O que eu busco?
Por que acho que escrevendo perguntas que deveria estar fazendo pra mim mesma vou obter alguma resposta?
Que terapia é essa que gosto de fazer?
O que é que estou fazendo?
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sexta-feira, outubro 27, 2006
Todos iguais...
Tão desiguais, uns mais iguais que os outros...
Eu digo que me sinto só em quase todos os meus posts.
Hoje, farei diferente - estou me sentido sozinha hoje...
Eu digo que me sinto só em quase todos os meus posts.
Hoje, farei diferente - estou me sentido sozinha hoje...
quarta-feira, outubro 25, 2006
24 de Outubro
...
"Provavelmente não é possível amar duas pessoas da mesma maneira, mas existem diferentes tipos de amor."
...
"Provavelmente não é possível amar duas pessoas da mesma maneira, mas existem diferentes tipos de amor."
...
segunda-feira, outubro 16, 2006
Um dia meio perdida e sem rumo.
Sem tanto ânimo para as coisas que TENHO de fazer. Um dia de ficar em frente ao computador e esperar que o telefone toque. Pelo menos, tocou duas vezes do modo que eu gostaria que tocasse.
Diários on-line...
Falto eu andar na linha.
O que eu quero, afinal???
________________________
Qual a graça, para um ilustre desconhecido, em ficar lendo um blog como esse?? Já deve ser bem sem graça para quem me conhece, imagine pro resto... Só serve para aqueles que desejam monitorar meu estado de espírito, saber se estou bem, se estou mal. Nada de muito útil, nada de muito bom.
Sem tanto ânimo para as coisas que TENHO de fazer. Um dia de ficar em frente ao computador e esperar que o telefone toque. Pelo menos, tocou duas vezes do modo que eu gostaria que tocasse.
Diários on-line...
Falto eu andar na linha.
O que eu quero, afinal???
________________________
Qual a graça, para um ilustre desconhecido, em ficar lendo um blog como esse?? Já deve ser bem sem graça para quem me conhece, imagine pro resto... Só serve para aqueles que desejam monitorar meu estado de espírito, saber se estou bem, se estou mal. Nada de muito útil, nada de muito bom.
domingo, outubro 15, 2006
Who's gonna call me?
Tiro o celular do modo silencioso. Penso em ligar pra alguém, pra dizer que cheguei bem em casa. Depois, ou antes, me preocupo com o fato de ter deixado o celular neste modo, já que não conseguiria ouvir caso alguém me ligasse. Então... então, a ficha cai mais uma vez. Não cai tão pesada, nem rasgando. Mas cai. Não morreu ninguém. Mas as duas pessoas que mais me ligavam, as pessoas para quem eu pensava em ligar quando acontecia alguma coisa, legal ou não, estão longe do meu poder de alcance com o celular. As coisas tendem a melhorar, e estão se encaminhando para melhoras mais rápidas e eficientes, ao que me parece. Mas sei que vou sentir falta do contato mais constante com a voz, do abraço, do ficar junto face to face, enfim. Do dia-a-dia, pra ser sincera. Do acontecer uma bobagem e correr pra contar. Sou muito carente neste sentido. Sou muito faladora, tenho essa mania de sair partilhando as coisas, de olhar um gato fazendo algo bobo, mas legal, e ficar apontando pra que os outros vejam. De ler uma coisa diferente e querer comentar sobre aquilo. Alguém pra rir, pra me abraçar. Vou carregar um gato na mochila, e usar ele de amigo. Acho que preciso me dar o direito de chorar sem restrições pelo menos uma vez, pra aliviar a barra. E criar diários e ler livros e estudar e estudar. Crescer sempre tem de ser complicado e difícil?? Nada de viagens medievais e fantásticas, com amigos em grupo, enfrentando juntos coisas inimagináveis que os fazem amadurecer e que expandem seus horizontes. É preciso quebrar mundos, despedaçar nossas casquinhas de ovo e sair por aí, cada um pra seu lado, abrindo seus próprios caminhos, a facão, lágrimas e solidões...? Hoje isso deve sair mais dramático e melancólico do que de costume. Eu quero um Stitch pra me fazer companhia. Vou ter de aprender a viver mais só. Chega de falar? Chega de dizer um monte de coisas, de me queixar tanto? Não sei, hoje. A longo prazo, ou superficialmente, acredito que consigo ver como os dias irão se passar. Mas nesse quadro me vejo cercada de mates e ansiando algo mais verdadeiro.
Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.
Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.
Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.
*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*
Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!
Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.
Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.
Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.
*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*
Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!
sábado, outubro 07, 2006
Não há brilhantismos...
Não sei, esta me pareceu uma boa frase de efeito. Para dizer que não há longos textos com grandes filosofias, e que não estou aqui para contar histórias cheias de conhecimentos úteis ou, ao menos, interessantes, ou sei lá mais o quê.
É um costume meu, de tempos em tempos, me achar medíocre. Agora não estou me achando medíocre. No entanto, também não imagino que esteja aqui para oferecer nada brilhante. Apenas mais um site com um design simples e textos tão pessoais que chegam a ser generalizados.
Se eu fosse dizer algo sobre hoje, sobre o que sinto, talvez eu dissesse que estou com um pouco de medo de me sentir um pouco só. Talvez eu dissesse que sinto, vez ou outra, vontade de dizer umas coisas que eu não sei se algum dia vou dizer. Talvez eu dissesse que, quando escrevo essas coisas, me sinto repetitiva. Talvez eu fizesse uma declaração semi-anônima.
Entretanto, acho que não vou fazer nada disso. Ando sentindo um pouco de falta de estar em ambientes familiares com os meus amigos. Quando sinto esta falta, me pergunto se não reduzi demais meu círculo de amizades, se não estou agindo errado esperando encontrar quase sempre as mesmas pessoas. Um pouco de verdade em tudo. E, aos poucos, mesmo que eu não queira, isso vai começar a mudar...
Queria mandar abraços para alguém.
É um costume meu, de tempos em tempos, me achar medíocre. Agora não estou me achando medíocre. No entanto, também não imagino que esteja aqui para oferecer nada brilhante. Apenas mais um site com um design simples e textos tão pessoais que chegam a ser generalizados.
Se eu fosse dizer algo sobre hoje, sobre o que sinto, talvez eu dissesse que estou com um pouco de medo de me sentir um pouco só. Talvez eu dissesse que sinto, vez ou outra, vontade de dizer umas coisas que eu não sei se algum dia vou dizer. Talvez eu dissesse que, quando escrevo essas coisas, me sinto repetitiva. Talvez eu fizesse uma declaração semi-anônima.
Entretanto, acho que não vou fazer nada disso. Ando sentindo um pouco de falta de estar em ambientes familiares com os meus amigos. Quando sinto esta falta, me pergunto se não reduzi demais meu círculo de amizades, se não estou agindo errado esperando encontrar quase sempre as mesmas pessoas. Um pouco de verdade em tudo. E, aos poucos, mesmo que eu não queira, isso vai começar a mudar...
Queria mandar abraços para alguém.
*Abraços.*
terça-feira, outubro 03, 2006
Um certo abatimento.
Sinto falta de fazer coisas. Não porque não as faço há muito, mas porque agora, tão cedo, não vejo a promessa de que voltem a acontecer. Nem todas as separações são/serão eternas, bem o sei. No entanto, saber disso não alivia de todo o que estamos passíveis de sentir durante o processo.
O que sinto, nesta primeira semana.
Sei que se parar pra olhar isso a fundo devo encontrar muito mais do que isso. Outras causas facilitadoras, outras questões e seus "x". E já não sei, ou AINDA não sei, se essa da qual ora falo não é também a que impulsiona e dá importância às outras. E sei que vou em frente. Só não vi ainda a cor desse caminho que seguirei.
Acho que apenas sinto, por ter menos preto do que eu gostaria...
Sinto falta de fazer coisas. Não porque não as faço há muito, mas porque agora, tão cedo, não vejo a promessa de que voltem a acontecer. Nem todas as separações são/serão eternas, bem o sei. No entanto, saber disso não alivia de todo o que estamos passíveis de sentir durante o processo.
O que sinto, nesta primeira semana.
Sei que se parar pra olhar isso a fundo devo encontrar muito mais do que isso. Outras causas facilitadoras, outras questões e seus "x". E já não sei, ou AINDA não sei, se essa da qual ora falo não é também a que impulsiona e dá importância às outras. E sei que vou em frente. Só não vi ainda a cor desse caminho que seguirei.
Acho que apenas sinto, por ter menos preto do que eu gostaria...
segunda-feira, outubro 02, 2006
A propósito de conferir o endereço correto do blog, pra enviar a uma pessoa curiosa, volto aqui. Parei pra olhar os escritos...
Há mais de um mês eu não escrevo nada, não xingo ninguém, não choro pitangas... Aqui.
Meu blog abandonado às traças, moscas e cupins. Essa sou eu.
Às vezes, não estou, por favor, deixe seu recado que entrarei em contato assim que possível.
Saudades.
Há mais de um mês eu não escrevo nada, não xingo ninguém, não choro pitangas... Aqui.
Meu blog abandonado às traças, moscas e cupins. Essa sou eu.
Às vezes, não estou, por favor, deixe seu recado que entrarei em contato assim que possível.
Saudades.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Breaking News...
Eu sou uma pessoa carente, que tem muita necessidade de atenção.
Hoje e agora, por exemplo, talvez a música que estou ouvindo facilite esta sensação... Mas queria encontrar alguém - podia ser alguém que eu nunca vi na vida, aliás, talvez fosse até mais legal assim - e bater um papo ameno, com gentilezas e coisas engraçadas...
Hoje, estou com vontade de cativar as pessoas.
Hoje e agora, por exemplo, talvez a música que estou ouvindo facilite esta sensação... Mas queria encontrar alguém - podia ser alguém que eu nunca vi na vida, aliás, talvez fosse até mais legal assim - e bater um papo ameno, com gentilezas e coisas engraçadas...
Hoje, estou com vontade de cativar as pessoas.
terça-feira, agosto 22, 2006
Eu queria ter como ir embora de casa, agora. Queria ter algum AMIGO que morasse sozinho e que pudesse dar essa mão.
É foda, pois, já que não trabalho, nem nada... Em situações como as que passei agora, não há nada que eu possa fazer. Mesmo que eu tivesse a casa de alguém para ir, ainda restariam os gatos, o peixe... Que fazer? Matar todos eles? Com veneno, ou faca, mesmo... E me sentir mais leve para pegar minhas coisas e partir daqui. Não pra sempre, mas por um bom tempo... Morar na Universidade, quem sabe. Que merda é morar com os pais depois de uma certa idade, sem trabalhar, nem nada assim. Que grande merda.
Eu quero explodir, agora, mas não tenho um refúgio real. Não tenho costas largas. E não vou abandonar o pouco que tenho. Não vou.
Às vezes, quando brigamos, ficamos tristes por brigar com alguém que gostamos, pela situação ruim que fica, por querermos bem aquela pessoa e estar tudo difícil. Agora estou triste, mas não é por isso. Eu provavelmente gosto dessa pessoa, mas não é isso que sinto agora, nem por isso que sinto vontade de chorar aos soluços. Eu tenho raiva. Eu sinto vontade de ir embora e nunca mais falar. E fico triste porque não posso fazer essas coisas agora. Eu não posso fazer quase nada.
Vou ficar aqui, e à noite, ainda estarei aqui. E amanhã de manhã, e ao meio-dia, e à noite... Quando o que eu queria era poder passar um tempo infinito sem ter que ver ou falar ou ouvir ou aturar.
Esse não é o melhor momento para dizer coisas sérias, eu sei.
Se fosse, talvez eu dissesse que assim que possível eu vou me separar dela. De vez.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Eu ando pelo mundo...
E às vezes eu odeio muita coisa. Como o mecanismo deste Blogger, que me fez perder meu texto no qual passei algum tempo trabalhando quando fui selecioná-lo para alterar sua cor...
Agora, fica o protesto. E a cor, o motivo vem depois, um dia...
segunda-feira, agosto 07, 2006
Aviso aos navegantes...
Bom, este meu cantinho começou a receber visitas de um ou mais spammers malvados que ficam postando comentários com links que levam a outros blogs ou sei lá mais o que.
São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P
Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^
Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...
Mas não se acostumem com a gentileza. :P
São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P
Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^
Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...
Mas não se acostumem com a gentileza. :P
sexta-feira, agosto 04, 2006
Se arrependimento matasse...
Acho que hoje seria o dia de minha morte; pelo menos, um dos dias de minhas mortes.
Hoje me desgastei um bocado pois queria unir algumas pessoas, pois imaginava que isso seria importante para uma delas. Falei e ouvi um bocado, pensei, fiquei nervosa, fiquei triste, fiquei cansada. E, quando tudo se ajeitou - ou, pelo menos, quando o objetivo de reunir as pessoas foi alcançado...
Não estou me sentindo legal. Algo me deixou ruim, e sinto algo que não é angústia ou tristeza, algo que não é nada bom e que me faz ter vontade de escrever para todas as pessoas envolvidas para dizer que, da próxima vez em que algo não me afetar diretamente, eu vou ficar na minha, não farei mais interferências. Não perderei meu tempo e minha paz de espírito correndo atrás de resolver problemas ou confusões para pessoas que não acham que estão com problemas, ou que não chegam para pedir ajuda diretamente. Acho que assim me pouparei mais...
Esse infelizmente não é meu jeito de ser. Quando percebo que as coisas não estão bem, se acho que posso fazer algo para - teoricamente - ajudar, acabo correndo atrás disso. Contudo, volta e meia me pergunto se isso está certo, ou se de fato ajudo, quando tomo este tipo de atitude. Hoje, um pouco senti que não. Ou talvez muito.
Provavelmente, se tivesse sido pouco, a sensação de mal-estar já tivesse passado. E eu conseguiria aproveitar a noite ao lado das pessoas que tanto me esforcei para reunir, tranqüilamente.
Agora, depois de tanto falar, com tantas pessoas, não me sinto a vontade para desabafar com ninguém. Sinto que já enchi demais a paciência dos outros, o ouvido dos outros, o tempo dos outros. Ao mesmo tempo, me sinto caprichosa, querendo atenção em um momento cujas atenções devem ser de outros.
Sensação de bosta, cabeça de bosta. Acho que falo demais, penso demais, faço demais. Alguém me ajude? Me diga que tudo não passa de frescura de minha cabeça e foi bom eu ter corrido atrás para que nós pudéssemos estar juntos.
Se isso fizer algum sentido/ for alguma verdade.
Por favor...
sábado, julho 29, 2006
Contando carneirinhos. (Ou: historinha para pulgas dormirem)
Hey, você!!!
Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?
Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??
Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.
Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.
É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!
(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.
Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.
Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?
Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...
- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.
Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.
Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.
Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...
Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.
Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?
Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??
Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.
Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.
É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!
(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.
Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.
Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?
Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...
- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.
Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.
Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.
Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...
Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.
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