Como alguém carente pode ser anti-social e exigente???
Como uma pessoa que adora dizer que se sente só pode ser do tipo que se dá ao luxo de escolher amizades?
Por que eu não venho aqui escrever coisas agradáveis de se ler?
O que eu busco?
Por que acho que escrevendo perguntas que deveria estar fazendo pra mim mesma vou obter alguma resposta?
Que terapia é essa que gosto de fazer?
O que é que estou fazendo?
.......................................................................................................
terça-feira, outubro 31, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
Todos iguais...
Tão desiguais, uns mais iguais que os outros...
Eu digo que me sinto só em quase todos os meus posts.
Hoje, farei diferente - estou me sentido sozinha hoje...
Eu digo que me sinto só em quase todos os meus posts.
Hoje, farei diferente - estou me sentido sozinha hoje...
quarta-feira, outubro 25, 2006
24 de Outubro
...
"Provavelmente não é possível amar duas pessoas da mesma maneira, mas existem diferentes tipos de amor."
...
"Provavelmente não é possível amar duas pessoas da mesma maneira, mas existem diferentes tipos de amor."
...
segunda-feira, outubro 16, 2006
Um dia meio perdida e sem rumo.
Sem tanto ânimo para as coisas que TENHO de fazer. Um dia de ficar em frente ao computador e esperar que o telefone toque. Pelo menos, tocou duas vezes do modo que eu gostaria que tocasse.
Diários on-line...
Falto eu andar na linha.
O que eu quero, afinal???
________________________
Qual a graça, para um ilustre desconhecido, em ficar lendo um blog como esse?? Já deve ser bem sem graça para quem me conhece, imagine pro resto... Só serve para aqueles que desejam monitorar meu estado de espírito, saber se estou bem, se estou mal. Nada de muito útil, nada de muito bom.
Sem tanto ânimo para as coisas que TENHO de fazer. Um dia de ficar em frente ao computador e esperar que o telefone toque. Pelo menos, tocou duas vezes do modo que eu gostaria que tocasse.
Diários on-line...
Falto eu andar na linha.
O que eu quero, afinal???
________________________
Qual a graça, para um ilustre desconhecido, em ficar lendo um blog como esse?? Já deve ser bem sem graça para quem me conhece, imagine pro resto... Só serve para aqueles que desejam monitorar meu estado de espírito, saber se estou bem, se estou mal. Nada de muito útil, nada de muito bom.
domingo, outubro 15, 2006
Who's gonna call me?
Tiro o celular do modo silencioso. Penso em ligar pra alguém, pra dizer que cheguei bem em casa. Depois, ou antes, me preocupo com o fato de ter deixado o celular neste modo, já que não conseguiria ouvir caso alguém me ligasse. Então... então, a ficha cai mais uma vez. Não cai tão pesada, nem rasgando. Mas cai. Não morreu ninguém. Mas as duas pessoas que mais me ligavam, as pessoas para quem eu pensava em ligar quando acontecia alguma coisa, legal ou não, estão longe do meu poder de alcance com o celular. As coisas tendem a melhorar, e estão se encaminhando para melhoras mais rápidas e eficientes, ao que me parece. Mas sei que vou sentir falta do contato mais constante com a voz, do abraço, do ficar junto face to face, enfim. Do dia-a-dia, pra ser sincera. Do acontecer uma bobagem e correr pra contar. Sou muito carente neste sentido. Sou muito faladora, tenho essa mania de sair partilhando as coisas, de olhar um gato fazendo algo bobo, mas legal, e ficar apontando pra que os outros vejam. De ler uma coisa diferente e querer comentar sobre aquilo. Alguém pra rir, pra me abraçar. Vou carregar um gato na mochila, e usar ele de amigo. Acho que preciso me dar o direito de chorar sem restrições pelo menos uma vez, pra aliviar a barra. E criar diários e ler livros e estudar e estudar. Crescer sempre tem de ser complicado e difícil?? Nada de viagens medievais e fantásticas, com amigos em grupo, enfrentando juntos coisas inimagináveis que os fazem amadurecer e que expandem seus horizontes. É preciso quebrar mundos, despedaçar nossas casquinhas de ovo e sair por aí, cada um pra seu lado, abrindo seus próprios caminhos, a facão, lágrimas e solidões...? Hoje isso deve sair mais dramático e melancólico do que de costume. Eu quero um Stitch pra me fazer companhia. Vou ter de aprender a viver mais só. Chega de falar? Chega de dizer um monte de coisas, de me queixar tanto? Não sei, hoje. A longo prazo, ou superficialmente, acredito que consigo ver como os dias irão se passar. Mas nesse quadro me vejo cercada de mates e ansiando algo mais verdadeiro.
Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.
Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.
Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.
*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*
Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!
Vou na banquinha da esquina encomendar um amigo inflável. Vou voltar a bordar. Vou escrever pelo menos três cartas por semana.
Um pedacinho em cada lugar, e cada um fazendo faltas diferentes e complementares.
Que todos os sacrifícios sejam válidos.
Que muito em breve a distência máxima seja a caminhada até a porta do vizinho.
Que haja colos para todos nós.
Que fiquemos fortes e bem.
*Será que é possível tirar esse clima de "chantagem emocional" com cachorro pidão deste texto?? Não tentarei fazer isso hoje. Deixa eu curtir um pouco essa saudade de primeiros momentos longe, queimar um pouco meus créditos de choro quase incontrolável. Então, ao longo do processo, a melhora, o crescimento, se registra.*
Mas que receio sentir falta de alguém pra conversar... Ah, como receio!!!
sábado, outubro 07, 2006
Não há brilhantismos...
Não sei, esta me pareceu uma boa frase de efeito. Para dizer que não há longos textos com grandes filosofias, e que não estou aqui para contar histórias cheias de conhecimentos úteis ou, ao menos, interessantes, ou sei lá mais o quê.
É um costume meu, de tempos em tempos, me achar medíocre. Agora não estou me achando medíocre. No entanto, também não imagino que esteja aqui para oferecer nada brilhante. Apenas mais um site com um design simples e textos tão pessoais que chegam a ser generalizados.
Se eu fosse dizer algo sobre hoje, sobre o que sinto, talvez eu dissesse que estou com um pouco de medo de me sentir um pouco só. Talvez eu dissesse que sinto, vez ou outra, vontade de dizer umas coisas que eu não sei se algum dia vou dizer. Talvez eu dissesse que, quando escrevo essas coisas, me sinto repetitiva. Talvez eu fizesse uma declaração semi-anônima.
Entretanto, acho que não vou fazer nada disso. Ando sentindo um pouco de falta de estar em ambientes familiares com os meus amigos. Quando sinto esta falta, me pergunto se não reduzi demais meu círculo de amizades, se não estou agindo errado esperando encontrar quase sempre as mesmas pessoas. Um pouco de verdade em tudo. E, aos poucos, mesmo que eu não queira, isso vai começar a mudar...
Queria mandar abraços para alguém.
É um costume meu, de tempos em tempos, me achar medíocre. Agora não estou me achando medíocre. No entanto, também não imagino que esteja aqui para oferecer nada brilhante. Apenas mais um site com um design simples e textos tão pessoais que chegam a ser generalizados.
Se eu fosse dizer algo sobre hoje, sobre o que sinto, talvez eu dissesse que estou com um pouco de medo de me sentir um pouco só. Talvez eu dissesse que sinto, vez ou outra, vontade de dizer umas coisas que eu não sei se algum dia vou dizer. Talvez eu dissesse que, quando escrevo essas coisas, me sinto repetitiva. Talvez eu fizesse uma declaração semi-anônima.
Entretanto, acho que não vou fazer nada disso. Ando sentindo um pouco de falta de estar em ambientes familiares com os meus amigos. Quando sinto esta falta, me pergunto se não reduzi demais meu círculo de amizades, se não estou agindo errado esperando encontrar quase sempre as mesmas pessoas. Um pouco de verdade em tudo. E, aos poucos, mesmo que eu não queira, isso vai começar a mudar...
Queria mandar abraços para alguém.
*Abraços.*
terça-feira, outubro 03, 2006
Um certo abatimento.
Sinto falta de fazer coisas. Não porque não as faço há muito, mas porque agora, tão cedo, não vejo a promessa de que voltem a acontecer. Nem todas as separações são/serão eternas, bem o sei. No entanto, saber disso não alivia de todo o que estamos passíveis de sentir durante o processo.
O que sinto, nesta primeira semana.
Sei que se parar pra olhar isso a fundo devo encontrar muito mais do que isso. Outras causas facilitadoras, outras questões e seus "x". E já não sei, ou AINDA não sei, se essa da qual ora falo não é também a que impulsiona e dá importância às outras. E sei que vou em frente. Só não vi ainda a cor desse caminho que seguirei.
Acho que apenas sinto, por ter menos preto do que eu gostaria...
Sinto falta de fazer coisas. Não porque não as faço há muito, mas porque agora, tão cedo, não vejo a promessa de que voltem a acontecer. Nem todas as separações são/serão eternas, bem o sei. No entanto, saber disso não alivia de todo o que estamos passíveis de sentir durante o processo.
O que sinto, nesta primeira semana.
Sei que se parar pra olhar isso a fundo devo encontrar muito mais do que isso. Outras causas facilitadoras, outras questões e seus "x". E já não sei, ou AINDA não sei, se essa da qual ora falo não é também a que impulsiona e dá importância às outras. E sei que vou em frente. Só não vi ainda a cor desse caminho que seguirei.
Acho que apenas sinto, por ter menos preto do que eu gostaria...
segunda-feira, outubro 02, 2006
A propósito de conferir o endereço correto do blog, pra enviar a uma pessoa curiosa, volto aqui. Parei pra olhar os escritos...
Há mais de um mês eu não escrevo nada, não xingo ninguém, não choro pitangas... Aqui.
Meu blog abandonado às traças, moscas e cupins. Essa sou eu.
Às vezes, não estou, por favor, deixe seu recado que entrarei em contato assim que possível.
Saudades.
Há mais de um mês eu não escrevo nada, não xingo ninguém, não choro pitangas... Aqui.
Meu blog abandonado às traças, moscas e cupins. Essa sou eu.
Às vezes, não estou, por favor, deixe seu recado que entrarei em contato assim que possível.
Saudades.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Breaking News...
Eu sou uma pessoa carente, que tem muita necessidade de atenção.
Hoje e agora, por exemplo, talvez a música que estou ouvindo facilite esta sensação... Mas queria encontrar alguém - podia ser alguém que eu nunca vi na vida, aliás, talvez fosse até mais legal assim - e bater um papo ameno, com gentilezas e coisas engraçadas...
Hoje, estou com vontade de cativar as pessoas.
Hoje e agora, por exemplo, talvez a música que estou ouvindo facilite esta sensação... Mas queria encontrar alguém - podia ser alguém que eu nunca vi na vida, aliás, talvez fosse até mais legal assim - e bater um papo ameno, com gentilezas e coisas engraçadas...
Hoje, estou com vontade de cativar as pessoas.
terça-feira, agosto 22, 2006
Eu queria ter como ir embora de casa, agora. Queria ter algum AMIGO que morasse sozinho e que pudesse dar essa mão.
É foda, pois, já que não trabalho, nem nada... Em situações como as que passei agora, não há nada que eu possa fazer. Mesmo que eu tivesse a casa de alguém para ir, ainda restariam os gatos, o peixe... Que fazer? Matar todos eles? Com veneno, ou faca, mesmo... E me sentir mais leve para pegar minhas coisas e partir daqui. Não pra sempre, mas por um bom tempo... Morar na Universidade, quem sabe. Que merda é morar com os pais depois de uma certa idade, sem trabalhar, nem nada assim. Que grande merda.
Eu quero explodir, agora, mas não tenho um refúgio real. Não tenho costas largas. E não vou abandonar o pouco que tenho. Não vou.
Às vezes, quando brigamos, ficamos tristes por brigar com alguém que gostamos, pela situação ruim que fica, por querermos bem aquela pessoa e estar tudo difícil. Agora estou triste, mas não é por isso. Eu provavelmente gosto dessa pessoa, mas não é isso que sinto agora, nem por isso que sinto vontade de chorar aos soluços. Eu tenho raiva. Eu sinto vontade de ir embora e nunca mais falar. E fico triste porque não posso fazer essas coisas agora. Eu não posso fazer quase nada.
Vou ficar aqui, e à noite, ainda estarei aqui. E amanhã de manhã, e ao meio-dia, e à noite... Quando o que eu queria era poder passar um tempo infinito sem ter que ver ou falar ou ouvir ou aturar.
Esse não é o melhor momento para dizer coisas sérias, eu sei.
Se fosse, talvez eu dissesse que assim que possível eu vou me separar dela. De vez.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Eu ando pelo mundo...
E às vezes eu odeio muita coisa. Como o mecanismo deste Blogger, que me fez perder meu texto no qual passei algum tempo trabalhando quando fui selecioná-lo para alterar sua cor...
Agora, fica o protesto. E a cor, o motivo vem depois, um dia...
segunda-feira, agosto 07, 2006
Aviso aos navegantes...
Bom, este meu cantinho começou a receber visitas de um ou mais spammers malvados que ficam postando comentários com links que levam a outros blogs ou sei lá mais o que.
São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P
Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^
Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...
Mas não se acostumem com a gentileza. :P
São comentários anônimos e sem nada de muito útil, a olho nu. :P
Para evitar que ficassem aparecendo, ativei a moderação de comentários, de modo que tudo que alguém comenta primeiro passa pela minha autorização para depois ir para a página. Contudo, hoje resolvi tomar uma medida mais drástica; estou ativando aquele recurso de confirmação de comentário - ou seja, quem decidir comentar algum post meu terá de digitar os famosos caracteres tortos. ^_^
Imagino que isso afastará os spammers. Tão logo eu conclua se isso funcionou, retiro, para não ficar enchendo o saco de qualquer aventureiro que, eventualmente, de fato queira deixar algum comentário sobre isto aqui. Como às vezes sou simpática e às vezes respeito as pessoas que me dão atenção, estou comunicando tudo isso...
Mas não se acostumem com a gentileza. :P
sexta-feira, agosto 04, 2006
Se arrependimento matasse...
Acho que hoje seria o dia de minha morte; pelo menos, um dos dias de minhas mortes.
Hoje me desgastei um bocado pois queria unir algumas pessoas, pois imaginava que isso seria importante para uma delas. Falei e ouvi um bocado, pensei, fiquei nervosa, fiquei triste, fiquei cansada. E, quando tudo se ajeitou - ou, pelo menos, quando o objetivo de reunir as pessoas foi alcançado...
Não estou me sentindo legal. Algo me deixou ruim, e sinto algo que não é angústia ou tristeza, algo que não é nada bom e que me faz ter vontade de escrever para todas as pessoas envolvidas para dizer que, da próxima vez em que algo não me afetar diretamente, eu vou ficar na minha, não farei mais interferências. Não perderei meu tempo e minha paz de espírito correndo atrás de resolver problemas ou confusões para pessoas que não acham que estão com problemas, ou que não chegam para pedir ajuda diretamente. Acho que assim me pouparei mais...
Esse infelizmente não é meu jeito de ser. Quando percebo que as coisas não estão bem, se acho que posso fazer algo para - teoricamente - ajudar, acabo correndo atrás disso. Contudo, volta e meia me pergunto se isso está certo, ou se de fato ajudo, quando tomo este tipo de atitude. Hoje, um pouco senti que não. Ou talvez muito.
Provavelmente, se tivesse sido pouco, a sensação de mal-estar já tivesse passado. E eu conseguiria aproveitar a noite ao lado das pessoas que tanto me esforcei para reunir, tranqüilamente.
Agora, depois de tanto falar, com tantas pessoas, não me sinto a vontade para desabafar com ninguém. Sinto que já enchi demais a paciência dos outros, o ouvido dos outros, o tempo dos outros. Ao mesmo tempo, me sinto caprichosa, querendo atenção em um momento cujas atenções devem ser de outros.
Sensação de bosta, cabeça de bosta. Acho que falo demais, penso demais, faço demais. Alguém me ajude? Me diga que tudo não passa de frescura de minha cabeça e foi bom eu ter corrido atrás para que nós pudéssemos estar juntos.
Se isso fizer algum sentido/ for alguma verdade.
Por favor...
sábado, julho 29, 2006
Contando carneirinhos. (Ou: historinha para pulgas dormirem)
Hey, você!!!
Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?
Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??
Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.
Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.
É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!
(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.
Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.
Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?
Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...
- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.
Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.
Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.
Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...
Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.
Será que consegue se desligar tanto a ponto de fazer um autêntico brainstorm, digitando?? Será que é possível começar a escrever, e escrever, escrever, escrever, até não ter mais domínio sobre o que sai pela ponta/ponte de seus dedos?
Será possível sair algo de útil de uma atividade como essa? Será possível descobrir qual a fonte de sua insatisfação, qual o motivo deste leve peso no peito? A causa desta sensação que não permite que sua noite seja agradável, que você simplesmente descanse a cabeça no travesseiro e durma, sem importar se são onze da noite ou três e meia da madrugada??
Um autêntico... um autêntico plágio, com direito a palavras trocadas por sinônimos. Uma cópia original, com agradecimentos ao verdadeiro autor. Uma série de palavras, um tanto desconexas, mas que lhe dão uma agradável sensação de estar pondo pra fora o que não está fazendo bem.
Isso, querido - coloca o dedo na goela e vomita. Não tem importância se só sair bilis... Fará bem mesmo assim. No final. Você verá.
É possível - óbvio - que alguém tenha tal controle das mãos e domínio do teclado que consiga "sair do ar" e mesmo assim manter um ritmo bom de digitação, de modo que o que for surgindo na mente possa ser instintivamente convertido em sinais gráficos na tela que não está sendo lida, mas que algum dia, por ventura, o será. Contudo, não me sinto, ainda, capaz disso. Já seria difícil continuar a escrever com tanta leveza se eu parasse de olhar para o que vai saindo do movimento semi-aleatório de meus dedos!!
(suspiro) Acho que não escrevi muita coisa de útil neste post. E, mesmo assim, as emoções e energias parecem já fluir melhor. Que mágica é essa - escrever? Que magia terapêutica é essa que descobri quase antes de aprender a ler com eficiência? Que maravilha eu descobri. Tesouro que nunca me será tirado.
Não gostei das últimas frases. Não sei porque. Acho que ficaram clichês demais. Gosto de lugares-comum discretos. Pontos de ônibus, por exemplo. Onde vivo - fisicamente - acho que são uma das coisas mais comuns que há. Mas é possível andar por aí sem notá-los... Quer dizer, a menos que tenha chovido muito ou algum transporte tenha atrasado. Aí, a massa humana é tão grande e concentrada que seria impossível NÃO vê-los.
Meu olhos pesam adoravelmente. O cansaço de horas de insatisfação despejadas a esmo por aí/aqui? O pequeno alívio de transmitir a amargura a outrem? O curso natural das coisas? Mesmo que se esteja acostumado a ir dormir até mais de duas horas além das que ora batem?
Não sei. Não sei mesmo o que tudo ou nada disso quer dizer. Mas acho que já estou pronta para escovar os dentes, esvaziar o quarto, deitar na cama e sentir vontade de chorar. Acho que sim...
- E, entretanto, persisto por aqui. Escrever vicia? Parece-me que sim. Cavar pocinhos em busca do tesouro que é conhecer a si mesmo parece ser algo de difícil desistência. A mais proveitosa de todas as corridas do ouro? Não mesmo. Na corrida do ouro você sabe o que vai encontrar. Até por conta da idéia propulsora, no final, o que vier será, praticamente, lucro. Ouro, prata, diamantes... Na corrida do outro que se esconde dentro de você, você nunca sabe quem ou o quê irá encontrar.
Isso a torna um suspense daqueles de não desgrudar os olhos. Mas também pode virar um grande filme de terror, daqueles que te perseguem dias após você ter se livrado da fita.
Nossa, heis que o medo bate à porta de meu ninhozinho de emoções, depois de tão interessante discurso contando com sua figura. O medo é um exibido que adora aparecer, aparece quando não é chamado e sempre sabe quando estão falando dele. O mais chato dos vizinhos, é o que o medo é.
Pronto, fiz uma nem tão longa resenha sobre nada específico. Ou um grande tratado sobre a (minha) mente humana. Daqui a alguns dias ou anos irei descobrir. Agora, mais uma vez, acredito que o melhor a fazer seja ir dormir. Estimular meu cérebro - como faço aqui, quando me ponho a digredir comigo mesma sobre o que dá na telha - é algo que me encanta e atrai, ao ponto de eu realmente pensar duas, três, cinco vezes antes de fechar este blog (depois de aberto) e ir fazer outra coisa. Mas talvez seja hora de pensar que me preparar para as digressões coletivas é ainda melhor...
Ah, o que eu quero é uma feliz e empolgante digressão a dois.
sexta-feira, julho 28, 2006
Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.
E eis que lá descobri, nada mais, nada menos, que eles... Não dromedários, camelos, ou centopéias. Não preguiças gigantes.
Palíndromos...
Palíndromos são seres complexos. Não sei dizer se sua beleza surge disso; contudo, é fato que o fascínio que exercem sobre as pessoas nasce de sua complexidade. Não depois de prontos.
Depois de prontos são o que são. Como o ornitorrinco que, claro, é estranho, mas afinal existe e é o que é. A beleza surge na sua criação. Na mente - perversa como a do criador do ornitorrinco e das eqüidnas? não sei - que concebe, que percebe. Que colhe, enfim, dentre um bando de textos vazios e ermos de duplos sentidos, um palíndromo. Novo. Intocado. Provavelmente, nunca sequer imaginado por outrem. Mágico. Genial.
Essa é a aura que cerca este bicho peludo, mamífero de três corcovas exatamente iguais e com um sem número de patas, que, como os lhasa apsos, confude quem o vê por não haver clareza entre o que é seu início e o que é o seu fim.
Bichos fascinantes, os palíndromos.
terça-feira, julho 25, 2006
...
estou eu catatônica???
preciso sair da frente do computador, fechar a casa, tomar banho e ir dormir.
quero sair da frente do computador, fechar a casa, tomar banho e ir dormir?
talvez seja apenas falta da conversinha diária. acho que sou uma viciada.
É hora de ir dormir?!?
São muito tarde.
Gastei mais de uma hora em um de meus vícios. E agora, no momento de desligar o computador, sinto algo entre vazio e remorso. Próximo do que tenho quando estou de ressaca.
Minhas ressacas não se dão na boca - o tal gosto de cabo de guarda-chuva - minhas ressacas sinto-as em meu peito. Mensagens de que uma ou muitas partes de mim não gostaram do que fiz. Como agora. De que se trata desta vez? Da hora avançada? Da falta de perspectivas? Falta-me algo, afinal?
Ou será apenas essa vontade de escrever, essa palavra presa não na garganta, mas no corpo todo, que hora aperta para se libertar? Um suspiro se solta. Sinto que há mais de onde veio este. Olho para os lados e sei que há muito os que me acompanham dormem... Apenas um vagueia no vazio limitado de um aquário, nas paredes que prometem mas não dão.
Neste momento, meu aquário torna-se deprimente. Viver preso, para sempre. Fugir significa morrer. Ou uma aventura de poucos minutos, findada no ponto de partida. Preso, mas feliz, ou vivo mas encarcerado? Qual a consciência que meu pequeno vermelho tem que está em um aquário, em um espaço tão menor e menos atraente que o local em que algum parente/ancestral distante seu um dia viveu? Qual a consciência que tem de suas paredes "invisíveis"? Hoje fui olhar por uma janela. Ela estava fechada, mas não vi. Grudei a cabeça com tudo no ar duro e sujo que era o vidro. Como é para o meu peixe? Sempre isso? Pensar em aquários é deprimente.
O Ministério da Saúde adverte. Refletir sobre aquários faz mal à saúde.
Minhas palavras têm mais sorte. Meu peito é mais permeável. Às vezes, podem fluir facilmente. Para onde desejarem.
Palavra viajante do vento. Quero alcançar ouvidos que me compreendam. Quero poder ir sempre em frente. E vez ou outra parar para descansar por aí. Quero andar sobre as águas e nos galhos mais altos. Quero passar pelos belos comuns-lugares. Por ventura, ficar.
Meu olhar se perde. É melhor ir divagar de olhos fechados.
Mas é bom passear por aqui. Por quem passa, por zeros e uns a perder de vista. Escrever é bom. E o blog sempre tira aquela incômoda sensação que nossos diários (secretos) nos davam...
A pena de saber que por mais que escrevêssemos, ninguém iria ler nada daquilo mesmo.
Gastei mais de uma hora em um de meus vícios. E agora, no momento de desligar o computador, sinto algo entre vazio e remorso. Próximo do que tenho quando estou de ressaca.
Minhas ressacas não se dão na boca - o tal gosto de cabo de guarda-chuva - minhas ressacas sinto-as em meu peito. Mensagens de que uma ou muitas partes de mim não gostaram do que fiz. Como agora. De que se trata desta vez? Da hora avançada? Da falta de perspectivas? Falta-me algo, afinal?
Ou será apenas essa vontade de escrever, essa palavra presa não na garganta, mas no corpo todo, que hora aperta para se libertar? Um suspiro se solta. Sinto que há mais de onde veio este. Olho para os lados e sei que há muito os que me acompanham dormem... Apenas um vagueia no vazio limitado de um aquário, nas paredes que prometem mas não dão.
Neste momento, meu aquário torna-se deprimente. Viver preso, para sempre. Fugir significa morrer. Ou uma aventura de poucos minutos, findada no ponto de partida. Preso, mas feliz, ou vivo mas encarcerado? Qual a consciência que meu pequeno vermelho tem que está em um aquário, em um espaço tão menor e menos atraente que o local em que algum parente/ancestral distante seu um dia viveu? Qual a consciência que tem de suas paredes "invisíveis"? Hoje fui olhar por uma janela. Ela estava fechada, mas não vi. Grudei a cabeça com tudo no ar duro e sujo que era o vidro. Como é para o meu peixe? Sempre isso? Pensar em aquários é deprimente.
O Ministério da Saúde adverte. Refletir sobre aquários faz mal à saúde.
Minhas palavras têm mais sorte. Meu peito é mais permeável. Às vezes, podem fluir facilmente. Para onde desejarem.
Palavra viajante do vento. Quero alcançar ouvidos que me compreendam. Quero poder ir sempre em frente. E vez ou outra parar para descansar por aí. Quero andar sobre as águas e nos galhos mais altos. Quero passar pelos belos comuns-lugares. Por ventura, ficar.
Meu olhar se perde. É melhor ir divagar de olhos fechados.
Mas é bom passear por aqui. Por quem passa, por zeros e uns a perder de vista. Escrever é bom. E o blog sempre tira aquela incômoda sensação que nossos diários (secretos) nos davam...
A pena de saber que por mais que escrevêssemos, ninguém iria ler nada daquilo mesmo.
domingo, julho 16, 2006
Blá blá blá...
Vontade de escrever... De novo!!!
Quantas vezes eu vou sentir isso??? Quando eu era bem mais nova - não sei exatamente quantos anos, mas sei que ainda era, "faixa etariamente" falando, uma criança - às vezes estava na casa de meu pai, nas férias, e sentia vontade de escrever. Contudo, era mais uma vontade de sentir os dedos pressionando o teclado, ouvir o barulho que acionar cada letra e/ou caracter causa...
Então eu ia pro computador e ficava, por alguns momentos, apenas batendo os dedos, aleatoriamente, nos botões. Tec-tec-tec-tec. Até me saciar.
Depois, eventualmente, escrevia alguma coisa, de verdade.
Hoje a vontade foi parecida. Então, agora que já digitei um bocadinho, vou tratar de fazer as outras coisas que precisam ser feitas antes que eu possa ir dormir. Melhor: antes que eu possa me deitar.
Buenas noches!!
sexta-feira, julho 07, 2006
Só...
Acho que estou me sentindo só.
Muito tempo sem conversar e ficar falando bobagem. Acostumei-me, ao longo da vida, a ter com quem conversar, mesmo nas fases em que não tinha muitos amigos...
Conversava muito com uma empregada que tivemos em casa. Ela foi embora, nos distanciamos, mas aí eu já tinha um par de bons amigos no colégio, com quem podia contar e a quem de fato contava. Também, por um tempo, morei com mais gente, uma menina que era bem minha amiga, o que ajudava. E as visitas - foi um tempo em que eu recebia amigos que moravam próximo - eram quase em dobro.
Houve o namorado que não trabalhava e podia passar as tardes comigo. E, quando me mudei radicalmente, além da pessoa que havia em casa, com quem eu conversava, no primeiro dia de aula encontrei uma Amiga. E nos falamos praticamente todos os dias até eu voltar...
Aqui, e agora, há os gatos... Um cachorro. Peixes falam? Não tenho amigos na vizinhança. Não me agrada muito essa vizinhança, para ser sincera. As pessoas cresceram e ficaram ocupadas, e eu cresci, mas talvez não tanto quanto deveria, então sinto muita falta de alguém no dia-a-dia. Sinto mesmo. Às vezes nem noto. Mas há momentos, como segunda, nos quais me sinto infinitamente só.
Este é um texto mais antigo, da semana passada, mas ainda assim acredito que vale a pena publicá-lo. Não deixo de ser eu.
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